sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Projeto Genoma detona o dogma central darwiniano

O Projeto Genoma completou dez anos e eu nada vi na Grande Mídia que informasse os leitores leigos sobre o status desse grande projeto científico. Você viu? Nem os grandes jornais como a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e olha que esses dois jornais têm editorias de ciência pra ninguém botar defeito; eles não publicaram um especial ou apenas um artigo informativo. Por que nada publicaram? Explico. A revista Nature publicou um especial sobre o Projeto Genoma Humano no dia 10 de fevereiro de 2011. Naquela semana a Science também publicou uma série de artigos sobre isso. Eu não vi uma linha na Grande Mídia sobre essa importante questão científica. Você viu? Por que será que as editorias de ciência ficaram mudas? Elas ficaram mudas porque a maioria dos artigos destacou que as descobertas contrariam as predições do paradigma darwiniano. Quando a questão é Darwin, a Grande Mídia vive uma relação incestuosa com a Nomenklatura científica: o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde! Tutti cosa nostra, capice?

Traduzindo em miúdos: as descobertas científicas do Projeto Genoma não estão corroborando as expectativas do paradigma evolucionário. A publicação do genoma humano revelou duas coisas interessantes: não identifica a nossa história evolucionária e nem levou às curas milagrosas.

Gente, entre outras coisas, o genoma humano revelou complexidade por detrás de mais complexidade que é a biblioteca de informação genética existente em cada um de nós. Como a Grande Mídia não destacou, este blogger destaca alguns excertos dos artigos da Science que revelam essa maravilha de complexidade.

O cientista John Mattick, da Universidade de Queensland, evolucionista, no seu artigo “The Genomic Foundation is Shifting” [A base genômica está mudando], destacou como que a fundação genômica está mudando: “Para mim, o resultado mais importante do projeto do genoma humano foi ter exposto a falácia de que a maioria da informação genética está expressa como proteínas.”

Gente, do que mesmo o Mattick está falando? Você está sentado? Como vai o coração? Está de bem com a vida? Não tem inimigos? Nem este blogger por dizer a verdade sobre Darwin e seus discípulos? Mattick está falando do Dogma Central da genética – o princípio de que o DNA é o controlador mestre da hereditariedade, traduzindo sua informação em proteínas que criam nossos corpos e cérebros.

Uma coisa surpreendente revelada no Projeto Genoma é que o número de genes é muito menor do que era esperado (apenas 1,5% do DNA humano contém genes), é suplantado pelo DNA não codificante (foi chamado de DNA lixo, lembra?), mas que é responsável pela geração do RNA, pela regulação da expressão dos genes, especialmente durante o desenvolvimento embriônico.

O código da histona y otras cositas gerou mais “tremores secundários” que minaram o Dogma Central. Mattick concluiu: “Essas observações sugerem que nós precisamos reavaliar a ortodoxia genética subjacente, que está profundamente arraigada e tem sido dada trégua superficial pelas premissas aceitas sem críticas sobre a natureza e o poder do controle combinatorial. Como Barbara McClintock, laureada com o Nobel, escreveu em 1950: 'Nós estamos permitindo uma filosofia da [codificação de proteína] de gene controlar [o nosso] raciocínio? O que é então a filosofia do gene? É uma filosofia válida?' […] Há uma alternativa: A complexidade humana tem sido construída em uma grande expansão de sequências genômicas reguladoras, a maioria das quais é efetuada pelos RNAs que usam a infraestrura genérica de proteína e controlam os mecanismos epigenéticos que sustentam a embriogênesis e a função cerebral. Eu considero o genoma humano não simplesmente como fornecendo detalhe, mas muito mais importante, como o começo de um iluminismo conceitual em biologia.”

Fonte: Desafiando a Nomeklatura Científica

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Peixe “evolui” para sobreviver no meio de toxinas

A maioria das pessoas pensa que a evolução ocorre ao longo de centenas ou milhares de anos, mas não é o que aconteceu com um peixe dos Estados Unidos. Bastaram 50 anos para que a espécie, parecida com um pequeno bacalhau, evoluísse [sic] com o propósito de se tornar mais resistente às toxinas que poluem o rio Hudson. “Estamos falando de uma evolução muito rápida”, comenta o professor de medicina ambiental da Escola de Medicina da Universidade de New York, Isaac Wirgin. Segundo Wirgin, autor de um estudo publicado na versão on-line da Science, a variação de um gene garantiu ao peixe uma resistência ao bifenilpoliclorado (PCB), substância tóxica e cancerígena. O peixe se tornou capaz de acumular grandes quantidades da química industrial sem necessariamente morrer ou ficar doente.

O rio Hudson recebeu durante 30 anos altas doses de PCB - a substância foi identificada pela primeira vez nas suas águas em 1947 - e ainda continua sob processo de limpeza. “A questão seguinte é como eles fazem isso”, comenta Adria Elskus, especialista que estuda a resistência de peixes a PCBs, mercúrio e outras dioxinas.

Uma segunda pergunta, feita pelo cientista que realizou o estudo, é sobre a contaminação de PBC por outras espécies, já que o pequeno bacalhau serve de comida para peixes maiores. Isso significa que há transferência da toxina pela cadeia alimentar e possivelmente para o homem.

(Folha.com)

Nota 1: É o velho sensacionalismo ultradarwinista em ação. É preciso pontuar algumas questões, depois de se ler uma matéria enviesada como essa: (1) Sobre o que o autor do texto e os entrevistados estão falando quando usam a palavra “evolução”? O que fica no subconsciente das pessoas e vem à tona quando leem reportagens como essa é aquela figura dos hominídeos “evoluindo” para se tornar humanos ou a ideia da macroevolução de uma célula até uma ave passando por um réptil. Só que o que ocorreu com peixe do rio Hudson é semelhante ao que ocorre com bactérias que adquirem resistência a antibióticos, ou seja, sofrem algum tipo de mutação (microevolução), mas não deixam de ser bactérias, assim como o peixe não deixou de ser peixe. (2) A própria matéria acima admite que o peixe sofreu “variação”, portanto, não houve qualquer acréscimo de informação genética capaz de dar origem a um novo órgão complexo e funcional, o que seria de esperar, caso a macroevolução fosse um “fato” científico e não um mito naturalista. (3) Parece que a capacidade de acumular grandes quantidades de toxinas não pertence apenas ao pequeno bacalhau, mas também aos peixes que se alimentam dele. Não seria essa uma característica já presente em todos esses peixes e manifestada no momento em que dela precisaram? Portanto, afirmar que essa adaptação se trata de “evolução” (e nós sabemos o que eles querem dizer com essa palavra) é forçar a barra. Pra variar.[Michelson Borges]

Nota 2: O que ocorreu com esse peixe foi uma base mecanicista de resistência ao PCB por meio de uma mutação adaptativa com perda de função em um local, resultante de deleção de seis bases em um gene particular, o AHR2. Não houve macroevolução, e a microevolução que ocorreu foi perda de função, e não de acréscimo de informação genética.

Excerto da pesquisa que destaca isso:

The mechanistic basis of resistance of vertebrate populations to contaminants, including Atlantic tomcod from the Hudson River (HR) to polychlorinated biphenyls (PCBs), is unknown. HR tomcod exhibited variants in the aryl hydrocarbon receptor2 (AHR2) that were nearly absent elsewhere. In ligand binding assays, AHR2-1 protein (common in HR) was impaired compared to widespread AHR2-2 in binding TCDD (2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin) and in driving expression in reporter gene assays in AHR-deficient cells treated with TCDD or PCB126. We identified a six-base deletion in AHR2 as the basis of resistance and suggest that the HR population has undergone rapid ev olution probably due to contaminant exposure. The mechanistic basis of resistance in a vertebrate population provides evidence of evolutionary change due to selective pressure at a single locus.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Folha não contribuiu para "colocar Darwin nos trilhos"

O jornal Folha de São Paulo completou neste sábado, 90 anos de existência. Particularmente, é o melhor meio de comunicação que temos no Brasil. Já fui assinante da Folha por dois anos e hoje leio as notícias pela internet e raramente compro nas bancas.

Lembro de ter lido e arquivado também algumas reportagens marcantes sobre Criacionismo x evolucionismo - a maioria sendo a favor da teoria evolucionista. Entre várias matérias publicadas sobre o referido tema - pela primeira vez – a Folha abre um espaço para a teoria criacionista, convidando um jornalista cristão e editor de uma editora cristã, Michelson Borges, para escrever uma coluna explicativa sobre a teoria do criacionismo. Assim, o jornal Folha de São Paulo publicou - na integra - o texto de Michelson, intitulado: Teoria é mal compreendida. No entanto, mesmo abrindo esta oportunidade (rara, por sinal) a Folha não deixa de ser um jornal tendencioso.

Neste post você irá ler trechos do discurso [revoltante e com razão] do blogger Enézio E. de Almeida Filho (Desafiando a Nomenklatura científica) nos 90 anos da Folha de São Paulo:

DE CAMPINAS

"Sinto-me constrangido de registrar que a Folha, de 1998 a 2011 ajudou a destruir a educação no Brasil, impedindo a construção da cidadania, da educação dos nossos cidadãos, de preservar o que há de mais nobre num país, que é o crescimento com democracia e educação, com respeito aos direitos de cidadania ao acesso a informações científicas atualizadas."
"Cada um dos presentes aqui com certeza se recorda de um ou mais episódios em que a Folha, apesar de sua editoria de ciência ter sido notificada diversas vezes sobre as insuficiências fundamentais na teoria da evolução através da seleção natural no contexto de justificação teórica, deixou de investigar, de debater, de ouvir o outro lado, de corrigir rumos da educação brasileira sobre a abordagem fraudulenta e distorcida da evolução em nossos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM, para com a sua credibilidade e poder científico, ela pudesse contribuir para colocar Darwin nos trilhos uma vez que temos uma nova teoria da geral da evolução sendo elaborada ‒ a Síntese Evolutiva Ampliada ‒ que pela montanha de evidências negativas não pode e nem deve ser selecionista."

"Um jornal que se diz a serviço do Brasil e da educação, não tem nada a comemorar nesta questão científica importante. Quando a questão é Darwin, a Folha precisa evoluir seu jornalismo científico", concluiu Almeida Filho.

Cientistas debatem se fóssil da Ardi era de humana ou macaca

Macaca ou humana? O fóssil da pequena Ardi, uma criatura 1,2 metro e 50 kg que viveu há 4,4 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], despertou um furioso debate agora que um artigo na Nature colocou mais dúvidas sobre ela ser de fato um ancestral humano. Batizada com o nome científico Ardipithecus ramidus, sua descrição detalhada na Science em 2009 se tornou a descoberta do ano [e não foi fácil aguentar o típico ufanismo darwinista na época]. O fóssil foi declarado o mais espetacular achado paleontológico desde a escavação de Lucy, em 1974, com 3,2 milhões de anos [idem]. Os paleontólogos sempre especularam sobre como seria a forma do ancestral comum [sic], se algo intermediário entre o humano e os grandes macacos africanos. “Nós vimos o ancestral, e não é um chimpanzé”, declarou Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que chefiou os estudos. Ardi é o grande achado de White e colegas. Por isso, é compreensível que não gostem da ideia de que ela seja apenas uma macaca velha. [Que bom que, de vez em quando, a mídia admita que os cientistas não são assim tão objetivos quanto nos tentam fazer crer. Há ambições, vaidades e segundas intenções também nos domínios da ciência.]

Ardipithecus ramidus é apenas 200 mil anos mais velho que o Australopithecus anamensis. Mesmo com a melhor boa vontade do mundo eu não consigo ver o Ardipithecus ramidus evoluindo para o Au. Anamensis”, disse à Folha um dos autores do artigo da Nature, Bernard Wood, da Universidade George Washington.

O outro autor do mesmo trabalho é Terry Harrison, da Universidade Nova York. “Não há absolutamente nada de novo nesse artigo”, reagiu White, em declaração à Folha sobre o artigo de Wood e Harrison, que criticam a humanidade de Ardi.

O principal argumento da dupla é que White e colegas não teriam considerado a hipótese de “convergência evolutiva”, isto é, o mesmo traço anatômico - a forma de um osso, por exemplo - surgir em espécies que não são diretamente relacionadas. A ancestralidade humana de Ardi já tinha sido criticada no ano passado na própria Science por Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova Jersey. Para ele, o Ardipithecus é um quadrúpede palmígrado, que se apoia nas plantas das quatro patas, e não um bípede, como dito por White.

Sarmiento não gostou nem da réplica de White e colegas publicada na mesma Science, nem do novo artigo de Wood e Harrison. “Para ser capaz de decidir sobre as relações ancestral-descendente entre macacos vivos e fósseis, nós precisamos olhar para traços suficientemente complexos de modo a deixarem um registro de convergência na anatomia”, declarou Sarmiento. Segundo ele, a dupla, com base nos mesmos traços anatômicos, aceita que o Australopithecus seja da linhagem humana, mas não o Ardipithecus.

[Essa história de ancestralidade comum e evolução humana ainda vai dar muito pano pra manga. Não caia na conversa de que esse assunto está resolvido e que “a ciência diz isso, diz aquilo”. A ciência não diz nada; os cientistas é que dizem, e eles frequentamente se contradizem quando o assunto é macroevolução.–Michelson Borges]

Fonte: Folha.com

Leia também: Estudo diz que Ardi não é ancestral do homem, Osso do pé revela que "ancestral" Lucy andava ereto e Observe bem: este é seu “novo parente mais antigo" .

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Você é uma galáxia de informação

Se você acha que está sobrecarregado com informações, essa matéria é para você. Um artigo publicado nesta quinta-feira, 10, na edição online da revista Science tenta responder à pergunta: quanta informação há no mundo?

Medindo tanto a capacidade de armazenamento digital quanto analógica, os pesquisadores chegaram à conclusão que a humanidade é capaz de guardar impressionantes 295 exabytes de informação.

Mas espera! O que é um exabyte? É uma unidade de armazenamento em computação equivalente a 1.000.000.000.000.000.000 bytes (sim, um número com 18 zeros). Assim, o valor total do conteúdo armazenado na Terra representa 315 vezes o número de grãos de areia de toda a Terra - mas há menos de 1% da informação armazenada nas moléculas de DNA dos seres humanos.

Para entender ainda melhor, se uma única estrela é um bit de informação, cada ser humano armazena o equivalente a uma galáxia inteira.

link Para entender zilhões de bytes

O estudo afirma ainda que 2002 pode ser considerado o marco de início da era digital, pois foi nesse ano que a capacidade de armazenamento digital de sobrepôs à analógica. Em 2007, 94% de toda a memória do mundo já era digital.

No mesmo ano de 2007, 1.9 zettabytes de informações foram enviados através de tecnologias de transmissão como a televisão e o GPS, uma grandeza que equivale a cada um de nós ler 174 jornais por dia.

Nossa necessidade de conversar e informar também marca presença nos dados: as telecomunicações crescem 28% anualmente e as tecnologias de comunicação de via dupla (como os celulares) usaram 65 exabytes de informação em 2007 – o equivalente a cada pessoa do mundo ler seis jornais por dia todos os dias.

E, embora as tecnologias de computação cresçam 58% e a capacidade de armazenamento 23% todos os anos, os pesquisadores lembram que esses números são impressionantes, mas não são nada perto de como a natureza lida com a informação.

Fonte: Estadão

Nota do leitor Valter Baiecijo: “Para tratar do volume de informação mencionado, são utilizados métodos e ferramentas extremamente complexas (ex.: sistemas operacionais, banco de dados relacionais, linguagens de programação, sistemas de armazenamento, redes de comunicação), que são desenvolvidos para essa finalidade, de maneira lógica e racional (sei disso, pois trabalho na área de Tecnologia da Informação). Essa informação tem uma finalidade, um propósito, não apareceu do nada, de maneira aleatória. Então vem a pergunta: Se toda a informação mencionada não representa 1% do que está armazenado nas moléculas de DNA do ser humano, como é possível afirmar que os outros 99% têm uma origem aleatória, não planejada? Agradeço cada dia o fato de ter o maior Administrador de Sistemas cuidando do meu sistema de informações!”

Darwin não era ultradarwinista

“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das espécies, Belo Horizonte-Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36).

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “A Nomenklatura científica ao proibir a dissensão e o ensino honesto e objetivo da teoria da evolução através da seleção natural e n mecanismos evolucionários, desonra a liberalidade epistêmica de Darwin para o estabelecimento de teorias científicas. Não seguir a Darwin nessa liberalidade epistêmica é prova nua e crua de que temos densas trevas medievais (no medievo, a ciência teve grandes avanços, mas a expressão comum para identificar obscurantismo e repressão que ficou foi essa) na Nomenklatura científica que pontifica somente o que pode ser ensinado e discutido sobre a evolução em salas de aulas e conferências, e que persegue implacavelmente seus críticos e oponentes. Eu sei do que estou falando: estão aí os atuais mandarins para confirmar essa inquisição sem fogueiras que destrói vidas e carreiras acadêmicas promissoras em defesa de uma teoria científica que nunca é corroborada no contexto de justificação teórica: a origem e evolução das espécies! Traduzindo em graúdos: um Australopithecus afarensis se transmutar em antropólogo amazonense!”

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Osso do pé revela que "ancestral" Lucy andava ereto

Um osso fossilizado do arco do pé, encontrado na Etiópia, revela que os ancestrais humanos andavam eretos 3,2 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista] e não eram mais escaladores de árvores, segundo estudo publicado na edição desta quinta-feira da revista Science. O osso pertence a um conjunto do famoso hominídeo Lucy, cuja espécie, o Australopithecus afarensis, vagou pelo leste da África, e seria a primeira evidência de como eles costumavam se deslocar por lá. “Este quarto metatarso é o único conhecido do A. afarensis e é uma peça chave da evolução remota da forma única com que os humanos caminham”, disse William Kimbel, coautor do estudo na Universidade do Estado do Arizona. O arco do pé serviria como alavanca para sair do chão no início de uma caminhada e para absorver o impacto quando o pé volta a pisar, sugerindo que o pé de Lucy era parecido ao nosso.

Os símios têm pés mais planos, flexíveis e dedos grandes que lhes permitem se agarrar às árvores, atributos que não estão presentes no A. afarensis. “Compreender que os arcos dos pés apareceram muito cedo na nossa evolução mostra que a estrutura única dos nossos pés é fundamental para a locomoção humana”, disse a coautora do estudo, Carol Ward, da Universidade do Missouri.

Uma espécie mais velha, o Ardipithecus ramidus, da Etiópia, é o tipo mais remoto de homem moderno do qual os paleontólogos descobriram vestígios significativos de esqueleto. Ele viveu 4,4 milhões de anos atrás [idem], mas seus pés, mais semelhantes aos de um símio, indicam que caminhava ereto apenas parte do tempo.

(UOL Notícias)

Nota: É interessante notar como a descoberta de um único osso pode mudar totalmente teorias “bem estabelecidas”. A verdade é que humanos não têm ancestrais e sempre andaram em pé. A imagem acima é pura ficção. Uma reconstituição imaginária. O que temos de Lucy são os fragmentos vistos na foto ao lado. Note que da cabeça restou apenas parte do maxilar, mas a ilustração acima mostra o formato, as feições e o tamanho da cabeça. A intenção é sempre a mesma: humanizar os macacos e macaquizar os humanos.[Michelson Borges]

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cientistas descobrem novo nível de informação no DNA

Em algumas raras ocasiões - cerca de 1% do tempo - o famoso formato helicoidal do DNA contorce-se até assumir um desenho diferente, sem perder a função. “Descobrimos que a dupla hélice do DNA existe em uma forma alternativa durante um por cento do tempo e que essa forma alternativa é funcional”, afirma Hashim Al-Hashemi, professor de química e biofísica da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. E isso pode ser mais importante do que parece à primeira vista: “Juntos, esses dados sugerem que há várias camadas de informação armazenadas no código genético”, propõe o cientista. As descobertas foram publicadas na revista Nature.

Já se sabe há algum tempo que a molécula de DNA pode dobrar e flexionar, de forma parecida com uma escada de corda, mantendo seus blocos fundamentais, chamados pares de base, perfeitamente emparelhados, como no modelo originalmente descrito por James Watson e Francis Crick, em 1953. Agora, adaptando a tecnologia de ressonância magnética nuclear (RMN), o grupo de Al-Hashimi conseguiu observar formas alternativas transitórias.

Nessas metamorfoses, alguns degraus da escada se separam e remontam em estruturas estáveis diferentes da estrutura de pares de base proposta pelo modelo de Watson-Crick. “Usando a RMN, fomos capazes de acessar os deslocamentos químicos dessa forma alternativa”, diz Evgenia Nikolova, que fez os experimentos. “Essas mudanças químicas são como impressões digitais que nos dizem algo sobre a estrutura.”

Por meio de uma análise cuidadosa, Nikolova percebeu que as “impressões digitais” eram típicas de uma orientação na qual certas bases são giradas em 180 graus. “É como pegar metade do degrau e virá-lo de cabeça para baixo, de forma que a outra face agora aponta para cima”, complementa Al-Hashimi. “Se você fizer isso, você ainda pode recolocar as duas metades do degrau juntas novamente, mas agora o que você tem não é mais um par de bases de Watson-Crick, é algo chamado um par de base Hoogsteen.”

Pares de bases Hoogsteen já foram observados em DNA de fita dupla, mas somente quando a molécula se liga a proteínas ou drogas, ou quando o DNA está danificado.

O novo estudo mostra que, mesmo em circunstâncias normais, sem nenhuma influência externa, determinadas seções do DNA tendem a se transformar brevemente na estrutura alternativa, chamada de “estado excitado”.

Estudos anteriores da estrutura do DNA usavam essencialmente técnicas como raios X e ressonância convencional, que não conseguem detectar essas mudanças estruturais raras e fugazes.

Segundo Al-Hashimi, como se acredita que as interações críticas entre o DNA e as proteínas são dirigidas tanto pela sequência de bases, como pela flexão da molécula, esses estados excitados representam um novo nível de informações contidas no código genético.

(Inovação Tecnológica)

Nota: A pergunta que nunca cala e deixa os ultradarwinistas crentes do mito da macroevolução de cabelo em pé: Qual a origem da informação complexa e específica contida no DNA? Informação surge do nada? Qual a fonte da informação, então? Se Darwin vivesse hoje e soubesse o que soubemos sobre a vida, acho que ele não seria darwinista...[Michelson Borges]

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O ensino desonesto da Teoria da Evolução no Brasil


Em uma série de artigos pretendo demonstrar que a abordagem do fato, Fato, FATO da evolução em nossas salas de aulas utilizando livros didáticos de Biologia do ensino médio aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM, é uma abordagem desonesta e em descompasso com a verdade das evidências científicas e da discussão intramuros entre os especialistas e as pesquisas publicadas em revistas científicas questionando um ou diversos aspectos fundamentais da teoria da evolução pelo rigor do contexto de justificação teórica.



Aguardem, pois a ficha dessa desonestidade acadêmica ainda não caiu para muitos darwinistas ortodoxos fundamentalistas xiitas ateus pós-modernos chiques e perfumados a la Dawkins que não querem o ensino objetivo, honesto e crítico desta teoria científica em salas de aulas, e muito menos a discussão da plausibilidade científica da teoria do Design Inteligente que, ao contrário do comumente afirmado, não se propõe substituir as especulações transformistas de Darwin, mas tão-somente demonstrar que sinais de inteligência são detectados na natureza -- complexidade irredutível de sistemas biológicos e informação complexa especificada como a encontrada no DNA.

FONTE: Desafinado a Nomenklatura Científica

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