terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cientistas acham pistas fortes da "partícula de Deus" no LHC

Uma equipe internacional de cientistas diz ter achado sinais do bóson de Higgs, partícula elementar considerada uma das peças fundamentais da formação do Universo após o Big Bang.

No entanto, os cientistas do Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), perto de Genebra, disseram que ainda não há provas conclusivas da existência da partícula que, de acordo com as teorias em vigor hoje, confere massa a todas as demais partículas.
"Se a observação do Higgs for confirmada, essa realmente será uma das descobertas do século", disse Themis Bowcock, professor de física de partículas da Universidade de Liverpool (Reino Unido). "Os físicos terão descoberto uma pedra angular da composição do Universo, cuja influência sentimos e vemos todos os dias das nossas vidas."

Os líderes de dois experimentos, o Atlas e o CMS, revelaram suas descobertas num seminário lotado no Cern, onde estão tentando localizar traços do arredio bóson ao criar colisões de partículas em altíssima velocidade, no acelerador LHC (Grande Colisor de Hádrons).

"Ambos os experimentos produziram sinais essencialmente na mesma direção", declarou Oliver Buchmueller, físíco-sênior do CMS. "Parece que tanto nós quanto o Atlas achamos sinais no mesmo nível de massa [das partículas], o que é muito importante" porque eles parecem corroborar um ao outro. Trata-se de uma energia em torno de 126 GeV (gigaelétron-volts)

NO LIMIAR

De acordo com o chamado Modelo Padrão da física de partículas, o bóson de Higgs, batizado em homenagem ao físico britânico Peter Higgs, interage com as demais partículas, numa espécie de campo que permeia todo o Universo, conferindo massa a algumas, enquanto outras não possuem massa.

Embora sua descoberta possa solidificar o conhecimento atual sobre partículas como elétrons e fótons, os resultados do trabalho no LHC também poderiam provar que ele não existe. Esse último resultado exigiria que os cientistas repensassem as bases da física atual.

Os pesquisadores dizem que só terão certeza sobre os resultados envolvendo o Higgs no ano que vem.

Fonte:
Folha.com

Design Inteligente: ciência ou religião?


Continuação da Palestra aqui, aqui e aqui.

Palestra proferida no III Simpósio Internacional Darwinismo Hoje, realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP, 2010.

O Ms. Enézio essencialmente conceitua o que vem a ser Ciência e a teoria científica do Design Inteligente (D.I.), fornecendo critérios e discutindo toda essa questão sob toda a polêmica criada em torno do D.I. dentro da Academia.

Enézio possui um blog (citado acima) amplamente lido na comunidade científica nacional e também internacional, onde ele expõe as falhas epistemológicas da teoria neodarwinista e destaca as propostas do D.I.

Descoberto crânio de tigre mais antigo

A pesquisa mostrou que os tigres não mudaram em mais de dois milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], apenas ficaram maiores. O crânio foi encontrado no noroeste da China, datado com 2,55 milhões de anos. É considerado o mais antigo já encontrado, pertencente ao grupo dos grandes felinos que conhecemos hoje. Os especialistas afirmam que apenas alguns detalhes como, por exemplo, os dentes em tamanho maior, diferencia o crânio dos felinos atuais, mas a estrutura em si é praticamente a mesma, mostrando que em milhões de anos os grandes felinos não sofreram grandes evoluções, apenas ficaram maiores. Os cientistas compararam o crânio encontrado com 207 crânios de tigre, 66 crânios de onças e 100 crânios de leopardos. As pesquisas demonstraram que o felino pertence a uma linhagem muito antiga de tigre, talvez os primeiros existentes. Eles eram menores que os tigres atuais, e precisou evoluir [sic] em seu tamanho para buscar presas maiores.

Esse achado paleontológico é de vital importância, desencadeando novas pesquisas importantes sobre a compreensão da evolução dos felinos e a relação deles com o meio ambiente ao longo dos milhões de anos [idem].

Fonte: Jornal Ciência e criacionismo.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Superpredador primitivo [?] tinha olho de alta precisão [!]

Fósseis recém-descobertos revelam que o primeiro superpredador da história da Terra contava com olhos à frente de seu tempo [!] para localizar presas no oceano. Com pelo menos 16 mil lentes de formato hexagonal (provavelmente eram bem mais), os olhos do Anomalocaris eram mais poderosos do que os da maioria de seus parentes vivos hoje [!], embora ele tenha vivido há 515 milhões de anos [segundo a esticada cronologia evolucionista], quando ainda nem havia animais terrestres. Embora o bicho (cujo nome científico quer dizer “camarão anômalo”) seja conhecido dos paleontólogos há tempos, versões bem preservadas de seus olhos nunca tinham sido achadas. Isso mudou graças aos fósseis vindos da ilha Kangaroo, na Austrália, e analisados pela equipe de John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra. O material é tão bom que permite a visualização individual dos omatídios, as pequenas lentes que, juntas, perfazem o olho composto.

Se você pensou numa mosca, acertou: é o mesmo tipo de visão hoje empregada pelos insetos e por outros membros do grupo dos artrópodes, como os camarões. A descoberta desse tipo de visão no Anomalocaris ajuda justamente a reforçar a ideia de que a criatura é aparentada aos ancestrais dos artrópodes, afirmam os cientistas responsáveis pelo achado.

A visão aguçada reforça outros elementos da anatomia da criatura - cauda e nadadeiras poderosas, corpo hidrodinâmico e apêndices bucais - que sugerem um predador ágil e feroz. Para os paleontólogos australianos, ele devia nadar em águas rasas e claras, nas quais sua visão seria útil.

A revista científica Nature, na qual a descrição dos olhos do Anomalocaris está saindo, colocou o invertebrado extinto na sua capa e ainda fez piada na manchete. Citando a célebre resposta do Lobo Mau à pergunta de Chapeuzinho Vermelho, a publicação diz que os olhos grandes do Anomalocaris “são para te ver melhor”.

Fonte: Folha.com

Nota: Tem horas em que não acredito nas coisas que leio! Como os darwinistas têm coragem de chamar “primitivo” um ser vivo cuja complexidade supera a dos seus “parentes” atuais? E mais: Como, num tempo evolutivamente tão recuado, pode ter existido um tipo de olho tão extremamente complexo? (É bom lembrar que o Anomalocaris faz parte da enigmática explosão cambriana.) É mais uma evidência de que complexidade específica pode ser observada de alto a baixo na coluna geológica, deitando por terra a ideia de “ancestrais primitivos” que teriam dado origem a seres mais complexos à medida que se avança pelo tempo (um dos “deuses” da evolução). Tudo o que os darwinistas conseguem ver é a semelhança entre o olho do Anomalocaris e o das moscas, por exemplo, como se isso indicasse ancestralidade e não a assinatura do Designer. O mesmo ocorre com lulas e seres humanos, mas ninguém sugere ancestralidade direta entre ambos. Quando se avança tanto assim no passado (levando em conta a escala de tempo evolucionista), fica a pergunta: Como pode ter havido tempo suficiente para a evolução de seres tão complexos? Eles simplesmente surgem de repente no registro fóssil? O mesmo ocorre com a água viva (confira) e com o trilobita (confira). Os olhos grandes do Anomalocaris deveriam abrir os olhos de quem faz vista grossa para as evidências.[Michelson Borges]

sábado, 3 de dezembro de 2011

EXPERIMENTO QUÍMICO: bateria feito com pão de forma e maionese

Nota: Esta foi uma feira  itinerante de ciências química realizado pelos estudantes da faculdade de química do IF Baiano - Campus Guanambi com a finalidade de destacar a importância do estudo da química e chamar atenção ao ano  Internacional da Química. Este grupo de trabalho trouxe o tema: Cozinhando com química - dentro de uma cozinha muitas ações e reações acontecem.

 Foram realizados vários experimentos com esta temática que demonstrasse algumas reações química que poderiam ser vistos na cozinha. A demonstração que pode ser notado nas fotos é uma bateria feita com pão e maionese. Este experimento tem como objetivo colocar em funcionamento uma calculadora sem sua bateria convencional. Todavia, sem as baterias convencionais substituímos por quatro pilhas de sanduíches de pão de forma com maionese embrulhada com um pedaço de papel alumínio (como é observado nas foto)

Como funciona? Entre a maionese e o alumínio há cerca de 0,5 V - energia necessário para um funcionamento de uma calculadora. É uma reação química onde o alumínio (metálica) cede 03 elétrons para a água (que está na maionese) onde é cedido mais 03 elétrons da água. Estes elétrons podem ser colocados em circulação entre a maionese e o alumínio e utilizados para promover algum efeito elétrico.

Esta aula prática que desenvolvemos é de fácil realização que pudemos aproveitar e ensinar aos alunos do ensino médio daquele colégio alguns assuntos de química como: processos de oxido-redução e eletroquímica. Você gostou? Tente fazer em casa! [FN]

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A estabilidade das bases de RNA: implicações para a origem da vida

Artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America – PNAS (v. 95, p. 7933-7938, jul., 1998) - disponibilizado abaixo – de autoria de Matthew Levy e Stanley L. Miller, do Departamento de Química e Bioquímica da Universidade da Califórnia em San Diego, CA, com título The stability of the RNA bases: Implications for the origin of life (A estabilidade das bases de RNA: Implicações para a origem da vida) apresentaram resultados interessantes com implicações sérias sobre a origem da vida, veja abaixo o resumo do artigo [tradução livre]:

Algumas teorias sobre a origem da vida afirmam que a Terra possuia uma alta temperatura em seu primórdio, todavia, isso exigem que os componentes do primeiro material genético tenham sido totalmente estáveis devido à temperatura elevada. Nesta pesquisa, medimos a meia-vida para a decomposição das bases que formam os nucleotídeos.

Estas bases nitrogenadas tem sido encontradas em períodos bem curtos quando comparado com a escala geológica de tempo. A 100°C, a temperatura de crescimento de micro-organismos hipertermófilos, as meia-vidas são muito curtas para permitir a acumulação adequada destes compostos (Adenina e Guanina = 1 ano; Uracila = 12 anos e Citosina = 19 dias).

Portanto, a menos que a origem da vida tenha ocorrido de forma extremamente rápida (tempo <100 anos), concluímos que uma origem em um ambiente com alta temperatura, como defendido por algumas teorias, pode até ser possível, mas não envolveu Uracila, Adenina, Guanina ou Citosina.

As taxas de hidrólise a 100°C também sugerem que em um oceano quente [a sopa primordial] o provável impacto de um asteróide iria acertar o relógio prebiótico, exigindo processos sintéticos para recomeçar. A 0°C, Adenina, Uracila, Guanina e Timina parecem ser suficientemente estáveis (t1 / 2 ≥ 106 anos) para estarem envolvidos em uma origem da vida, mas em baixa temperatura.

No entanto, a falta de estabilidade de Citosina a 0°C (t1 / 2 = 17.000 anos) levanta a possibilidade de que o par de base Guanina-Citosina pode não ter sido utilizado no primeiro material genético, a menos que a vida tenha surgido rapidamente (tempo inferior a 106 anos). Um código de duas letras ou um par de bases alternativas pode ter sido usado na formação do primeiro material genético da Terra.

Fonte: Ciência da criação

Nota
provocante do blog Desafiando aNomenklatura Científica: Atenção alunos do ensino médio - baixem o PDF deste artigo aqui e encostem seus professores de Biologia e digam para eles que os autores dos livros-texto de Biologia do ensino médio aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM foram desonestos na abordagem da origem da vida ao omitirem intencionalmente informações como estas aqui de Stanley Miller, que foi um dos maiores especialistas em origem da vida. [Enézio E. Almeida Filho]

“A falsa ciência cria ateus; a verdadeira conduz o homem a prostrar-se diante de Deus” (Voltaire)

Recordar é viver!

Nota: Nunca fui bom desenhista, mas gostava de fazer rabiscos de figuras ilustrativas para passar o meu tempo. Neste final de semana, procurando uns arquivos antigos de escola acabei achando alguns desenhos que fiz quando criança. Então, não perdi o tempo e acabei digitalizando todos eles, pois muitos estavam com as folhas oxidadas, ou melhor, com as folhas amareladas por causa do tempo.

Veja bem, uma destas imagens era a figura do personagem do desenho animado o "Pateta", que desenhei em uma aula chata de matemática - não me lembro mais o ano e nem a série - mas me recordo perfeitamente que era um professor que não sabia a matéria. Isso mesmo que você leu, é sério, nas escolas públicas da Bahia (antigamente era assim, não sei se hoje continua o mesmo sistema) tinham muitos professores que assumiam uma disciplina mesmo não sendo licenciados naquela área. Aí, você deve imaginar o desastre (era uma aula 'Patética') - no entanto, tinham professores que conseguiam dar conta do recado.

Outro desenho referente à escola que encontrei, foi quando estava na semana de prova no ginásio, com preguiça e sem vontade de estudar, acabei rabiscando a figura do "Snoop" - um desenho animado que tinha antigamente e que amava assistir.

Por último, dentre os desenhos e trabalhos escolares que me marcou muito nestas lembranças e cheguei até ficar emocionado quando vi, foi o trabalho escolar que realizei no jardim II (Esquema Corporal - mãos). Incrível, como minha mãe guarda tudo! Na época, tinha somente 05 anos de idade.

Contudo, foi assim que passei minha tarde deste domingo, recordando e vivendo os bons momentos de minha vida escolar! [FN]

sábado, 26 de novembro de 2011

Prof. Colin Reeves 'falou e disse': o darwinismo é uma explicação desprovida de evidência

“O darwinismo foi uma ideia interessante no século 19, quando explicações desprovidas de evidência forneceram um quadro plausível, se não apropriadamente científico, no qual nós podíamos encaixar os fatos biológicos. Todavia, o que nós temos aprendido desde os dias de Darwin lança dúvida sobre a capacidade da seleção natural criar sistemas biológicos complexos – e nós ainda temos um pouco mais do que explicações desprovidas de evidência como argumento a seu favor”. - Professor Colin Reeves

NOTA DESTE BLOGGER Dsafiando a Nomenklatura Científica::

A Nomenklatura científica demoniza os críticos e oponentes do darwinismo como sendo pessoas ignorantes que não sabem o que é ciência e nem fazem ciência. Nada mais falso!!! Existem muitos cientistas de peso como o Prof. Dr. Colin Reeves (40 anos de carreira acadêmica) que duvidam da capacidade evolucionária criativa da seleção natural e processos aleatórios. Se você quiser se juntar a este grupo seleto de dissidentes científicos visite o site Dissent from Darwin.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estudo rejeita partícula mais rápida que a luz

Uma equipe internacional de cientistas na Itália, estudando os mesmos neutrinos que alguns de seus colegas dizem parecer ter se deslocado a velocidades superiores à da luz, rejeitou a polêmica constatação neste fim de semana, afirmando que seus testes determinaram que os resultados devem estar incorretos. O anúncio da descoberta, em setembro, sustentado por novos estudos divulgados na semana passada, causou agitação no mundo científico porque parecia sugerir que as ideias de Albert Einstein sobre a relatividade, e boa parte da física moderna, se baseavam em uma premissa errônea. A primeira equipe, responsável pela experiência OPERA, no laboratório Gran Sasso, ao sul de Roma, anunciou ter registrado que neutrinos transmitidos à instalação do centro de pesquisa CERN, na Suíça, haviam chegado lá 60 nanossegundos mais cedo do que um raio de luz teria chegado.

Mas os cientistas do ICARUS, outro projeto do Gran Sasso – um laboratório subterrâneo operado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear italiano em uma cadeia de montanhas próxima da capital da Itália - agora argumentam que suas mensurações da energia dos neutrinos ao chegar contradizem a leitura dos colegas.

Em estudo publicado no sábado no mesmo site que divulgou os resultados do Opera, a equipe do ICARUS afirma que suas constatações “refutam uma interpretação supraluminar (mais rápida que a luz) dos resultados do OPERA”.

Eles argumentam, com base em estudos recentemente publicados por dois importantes físicos norte-americanos, que os neutrinos transmitidos do CERN, perto de Genebra, teriam perdido a maior parte de sua energia se tivessem se deslocado a velocidade superior à da luz, mesmo que por margem ínfima.

Mas, na verdade, dizem os cientistas do ICARUS, o feixe de neutrinos testado por seus equipamentos registrou um espectro de energia correspondente ao que deveria exibir caso as partículas estivessem se deslocando no máximo à velocidade da luz.

O físico Tomasso Dorigo, que trabalha no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), e no Fermilab, laboratório nuclear norte-americano perto de Chicago, afirmou em texto no site Scientific Blogging que o estudo do ICARUS era “muito simples e definitivo”.

Segundo ele, o estudo determinou que “a diferença entre a velocidade dos neutrinos e a da luz não podia ser tão grande quanto a observada pelo OPERA, e era certamente menor por três ordens de magnitude, e compatível com zero”.

Fonte:Info

Nota: Depois da polêmica, acredito que agora volta tudo ao normal no campo da física...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DARPA planeja criar antibiótico com nanopartículas

A DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) emitiu um alerta, dizendo que os antibóticos utilizados atualmente estão muito defasados em relação às possíveis doenças causadas por bombas e outras armas biológicas. Pensando nisso, a mesma agência está planejando criar novos medicamentos, que utilizam nanopartículas e podem ser muito mais eficientes.

Segundo os cientistas da DARPA, com nanopartículas seria possível enviar as substâncias medicinais diretamente ao interior das células, agindo de maneira mais puntual e eficiente. Isso poderia garantir a vida de várias pessoas infectadas em ataques com bactérias e outros elementos nocivos à saúde humana.

Segundo a Wired, ainda não foram publicados muitos detalhes acerca das pesquisas, mas já se sabe que (pelo menos teoricamente) as substâncias seriam responsáveis pela destruição do RNA das bactérias presentes nestas poderosas armas.

Fonte: Tecmundo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Descoberta do CERN possibilita enviar mensagens ao passado

Em setembro deste ano, pesquisadores do CERN anunciaram a descoberta de moléculas subatômicas capazes de viajar a velocidades acima da da luz. A novidade, que abala os pilares da física moderna, foi confirmada novamente nesta sexta-feira (18 de novembro), após testes mais precisos dos experimentos realizados anteriormente.

Uma das principais críticas relacionadas ao experimento inicial do CERN é o tempo relativamente grande dos pulsos de neutrinos enviados, que duravam cerca de 10 microssegundos – situação que, segundo os críticos, impossibilitaria medir com precisão a velocidade das partículas enviadas aos laboratórios Gran Sasso, na Itália.

Enviando mensagens ao passado

Para comprovar a descoberta, os pesquisadores realizaram uma nova bateria de testes enviando neutrinos durante três nanossegundos, com intervalos de 524 nanosegundos entre si. O resultado se mostrou muito mais preciso do que aqueles obtidos pela experiência inicial, comprovando a existência de partículas subatômicas que viajam acima da velocidade da luz
A descoberta chocou o mundo da ciência por implicar que a Teoria da Relatividade, conforme foi formulada por Albert Einstein, não é válida. Além disso, a novidade destrói nossa percepção de passado e presente ao possibilitar que mensagens sejam enviadas de volta no tempo, afetando seriamente o princípio fundamental da causa e consequência.

Descoberta vista com suspeitas

Apesar dos resultados mais precisos obtidos pelo CERN, a comunidade científica continuará realizando outros testes antes de aceitar a descoberta como verdadeira. Além da reprodução dos testes em outras partes do planeta, pesquisadores sugerem uma verificação da sincronia dos relógios usados no local e daqueles localizados na Itália.

Ao trocar o sistema de GPS usado atualmente por fibra ótica, os cientistas esperam eliminar o efeito que forças gravitacionais divergentes têm sobre relógios. Somente após a verificação completa de detalhes como esse, será possível afirmar com certeza que os neutrinos realmente viajam em velocidades acima da da luz, e que os resultados obtidos não se tratam de uma simples discrepância nas medições.

Fonte: TecMundo

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Telescópio Newtoniano

Varanda da casa de Cristiano Magalhães

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos". (Salmos 19 -1)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Já estamos prontos para descartar a teoria do Big Bang?

Com informaçoes da PhysicsWorld - 22/10/2011Mais importante do que a teoria em si é a demonstração de que o Sol pode ser usado como laboratório para teorias cosmológicas.
Imagem: NASA

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cientistas fazem milagre da multiplicação dos elétrons

Em uma célula solar, cada fóton excita um elétron, que vai compor a energia elétrica gerada.

Mas, nas células solares de pontos quânticos, cada fóton pode excitar diversos elétrons, o que as torna potencialmente muito mais eficientes.

Esse fenômeno, chamado multiplicação das cargas, permite um rendimento líquido em torno de 44%, mais do que o dobro das melhores células solares atuais.

Os pontos quânticos são nanocristais de materiais semicondutores que podem ser fabricados em reações químicas de alto rendimento, em soluções líquidas, o que os torna potencialmente muito baratos, além de serem aplicáveis em substratos plásticos flexíveis. [Continue lendo aqui.]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cientistas são mais religiosos do que se acreditava

Um estudo realizado na Universidade de Rice (EUA) mostra que apenas 15% dos cientistas das principais universidades daquele país veem a religião e a ciência como estando em conflito permanente. Apenas 15% dos entrevistados veem a religião e a ciência como sempre em conflito. Outros 15% dizem que os dois nunca estão em conflito. Mas 70% acreditam que a religião e a ciência apenas algumas vezes estão em conflito. O estudo mostrou que a maioria dos que acreditam em um conflito permanente tem um tipo particular de religião em mente (e de pessoas e de instituições religiosas). Grande parte dos entrevistados atribui a crença no conflito entre ciência e religião a problemas na esfera pública, sobretudo o ensino do criacionismo versus evolução e as pesquisas com células-tronco.

Ao longo da história, a ciência e a religião têm aparecido como estando em conflito perpétuo. Mas o novo estudo sugere que apenas uma minoria dos cientistas acredita que religião e ciência exigem fronteiras. “Quando se trata de questões como o que é a vida, formas de compreensão da realidade, as origens da Terra e como a vida se desenvolveu sobre ela, muitos veem a ciência e a religião como estando em desacordo e até mesmo em conflitos irreconciliáveis”, conta Elaine Howard Ecklund, coordenadora da pesquisa.

Mas, excluídos os fundamentalismos de ambas as partes, a maioria dos cientistas entrevistados por Ecklund e seus colegas acredita que tanto a religião quanto a ciência são “caminhos válidos de conhecimento” que podem trazer um entendimento mais amplo de questões importantes. Aproximadamente metade dos cientistas expressou alguma forma de identidade religiosa.

“Grande parte do público acredita que, conforme a ciência se torna mais proeminente, a secularização aumenta e a religião decresce”, disse Ecklund. “Descobertas como essa entre cientistas de elite, que muitos acreditam não serem religiosos, põem definitivamente em questão as ideias sobre a relação entre a secularização e a ciência.”

O estudo identificou três estratégias de ação utilizadas por esses cientistas de elite para gerenciar os limites entre a religião e a ciência e as circunstâncias em que os dois poderiam se sobrepor.

- Redefinição de categorias - os cientistas gerenciam o relacionamento ciência-religião alterando a definição de religião, ampliando-a para incluir formas não institucionalizadas de espiritualidade.

- Modelos de integração - os cientistas usam deliberadamente a visão de outros cientistas influentes que eles acreditam que integraram com êxito as suas crenças religiosas e científicas.

- Discussões - os cientistas se engajam ativamente em discussões sobre as fronteiras entre ciência e a religião.

Veja uma lista de outras conclusões do estudo:

68% dos cientistas entrevistados se consideram espirituais em algum grau.

Os cientistas que se veem como espirituais/religiosos são menos propensos a ver a religião e a ciência como sendo irreconciliáveis.

No geral, mesmo os cientistas mais religiosos foram descritos em termos muito positivos pelos seus pares não religiosos, o que sugere que a integração da religião e da ciência não é tão desagradável para todos os cientistas.

Os cientistas como um todo são substancialmente diferentes do público norte-americano na forma como veem o ensino do design inteligente nas escolas públicas.

Quase todos os cientistas - tanto religiosos quanto não religiosos - têm uma impressão negativa da teoria do design inteligente. [Aqui creio que o preconceito ainda fala alto e que questões políticas acabam atrapalhando a discussão franca e educada de ideias.]

Fonte: Diário da Saúde

Nota do blog criacionismo: Gostei da admissão de que existe fundamentalismo de ambas as partes, porque sempre tenho dito que os ultradarwinistas são tão dogmáticos quanto aqueles que eles acusam de ser fundamentalistas, ou seja, os criacionistas. Se os cientistas tivessem real noção do que advogam os criacionistas bíblicos bem informados (que nada têm contra o método científico, muito pelo contrário), creio que os percentuais de cientistas que creem e não veem incoerência entre ciência e religião seriam ainda maiores. De qualquer forma, 50% e 70% já são números capazes de deixar Richard Dawkins e sua turma loucos de raiva. Pelo jeito, as campanhas neoateístas e a doutrinação de crianças não estão surtindo muito efeito – nem mesmo estre os cientistas, o que dirá entre a população geral.[Michelson Borges]

Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes

O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus. O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença. Para o autor, alguns ateístas têm um “fervor religioso” tão grande, que chegam a perseguir homens da ciência que possuem algum tipo de fé. Em casos extremos, diz, eles não conseguem nem aceitar que pessoas com uma crença possam ser inteligentes e construir conhecimentos com base na realidade. [Continue lendo aqui]

Fonte: Editora Folha

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Evolução é isso?

Em registros paroquiais de uma ilha franco-canadense, pesquisadores encontraram o que pode ser a instância mais recente de evolução humana em resposta à seleção natural. A ilha, chamada Ile aux Coudres, fica no rio St. Lawrence, a cerca de 80 km a nordeste de Quebec. Os registros de sua igreja mantêm arquivos excepcionalmente completos de nascimentos, casamentos e mortes. A partir desses dados, uma equipe de pesquisadores conduzida por Emmanuel Milot e Denis Reale, da Universidade de Quebec, em Montreal, extraíram as histórias de vida de mulheres nascidas na ilha entre 1799 e 1940. Ao longo desse período de 140 anos, a idade em que as mulheres tiveram seu primeiro filho – um traço altamente hereditário – caiu de 26 para 22 anos. Graças a essa mudança, as mulheres tinham, em média, quatro filhos a mais em sua vida reprodutiva.

A descoberta “sustenta a ideia de que os humanos ainda estão evoluindo”, escrevem os pesquisadores na edição de segunda-feira de The Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo Milot, testes estatísticos permitiram que os pesquisadores distinguissem entre os efeitos da seleção natural e aqueles das práticas culturais afetando a idade do casamento. “A visão comum é que a evolução é um processo lento”, disse ele. “Mas biólogos evolucionários já sabem, há muitas décadas, que a evolução pode ser bastante rápida.”

Há tempos supôs-se que as pessoas, ao colocarem telhados sobre suas cabeças e plantarem sua própria comida, estariam se protegendo das forças da seleção natural. Dados coletados do genoma humano na última década mostraram que essa suposição não é verdadeira: as marcas da seleção natural são visíveis em no mínimo 10 por cento do genoma. E essa é uma seleção que ocorreu somente nos últimos 5 mil a 25 mil anos, pois sinais de episódios mais antigos de seleção são abafados pela constante mutação na sequência de DNA. [Ou são “abafados” simplesmente porque a vida remonta a apenas alguns milhares de anos no passado?]

Geneticistas examinando essa sequência não conseguem identificar episódios de seleção natural mais recentes do que 5 mil anos, a menos que o sinal seja particularmente forte, pois são necessárias muitas gerações para que uma versão nova e aprimorada de um gene apareça em toda numa população. Porém, biólogos evolucionários acreditam que podem detectar a seleção natural em funcionamento no passado recente, examinando os dados fenotípicos, ou naturais. [Seleção natural é um fato, mas é incapaz de explicar a macroevolução, conforme você lerá na nota abaixo.]

Esses dados são encontrados em grandes estudos médicos, como o estudo cardíaco Framingham, no qual muitas características de uma população são monitoradas ao longo de vários anos. Usando sofisticadas técnicas estatísticas, biólogos dizem poder distinguir traços que estejam mudando sob pressão da seleção natural, seja por efeitos ambientais ou pela deriva genética – a mudança genética aleatória que ocorre entre gerações. [Mas que também é incapaz de originar novos órgãos funcionais e planos corporais. A deriva genética apenas modifica o patrimônio genético ou faz desaparecer parte dele. Nunca acarreta ganho de informação complexa.]

Nota: Info

Nota do blog criacionismo: Se isso é evolução, posso me considerar evolucionista. Na verdade, modificações que tornam bactérias mais resistentes a antibióticos e mudança na idade em que as mulheres têm o primeiro filho parecem ser as únicas evidências apresentadas pelos darwinistas a favor de sua hipótese. Mas evidências de quê? De que uma bactéria tenha se transformado num ser multicelular? De que a espécie humana poderia ter se originado de ancestrais animais? Não. Isso seria macroevolução, mas as evidências apresentadas podem ser consideradas simplesmente “microevolução”, já que as bactérias, a despeito de inúmeras mutações observadas, continuam sendo bactérias; e as mulheres continuam sendo mulheres. Além disso, se a evolução pode ser bem rápida, como afirma a matéria acima, por que o registro fóssil mostra humanos mais ou menos inalterados ao longo de supostos milhões de anos? Mesmo o neandertal tem sido visto por muitos como plenamente humano. Note a sutileza e a tentativa de induzir conclusões: enquanto o texto trata de uma simples modificação no aspecto gestacional (possível “microevolução” ou simples modificação), a figura que ilustra a matéria sugere parentesco entre um humano e símios (macroevolução). Quanta forçação de barra! Os darwinistas deveriam ficar constrangidos com uma matéria como essa.[Michelson Borges]

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nobel de química vai para cristal que "não deveria existir"

O pesquisador israelense Daniel Shechtman venceu o Prêmio Nobel de Química de 2011 por suas descobertas de materiais cristalinos não periódicos, anunciou nesta quarta-feira o comitê Nobel.

Segundo o anúncio da Real Academia Sueca de Ciência, o vencedor "modificou fundamentalmente a concepção de um sólido para os químicos" com os resultados de sua pesquisa em 1982. Os padrões encontrados nos quasicristais estudados são ordenados, infinitos e nunca se repetem.

"Ao contrário da crença anterior de que os átomos se distribuíam dentro de cristais em padrões simétricos, Shechtman mostrou que os átomos em um cristal podem estar em um padrão que não se repete", disse. "A descoberta foi extremamente controversa".

O israelense, de acordo com o comitê, teve que sair de seu grupo de pesquisa por defender suas conclusões, mas, eventualmente, outros cientistas se viram obrigados a reconsiderarem suas concepções sobre o assunto.

Os quasicristais, em sua maioria, são artificialmente criados quando um metal derretido é esfriado rapidamente em uma superfície giratória. Sua estrutura dificulta a propagação de ondas, o que define as características fisico-químicas dos materiais.

O material é um mau condutor de calor e eletricidade, tem baixo coeficiente de fricção e aderência, mas é altamente resistente e, por isso, bom de ser usado em ambientes extremos.

Segundo comitê, uma companhia sueca percebeu que eles eram um dos tipos mais duráveis de metais, usados atualmente em produtos como lâminas de barbear e agulhas muito finas para procedimentos cirúrgicos oculares. O material também está sendo testado para frigideiras e motores a diesel. Em 2009, foram descobertos quasicristais na natureza pela primeira vez.

Shechtman é professor do Instituto de Tecnologia de Israel em Haifa.

Fonte: Folha on line

Cientistas modificam vírus para atacar câncer

Uma nova pesquisa conseguiu “engenhar” um vírus injetado no sangue que pode alvejar seletivamente as células cancerosas em todo o corpo. Com resultados inéditos, o vírus atacou apenas tumores, deixando o tecido saudável intacto, em um pequeno teste com 23 pacientes. Segundo os pesquisadores, as descobertas podem transformar totalmente as terapias. O tratamento com vírus se mostrou uma promessa real. Apesar de não ser um conceito novo, antes precisava ser injetado diretamente em tumores, a fim de escapar do sistema imunológico. Na pesquisa, os cientistas modificaram o vírus JX-594, que é famoso por ser usado para desenvolver uma vacina contra a varíola. Ele é dependente de uma via química, comum em alguns tipos de câncer, para replicar. O vírus foi injetado em doses diferentes no sangue dos pacientes que tinham câncer espalhado para vários órgãos do corpo.

Dos oito pacientes que receberam a dose mais alta, o vírus replicou nos tumores de sete, mas não no tecido saudável. “Essa é a primeira vez na história da medicina que uma terapia viral tem se mostrado consistente e replicado seletivamente no tecido de câncer após infusão intravenosa em humanos”, disse o pesquisador chefe, John Bell. “A entrega por via intravenosa é crucial para o tratamento do câncer porque nos permite alvejar tumores por todo o corpo e não apenas aqueles nos quais podemos injetar diretamente”, explica.

A infecção impediu o crescimento do tumor em seis pacientes por um tempo. No entanto, o vírus não curou o câncer.

Os pesquisadores acreditam que o vírus pode ser usado para oferecer tratamentos diretamente às células cancerosas em concentrações elevadas, como terapia para cânceres complicados e difíceis de tratar.

Fonte: Hypescience

Comentário do blog Darwinismo: “Se o ser humano consegue modificar vírus já existentes de forma a que eles melhorem a saúde do homem, será ‘um ataque à ciência’ defender que os vírus, tal como criados originalmente (antes da queda), não tinham a capacidade de causar dano ao ser humano? Se o homem consegue modificar o que já existe e melhorá-lo, então Deus pode fazer muito mais. No caso de Deus, Ele não melhorou o que já existia, mas criou tudo perfeito e 100% funcional. A queda e a maldição do pecado é que degeneraram a perfeição proveniente da mão de Deus.”

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aposentadoria do Tevatron marca fim de uma era na física

A era dos grandes físicos americanos termina nesta sexta-feira, com a aposentadoria do acelerador de partículas Tevatron, que há 25 anos recria o Big Bang no subsolo de Illinois, nos EUA.

O Tevatron ficou obsoleto após o aparecimento de um colisor de átomos mais poderoso --na verdade, o maior do mundo--, construído nos Alpes, na fronteira franco-suíça, pela Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), um consórcio de 20 países-membros.

Parece improvável que os Estados Unidos, que já dominaram a área e colheram os louros de descobertas e inovações tecnológicas, sejam capazes de reunir os recursos necessários para construir o próximo grande projeto da física de partículas. A razão: simplesmente o financiamento de longo prazo parece muito difícil de aparecer.

Ao invés disso, físicos americanos se concentrarão em questões internas mais específicas -- e menos caras -- e trabalhar em conjunto com a Cern em projetos de alta energia, como a busca pela denominada "partícula de Deus".

"Na nossa área, não damos com a cabeça na parede se somos superados por outra máquina", declarou Pier Oddone, diretor do Fermilab (Laboratório Nacional Fermi), que opera o Tevatron.

"A ideia é mudarmos para aquelas áreas nas quais podemos fazer as maiores contribuições para o conhecimento", disse Oddone à AFP. "Às vezes, as maiores descobertas vêm de projetos menores", argumentou.

A aposentadoria do Tevatron ocorre em um momento ruim para a ciência americana.

A Nasa lançou seu último ônibus espacial em julho. O financiamento público está diminuindo devido a uma profunda crise econômica e a batalhas orçamentárias no Congresso. Além disso, a própria ciência se politizou, com a descrença na evolução e a contribuição humana ao aquecimento global posta em discussão pelos republicanos.

Os cientistas do Fermilab dizem não poder prever o que os Estados Unidos perderão cedendo o domínio da Física de alta energia para a Europa. Já os ganhos obtidos com o Tevatron são muito mais fáceis de quantificar. "O Tevatron deu contribuições fenomenais para a Física de partículas", explicou o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer. "No topo da lista deve aparecer a descoberta do quark top em 1995, mas há muito mais", acrescentou.

Além de aprofundar nosso conhecimento sobre os mistérios fundamentais do universo, o Tevatron também levou a uma série de avanços mais concretos. Entre eles está o uso generalizado da geração de imagens por ressonância magnética (MRI, na sigla em inglês) para diagnósticos médicos.

Os supercondutores utilizados nos magnetos das máquinas de MRI eram raros e caros demais até que o Fermilab criou uma indústria com o Tevatron, gerando uma demanda de fios de supercondução suficientes para dar a volta na Terra 2,3 vezes.

Atualmente, os cientistas estão construindo uma câmera de energia escura, que será capaz de varrer a galáxia mais rápido do que qualquer outro telescópio. Sua função será descobrir porque a expansão do universo acelera ao invés de recuar.

Eles também trabalham na construção do feixe de neutrinos mais poderoso do mundo, que ajudará a explicar por que o Universo tem mais matéria do que antimatéria e aprofundar nosso conhecimento sobre suas partículas mais abundantes.

O projeto X, caso seu financiamento seja assegurado, será o acelerador de prótons mais intenso do mundo.

"Estamos em uma posição, aqui nos Estados Unidos, de realmente consolidar nosso papel de liderança na elucidação da fronteira de intensidade e o Projeto X realmente nos dá a plataforma para fazê-lo nos próximos 20 ou 30 anos", disse Henderson. "Se os Estados Unidos não o fizerem, estou certo de que alguém o fará por nós", concluiu.

Fonte: Folha Ciência

sábado, 24 de setembro de 2011

''Origem de Deus é questão absurda''

Se Deus criou o universo, quem criou Deus?

A pergunta é "absurda", diz o matemático John Lennox, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. "Deus é eterno; ele não foi criado, sempre existiu", afirma o professor, enfático. "A única razão pela qual alguém pode perguntar isso é para dizer que não há realidade definitiva. Quem criou o Deus, que criou o Deus, que criou o Deus? Vamos retroceder no tempo para sempre."

Lennox é um dos notáveis defensores do "design inteligente", teoria que combina conceitos científicos e teológicos para explicar a origem do universo e a evolução da vida na Terra. Ele foi o convidado de honra do simpósio Darwinismo Hoje, organizado neste mês pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo - cujo colégio ensina o design nas aulas de ciência.

O professor, cristão, de origem irlandesa, faz questão de dizer que o design inteligente não é só um "criacionismo disfarçado". Segundo ele, suas opiniões são baseadas em lógicas científicas que demonstram a existência de Deus. Ele é um forte crítico do biólogo Richard Dawkins, seu "colega" de Oxford e autor de Deus, uma Ilusão, para quem a evolução darwiniana é suficiente para explicar a vida na Terra.

"Dawkins acha que ele foi criado pelo universo. Então eu pergunto: Quem criou o criador dele?", rebate Lennox. "Viu só? A pergunta funciona para os dois lados." A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Estado. [Entrevista completa aqui]

Uma carta aberta ao Ministro da Educação: atenda a sugestão de Darwin

Exmo. Sr.
Fernando Haddad
M. D. Ministro de Educação

Sr. Ministro, desde 1999 eu venho denunciando a relação incestuosa entre a Nomenklatura cientifica e a Grande Mídia quando a questão é Darwin. A máxima ricuperiana parafraseada descreve bem esta situação: “O que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde.”

Sr. Ministro, neste blog, “de rabo preso” com as evidências, eu só mostro o que Darwin tem de ruim. Enfrentando a Nomenklatura científica e a Grande Mídia sem medo de ser odiado por cientistas e jornalistas darwinistas. Alguns deles já tiveram esta oportunidade de demonstrar este ódio face a face. Não desviei o olhar. Fitei nos olhos sem temer. Silenciosamente. [Continue lendo aqui]

Cientistas tentam criar "vida inorgânica" em laboratório

Teoricamente, a vida na Terra é baseada nos compostos de carbono, que formam a biologia orgânica. Porém, uma equipe de cientistas da Glasgow University, na Escócia, está tentando criar, em laboratório, células químicas inorgânicas - ou seja, vida inorgânica.

A equipe tem como objetivo criar células que se replicam sozinhas. Isso ajudará a desenvolver as células inorgânicas, que podem contribuir para a química e a medicina. O professor Lee Cronin, do College of Science and Engineering, da Universidade de Minnesota, nos EUA, é o líder do projeto.

A teoria não é tão complicada: através da criação de membranas artificiais, o controle da passagem de materiais e energia é feito. Com isso, diversos processos químicos podem ser isolados dentro de apenas uma célula, como acontece nas estruturas biológicas.

Os cientistas afirmaram para o site da BBC que as células poderão até armazenar eletricidade."A principal meta é a construção de células químicas complexas com propriedades da nossa própria vida, que podem nos ajudar a entender como surgimos e também definir uma nova tecnologia baseada na evolução do mundo material", explica Cronin.

O professor explica que se o projeto der certo, algumas novas ideias sobre a evolução também surgiriam, além de mostrar que ela não é apenas um processo biológico. "Também significaria que teríamos provado que a vida pode existir sem ter bases em carbono", completa.

Fonte: Olhar digital

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cientistas dizem ter encontrado partícula que se move mais rápido que a luz

GENEBRA - Uma equipe internacional de cientistas encontrou neutrinos se movendo mais rápido que a velocidade da luz, relatou o porta-voz dos pesquisadores nesta quinta-feira, 22. A descoberta pode representar um desafio a uma das leis fundamentais da física.

Antonio Ereditato, que trabalha no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), disse que medidas realizadas ao longo dos três anos de funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) mostraram neutrinos se movendo 60 nanosegundos mais rápido que a luz.

"Temos grande confiança em nossos resultados, mas precisamos que outros colegas façam seus testes e confirmem essa descoberta", afirmou.

Se confirmada, a descoberta mudaria uma parte chave da teoria da relatividade de 1905 de Albert Einstein, que afirma que nada no universo pode se mover mais rápido que a luz.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um manifesto contra o criacionismo

Um grupo de 30 dos mais proeminentes cientistas [sic], entre eles Richard Dawkins [foto ao lado] e David Attenborough, assinou uma petição defendendo a ideia de que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, deve ser ensinada às crianças a partir dos cinco anos. Em carta ao governo britânico o grupo pede o combate às aulas de criacionismo nas escolas. O ensino do criacionismo e do design inteligente nas aulas de ciência, como se fossem teorias científicas, vem ganhando defensores e causando polêmica em todo o mundo. Embora o ensino da Teoria da Evolução não seja compulsório nas escolas primárias do Reino Unido, muitas já ensinam alguns de seus aspectos nas aulas. A proposta de colocar a Evolução no currículo nacional foi aceita pelo governo anterior, mas derrubada no ano passado e, atualmente, está sendo revista pelo Ministério da Educação.

A crença religiosa segundo a qual a humanidade, a vida e o próprio planeta Terra teriam sido criados por Deus em seis dias vem alimentando polêmica em diversos países nos últimos anos desde que ganhou novas roupagens, como o chamado design inteligente, e ampliou sua popularidade. A polêmica tomou os Estados Unidos e o Reino Unido. O biólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, acabou se tornando uma das principais vozes em defesa do evolucionismo de Charles Darwin.

A petição do governo britânico sustenta que embora o criacionismo e o design inteligente não sejam teorias científicas, eles são apresentados como se o fossem por “fundamentalistas religiosos” que tentam promover suas visões de mundo em escolas financiadas com verbas públicas.

A petição também defende o ensino da Teoria da Evolução desde o pré-primário, como parte obrigatória do currículo mínimo exigido das escolas. A teoria científica de Darwin, internacionalmente aceita, sustenta que todos os seres vivos se desenvolveram a partir de organismos primitivos por meio de mutações genéticas aleatórias e de um processo chamado de seleção natural - em que as espécies mais bem adaptadas sobrevivem.

O documento assinado pelos cientistas [apenas 30, frise-se, liderados pelos escritor metido a cientista] ressalva o fato de que algumas organizações religiosas estão conseguindo incluir nas aulas de ciência sobre evolução ensinamentos sobre o design inteligente - como se ambos fossem teorias científicas equivalentes - e pede ao governo que interfira.

O governo já havia dito que não aceitaria propostas de o ensino do criacionismo integrar o currículo escolar de ciência, nem mesmo como alternativa a teorias científicas. “A Evolução é uma explicação para a existência verdadeiramente satisfatória e completa; eu suspeito que isso seja algo que uma criança pode apreciar desde muito nova”, escreveu Dawkins em texto publicado no Times. Ele escreveu ainda que a Evolução poderia ser ensinada de forma “mais simples de ser entendida do que os mitos”. Isso porque, acrescentou, “mitos deixam várias perguntas sem resposta ou acabam por levantar mais questões do que as explicam”.

Fonte: O Globo

Nota do blog Criacionismo.com: Chamar Dawkins de “cientista proeminente” é forçar a barra. Há quantos anos ele não põe os pés num laboratório? Que descoberta ou pesquisa científica ele fez? O neoateísta ultradarwinista-mor vive da venda de seus livros polêmicos e, certamente, de sua aposentadoria de ex-professor universitário. Ele não faz ciência, apenas divulga estridentemente seu naturalismo filosófico antiteísta e anticriacionista por meio de livros, campanhas mal-educadas e, inclusive, acampamentos para doutrinação de crianças. (Aliás, o último livro dele para crianças tem como título The Magic of Reality. Isso é muito estranho, porque, anos atrás, o biólogo que também escreveu Deus, um Delírio, disse que ensinar religião para crianças é como praticar estupro. Mas ele pode ensinar ateísmo travestido de ciência?)

A verdade é que o próprio Dawkins admite que foi por razões filosóficas e não científicas que ele se sentiu atraído para a ciência: “My interest in biology was pretty much always on the philosophical side”, ele disse, listando a seguir as questões essenciais que o guiaram: “Why do we exist, why are we here, what is it all about?” Essas são questões metafísicas e não necessariamente científicas. Mas misturar as coisas parece atitude comum no pensamento e nos textos do britânico.

Dawkins mistura propositalmente o criacionismo e a teoria do design inteligente, mas ele sabe que há diferenças entre ambos. Enquanto os criacionistas (bíblicos) sustentam que o Designer é Yahweh, os teóricos do design inteligente “não se preocupam” com a identificação do Designer, uma vez que se atêm ao método científico e às ferramentas de detecção de projeto na natureza. Eles deduzem, a partir da existência de informação complexa específica e complexidade irredutível nos seres vivos, que o acaso e a aleatoriedade jamais poderiam ser responsáveis pela existência/surgimento da vida. É mais ou menos como a ciência forense que detecta evidências na cena do crime, ainda que o criminoso tenha se evadido do local. Nesse sentido, não há por que não se ensinar design inteligente nas escolas, uma vez que o conteúdo religioso não fará parte do currículo. Por que existe esse medo de se questionar o evolucionismo? Por que apresentá-lo como “fato”, quando se sabe de suas insuficiências epistêmicas? E por que fazer isso justamente com crianças que não terão visão crítica suficiente para se posicionar? Suspeito que o objetivo final de Dawkins e seus pares seja o de criar uma sociedade ateia, usando a ideia de um não ateu (agnóstico) útil: Charles Darwin.

A teoria segundo a qual todos os organismos se desenvolveram a partir de seres primitivos (se é que podemos chamar assim seres que já possuíam as indispensáveis máquinas moleculares e a tremenda informação genética da qual dependem) é a macroevolução, nunca demonstrada em laboratório ou observada na natureza. O que Darwin constatou foi a diversificação de baixo nível que promoveu mudanças no tamanho e formato do bico e na plumagem dos tentilhões, de uma ilha para outra, em Galápagos. Somente isso. O resto é extrapolação metafísica. E é isso que Dawkins e sua turma querem empurrar para a cabeça das crianças indefesas. Doutrinação pura!

O artigo acima mostra, uma vez mais, como a polarização criacionismo x evolucionismo (e, no fim das contas, também sábado x domingo) vai se tornando cada vez mais evidente. Aos poucos, os ultradarwinistas vão associando o pejorativo (e hoje, em tempos pós 11/9, praticamente criminoso) nome de “fundamentalistas” àqueles que defendem a Criação segundo o livro de Gênesis. Marcelo Gleiser já havia chamado de “criminosos” aqueles que ensinam o criacionismo. Pois é, dias (bem) piores virão. Mas isso já estava escrito... Os criacionistas que se preparem![Michelson Borges]

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nasa acha planeta ao redor de 2 'sóis' como no filme 'Guerra nas Estrelas'


Um planeta descoberto pela missão Kepler, da agência espacial norte-americana (Nasa), gira ao redor de dois 'sóis', assim como Tatooine, o mundo imaginário que serve de cenário para muitas passagens da série "Guerra nas Estrelas". A descoberta foi descrita na edição desta semana (15/09) da revista "Science".

O par de estrelas está a 200 anos-luz de distância da Terra. O planeta que as orbita se chama Kepler 16b. Trata-se de um lugar frio e gasoso, muito diferente da versão cinematográfica. As condições extremas do planeta impedem o desenvolvimento da vida, segundo os astrônomos.

Segundo o artigo, o planeta tem um terço da massa de Júpiter. O raio de Kepler 16b é cerca de um quarto menor do que o do maior planeta do Sistema Solar. Com esse tamanho e massa, a versão "real" de Tatooine teria um formato parecido com o de Saturno.

O astro está a 104,6 milhões de quilômetros e completa uma volta ao redor do par de estrelas a cada 229 dias. As estrelas são menores que o Sol, o que deixa a temperatura de Kepler 16b entre -101 e -73 graus Celsius.

A descoberta do planeta aconteceu quando o astro ficou entre as estrelas e os observadores na Terra - fenômeno que faz a luz das estrelas ser ofuscada. A detecção foi complicada pois as estrelas também se movimetavam e ficavam uma à frente da outra, como se estivessem gerando "eclipses" contínuos.

As estrelas giram uma ao redor da outra a cada 41 dias e estão afastadas por "apenas" 33,8 milhões de quilômetros.

A missão Kepler foi lançada em 2010 com o objetivo de detectar planetas fora do Sistema Solar - principalmente mundos que possam reunir condições para o desenvolvimento da vida. Até agora, o projeto já chegou a detectar até sistemas planetários inteiros, além de centenas de "candidatos" a planetas.

Fonte: G1

Nota:Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. (Salmos 19 -1)

Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção dos dinossauros

Dados obtidos pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, colocam em dúvida a origem do meteoro que caiu na Terra há 65 milhões de anos e encerrou a era dos dinossauros.

Em 2007, um estudo apontou que o que atingiu a Terra foi um fragmento de um asteroide gigante chamado Baptistina. De acordo com essa teoria, o Baptistina se chocou com outro asteroide no cinturão que fica entre Marte e Júpiter há cerca de 160 milhões de anos, espalhando pelo Sistema Solar detritos do tamanho de montanhas.

Porém, os novos dados obtidos pelo Wise, que usa raios infravermelhos, jogaram a teoria por água abaixo. A sonda observou mais de mil asteroides da família Baptistina – fragmentos de um único corpo original.

Na análise, os cientistas chegaram à conclusão de que a ruptura do Baptistina aconteceu há 80 milhões de anos – metade do que se imaginava. Não haveria, portanto, tempo suficiente para que um desses fragmentos chegasse à Terra a tempo de extinguir os dinossauros.

O cálculo foi possível porque o tamanho e a reflexibilidade dos asteroides indicam o tempo que eles levaram para alcançar as atuais posições. As informações obtidas pelos raios infravermelhos são mais precisas do que as do espectro visível, por isso a evidência pode ser considerada definitiva.

Fonte: G1

Nota: Os cientistas agnósticos só precisam hoje juntar todas as peças do quebra cabeça ("intensa chuva meteorítica, vastos derrames de lava, transgressão marinha e deposição de sedimentos nos continentes, formação plano-paralela rápida da coluna geológica, soterramento instantâneo e fossilização em massa de muitos animais, queda de temperatura etc") e achar a resposta. Pois existe forte evidência de que os dinossauros desapareceram por causa de uma grande catástrofe diluviana. Os fósseis são um exemplo clássico disso. Um rápido soterramento e posteriormente fossilização destes animais em todo planeta indicando também uma morte por asfixia. [FN]

Cientistas questionam “elos perdidos”

Recentemente, dois paleoantropólogos questionaram a “humanidade” de alguns fósseis de primatas descobertos. Para eles, a interpretação de fragmentos ósseos de sete milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] é mais complexa do que alguns pensam. Os fósseis em questão correspondem às espécies Orrorin tugenensis, Sahelanthropus tchadensis e Ardipithecus ramidus, e fizeram fama por [supostamente] preencher lacunas na história da evolução de macacos para seres humanos. Porém, os paleoantropólogos acreditam que os fósseis não sejam restos de alguns dos nossos antepassados hominídeos, mas sim apenas ossos de macaco. O problema é que uma série de características que têm sido identificadas como relacionadas aos seres humanos podem ser interpretadas de maneiras diferentes. Por exemplo, o Sahelanthropus, o mais antigo gênero que se acredita ter sido um hominídeo, é um crânio parcial de sete milhões de anos [sic]. Pela sua forma, os cientistas concluíram que o modelo deve ter andado ereto. A posição do seu “forame magno” no local onde o cérebro se conecta a medula espinhal historicamente tem sido associada ao bipedismo. No entanto, a anatomia comparativa prova que isso nem sempre é o caso.

O Orrorin, o segundo mais antigo, também seria bípede. Os paleoantropólogos também acham que ele pode não ter andado na vertical. E o famoso esqueleto parcial de Ardipithecus de 4,4 milhões de anos se parece muito com macacos do mesmo período.

Essas questões propostas pelos cientistas nos fazem pensar: Será que tais erros de interpretação são comuns? Será que tudo pode ser diferente do que se ensinam nas escolas?

Em ciência, sempre há diferenças de interpretação e debates. Não é fácil ser conclusivo ou definitivo, ainda mais em ciência histórica que não permite experiências. [Pena que as revistas científicas populares e a mídia em geral geralmente não admitam isso e tratem o assunto como certeza. – MB]

As espécies em debate viveram há milhões de anos [isso também não seria especulativo?], em uma pequena região da África em populações pequenas. Hoje, existem apenas exemplos isolados e demora um pouco para que vários cientistas tenham uma chance de estudá-los.

Também existem outros problemas na área, como encontrar a idade correta de fósseis. Apesar de existirem técnicas espetaculares, há limites. A técnica de argônio é realmente precisa, mas exige a presença de rochas vulcânicas que não são encontradas em todos os lugares. Datação por carbono 14 não é confiável em fósseis com mais de 40 mil anos.

Uma dificuldade acrescida é a ocorrência de homoplasia: uma situação em que os traços de duas espécies distantes evoluíram para uma aparência semelhante (ao invés de se parecerem por causa de uma estreita relação genética). Esse é um problema real no estudo e registro de fósseis. A semelhança não implica necessariamente a ancestralidade.

Considerando todas essas dificuldades, a compreensão científica atual das origens humanas é surpreendentemente bem desenvolvida. O registro fóssil humano é um dos melhores em biologia [então, imagine os piores...]. Desde que os humanos modernos evoluíram, há 200.000 anos [sic], a evidência fóssil que deixaram para trás é extensa, e de 50.000 a 60.000 anos atrás os nossos antepassados deixaram fósseis em uma grande região do mundo. O histórico é bastante sólido, mas o registro ancestral humano indiscutível só começa em torno de 4.200 anos atrás [os criacionistas sugerem que a vida humana tenha em torno de seis a dez mil anos, e o registro ancestral humano indiscutível também remonta a alguns milhares de anos]. Há muitos detalhes a serem ainda trabalhados.

Fonte:Hypescience

Nota do blog Criacionismo.com: Releia os trechos que grifei em bold para perceber o grau de incerteza nesse tipo de pesquisa evolucionista. A despeito disso, no último parágrafo, eles tentam salvar a teoria afirmando o que negam desde o começo: “a compreensão científica atual das origens humanas é surpreendentemente bem desenvolvida.” Como pode ser bem desenvolvida com tão poucos e incompletos fósseis antigos? Como pode ser bem desenvolvida, se é tão baseada em interpretações de evidências mínimas? De qualquer forma, já é um grande avanço a publicação de uma matéria dessa natureza. Parabéns ao Life’s Little Mysteries pela publicação e ao Hypescience, pela republicação.[MB]

domingo, 18 de setembro de 2011

Exposição incentiva estudo da química em São Paulo

Estudar química para muitos alunos não é tarefa das mais fáceis, quanto mais seguir carreira nesta área. Mas uma exposição em São Paulo pretende mudar este quadro.


Fonte: Globo Vídeos

sábado, 17 de setembro de 2011

Ano Internacional da Química e a utilidade da Química


O vasto mundo dos elementos químicos e suas reações é o tema do vídeo. Um especial sobre o Ano Internacional da Química.

A comemoração foi escolhida para 2011 porque a data marca o centenário do Nobel concedido à polonesa Marie Curie, que descobriu e estudou os elementos rádio e polônio.

Para entender como a Química é estudada nos dias atuais e será ensinada no futuro, segue-se uma busca por futuros professores da área. A formação destes profissionais em duas aulas distintas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de Química do Cotidiano e de Desenvolvimento de Material Didático.

O vídeo apresenta três áreas de ponta da pesquisa em Química.

O Mérito Acadêmico traz entrevista com o professor Angelo da Cunha Pinto, referência nacional em produtos naturais. Ele conta como estuda substâncias que prometem combater o câncer e doenças autodegenerativas.

Já o Fora de Série mostra a aplicação da nanotecnologia na área. A aluna Aline Oliveira, que faz iniciação científica com este tema, explica como une tecnologia de ponta e garrafas PET para fazer peneiras moleculares, usadas para acelerar reações químicas.

E o Eu Amo meu Trabalho acompanha a jornada do engenheiro químico Marcus Vinícius de Araújo Fonseca, que identifica maneiras de transformar resíduos da indústria petrolífera em materiais que servem para construir paredes e divisórias, entre outros.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Barbaridades que não podem ser esquecidas

“Hiroshima e Nagasaki” foi um dos tópicos mais comentados no Twitter um dia após a celebração em memória das quase três mil vítimas do atentado de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Isso porque, na opinião de alguns, embora seja legítima a dor dos parentes das vítimas do maior atentado terrorista realizado nos Estados Unidos, o mundo parece se esquecer de outras ações assassinas perpetradas inclusive pelo próprio governo norte-americano, como no caso das duas bombas lançadas sobre o rendido Japão no fim da Segunda Guerra Mundial – barbaridade que levou à morte centenas de milhares pessoas. Barbaridades não devem ser esquecidas, para que se pense milhares de vezes antes de repeti-las. Dizer que o 11 de Setembro “foi o maior atentado terrorista da história” é esquecer a história.

Relembre seis barbaridades cometidas pelos Estados Unidos ao longo de um século:

1) Bomba atômica sobre civis em Hiroshima, em 1945.
2) Bomba atômica sobre civis em Nagasaki, no mesmo ano.
3) Bombas incendiárias sobre civis em Dresden (este, sim, o maior “ataque terrorista” da história), matando mais de 350 mil habitantes.
4) Bombas incendiárias sobre civis em Tóquio.
5) Bombas incendiárias sobre civis no Vietnã, durante a década de 1960 e início dos anos 1970.
6) Bombardeio de civis em Belgrado, durante os anos 1990.

Quantos militares norte-americanos foram condenados pela Corte Internacional como criminosos de guerra? Nenhum. Na primeira tentativa, os juízes foram ameaçados.

“Os Estados Unidos são o país que mais consome drogas no mundo. Você já viu algum traficante ser preso e exposto na mídia?”, pergunta o jornalista e professor universitário Ruben Holdorf. “Só no cinema. Aliás, um recurso de denúncias, mesmo não funcionando na prática. Apenas os estrangeiros são perseguidos e condenados, inclusive com exigências de deportação. Ora, algo está errado”, completa.

Há mais coisas “erradas”, na opinião de Holdorf (e não somente na dele). Basta lembrar o arquivamento do processo a respeito da morte de John F. Kennedy. Por que arquivá-lo até 2029? Além disso, cerca de 22 autores respeitados (como Noam Chomsky) levantam dúvidas sobre os atentados de dez anos atrás, nos Estados Unidos. Alguns perguntam: Seres estúpidos, escondidos em cavernas, teriam condições de chegar aos Estados Unidos e treinar pilotagem em teco-teco a fim de manobrar uma aeronave supermoderna contra alvos difíceis? Cadê as listas de passageiros? Cadê os restos dos aviões no Pentágono e na Pensilvânia? Apenas escombros, um buraco arredondado no prédio da defesa e grama e árvores chamuscadas na fazenda. Logo depois, um gasto trilionário que enterrou de vez a economia mundial e a culpa jogada sobre as costas do “presidente negro”. Enquanto isso, a família causadora da confusão vive tranquila no Texas, desfrutando os lucros da guerra, do aumento do preço do petróleo e de suas relações, amplamente divulgadas pela mídia, com os Salinas e os cartéis fronteiriços com o México.

Para quem perdeu quem amava isso parece importar pouco agora. Mas a história não pode ser esquecida e o desejo por justiça – que somente será estabelecida definitivamente quando vier Aquele que é justo – não pode naufragar no mar da impunidade e da desinformação. [Michelson Borges]

Fonte: Criacionismo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nanomáquinas - Obras de Designs Inteligentes

Uma máquina pode ser definida como um aparelho – formado por componentes, como motor, pistão, válvula e engrenagem – que executa uma tarefa ao ser fornecida a ele energia.

Máquinas permeiam nosso cotidiano. Por exemplo, acordamos ao som do despertador; preparamos café usando uma cafeteira elétrica; conferimos nossas mensagens de correio eletrônico no computador; andamos de carro, ônibus, metrô, avião, trem, barco... Máquinas nos ajudam a economizar e otimizar nosso tempo, para que possamos empregá-lo de outras maneiras.

Uma máquina molecular, também denominada nanomáquina – o prefixo nano (anão, em grego) indica que a máquina tem dimensões na ordem de um bilionésimo de metro (10-9m) –, pode ser descrita com base nos mesmos conceitos empregados para definir uma máquina macroscópica: dispositivo que executa determinada função ao receber um estímulo externo que pode ser elétrico, luminoso, químico ou térmico. Contudo, os componentes que formam uma nanomáquina são moléculas ou aglomerados de átomos.

As nanomáquinas podem ser naturais ou artificiais. As mais importantes – e mais estudadas – do primeiro tipo são a proteína miosina e a enzima F0F1-ATP sintase. Esta última, formada por proteínas, é uma das máquinas moleculares naturais mais eficientes conhecidas.

Converte a energia que vem da molécula adenosina trifosfato (ou simplesmente ATP) em movimento rotacional com quase 100% de eficiência, percentual praticamente inalcançável no reino das máquinas macroscópicas.

A miosina, responsável pela contração e extensão muscular, pertence a uma classe de motores lineares proteicos que convertem energia química em trabalho, com base nos movimentos coletivos de seus componentes moleculares. São máquinas biológicas complexas e sofisticadas cujo funcionamento é responsável por processos vitais do organismo.

O primeiro protótipo

Inspirados por motores proteicos naturais, cientistas – entre eles, vários químicos – desenvolveram nanomáquinas artificiais – daí, merecidamente, serem, por vezes, chamados arquitetos ou engenheiros do mundo molecular.

Essas nanomáquinas de laboratório são ainda primitivas quando comparadas às naturais. Mas não podemos esquecer que a natureza levou milhares – ou milhões – de anos para que as nanomáquinas naturais pudessem realizar suas tarefas de modo eficiente.

O norte-americano Richard Feynman (1918-1988), Nobel de Física de 1964, é considerado o pai da nanotecnologia. Cerca de 20 anos depois de sua palestra profética e desafiadora em 1959, a equipe de Seiji Shinkai, da Universidade de Kyushu (Japão), construiu o primeiro protótipo de nanomáquina. No caso, uma molécula que funciona como uma chave liga-desliga acionada pela luz.

A partir desse primeiro protótipo de nanomáquina artificial, houve progresso gigantesco nessa área de pesquisa, principalmente devido à combinação de fatores como: i) o avanço de métodos de síntese (‘fabricação’) de substâncias orgânicas e inorgânicas; ii) o desenvolvimento de técnicas computacionais que permitem entender os tipos de ligações e interações químicas presentes nos sistemas; iii) o avanço de técnicas analíticas para caracterizar a estrutura das moléculas.

O grande sonho dos químicos que trabalham nessa área é construir nanomáquinas que sejam tão eficientes quanto as naturais e que executem tarefas como transporte de medicamentos para pontos específicos do corpo humano; localização e destruição de moléculas orgânicas tóxicas presentes no ar e na água; transporte mais rápido de informações etc.

Pode parecer ficção científica, mas muitos sistemas assim já foram fabricados. Entre os mais interessantes, estão nanomáquinas que exercem a função de músculos artificiais, caminhões, rotores, elevadores, válvulas etc. Todas são movidas por um combustível específico, que pode ser químico, fotoquímico, eletroquímico ou térmico.

Algumas dessas nanomáquinas: i) músculos moleculares artificiais, com componentes capazes de se contrair e se estender, com movimento similar aos músculos naturais; ii) caminhões moleculares, formados por rodas, chassi e eixos; iii) rotores à base de moléculas com duas partes que giram uma em torno da outra de forma controlada, de modo semelhante a um giroscópio; iv) nanoelevadores com plataformas moleculares que sobem e descem entre duas estações; v) nanoválvulas que lembram reservatórios com um componente móvel que se abre e fecha, como uma porta, liberando seu conteúdo.

Por Célia Machado Ronconi
Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia
Instituto de Química, Universidade Federal Fluminense

Fonte: Ciência Hoje

Nota deste blog: Prestou atenção nos textos que grifei? Muitos cientistas e químicos ('chamados arquitetos ou engenheiros do mundo molecular') levaram mais de 20 anos na pesquisa, elaborando e construindo um protótipo primitivo. Por outro lado, as nanomáquinas naturais pré-existentes (muito mais complexas do que os artificiais), surgiu por mero acaso ('a natureza levou milhares – ou milhões de anos...'), sem presença de projetistas. Bastante estranho isso, não? Por que não acreditar também que as nanomáquinas biomoleculares naturais são obras de um grande Design Inteligente? [FN]

Nota do blog Desafiando aNomenklatura Científica: Nanomáquinas biomoleculares: onde a Física, Química e Biologia finalmente se encontram. Quem disse que a biologia e a física e a química não se encontram? Pois é, elas finalmente se encontraram nas nanomáquinas biomoleculares. Como é que fica agora a tese de Mayr que a Biologia evolutiva tem status diferente das outras ciências como a física e a química???

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