terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ateus fazem campanha para celebrar “mito do Natal”

A organização American Atheists, fundada em 1963, está gerando polêmica com uma campanha de Natal neste ano. Na entrada do Lincoln Tunnel, que liga o estado de New Jersey com a cidade de Nova York, foi colocado um outdoor com a imagem de um presépio que diz: “Você sabe que é um mito. Nesse fim de ano, celebre a razão”. Milhares de pessoas passam pelo local todos os dias. Como era esperado, a mensagem causou polêmica. Em uma reportagem da rede Fox fica clara a indignação dos cristãos que consideram a imagem “traiçoeira”, pois à primeira vista seria apenas uma das muitas mensagens de Natal espalhadas pelo país. A organização ateísta pagou 20 mil dólares para exibir essa mensagem no outdoor durante um mês. Os representantes da American Atheists dizem que seu objetivo não é “converter” cristãos, mas sim estimular aqueles que não creem a admitirem isso publicamente. Os motoristas entrevistados divergem. Alguns encaram com naturalidade, enquanto outros mostram descontentamento. Um dos entrevistados declarou: “Natal é um tempo para a família, a união e a esperança. O que eles [ateus] estão fazendo está errado. Errado.”

A rede Fox News afirma que a empresa que aluga o espaço dos outdoors ofereceu um outdoor do outro lado da rua para que organizações cristãs divulgassem uma mensagem contrária, mas não encontrou interessados.

(Pavablog)

Nota: Quando amigos ateus me perguntam por que critico o ateísmo neste blog, digo que minha “cruzada” é contra o ateísmo fundamentalista do tipo do Richard Dawkins et caterva, que reclama da doutrinação religiosa, mas organiza acampamentos para doutrinar crianças no ateísmo; se irritam com a “panfletagem” cristã, mas espalham mensagens como essa do outdoor em New Jersey (à semelhança do que já foi feito na Inglaterra). Não é de hoje, portanto, que esses ateus fanáticos se valem de campanhas apelativas e desrespeitosas para atacar os que creem. Por isso, mais do que nunca, é necessário apresentar a fé racional mantida por muitos dos cristãos que, à semelhança dos pais da ciência – como Newton, Galileu e Copérnico –, se valem de duas importantes lentes para compreender a realidade: a teologia e o método científico.[MB]

sábado, 27 de novembro de 2010

Energia Que Não “Te Dá Asas”

Os energéticos são bebidas cada vez mais consumidas por adolescentes e universitários. Uma das características de muitos estudantes na faculdade é ficar acordado até tarde estudando para uma prova na manhã seguinte, e muitos deles conseguem virar a noite com a ajuda da bebida, que é rica em cafeína, uma substância estimulante. Porém, de acordo com um novo estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, o consumo desse tipo de bebida está relacionado ao aumento dos riscos de beber além da conta e pode ser um gatilho para desenvolver o alcoolismo. Os resultados da pesquisa serão publicados na publicação científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

Outro motivo da popularidade da combinação álcool-energéticos é a crença de que ao ingerir cafeína com uma bebida alcoólica, o efeito estimulante da substância neutralizaria o efeito depressor do álcool. O que não é verdade: a cafeína simplesmente reduz a sensação de sonolência causada pelo álcool, mas não a “lerdeza” causada pela embriaguez. [Leia mais sobre este assunto aqui!]

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A capa que as semanais não deram

Quando descobre um fóssil duvidoso tido por algum especialista como "elo perdido" ou coisa que o valha, a mídia geralmente faz aquele estardalhaço. Por que, então, silenciaram sobre a primeira descoberta arqueológica referente a Jesus e Sua família? O ossuário (urna funerária) de Tiago data do século 1 e traz a inscrição em aramaico "Tiago, filho de José, irmão de Jesus" (Ya´akov bar Yosef achui d´Yeshua). Oculto por séculos, o ossuário foi comprado muitos anos atrás pelo engenheiro e colecionador judeu Oded Golan, que não suspeitou da importância do artefato. Só quando o renomado estudioso francês André Lemaire viu na urna, em abril de 2002, a inscrição na língua falada por Jesus, foi que se descobriu sua importância. O ossuário foi submetido a testes pelo Geological Survey of State of Israel e declarado autêntico. Segundo o jornal The New York Times, "essa descoberta pode muito bem ser o mais antigo artefato relacionado à existência de Jesus".

O livro O Irmão de Jesus (Editora Hagnos, 247 p.) trata justamente da descoberta do ossuário de Tiago. A autoria é de Hershel Shanks, fundador e editor-chefe da Biblical Archaeology Review, e de Ben Witherington III, especialista no Jesus histórico e autor de vários livros sobre Jesus e o Novo Testamento. O prefácio é do próprio Lemaire, especialista em epigrafia semítica e autoridade incontestável no assunto. Hershel conduz a história de maneira muito interessante, revelando os bastidores da descoberta e as reações a ela. Afinal, o ossuário, além de autenticar materialmente o Jesus histórico, afirma que Ele tinha um irmão chamado Tiago, filho de José e, possivelmente, também de Maria. Segundo a revista Time, trata-se de "uma história de investigação científica com alta relevância para o cristianismo", talvez por isso mesmo deixada de lado por setores da mídia secular e antirreligiosa.

Juiz julga autêntico o objeto

A despeito de todas as evidências a favor da autenticidade do ossuário, somente agora, depois de muita investigação, o veredito foi dado: a urna mortuária é autêntica. Mas o assunto foi capa de alguma semanal? Apenas a revista IstoÉ fez menção ao assunto, mas preferiu falar sobre "sedução" na matéria de capa. Estaria a mídia tão seduzida pelo naturalismo/secularismo que prefere não destacar matérias que confirmam fatos relacionados com o cristianismo? A título de contraponto, isso mereceria também reportagem de capa na Superinteressante ou na Veja, já que o neoateísmo militante e as especulações teológicas liberais sempre passeiam pelas páginas dessas publicações.

Segundo a revista IstoÉ desta semana, a discussão em torno do ossuário nasceu em 2002, quando Oded Golan revelou o misterioso objeto para o mundo. "A possibilidade da existência de um depositário dos restos mortais de um parente próximo de Jesus Cristo agitou o circuito da arqueologia bíblica. Seria a primeira conexão física e arqueológica com o Jesus do Novo Testamento", diz a semanal. "A peça teve sua veracidade colocada em xeque pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Em dezembro de 2004, Golan foi acusado de falsificador e a Justiça local entrou no imbróglio. No mês passado, porém, o juiz Aharon Far-kash, responsável por julgar a suposta fraude cometida pelo antiquário judeu, encerrou o processo e acenou com um veredito a favor da autenticidade do objeto. "[...] Nesses cinco anos, a ação se estendeu por 116 sessões. Foram ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos."

Dúvidas foram dissolvidas

Um dos entrevistados da reportagem foi o professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), e especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva. Ele acredita que todas as provas de que o ossuário era falso caíram por terra. "A paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século", diz. "A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm dois mil anos."

"A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado", compara IstoÉ. "Golan foi acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por microorganismos que envolvem os objetos antigos). Mas o próprio perito da IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos confirmavam que a pátina onde se lê `Jesus´ é antiga. `Eles perderam o caso, não há dúvida´, comemorou Golan."

De certa forma, foi bom que tantos especialistas – entre os quais, muitos céticos quanto à autenticidade da urna – tenham estudado o artefato. Assim, as dúvidas que pairavam sobre o objeto foram dissolvidas. Resta, agora, esperar que a imprensa dê o braço a torcer a admita tudo o que o ossuário nos revela.

Por: Michelson Borges

FONTE: Observatório da Imprensa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Veículos incendiados no Rio: Sérgio Cabral toma uma atitude


Fonte: NaniHumor.com

Alguns fatos sobre a evolução

A evolução é uma teoria amplamente conhecida, e mesmo aqueles que nunca estudaram ciência têm alguma ideia sobre ela. Tanto assim, que é comum palestrantes que falam sobre a Bíblia e a Ciência e encontrar pessoas do meio comercial, ou com conhecimentos de história, interessadas em saber as questões relacionadas com a evolução e a fé cristã. Neste artigo, alguns dos fatos e verdades mais importantes sobre a teoria da evolução são apresentados para benefício tanto do especialista quanto do estudante geral desses assuntos.

Em primeiro lugar, ao contrário do que muitos acreditam, a teoria da evolução é apenas uma hipótese da ciência. Não é um fato comprovado da ciência. Sendo uma hipótese, significa que ela é uma proposta que tem de ser estabelecida pela ciência experimental e empírica. Normalmente, os manuais escolares e universitários sobre evolução dão a ideia errada de que ela é um fato ou uma lei da ciência, mas isso está longe da verdade. Assim como existem várias outras hipóteses em ciência, a evolução também é mera hipótese.

Segundo ponto. Diz-se que a evolução é resultado do acaso cego. Mas o estudo dos processos de acaso mostra que este só irá destruir a ordem, e não evoluí-la. Quando a matéria é deixada a si mesma neste universo, como os evolucionistas supõem que tenha sido o caso, a ordem sempre tende à desordem e sistemas complexos sempre se desintegram em confusão desordenada. A informação sempre acaba sendo destruída, o que significa que não há nenhuma maneira de que a informação presente nos genes pudesse vir à existência por acaso.

Terceiro. Mais de um século e meio de pesquisas renderam milhões de fósseis, mas nem mesmo um único deles apoia a teoria da evolução. De acordo com a evolução, deve haver inúmeros fósseis que demonstram a evolução de uma espécie de animal ou planta em outra espécie, mas tais fósseis nunca foram encontrados. Todos os fósseis que foram reivindicados como formas intermediárias foram desacreditados pelos cientistas em estudos mais aprofundados.

Quarto. Ninguém jamais demonstrou que o homem evoluiu de criaturas simiescas. Mais de uma dezena de tipos de fósseis de “homens-macacos” foram expostos ao mundo pelos evolucionistas, mas, num pensamento posterior, seus próprios companheiros cientistas competentes rejeitaram esses achados. Os cientistas descobriram que alguns desses fósseis representam macacos, enquanto outros representam verdadeiros seres humanos, mas nenhum deles vem de um homem-macaco. Curiosamente, nenhum dos fósseis apresentados vem de um homem-macaco.

Quinto. A Terra não tem, necessariamente, milhões ou bilhões de anos, contrariamente às suposições dos evolucionistas. Eles tentam retratar a Terra como muito antiga, mas esse é um resultado de sua teoria, que exige uma idade muito longa para a Terra. Naquilo que diz respeito às experiências, elas fornecem ampla gama de resultados. De acordo com alguns métodos de determinação da idade da Terra, nosso planeta tem apenas alguns milhares de anos. Outros testes dão uma idade de 10.000 ou 20.000 anos e alguns apontam milhões ou bilhões de anos. Um cientista honesto e objetivo levará em consideração todas essas datas na sua discussão, mas os evolucionistas selecionam as longas eras apenas porque isso lhes é conveniente.

Sexto. Um bom número de darwinistas competentes abandonou sua crença no darwinismo: alguns deles são cientistas altamente respeitados, os quais publicaram as suas conclusões em livros e artigos científicos. E o fizeram porque não conseguiram encontrar uma única prova científica a favor do darwinismo [macroevolução].

Sétimo. Alguns evolucionistas altamente competentes abandonaram todas as formas de evolução. Eles descobriram que qualquer que seja a forma de evolução, darwiniana ou outra, ela simplesmente não funciona. Cientificamente as evidências são nulas. Muitos deles tornaram isso conhecido da comunidade científica.

Oitavo. Há muitos cientistas agora que aceitam que a evidência científica favorece a criação. Essas pessoas não são cristãs, nem crentes na criação. No entanto, a partir de suas observações científicas são obrigadas a acreditar na criação.

Nono. Várias descobertas científicas têm demonstrado que a evolução não é possível. Em outras palavras, cada vez mais as descobertas científicas falam contra a possibilidade de evolução da vida por mero acaso. É por isso que cientistas famosos como Fred Hoyle e Chandra Wickramasinge abandonaram sua fé na teoria da evolução. Cientistas de renome mundial têm amplamente divulgado as razões pelas quais a vida na Terra não poderia ter evoluído por processos de acaso.

Décimo. Enquanto as descobertas da ciência vão contra as teorias da evolução, elas têm dado cada vez mais apoio à Bíblia. Existem numerosas evidências de apoio em favor da Bíblia - da física, química, lógica, ciência da informação, arqueologia, história e, claro, também da biologia.

Décimo primeiro. Nenhum fato conhecido da ciência contradiz a Bíblia, e a Bíblia não contradiz nenhum fato estabelecido pela ciência. Todo estudante sério de ciências deve considerar seriamente a Bíblia e suas afirmações.

(Dr. Johnson C. Philip é físico, com conhecimentos em física quântica nuclear. É também especializado em apologética cristã, arqueologia bíblica e em vários outros campos. Ler Pra Crer [o artigo original pode ser lido aqui]).

Fonte: Criacionismo

Comemoraremos o centenário da morte de Wallace?

Dentro de três anos, terá se passado um século desde a morte de Alfred Russel Wallace, o outro “pai” da teoria da evolução por seleção natural. Como é sabido, Darwin e Wallace coincidiram seus objetivos quando propuseram ao mesmo tempo uma teoria científica idêntica, sendo ambos aceitos nos círculos acadêmicos da época como co-autores de uma só proposta; seus trabalhos foram lidos simultaneamente perante a Sociedade Linneana de Londres, em 1º de julho de 1858. Todavia, o prestígio e a autoridade de cada um deles não foram histórica e cientificamente contrabalançados com a devida justiça ao longo dos anos. E a razão disso já é conhecida de sobra. Darwin concedeu à sua teoria um valor adicional: a certeza de que “tudo”, desde o surgimento imprevisível da vida até o aparecimento das características racionais humanas, seria explicado à luz da evolução por meio da acumulação gradual de novidades surgidas ao acaso. A seleção natural se transformaria, pois, para Darwin, num fator preponderante para explicar todas as manifestações relacionadas à vida no decorrer dos tempos.

Quanto a Wallace, não obstante compartilhasse com Darwin dos mesmos ideais de evolução por seleção natural, negou-se a acreditar que vida, mente e consciência humanas pudessem ser explicadas pela exclusiva ação da matéria. Wallace defendeu durante toda sua vida um entendimento espiritualista da realidade, algo que transcendesse a visão meramente materialista amparada pelo seu conterrâneo Darwin. A explicação de Wallace pode muito bem ser designada como “criacionismo racionalista”, ou seja, a ideia de que as manifestações relacionadas à vida não podem ser estritamente reduzidas ao mundo natural, às leis físico-químicas como as conhecemos.

Fonte: (Humor Darwinista)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Provinhas de “mintira”

Saiu na Folha de S. Paulo de 18/11/2010: “Alunos de escola top de SP boicotam Saresp [...]. Os 200 alunos, 100% dos matriculados no 3º ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual de São Paulo, Etesp, considerada a melhor escola estadual paulista, boicotaram ontem a prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar (Saresp). A Etesp é a mais bem colocada dentre todas as estaduais paulistas. O ingresso se dá por vestibulinho e o boicote foi organizado pelo grêmio estudantil.” É de se lamentar o boicote, mas vale lembrar que foi promovido por estudantes de alto desempenho, cujo senso crítico foi despertado. E pela atitude deles somos forçados a admitir algumas verdades. Infelizmente, desde quando foi instituído o Saresp, a educação de São Paulo pouco melhorou. Na verdade, teve avanços mesquinhíssimos em Capacidades de Leitura e Interpretação, e retrocessos em Raciocínio Lógico e conhecimentos matemáticos. Também temos que levar em conta que na parte de Leitura e Interpretação muitas vezes os textos apresentados foram facilitados.

Além disso, as escolas estaduais de São Paulo apresentaram um aumento significativo da reprovação, da falta de docentes ao trabalho, da violência no ambiente escolar e, principalmente, da evasão escolar. O mesmo se pode falar da Prova Brasil e do Enem. Nenhuma medida séria foi tomada para melhorar a educação básica e o ensino médio. O Enem a cada ano traz uma trapalhada, erros em provas, sumiço de provas, cola disseminada, extravio de documentos, erros na elaboração e a maior delas é a de desrespeitar o sábado bíblico, forçando pessoas que o guardam a ficar trancadas em salas até a noite, para então fazer a prova. Ao contrário disso, há mais de 30 anos os Estados Unidos têm o SAT (Standard American Test), e você não vê imposições desconfortáveis associadas à aplicação dessa prova.

Veja as reclamações de alguns dos estudantes da Etesp contra o Saresp, mas que podem ser estendidas ao Enem e à Prova Brasil.

1. A não aplicação de remédios sugeridos pelo diagnóstico, deixando tudo exatamente como está. “Segundo o estudante Daniel, 16, os alunos da Etesp, no Bom Retiro (centro de SP), não são contra as avaliações periódicas. “Mas isso tem de ser acompanhado por melhorias efetivas na educação. Do jeito que está, é só uma prova sem função alguma.”

2. Fazer politicagem com o tempo pedagógico dos jovens e crianças para causar falsa calma na opinião pública. “Bruno, 16, acredita que o Saresp ‘visa apenas a dar uma satisfação à opinião pública, descontente com os resultados pífios da educação pública paulista’. É um ‘me engana que eu gosto. Eles fazem o Saresp ao mesmo tempo em que entregam livros didáticos que mostram o continente americano com dois Paraguais. Isso é sério?’, pergunta o estudante (refere-se ao episódio ocorrido em 2009, quando a Secretaria Estadual da Educação distribuiu livro de geografia com mapa errado da América do Sul).” [Sem contar, evidentemente, os livros de Biologia que ainda trazem “evidências” desacreditadas sobre a evolução – Michelson Borges.]

Esse último argumento é significativo, pois desde 1996, quando foi instituído o Saresp, o Estado de São Paulo caiu em seu desempenho, perdendo para Estados mais pobres como o Acre, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rondônia, para citar alguns. A medida de fornecer material didático se demonstrou uma fonte de desentendidos, desvios de verbas e retrocesso, como assinalamos no artigo “Descumprindo a lei para cercear a liberdade”, publicado no Observatório da Imprensa, em 24/3/2009.

Considerando que o País tem índice de desemprego que beira os 7%; que temos imensa massa de desempregados que trabalham como camelôs e ambulantes sem qualquer garantia profissional decente; que temos imensa massa de profissionais trabalhando em condições difíceis por não ter qualificação; que muitas multinacionais abrem montadoras aqui, mas a produção e criação de tecnologia é feita fora, o que tira lucros do País; que estamos perdendo o mercado externo por falta de produto com alto valor agregado (produtos de alta tecnologia feitos aqui, são poucos); que o desempenho nos testes internacionais como o PISA continuam vergonhosos e mesmo assim as autoridades em geral só têm um blá-blá-blá sem medidas sérias – isso tudo nos faz pensar que esses estudantes foram ousados e corajosos e que a causa deles faz sentido. As atitudes ditatoriais dos governantes, no quesito educação, é que são sem sentido.

(Silvio Motta Costa, professor da rede pública em Campinas, SP)

Fonte: criacionismo

Darwin nos vestibulares - VIII

Aos que vão prestar vestibular, seguem novas questões de Biologia, todas referentes a temas relacionados à Teoria da Evolução, tais como: especiação, Seleção Natural, mutações, transformismo, gradualismo, adaptacionismo e outros enigmas evolutivos: [Leia aqui]

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O exemplo da educação adventista

Em meio a todo o alvoroço na reforma da educação, o sistema escolar adventista do sétimo dia pode parecer um lugar inesperado para procurar modelos para melhorar o desempenho dos alunos. Mas ao educar a mente, o corpo e o espírito, as escolas adventistas superam a média nacional através de todas as demografias. Ultimamente, a reforma de educação tem estado no centro do palco à medida que os americanos lutam para fechar o frequentemente criticado gap de êxito. Mas calmamente em nosso meio o segundo maior sistema escolar cristão no mundo tem estado firmemente superando a média nacional – através de todos os dados demográficos. O currículo holístico (integral) dos adventistas do sétimo dia serve como um modelo para superar essa lacuna – a disparidade no desempenho acadêmico entre estudantes de baixa renda e de minoria e seus colegas nas comunidades de alta renda. Mas, ainda mais, ele mostra como estreitar a lacuna entre a mente, o corpo e o espírito, verdadeiramente educando os alunos para o sucesso.

Agora, eu não estou advogando para que a instrução religiosa seja incluída no currículo escolar. Pelo contrário, o que a minha pesquisa indica é que a aprendizagem holística – uma educação que não ergue barreiras artificiais entre as disciplinas e entre a mente, o corpo e o espírito – realmente resulta em maior desempenho do aluno.

As escolas adventistas superam suas concorrentes

Desde 2006, como parte do estudo Cognitive Genesis (estudo da Gênese Cognitiva), dois colegas e eu reunimos dados sobre mais de 50 mil alunos matriculados nas escolas adventistas do sétimo dia. (Desconhecida para muitos, a Igreja Adventista opera um sistema escolar cristão que, em tamanho, fica atrás somente das escolas paroquiais católicas romanas.) Enquanto temos acreditado há muito tempo na efetividade da abordagem holística que as escolas adotam, queremos quantificar, empiricamente, quão bem os alunos das escolas adventistas se saem.

Mesmo nós ficamos surpresos com os resultados. Nosso estudo de quatro anos e com financiamento independente mostrou que os alunos em escolas adventistas superaram seus pares na média nacional em cada área.

Entre 2006 e 2010, meus colegas e eu analisamos pontuações de testes de 51.706 alunos, baseados no Iowa Test of Basic Skills para as séries 3-8, no Iowa Test of Educational Development para as séries 9 e 11, e o Cognitive Test Abilities para todas as séries, assim como pesquisas preenchidas pelos alunos, pais, professores e administradores escolares.

Em cada categoria, os alunos que frequentam as escolas adventistas pontuaram mais alto que a media nacional. Eles também pontuaram mais alto que seu êxito esperado baseado na habilidade individual – um fator que poucas escolas medem.

Um dos achados mais dramáticos é que os alunos que se transferiram para escolas adventistas viram uma melhora marcante no desempenho acadêmico. Quanto mais anos um aluno frequentou a escola adventista, mais seu desempenho melhorou.

Condições socioeconômicas e financiamento não são fatores determinantes

Um cético poderia argumentar que as escolas particulares como essas dirigidas pelos adventistas são compostas principalmente por alunos saudáveis e de classe média alta; consequentemente, a razão do desempenho mais alto. Não é assim. Nossa pesquisa mostra que os dados demográficos das escolas adventistas estão mais perto daqueles das escolas públicas, com alta diversidade econômica e socioeconômica. A matrícula é aberta, o que significa que os alunos são admitidos sem o tipo de seleção de habilidade que muitas outras escolas particulares aplicam. Na América do Norte, a Igreja Adventista administra quase mil escolas, muitas das quais são pequenas e rurais. Não encontramos relação entre o tamanho da escola que os alunos frequentavam e o desempenho.

De modo significativo, nesta época de orçamentos decrescentes para as escolas públicas, não encontramos nenhuma ligação entre gasto por aluno e rendimento do aluno. A pesquisa feita por Dave Lawrence, aluno da graduação na Universidade La Sierra, em Riverside, Califórnia, indica que alunos em escolas adventistas que gastam de 2.000 a 4.000 dólares por aluno estão quase no mesmo nível de rendimento que alunos em escolas que gastam 12.000 dólares por aluno. O Sr. Lawrence não encontrou correlação significativa entre o orçamento da escola e a realização do aluno.

As vantagens de uma abordagem holística

Então como explicamos a vantagem adventista? Acreditamos na abordagem holística que essas escolas adotam – um compromisso de educar a mente, o corpo e o espírito. Ao contrário das escolas públicas, as escolas adventistas em todo o país têm um currículo padrão. Essa abordagem inclui os “três Rs” tradicionais com ênfase no desenvolvimento espiritual e físico. Há uma coerência e uma ligação entre as escolas adventistas que não existem com frequência em outros sistemas.

Alguns dos maiores indicadores da realização do aluno, de acordo com modelos estatísticos que desenvolvemos, incluem se os alunos têm uma percepção espiritual positiva, se têm um relacionamento saudável com seus pais, e se cuidam de sua própria saúde. Essas são atitudes que podem ser cultivadas e apontam para a importância de uma abordagem holística da educação.

Nos últimos anos, a Igreja Adventista tem sido assunto de muita fascinação pública por causa do seu foco na saúde, longevidade e integridade. (O canal PBS [Public Broadcasting Service] exibiu um documentário no início deste ano, “Os Adventistas”, e o livro The Blue Zones [As Zonas Azuis] foi publicado em 2008.) Mas nossa pesquisa mostra que a educação adventista também pode ser um laboratório de aprendizagem, mostrando como estudantes do jardim da infância até o terceiro ano do ensino médio podem ultrapassar as expectativas.

A verdadeira reforma do sistema de escolas públicas precisará de trabalho árduo e inovação, mas os adventistas dão um exemplo que pode ajudar os reformadores a apertar o botão de “reset” (reiniciar). Eliminar as barreiras artificiais entre os sujeitos e ajudar os alunos a verem o link entre como eles vivem e como aprendem são passos fundamentais, mas cruciais, para estabelecer a fundação para a verdadeira reforma.

(Elissa Kido é professora de educação na Universidade La Sierra, The Christian Science Monitor)

FONTE: criacionismo

sábado, 20 de novembro de 2010

Réplica da Arca de Noé

Homem conclui construção de réplica da Arca de Noé com a exata dimensão dada na Bíblia.
A porta central maciça no lado da arca de Noé foi inaugurada em meio a multidão de cidadãos curiosos - " eis a maravilha" . Claro, é apenas uma réplica da arca bí­blica, construí­da pelo holandês criacionista, Johan Huibers.A Arca tem dois terços do comprimento de um campo de futebol e tão alta como um prédio de 3 andares.
Modelos de girafas, elefantes, leões, crocodilos, zebras, bisontes e outros animais cumprimentam visitantes à medida que eles chegam às principais áreas da Arca .
Um empreiteiro, Huibers construiu a arca de cedro e pinho exatamente do mesmo material utilizado por Noé.

Huibers fez o trabalho com suas próprias mãos, utilizando ferramentas modernas e com a ajuda ocasional de seu filho, Roy. A construção começou em maio de 2005.
Visitantes no primeiro dia ficaram atordoados. «Compreensão do passado", afirmou Mary Louise Starosciak, que passeava de bicicleta com seu marido ao lado da Arca."Eu conhecia a história de Noé, mas eu não tinha idéia de como o barco teria sido tão grande, existe espaço suficiente próximo da quilha para umas 50 pessoas, tem cinema, teatro onde as crianças podem assistir a um video que conta a história de Noé e sua arca ". Huibers, um homem cristão, disse que espera que o projeto renove o interesse pelo cristianismo na Holanda, onde a igreja caiu drasticamente nos últimos 50 anos.
NOTA: Vejam aqui mais fotos de todas as etapas desta construção. E para saber mais sobre a suposta Arca de Noé encontrada no Monte Ararate, leiam aqui, muito interessante !

FONTE: www.arkvannoach.com/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A complexidade da maquinaria celular da qual Darwin era totalmente ignorante

Building on decades of research and mountains of data, scientists and animators are now recreating in vivid and sometimes jaw-dropping detail the complex inner machinery of living cells.

"Partindo de décadas de pesquisas e montanhas de dados, os cientistas e animadores são recriar em detalhes vívidos e às vezes de cair o queixo a complexa maquinaria interior de células vivas".- tradutor google


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Watch video here/Assista ao vídeo aqui: The New York Times

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NOTA CAUSTICANTE DO BLOGGER Desafiando a nomenklatura científica

Fazendo ressalvas e considerando as limitações tecnológicas e até científicas do seu tempo, mas Darwin, o homem que teve a maior ideia que toda a humanidade já teve, era completamente ignorante da complexidade da maquinaria celular: é muito, mas muito mais do que um simples aglomerado de gelatina, Charlie! É Design Inteligente!!!


Fui, nem sei por que, pensando: a cegueira de quem vê, e diz que não vê, e diz que é mera ilusão, é a pior das cegueiras!!!

Fonte: Desafiando a nomemklatura científica

Darwin nos vestibulares - V

Seguem novas questões de vestibulares relacionadas à Teoria da Evolução e seus temas congêneres, tais como: Seleção Natural, mutações, lamarckismo etc.

Atenção!

Não espere encontrar perguntas com críticas ou contestações a Charles Darwin. Em geral os vestibulares também rastejam pelos falsos tapetes de ciência da teoria neodarwinista. [Leia aqui]

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escolas têm de repensar maneira de ensinar matemática

Alguns alunos, para justificar seu mau desempenho em alguma disciplina escolar, dizem que ela não serve para nada. Diante de tal argumentação, não tomam atitude alguma para mudar o rumo das coisas.

É comum isso acontecer com o português. Não conseguem enxergar a necessidade prática de diferenciar os vários tipos de orações encontradas num texto, por exemplo (oração subordinada substantiva subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta...). Com as outras matérias isso também ocorre, como se aquilo que aprendessem ficasse desvinculado da vida.

Isso se deve, muito provavelmente, à maneira como as escolas têm trabalhado as diversas áreas do conhecimento. Elas têm se prendido a regras preestabelecidas, sendo que a função dos professores tem sido de apresentá-las aos alunos, que, por sua vez, as reproduzem e as memorizam, sem espaço para a real compreensão das coisas e do significado delas em suas vidas. Isso, com certeza, não será percebido pelo aluno se apenas lhe for dito.

A matemática é vítima dessa incompreensão, embora seja muito útil em nossas vidas. Não só pelo óbvio de se fazer uma compra, saber o valor do produto, efetuar o pagamento e conferir o troco. O que já não é pouco. Ela está inserida em muitas coisas da vida, em nossas ações diárias, não se limita às quatro operações.

Por exemplo, ao atravessarmos uma rua, observamos a velocidade do carro e a distância a ser percorrida, para então fazermos o percurso, apertando o passo ou não, para que a travessia se dê com segurança, ou mesmo se devemos esperar o veículo passar.

Não usamos números, apenas a lógica da ação (embora essa ação possa ser escrita e calculada usando números e regras matemáticas), estabelecendo a relação entre os objetos, num pensamento abstrato, sem a necessidade de fazermos experiências concretas para decidir a melhor estratégia a ser usada (caso fizéssemos isso, provavelmente morreríamos atropelados antes de chegarmos a uma conclusão segura).

Apesar do esforço para mudar, algumas escolas ainda guardam muitos ranços quando trabalham com a matemática, acabam reduzindo-na a um sistema de signos e à manipulação dos mesmos. Para os pequenos, isso é muito difícil e sem sentido, o pensamento deles é concreto. Que o digam aqueles que ainda são obrigados a decorar (isso mesmo, decorar!) a tabuada.

Ela nada mais é que uma tabela usada para a multiplicação. Se por um lado ela pode contribuir para agilizar a solução de algumas contas mentalmente, principalmente quando envolve as operações multiplicação e divisão, ela não deve constituir um fim em si mesmo e nem ser cobrada em provas.

A tabuada é apenas um instrumento para agilizar o pensamento, que deverá preceder a compreensão, por exemplo, de quanto um determinado número cabe em outro (cabem dois cinquentas no número cem). Além de entender sua versão mais extensa, que é a soma (três vezes dez é o mesmo que dizer dez mais dez mais dez), que a princípio é mais fácil para um aluno usar.

Memorizar alguns resultados virá do uso que a pessoa fizer dele. De tanto multiplicar o nove pelo oito (= 72), o aluno memorizará. Se for bom de memória. Caso contrário, ele terá um trabalhinho maior para resolver uma questão matemática.

A matemática tem que ser repensada na prática das escolas. O pensamento matemático nada mais é que o pensamento lógico, como bem lembra Piaget. O que importa é que ele seja desenvolvido nos alunos, não se restringindo sua prática a mera reprodução de fórmulas e contas, que rapidamente são esquecidas pelos alunos.

A escola tem que ir de encontro às necessidades dos alunos e não o contrário. Quem sabe assim, o fracasso escolar venha a diminuir.

(Opinião de Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Fonte: G1

Nota: A disciplina de matemática sempre foi um desafio para os educadores brasileiros que sempre tiveram dificuldade de contextualizar seus assuntos. Nos cursos do ensino médio e superiores é mais claro percebermos este problema. No meu curso (licenciatura em química), por exemplo, é de se admirar ver professores de matemática com titulações de mestres e doutores comenterem erros pedagógicos grotescos. Pergunto: Por que há tanta dificuldade destes professores de ensinar um conteúdo voltado ao cotidiano do alunado? O que está faltando na construção de formação destes docentes? Por que eles insistem em manter esta tradição pedagógica no ensino de matemática? Será que está faltando tempo para preparar as suas aulas? São reflexões estas que precisam ser feitas e revistos. [FN]

domingo, 14 de novembro de 2010

Darwin nos vestibulares - IV

A concorrência por uma vaga nas boas universidades públicas aqui no Brasil é simplesmente cruel. Este ano, por exemplo, na USP, o curso mais concorrido será o de Medicina, com o total de 49,25 canditado por vaga.

Lamentavelmente o pobre, que sempre estudou em escolas públicas e que precisou trabalhar para ajudar nas despesas de casa, dificilmente terá algum êxito nos cursos mais concorridos.
No fim, quem tem dinheiro é que logrará sucesso e ocupará as vagas mais cobiçadas destas universidades.


Seja como for, embora a forma de ingresso nas universidades públicas do Brasil ainda seja extremamente injusta, o vestibular continua sendo uma forma democrática de seleção.


E por falar em seleção, vão a seguir mais algumas questões relaciondas à matéria de Biologia, especialmente aquelas que tratam de assuntos ligados à pessoa de Charles Darwin, à Teoria da Evolução, à Seleção Natural e outros temas paralelos. Ei-las aqui:

sábado, 13 de novembro de 2010

Vegetarianismo: 20 respostas certas.

Quais são os benefícios da alimentação vegetariana (vegana)? A dieta vegetariana pura ou restrita a alimentos de origem vegetal é a melhor forma de suprir as exigências de um corpo saudável. Para funcionar adequadamente, o corpo necessita de vários elementos mas o oxigênio, a água e o açúcar são essenciais para sua sobrevivência. Portanto, a dieta vegetariana pura é a fonte dos carboidratos de origem exclusivamente vegetal que fornecem este açúcar: a glicose.

Ricos em água, vitaminas e sais minerais, estes vegetais associados ao elevado consumo de oxigênio de uma atividade aeróbica, são a receita para uma vida saudável. [Leia as 20 respostas aqui.]

Darwin nos vestibulares - III

Quem realmente está disposto a entrar numa boa universidade aqui no Brasil, necessariamente terá que passar pelo martírio do vestibular. Na Universidade de São Paulo (onde tive o prazer de estudar), todo ano mais de 100 mil alunos batalham por cerca de 10 mil vagas. Em alguns dos cursos a concorrência chega a ser até "darwiniana". Os "mais aptos", ou seja, aqueles que desde a infância só estudaram e que sempre freqüentaram escolas particulares, certamente estarão em vantagem nesta eterna "luta pela sobrevivência" no mercado.

As questões a seguir, todas relacionadas à Teoria da Evolução, são alguns exemplos daquilo que costuma aparecer nas provas de Biologia sobre o assunto. Portanto, se voce vai prestar vestibular, lembre-se de que "Darwin cai na prova". Veja aqui

Darwin nos vestibulares - II

Estamos em plena época de Vestibular. Aqui no Brasil, quem pretende estudar numa boa universidade, necessariamente tem de passar por este inevitável “purgatório”. Especificamente na matéria de Biologia, um assunto muito encontradiço diz respeito à Teoria da Evolução e a seu principal ícone, Charles Darwin. As questões a seguir, todas extraídas dos muitos vestibulares espalhados pelo país, servem como mostra de que o darwinismo ainda ostenta um elevado prestígio nas grandes universidades. Vejamos... aqui.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lei de castração química entra em vigor na Polônia

Na Polônia, a lei que permite castrar quimicamente os condenados por delitos de pedofilia e incesto entrou hoje em vigor, após ser aprovada pelo Parlamento nacional e o Senado.

Pela norma, aqueles que cometeram delitos deverão submeter-se a um tratamento médico quando deixarem a prisão, embora antes de decretar a medida os juízes terão que consultar a opinião de psiquiatras e contar com a sua aprovação. Tais remédios têm o objetivo de reduzir a libido e, portanto, a possibilidade de reincidência. Organizações pró-direitos humanos fizeram fortes críticas à lei, proposta pelo primeiro-ministro, o liberal Donald Tusk, após uma série de casos de pedofilia que comoveu o país, entre estes o caso “Fritzl polonês”, um homem que tinha mantido a filha adolescente fechada em casa e submetida a contínuas violações.

Fonte: Folha Online

Bióloga transexual ataca tese de Darwin

Em sua primeira visita ao Brasil, a bióloga americana Joan Roughgarden, 64, professora da Universidade Stanford e referência em estudos sobre homossexualidade no mundo animal, atacou a teoria de seleção sexual de Charles Darwin. Para a cientista, que em 1998 fez uma cirurgia de mudança de sexo e deixou de se chamar Jonathan para virar Joan, Darwin estava “profundamente equivocado” ao descrever padrões rígidos de distinção entre os sexos. O conceito de seleção sexual é um dos componentes da teoria da evolução. Darwin diz que as fêmeas, por gastarem mais tempo e energia com a criação da prole, tendem a ser mais recatadas, escolhendo os parceiros rigidamente, muitas vezes com base em características físicas exageradas - as caudas dos pavões ou os chifres dos veados, por exemplo. Tais traços serviriam, para as fêmeas, como indicador de qualidade genética, enquanto os machos tenderiam a ser mais promíscuos.

Roughgarden se opõe a isso e afirma que não há um padrão rígido de comportamento para machos e fêmeas. Haveria, na realidade, várias gradações entre o feminino e o masculino. Ela cita várias pesquisas indicando que, na natureza, nem mesmo a relação entre macho e fêmea pode ser considerada padrão. “Há mais de 300 espécies de vertebrados com registro de homossexualidade. Um terço dos peixes de recifes de coral pode trocar de sexo durante a vida. A seleção sexual não explica isso”, diz.

No lugar do conceito de Darwin, Roughgarden propõe a teoria de “seleção social”. Além de compreender as várias gradações entre os gêneros, a teoria afirma que, na natureza, é comum haver sexo sem fins reprodutivos. Como exemplo, ela cita os bonobos, primatas africanos que usam sexo como forma de integração e interação social, além de outros bichos.

Lançado há um ano, seu último livro, The Genial Gene, aprofunda as críticas. Um dos principais alvos é o zoólogo Richard Dawkins, ex-professor da Universidade de Oxford e defensor da visão darwinista clássica. Para a bióloga, Dawkins e outros dão peso excessivo à competição no processo evolutivo. Ela acusa as universidades britânicas de ignorar qualquer indício de erros na teoria da seleção sexual.

“Charles Darwin é um herói nacional. Por isso, admitir que existe uma falha no seu raciocínio tem um significado enorme. É como se estivessem desmoralizando a nação”, afirmou.

(Folha de S. Paulo, 11/11/2010)

Nota: Charles Darwin é mais que um herói nacional britânico; para muito darwinistas, ele é o maior cientista de todos os tempos – e ouse criticá-lo em público pra ver só! Imagino que as conclusões de Roughgarden se devam também à sua subjetividade comportamental/sexual. Isso é mais uma evidência de que cientistas não são máquinas objetivas. A posição da cientista também ajuda a evidenciar o fato de que o darwinismo não é unanimidade científica e que as críticas a essa hipótese não são levantadas apenas por criacionistas. Ainda segundo a matéria da Folha, além da homossexualidade, a relação da religião com a biologia também é um dos objetos de estudo de Roughgarden. Em 2006, a pesquisadora lançou um livro em que defende a compatibilidade entre a teoria da evolução e a fé cristã. Essa suposta compatibilidade entre darwinismo e religião é o “canto da sereia pragmático para engabelar os de subjetividades religiosas”, na definição do coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Enézio E. de Almeida Filho. Conforme lembra Enézio, St. George Jackson Mivart (personagem de sua dissertação de mestrado em História da Ciência), um dos maiores críticos científicos do papel da seleção natural na origem das espécies, foi expulso do círculo íntimo de Darwin e da comunidade científica (Thomas Huxley e Joseph Hooker fizeram de tudo para que Mivart não fosse aceito nas organizações científicas) impedindo, assim, seu avanço acadêmico justamente por, como evolucionista, promover a compatibilidade da evolução com a religião.[Michelson Borges]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Uma pessoa morre num conflito entre religiosos

Uma briga entre dois grupos de religiões diferentes terminou com uma pessoa morta e outra ferida na Grande Porto Alegre. Eles disputavam o mesmo local para realizar as suas práticas religiosas.

Oito evangélicos realizavam um retiro de orações, em uma reserva ambiental particular, quando um carro com cinco praticantes de uma religião de origem africana chegou ao local. Eles queriam fazer rituais e oferendas no mesmo lugar. As diferenças religiosas acabaram se transformando em uma briga. O fiel da igreja Deus é Amor, Nilton Rodrigues, de 34 anos, levou uma facada no pescoço e morreu na hora. Um pastor também ficou ferido e está internado em estado grave. Os três homens e as duas mulheres praticantes da religião africana fugiram.

Fonte: Jornal Hoje

Nota: Não sei quem provocou a briga e nem precisamos entrar em detalhes para reconhecer diante do que acabamos de ler, que os ensinamentos de Jesus Cristo não estão sendo praticados. Infelizmente, a boa parte dos cristãos perdeu a noção do verdadeiro significado do cristianismo. Hoje, tratamos o cristianismo como se fosse uma escola de pensamento ou como se fosse uma filosofia, e cristianismo na minha 'visão', é comunhão com Deus. Tenho certeza se estivéssemos com esta comunhão não envergonharíamos mais a Deus. Estamos precisando mesmo é orar mais e estudar diariamente a palavra de Deus para colocarmos em prática tudo aquilo que Ele nos ensinou.

Ateus missionários querem “evangelizar” os EUA

Antes do Natal e do fim do ano, os americanos estão prestes a ser atingidos por uma série de anúncios que promovem a alegria e a sabedoria do ateísmo. Quatro organizações nacionais diferentes e concorrentes, que representam diversas correntes de ateus, humanistas e livre pensadores em breve espalharão seu evangelho por meio de outdoors, ônibus, trens e em jornais e revistas. O mais recente, lançado na terça-feira em Washington, é o primeiro a incluir anúncios na TV a cabo. A campanha justapõe passagens particularmente primitivas [sic] – até mesmo bárbaras [sic] – da Bíblia e do Alcorão com citações de ateus e humanistas como Albert Einstein e Katharine Hepburn. Os grupos dizem que estão surfando nesta onda porque são conscientes de que há um grande e inexplorado potencial para suas fileiras. O percentual de adultos americanos que dizem não ter religião duplicou nas últimas duas décadas, para 15% da população, de acordo com a American Religious Identification Survey, realizada por pesquisadores do Trinity College em Harford e divulgada em 2008. Mas o número de ateus em organizações não passa de dezenas de milhares.

Essa é uma razão para as múltiplas campanhas: os grupos estão competindo uns com os outros para ganhar mercado, diz Mark Silk, diretor fundador do Centro Greenberg para o estudo da religião na vida pública, que também é do Trinity College. “Há um ambiente competitivo para os ‘sem religião’, e eles estão atrás de qualquer participante que possam agarrar”, disse Silk.

Baseado na generosidade de alguns ateus ricos, esses grupos são capazes de financiar os esforços para recrutar e organizar a população que em geral não se envolve ou é enrustida. “A única maneira de combater o estigma sobre os ateus e agnósticos é fazer com que as pessoas saibam como eles são. É a mesma ideia do sair-do-armário das campanhas pelos direitos dos gays”, disse Annie Laurie Gaylor, co-presidente da Fundação para a Liberdade de Religião, em Madison, Wisconsin, um dos grupos que veicula propagandas.

Os líderes dos grupos dizem que estão tentando mostrar o secularismo em um momento em que a direita religiosa e políticos que dizem que os Estados Unidos são uma “nação cristã” estão em marcha, graças ao resultado das últimas eleições legislativas, quando não apenas os falcões do déficit ganharam assentos no Congresso, mas muitos religiosos conservadores também.

Várias campanhas são imaginadas não apenas para os não crentes, mas também para liberais que podem se alarmar com as brechas no muro que separa igreja e estado. Os ateus acreditam que as pessoas que são religiosas e politicamente liberais têm mais em comum com ateístas e secularistas do que com religiosos conservadores.

“Precisamos denunciar os políticos que alegam que a lei americana deve ser baseada na Bíblia e nos Dez Mandamentos”, disse Todd Stiefel, um executivo aposentado da indústria farmacêutica que está por trás da campanha publicitária que cita passagens alarmantes das Escrituras. “Nossos pais fundadores criaram uma democracia secular.”

A campanha mais cara é da Associação Humanista Americana. Sfiefel doou 150 mil dólares à fundação – três quartos do custo, parte do qual destinado a anúncios em TV a cabo. A campanha cita passagens bíblicas sobre as mulheres, a homossexualidade ou a ira de Deus, como esta, do Antigo Testamento: “Samária levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus; cairá à espada; seus filhinhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão fendidas” (de Oseias 13:16). [...]

As campanhas variam do amigável ao confronto. No lado mais briguento do espectro, a Ateus Americanos, fundada em 1963 por Madalyn Murray O’Hair, colocou um outdoor pouco antes do Dia de Ação de Graças num túnel entre New Jersey e Nova York. Apresentava um presépio e as palavras: “Você sabe que é um mito. Nesta temporada, comemore a razão.”

(Veja)

Nota: Como sempre, ateus mal informados (como é o caso desses dos EUA) batem num espantalho em sua luta desesperada por ganhar terreno (felizmente, nem todos os ateus concordam com essa campanha truculenta, quase uma Cruzada antirreligiosa). Quem disse que a direita religiosa norte-americana é modelo representativo da cristandade? Na verdade, cristãos fieis à Bíblia desaprovam a união entre igreja e Estado e a intromissão da política na religião. Além disso, valer-se de textos bíblicos descontextualizados é uma injustiça à hermenêutica. Faça-se o mesmo, então, com outras obras antigas que não são alvo de críticas ateístas. Tente-se, por exemplo, ler os clássicos da literatura fora de seu contexto para ver no que dá. Por que somente no que diz respeito à Bíblia o tempo e o espaço devem ser desconsiderados? Se vamos ser anacrônicos e injustos (ou desonestos), admitamos que os ateus são genocidas pelo fato de o regime soviético ateu ter levado à morte 100 milhões de pessoas (O Livro Negro do Comunismo que o diga). Outro absurdo é associar ateísmo à razão e religião ao obscurantismo. Fosse assim e não haveria tantos cientistas religiosos ao redor do mundo (posso citar uma lista); as universidades mais famosas não seriam um legado cristão; e os fundadores do método científico não teriam sido cristãos devotos. Esse tipo de investida ateia deixa claro, mais uma vez, que os cristãos precisam sair do comodismo, estudar e promover a apologética a fim de mostrar ao mundo que há boas respostas para os questionamentos dos incrédulos.[Michelson Borges]

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Brasil é o país que mais avança, apesar da variável 'educação' puxar IDH para baixo

Fonte: Nanihumor.com

O Brasil subiu quatro posições entre 2009 e 2010 e foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud). Nenhum outro país registrou uma variação tão grande, sendo que a maioria das nações permaneceu estagnada.

"Os números do Brasil em relação a expectativa de vida, por exemplo, mostram que o país teve uma evolução muito rápida. Isso é importante. Quando a gente olha para a renda, houve uma estabilidade durante os anos de crise (2008 e 2009) e agora a renda per capita já subiu mais de US$ 600. Os dados da educação também mostram um grande avanço. A perspectiva era de 7,2 anos de estudo para brasileiros acima de 25 anos. Hoje é de 13,8 para quem está entrando agora na escola. O sistema educacional está sendo transformado, embora ainda falte bastante para o país entrar no grupo do IDH muito alto", analisou o economista do Pnud, Flávio Comim. [Leia mais]

Fonte: uol.com

BOMBA! BOMBA!: Cientista conclui que a teoria da evolução gradual de Darwin não é apoiada pela história geológica

Leia[esta declaração] (em Inglês), de um cientista sobre a teoria da evolução, vale a pena conferir. No final da matéria tem um comentário (em Português), de um ex-Darwinista, sendo hoje, membro e também presidente do desing Inteligente aqui no Brasil.

Abelhas fazem cálculos complexos

Abelhas podem solucionar problemas matemáticos complexos, superando até a capacidade de computadores para cálculos. Esse é o cerne de um estudo desenvolvido por cientistas do departamento de ciências biológicas, a Royal Holloway, da Universidade de Londres, no Reino Unido. Os insetos aprendem a pegar a rota mais curta para chegar até as flores que costumam ser encontradas aleatoriamente pelo caminho. Ou seja, a que economiza tempo e poupa gasto de energia, um dos princípios da questão matemática conhecida como “problema do caixeiro-viajante” (“traveling salesman problem”, em inglês). “Apesar de seu pequeno cérebro, elas são capazes de façanhas extraordinárias”, comenta Nigel Raine, que participou da pesquisa.

A conclusão foi possível com a ajuda de um computador que controlou flores artificiais para identificar o comportamento das abelhas. A ideia era mostrar se os insetos seguiam uma rota comum conforme encontravam as flores ou se procuraram instintivamente a mais curta. Depois de explorar a região florida, elas rapidamente tendem a voar pela rota mais curta.

(Folha.com)

Leia também: “Bees’ tiny brains beat computers, study finds” e “Abelhas resolvem dilema da computação” (esta matéria traz o seguinte subtítulo: “Com um cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete, as abelhas resolvem rapidamente um problema matemático que deixa os supercomputadores ocupados por dias”)

Nota: Se você encontrasse um nanocomputador capaz de realizar cálculos complexos em poucos instantes, concluiria que ele poderia ser fruto de mutações aleatórias não direcionais selecionadas naturalmente? Trocando em miúdos simplificados: Você acreditaria que esse superminicomputador poderia ser fruto do acaso cego? Pois é, nem eu...[Michelson Borges]

Deus, mais uma biografia não autorizada

No livro Fama e Anonimato, o genial escritor-jornalista Gay Talese traz aquela que é considerada uma das melhores reportagens sobre Frank Sinatra, intitulada "Frank Sinatra está resfriado". O mais interessante é que Talese produziu seu texto sem conversar diretamente com o cantor. Ele "apenas" ouviu pessoas que o conheciam e consultou várias fontes confiáveis. Fez um ótimo trabalho. A revista Superinteressante tentou algo parecido com Deus, mas passou a anos-luz de distância da garimpagem de informações realizada pelo jornalista norte-americano que sabia fazer o "dever de casa". A matéria de capa deste mês da publicação, que se considera de divulgação científica, surpreende apenas por um detalhe: tratou em novembro de um tema que geralmente explora em dezembro, ou seja, religião. De resto, é o mesmo cardápio de sempre: acusações e críticas infundadas contra a fé judaico-cristã e uso de fontes limitadas e que expressam apenas um lado da questão. [Leia mais]

Fonte: Observatório da Imprensa

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Darwin nos vestibulares

Aos que pretendem ingressar numa boa universidade aqui no Brasil, o vestibular continua sendo o inevitável purgatório. Especificamente na matéria de Biologia, temas relacionadas ao naturalista Charles Darwin e à Teoria da Evolução são deveras corriqueiros nos melhores exames do país. A par disto e para melhorar o desempenho dos vestibulandos, publico a seguir uma série de questões, todas abordando a temática da evolução.

Mas, cuidado!
Se você é um crítico da teoria evolucionista ou contesta o autor de “A Origem das Espécies”, nunca tente colocar em dúvida seus intocáveis pilares. Do contrário, além de perder pontos na matéria, correrá ainda o risco de ser rotulado de “fundamentalista”. Sim, afinal, Darwin e a Teoria da Evolução fazem parte do “cânone sagrado” da Biologia, e por isso nunca podem ser contrariados. Mas, vamos aos vestibulares, clicando aqui:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sou ateia e sinto-me discriminada. Pronto, falei.

Pouco importa o que Dilma e Serra de fato pensam sobre aborto. Em campanha, eles dirão o que o povo brasileiro deseja ouvir - e não os culpo nem um pouco por isso. Se o que o povo deseja ouvir é que o(a) futuro(a) chefe de nosso Estado teoricamente laico é temente a Deus e aos valores das religiões católica e evangélica, assim será. Por quê? Porque, no nosso país, ser ateu é feio. Ateus não são confiáveis. Ateus não podem ser chefes de Estado nem devem confessar em cadeia nacional sua não-crença, como minha mãe bem me advertiu lá no começo da minha carreira de declarações públicas ("Olha o Fernando Henrique, até ele passou a falar em Deus!").

Segui o conselho de minha mãe por dez anos, resignada e crendo que, de fato, pouco deveria importar para os outros se eu pessoalmente acreditava ou não em Deus ou seguia alguma religião em particular. Mas agora, irritada ao ver os jornais e as campanhas políticas dominadas pelo discurso religioso, resolvi que não me calo mais: sou ateia, sinto-me discriminada por causa de minha crença na não-existência de um Deus (nem de vários), e agora vou fazer ativamente campanha em prol do respeito à não-crença.

Crenças são produto do cérebro: modelos internos que criamos para explicar acontecimentos sistemáticos, não importa se baseados em evidências ou não, dentro dos quais nossos valores e experiências de vida se encaixam, e que nos ajudam não só a explicar eventos quanto a predizê-los, o que por sua vez ajuda a orientar nossas ações. Pessoas diferentes creem na bondade dos homens (ou na sua maldade intrínseca), na pureza das crianças, em guardar dinheiro na poupança, creem no governo, em educar-se muito e sempre ou em fazer o bem ao próximo.

A crença em Deus, em particular, resolve muitas questões de uma vez só: para começar, todas aquelas em que não conseguimos identificar um agente responsável pelos acontecimentos. A colheita foi boa? Deus quis. Foi péssima? Obra Dele, também, por algum de seus desígnios. Surgiu um câncer? Desapareceu sozinho? Nossos olhos e ouvidos internos são estruturas complexas e aparentemente improváveis? Obra de Deus.

Uma alternativa é aceitar que cânceres, dilúvios, seres altamente complexos e tantas outras coisas simplesmente acontecem, sem um Agente identificável. São obra do Acaso, ou da Natureza, ou de algum outro agente ainda não identificado. Para mim e meus colegas ateus (ou agnósticos: não vejo diferença prática entre uns e outros, assim como não vejo diferença entre crer na inexistência de Deus ou não crer na Sua existência), essa é nossa crença. A crença em um Ser superior, portanto, é tão boa quanto qualquer outra crença, posto que são crenças, justamente: nem melhor, nem pior.

E no entanto, não temos liberdade para dizer que não cremos em Deus, ou que acreditamos em debates (sobre o aborto ou o casamento gay, por exemplo) que NÃO envolvam a religião. É devido à imposição de Deus, crença aparentemente compulsória nesse país, que tem-se o nojo que anda o jornal O Globo e, nojo dos nojos que deixou minha ínsula absolutamente revoltada, a revista Veja da semana passada (digo isso somente agora, tarde demais para que meu repúdio gere curiosidade e os ajude a vender exemplares).

Pois cansei de ser discriminada. Quero ter direito à liberdade de exercer minha não-religiosidade e a não ser considerada pior do que os religiosos por não crer em Deus. Defendo os direitos dos religiosos de curtirem suas crenças em paz, e acho o máximo conhecer a cultura, os valores e as particularidades de judeus, muçulmanos e tantos outros - mas está na hora de os não-religiosos também terem a sua não-crença respeitada.

E respeito começa pela não-imposição de valores. Assim como não desejo que todos os brasileiros abandonem suas crenças particulares, repudio ardentemente a imposição de valores católicos ou evangélicos ou de qualquer outra religião à política e aos meus direitos civis. Quero um Estado laico de fato: que respeite a diversidade de crenças, incluindo aquela na inexistência de Deus, e não tome decisões pautadas por religião alguma. Não acredito em Deus, mas acredito no ser humano, acredito em fazer o bem, e acredito que nossa liberdade tem que ter limite onde nossas crenças e ações começam a interferir na liberdade dos outros.

E a partir de agora, podem ter certeza que vou responder com todas as letras toda vem que me perguntarem, em cadeia pública ou em particular: sou ateia. Não acho necessário invocar um Deus criador, onipresente e onisciente para explicar o mundo, nós mesmos ou nossas ações, não acredito que ele exista, e creio que ele de fato não existe. Faço o bem porque acredito em fazer o bem e acredito nas pessoas, e não por temor a um Deus. E não acho que eu seja uma pessoa pior porque minha vida é pautada em valores que não incluem um Deus. Pronto. Assim vou fazer minha parte pela liberdade de expressão religiosa *e* não-religiosa. Inclusive porque, como Fernando Pessoa bem escreveu, não ter Deus é um Deus também...

NOTA: Fiz questão de publicar esta matéria completa apenas para você, amigo leitor, conhecer o que se pensa "do lado de lá". Sem discriminação - é claro - concluo-o a leitura deste artigo meditando na descrição do médico, psicoterapeuta, escritor e ex-ateu, Augusto Cury, que diz: “Se você disser que é um ateu, que não crê em Deus, sua atitude é respeitável, pois reflete sua opinião e sua convicção pessoal. Mas dizer que Deus não existe é uma ofensa à inteligência, pois reflete uma afirmação irracional. Não seja como alguns meninos da teoria da evolução. Não estou criticando as hipóteses da evolução biológica, mas a arrogância científica sem alicerces. Vários desses cientistas negam veementemente a idéia de Deus apenas porque se apóiam em alguns poucos fenômenos da sua teoria. Esquecem-se, assim como você, de que desconhecem bilhões de outros fenômenos que tecem os segredos insondáveis do teatro da existência. São meninos brincando com a ciência, construindo seu orgulho sobre a areia”. (O Futuro da humanidade, pag. 77). Completo esta nota com o verso do salmista; “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. (Salmos. 19:1)

Fonte:Suzana Herculano-Houze

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Judeus e adventistas farão ENEM mais tarde

Para 24.650 candidatos sabatistas inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as provas de sábado começarão mais tarde: 19h nos Estados que adotaram o horário de verão, como Brasília, e 18h naqueles que, a exemplo de Pernambuco, não adiantaram o relógio em uma hora.

Por motivo religioso, os adventistas desempenham apenas atividades religiosas e sociais do pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado.

Trabalhar e estudar, por exemplo, é proibido. Os judeus celebram o shabat e também têm restrições neste período da semana.

A base para a crença é a Bíblia, especialmente o texto de Êxodo 20:8: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”, e as palavras de Jesus, que se auto-denomina ”senhor também do sábado”.

Apesar de iniciarem o exame mais tarde, os sabatistas terão que chegar aos locais de prova no mesmo horário que os demais candidatos: até 11h55 (em Pernambuco). Eles ficarão confinados em salas até o início do exame. No Recife, a maioria deles fará os testes na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista, área central da cidade.

Alunas do 3º ano do ensino médio do Colégio Adventista do Recife, Daiane Gaião, Camila Lima, e Milla Alcoforado, 17 anos, e Ana Gabriela Sousa, 16, estão preparadas para, na tarde de sábado, ficar conversando, rezando e cantando. “Fiz o Enem ano passado e na minha sala, para passar o tempo, oramos, cantamos, conversamos.

Não adianta levar livros e apostilas, pois nossa religião não permite que estudemos até o pôr do sol do sábado”, conta Ana Gabriela, fera de direito na UFPE. Daiane e Camila, candidatas de publicidade e enfermagem, respectivamente, farão provas na mesma sala de Ana.

Milla também participou do Enem em 2009. “É muito desgastante porque só começamos as provas às 18h, depois de uma tarde inteira sentada. Nosso rendimento, com certeza, fica comprometido, comparado aos outros estudantes”, comenta a adolescente, candidata de engenharia biomédica.

FONTE: Jornal do Commercio – PE – Recife/PE

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O uso do hífen

Muita criativa e também reflexiva esta meditação matinal da editora CPB. Tenho recebido alguns e-mails de amigos me indicando a sua leitura. Achei interessante dividir com você, espero que goste também... Vale à pena ler e refletir!

A Ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, Tu és meu Deus. Salmo 22:10

Não, o tema de hoje não é a Nova Reforma Ortográfica, que eliminou alguns hífens e acrescentou outros. Quero refletir hoje sobre um hífen muito especial que se encontra nas sepulturas, e que une a data do nascimento à do falecimento da pessoa. Ex.: 1942-2010.

Salomão disse que o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento (Ec 7:1). Dentro de uma realidade espiritual, quem morre em Cristo já passou por este vale de lágrimas, e agora está garantido, nos braços do Pai, aguardando a ressurreição. Está livre de qualquer perigo, especialmente do perigo de se perder. E quem nasce tem toda uma vida de lutas e sofrimentos pela frente, e poderá se salvar ou se perder, dependendo das escolhas que fizer, isto é, dependendo de como viveu sua vida – esse pequeno hífen entre o nascimento e a morte.


Esse hífen representa o tempo de duração de nossa vida. E quando ele chega ao fim, nossas posses não têm a menor importância: casas, carros, terrenos, conta bancária. O que importa é como vivemos, amamos e usamos nosso hífen.


Cada um de nós deveria se perguntar constantemente: O que tenho feito de minha vida? Tenho amado a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a mim mesmo? Tenho praticado a verdadeira religião para com Deus, que consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se incontaminado do mundo?


Tenho vivido para servir ou para ser servido? Tenho ajudado os outros ou vivido egoisticamente? Estou cumprindo o plano de Deus para a minha vida, ou vivendo para a satisfação de mim mesmo? Estou preparado para baixar à sepultura com esperança em meu coração, se hoje a morte vier bater à minha porta? Ou se Cristo viesse hoje, estaria eu entre aqueles que dirão com entusiasmo e alegria: “Este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25:9)?


Portanto, pense se há alguma coisa que gostaria de mudar enquanto é tempo, pois nunca se sabe quanto tempo nos resta. Talvez seja o caso de mostrar mais apreço e amor pelos outros. Apertar os lábios para não falar palavras ofensivas. Sorrir mais. Fazer hoje uma entrega completa a Deus, pois o seu hífen pode estar chegando ao fim, não importa sua idade.


O salmista Davi se entregou a Deus desde o nascimento. E você?

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