quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fabricantes reduzem a vida útil dos produtos para incentivar o consumo

As lâmpadas são projetadas para durar milhares de horas quando elas poderiam fazer o mesmo por mais de cem anos, e um chip limita a vida útil de impressoras [e por que as lâminas de barbear oxidam com tanta facilidade? Por que os pneus desgastam tão rapidamente?]. É o que mostra o documentário "Comprar, Puxar, Comprar", denunciando a obsolescência por empresas para incentivar o consumo.

"Essa prática se tornou a base da economia moderna, apesar das terríveis conseqüências ambientais de um sistema que gera toneladas de lixo desnecessário", disse a diretora do filme, Cosima Dannoritzer, durante a apresentação do documentário, que será exibido esta semana em emissoras espanholas.

O documentário, que também será exibido em breve em outros países europeus, mostra que o ciclo produção-consumo de resíduos está crescendo mais rápido, mas não é novo. A obsolescência planejada nasceu nos anos 20, quando as empresas de produção de bulbos de lâmpadas concordaram em limitar a vida deles a um máximo de mil horas. Antes desse acordo, as lâmpadas duravam muito mais tempo, como evidenciado pela lâmpada que permanece acesa por mais de cem anos em uma estação de bombeiros nos Estados Unidos.

Exemplos ocorrem até hoje, onde os casos mais claros são encontrados em produtos eletrônicos, como impressoras e iPods.

O caso do iPod foi levado a tribunal por um advogado de San Francisco (EUA), que afirmou que a Apple tinha obsolescência planejada aplicada às baterias, com a intenção de que o iPod vai durar pouco e que o consumidor é forçado a comprar outro após um ano.

"O documentário não vai contra nenhuma empresa em particular, porque a obsolescência é generalizada", diz o produtor executivo do filme, Joan Ubeda, que esclareceu que "o problema está na filosofia do sistema que atua de forma claramente insustentável, obrigando os engenheiros a criarem produtos de vida curta, quando poderiam ser muito melhores". "Não é só colocar a questão sobre a mesa, mas também mostrar que algumas saídas ou soluções já estão sendo discutidas", acrescentou Cosima Dannoritz.

FONTE: www.Bol.uol.com.br

Um comentário:

  1. Já tinha notado como a industria pensa sobre esse ponto a muito tempo atrás... Realmente as coisas não são mais como eram antes, posso citar um bom exemplo: As televisões.

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