terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quando falávamos apenas uma língua

Ciência e religião sempre buscaram respostas para duas questões essenciais: a origem e o destino de tudo. O Gênesis, na Bíblia, coloca o planeta em que habitamos como o centro da criação divina que deu origem ao universo. Na teoria do Big Bang, uma grande explosão é a explicação científica para a origem e a expansão do universo. Aquele mesmo livro da Bíblia fala na criação de Adão, o primeiro homem da Terra. A teoria evolucionista aponta ancestrais comuns entre homens e primatas. Na Bíblia, a origem da grande diversidade de línguas do mundo é tida como um castigo de Deus. Pelo texto bíblico, no princípio dos tempos, só se falava uma língua. Quando os homens resolveram construir uma torre que pudesse alcançar o céu, para ficar mais próximos de Deus [na verdade, para desafiar Deus], foram castigados por seu Criador e destinados a falar diferentes idiomas. Não havendo mais entendimento entre eles, tiveram que parar a construção da torre de Babel.

No século XIX, estudos comparativos levaram à hipótese de uma origem comum entre as línguas europeias e as asiáticas. Elas pertenceriam a uma mesma família linguística, denominada indo-europeu. Para os cientistas da linguagem, no entanto, a proto-língua dessa família não é a língua que deu origem a todas as outras. Chegou-se ao indo-europeu através da comparação de manuscritos antigos em línguas orientais, como o Sânscrito, com o que já se conhecia das línguas germânicas e latinas. Quando surgiram as primeiras formas de escrita, na Antiguidade, já havia grande diversidade linguística no mundo. Como não há registro da forma em que se falava naquele período, as hipóteses sobre uma língua original são consideradas pelo meio científico mera especulação.

Em 1994, entretanto, o linguista Merrit Ruhlen, da Universidade de Stanford, nos EUA, publicou o livro A Origem das Línguas, relançando o debate sobre a questão. “A comunidade linguística estava de acordo até então em pensar que o problema da origem das línguas não podia ser abordado de maneira científica por sua disciplina”, afirma Bernard Victorri, da École Normale Supérieure de Paris. Victorri é um dos pesquisadores que contribuiu para a edição de dezembro de 2000 e janeiro de 2001 da revista francesa Sciences et Avenir, inteiramente dedicada à origem da linguagem e à diversidade linguística no mundo. Em seu artigo, ele explica a teoria de Ruhlen que reagrupa as línguas em 12 grandes famílias linguísticas e estabelece, pelo método comparativo, uma lista de 27 raízes de palavras comuns ao conjunto de línguas do mundo. Segundo o linguista norte-americano, essas raízes pertenceriam a uma língua original, de onde teriam surgido todas as outras. A análise que Victorri faz da teoria de Ruhlen é que apesar de suas hipóteses serem interessantes, seus argumentos não são muito convincentes, especialmente quando ele recorre ao cálculo de probabilidades. Mas ele não descarta a importância dessa contribuição científica: “Reagrupando os esforços de linguistas, antropólogos, arqueólogos e geneticistas, pode-se esperar reconstituir a história da humanidade desde o surgimento da nossa espécie”, afirma.

Merrit Ruhlen foi discípulo de Joseph Greenberg, um dos mais respeitados linguistas norte-americanos. Em 1960, Greenberg publicou um estudo em que postulava 45 características linguísticas universais a partir da comparação de línguas de famílias diferentes espalhadas pelos cinco continentes do globo terrestre. Três anos antes, outro linguista norte-americano de grande prestígio, Noam Chomsky, havia lançado a ideia de que havia princípios universais comuns a todas as línguas, herdados geneticamente. A teoria chomskyana se desenvolveu ao longo da década de 60, propondo que além dos princípios universais, existiriam parâmetros específicos de cada língua, assimilados no contato do falante com sua língua materna. Um dos princípios universais é que toda língua possui sujeito, verbo e objeto, sendo variável a ordem desses constituintes na frase. [...]

Fonte: (Com Ciência)

Nota: Aqui é importante – como sempre – separar o fato da interpretação. Fato: tudo indica que, no passado, a humanidade falava apenas uma língua. Interpretação de alguns: era a “língua das cavernas”. Na verdade, há uma explicação alternativa: segundo o livro bíblico de Gênesis, foi Deus quem promoveu a variação linguística como punição à rebeldia dos homens que viveram logo após o dilúvio. Detalhe: frequentemente, as línguas antigas são mais complexas, passando de longe do “uga-uga” da ficção. Parece ter havido certa simplificação (degeneração?) da linguagem. De qualquer forma, uma vez mais a ciência chega à conclusão, sem o admitir, de que a Bíblia tinha e tem razão.[Michelson Borges]

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Woese 'falou e disse': está na hora de se abandonar o paradigma molecular em biologia

Carl Woese, professor de microbiologia na Universidade de Illinois, Estados Unidos, escreveu sobre o que ele considerava o desafio da biologia no século 21:

"O sucesso da biologia molecular ao longo do último século veio somente de olhar para certos problemas que a biologia propõe (o gene e a natureza da célula) e considerá-los a partir de um ponto de vista puramente reducionista. Isso produziu uma colheita surpreendente. Os outros problemas, a evolução e a natureza da forma biológica, a biologia molecular preferiu ignorar, ou falhando totalmente em reconhecê-los, ou desconsiderando-os como inconsequentes, como acidentes históricos, fundamentalmente inexplicáveis e irrelevantes ao nosso entendimento de biologia. Agora, isso deve ser motivo para se parar. [*]

NOTA causticante do blog Desafiando a Nomenklatura Científica:

Alô MEC/SEMTEC/PNLEM não dá mais para continuar engabelando os alunos de Biologia do ensino médio com livros didáticos que contêm duas fraudes e várias evidências distorcidas a favor do fato, Fato, FATO da evolução quando os especialistas de renome estão discutindo se isso se corrobora no contexto de justificação teórica. Parece que ainda há controvérsias sobre o fato, Fato, FATO da evolução...

Ministro Fernando Haddad: 171 epistêmico com aval do MEC? Durma-se com um barulho desses! Pereça tal pensamento! Mas que está na hora de podar esses livros didáticos, ah, isso está!

sábado, 28 de agosto de 2010

Dr. Ruy Vieira: agente da democracia

Ex-professor da USP e do ITA, membro fundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, consultor do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento Tecnológico e representante do MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira. Se depois de ler um currículo como esse você tivesse que descobrir qual a crença do tal cientista, em qual teoria apostaria? O evolucionismo, com todos os bilhões de anos, ou o criacionismo, que acredita num mundo criado em sete dias? Se você respondeu evolucionismo, errou. Isso mesmo. O dono desse histórico é fundador e presidente da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br), o engenheiro mecânico-eletricista Ruy Vieira. Agora pode vir um pensamento de ressalva: “Ah, ele devia ser religioso desde criança...” Ao contrário, Ruy Vieira só passou a defender o criacionismo quando estava na faculdade de engenharia, fase na qual a maioria adere à visão evolucionista da origem da vida.

Uma das experiências que fizeram Ruy Vieira consolidar sua crença no modelo cracionista foi a leitura de Observações Sobre as Profecias de Daniel e Apocalipse, escrito por ninguém menos que Isaac Newton. Depois de ler a obra, o engenheiro fortaleceu suas crenças, pois “ele tinha do seu lado um grande cientista”.

O criacionismo moderno nasceu nos Estados Unidos, no começo do século 20. Os americanos conduziram as argumentações sobre a criação bíblica para um viés racional e científico. O primeiro livro criacionista que alcançou o sucesso foi The Genesis Flood (O Dilúvio do Gênesis), datado de 1961. E em 1963, foi criada a primeira associação criacionista do mundo, Creation Research Society. Aqui no Brasil, Ruy Vieira começou a organizar os cientistas criacionistas, idealizando em 1972 a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

Inicialmente a atividade da sociedade estava limitada à publicação da Folha Criacionista [hoje Revista Criacionista], que era uma tradução de alguns artigos das revistas da Creation Research Society. Vieira traduzia os textos e distribuía entre os universitários e os estudantes do ensino médio. Após 35 anos, a SCB publica cinco periódicos, organiza palestras e seminários em todo o Brasil, além de manter um museu de arqueologia e paleontologia em Brasília, DF.[clique aqui]

A SCB foi um marco. A organização mostrou para a comunidade científica do País que há possibilidade de cientistas renomados acreditarem no criacionismo. [...] Vieira foi corajoso ao criar a SCB. Mesmo em um país católico, a educação – seja nas escolas ou nas universidades – segue a corrente evolucionista. Ele não teve medo de apresentar suas ideias e fundamentá-las.

Mas a verdade absoluta, que todos concordam, é que Ruy Vieira foi um agente da democracia. Ele conseguiu introduzir um espaço para os criacionistas. Seu esforço de traduzir textos há 35 anos foi compensado, pois hoje não são traduzidos apenas artigos, mas livros inteiros são colocados à disposição daqueles que têm interesse em aprender e entender a funcionalidade do modelo criacionista.

FONTE:(Rizza Matos, canal da imprensa


NOTA deste blog: Tive o prazer de conhecer em 2008 e conversar com o Dr. Ruy Vieira sobre diversos assuntos que retratam a teoria criacionista. Pude notar claramente numa só manhã em que estive com ele o quanto é inteligente e detentor de vários conhecimentos. O mais bonito e surpreendente de tudo que observei foi sua simplicidade. É uma das raras pessoas que conheci e percebi que consegue aliar conhecimento à humildade. Deixo aqui registrado meus agradecimentos pelas várias orientações e conselhos dado naquele dia inesquecível. [FN]

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Estudo questiona “sobrevivência do mais forte”

Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies. O autor de A Origem das Espécies, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia. Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução. A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters. Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos [na escala de tempo evolucionista].

Focando apenas em animais terrestres - anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros - os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo. O conceito de espaço para a vida - conhecido na literatura científica como “conceito de nicho ecológico” - se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.

A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos. Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais. Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando “espaço para a vida” aos demais animais. A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.

Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a “competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução”. “Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos [idem], eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra”, disse ele à BBC.

No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, “há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática” no trabalho da Universidade de Bristol. “Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?” “E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?”

(UOL)

Nota: Stephen Stearns matou a charada: o problema sempre está na interpretação dos fatos. Por exemplo: a descoberta das pequenas variações morfológicas encontradas nos pássaros tentilhões que Darwin estudou nas Ilhas Galápagos fez com que o naturalista concluísse que a seleção natural seria a mola da evolução. Acontece que nenhum tentilhão se transformou em urubu, ao longo dos anos, assim como as moscas da fruta, depois de cem anos de mutações induzidas, continuam sendo moscas da fruta (confira). Microevolução não é macroevolução. Com competição ou sem ela, o que se observa na natureza é sempre microevolução. Fora disso, o que se tem é interpretação do registro fóssil que continua não apresentando as inúmeras formas transicionais que deveriam existir para justificar a macroevulção ao longo das eras. Mais um detalhe: tudo indica que os dinossauros foram extintos de maneira catastrófica. Portanto, a pergunta é: Por que apenas eles? Por que mamíferos mais frágeis sobreviveram e os poderosos dinossauros, não? Que fator seletivo ocorreu aí? Alguém teria separado os animais que seriam preservados da catástrofe? Pelo visto, depois de mais de um século e meio de pesquisas darwinistas, ainda há muitas perguntas para serem respondidas.[MB]

Mãe é expulsa de lanchonete por amamentar

Dezenas de mães da cidade de Glendale, no Arizona, Estados Unidos, reuniram-se [no] fim de semana em uma unidade do McDonald’s para amamentar seus filhos como ato de protesto. Elas decidiram fazer a sessão de amamentação coletiva em apoio a Clarissa Bradford, que foi expulsa da lanchonete ao alimentar seu filho de seis meses no início do mês de agosto. Clarissa disse que a gerente do McDonald’s pediu que ela e sua família saíssem. O dono da lanchonete teria pedido desculpas, mas isso não impediu a realização do protesto. Segundo outra mãe, ouvida pela rede de TV americana CBS 5, não era a primeira vez que o McDonald’s tinha essa atitude e precisava repensar sua política. “Uma mãe precisa poder amamentar seu bebê onde quer que esteja”, disse Rachel Starchman.

O McDonald’s disse que não faz parte de sua política pedir às mães que se retirem do restaurante ao amamentar e que a atitude da gerente foi um erro. Em um comunicado oficial, a lanchonete disse que todos os funcionários devem cumprir as leis locais, estaduais e federais. E a lei do Arizona diz que as mães podem amamentar em qualquer lugar público.

O protesto, segundo as mamães, é importante para mostrar que a amamentação não tem nada de escandaloso ou sexual. “Quando você amamenta, está dando o seu melhor como mãe”, afirmou Dolly Nesbitt. [...]

(Mulher 7 x 7)

Nota: O “McDia Feliz” leva à morte inúmeros animais, apenas para apetecer o paladar de pessoas que poderiam bem sobreviver de outra maneira. Para essas pobres criaturas (os animais de matadouros), todo dia é “McTriste”. Isso é escandaloso, mas ninguém parece perceber. Aliás, como diz uma senhora centenária, no documentário “Os Adventistas”, “não como nada que tem mãe”.[MB]

Brasileiro é detido por portar Bíblias

Um guia turístico brasileiro foi detido no Cairo, no Egito, sob a acusação de promover atividades religiosas, o que é proibido pelas leis locais. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o homem foi preso com outras duas brasileiras, já liberadas. Eles visitariam as pirâmides quando foram abordados por policiais, que encontraram Bíblias e folhetos evangélicos no carro. De acordo com o Itamaraty, a embaixada do Brasil no Egito está tomando providências.

(Diário Catarinense)

Nota: Liberdades deveriam ser as mesmas para todas as religiões (que promovem a paz), em todos os países. Dificilmente algum muçulmano seria detido num país cristão pelo simples fato de portar um Alcorão.[MB]

domingo, 22 de agosto de 2010

Quase nada na biologia faz sentido excepto à luz do design

À medida que aprendemos mais, isto está a tornar-se cada vez mais claro e óbvio. Erros aleatórios podem estragar tudo, e – em circunstâncias muito raras – podem fornecer uma vantagem de sobrevivência num ambiente patológico.

A noção de que os erros aleatórios filtrados pela selecção natural podem explicar tudo o que é encontrado nos sistemas biológicos é uma explicação patéticamente ilógica, uma explicação completamente improvável para a maquinaria de processamento de informação da célula.

A química não é a base da vida. A química é o meio; a informação é a mensagem.

Sobre a questão da química: O movimento do Design Inteligente atirou uma granada para o edifício-fraude darwinismo e rebentou com ele em pedaços.

Por GilDodgen

FONTE: Design Inteligente

NOTA: O que é o Design Inteligente? É a pergunta que muitos me fazem aqui no blog Ciência e Fé. Segundo os membros da teoria do Design Inteligente, a melhor definição ou resposta é: uma nova abordagem para um velho problema: a complexidade da vida. Defende que a especificidade biológica deixa transparecer um projecto inteligente que não pode ser fruto do acaso. Como conseqüência, a origem e o desenvolvimento da vida é intencional. Porém, a natureza da causa inteligente está fora do âmbito da teoria. Caso queira saber mais sobre este tema, visite a blog designinteligente.blogspot.com.[FN]

sábado, 21 de agosto de 2010

Em sua obra PRINCIPIA, afirma Isaac Newton:


"... este maravilhoso sistema composto pelo sol, planetas e cometas só poderia ter surgido a partir do conselho e domínio de um Ser poderoso e inteligente". Newton I. 1686, 1934. Mathematical principles of natural philosophy and his system of the world. Traduzido para o inglês em 1729 por Andrew Motte; tradução revisada por Florian Cajori. Berkeley: University of California Press, p. 544.

Estudo liga consumo de carne processada ao câncer de bexiga

Conservantes desempenham papel fundamental no risco da doença

Comer grandes quantidades de carnes vermelhas processadas, como salsicha, pepperoni e salame, pode aumentar o risco de desenvolver câncer de bexiga, de acordo com um estudo feito pelo National Cancer Institute, em Maryland, nos Estados Unidos. A descoberta envolveu mais de 300 mil participantes e sete anos de análises.


Os participantes tinham entre 50 e 70 anos e foram avaliados em relação à quantidade e frequência de carnes processadas que consumiam ao estilo de vida (tabagismo, sedentarismo) e à condição social. Durante o estudo, foram identificados 854 casos (720 homens e 134 mulheres) de câncer de bexiga.


Os pesquisadores descobriram então que o grande vilão é na verdade o conservante usado nas carnes processadas, os
embutidos, em especial o nitrato e o nitrito. Quando as carnes processadas são ingeridas em grandes quantidades e por um longo período de tempo, esses conservantes passam para a urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer de bexiga. Os cientistas disseram ainda que nos Estados Unidos, esses dois conservantes estão em 90% das carnes processadas, por isso, o alerta. [Leia mais]

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mulheres tiram a roupa na rua como se fossem pedaço de carne

Duas ativistas canadenses estão fazendo uma turnê pelo país mostrando os benefícios de uma dieta sem carne e derivados de animais. A forma encontrada pelas duas é ficar peladas na rua com o corpo marcado como se fossem peças de carne.

A campanha do PETA – sigla da organização Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais – diz “Todos os animais tem as mesmas partes: Seja Vegan”. As ativistas estavam usando apenas uma calcinha fio dental cor da pele e uma plaquinha com o slogan da campanha. No corpo estavam escritos os nomes dos cortes de uma vaca, que muitas vezes são os mesmos que os nossos. Costela, lombo, coxão duro, peito, maminha... Os bichos tem e nós também!

Virginia Fort e Nicole Matthews são as duas vegetarianas convictas que tiraram (quase) tudo pelos animais. Mais do que isso, elas são Veganas. Vegan, ou vegano(a) é o nome dado ao estilo de vida que não utiliza nenhum produto derivado do sofrimento animal. Comer carne, laticínios, ovos; usar roupas de couro, pele ou seda; cosméticos e remédios testados em animais; são apenas algumas das coisas que os veganos e veganas se recusam a consumir.

E se depender do exemplo das garotas, saúde é o que não falta para esses vegetarianos radicais! Você consegue se imaginar jogando alguma delas na churrasqueira?

A foto acima é da manifestação que aconteceu no centro de Vancouver, Canadá, na terça-feira (17).

FONTE:Rafael Takano do virgula

NOTA: Infelizmente, campanhas com erotismo vegetarianismo acabam em descrédito, levando dúvidas sobre a seriedade desta causa que é nobre. O blog Ciência e Fé, por exemplo, também incentivam os nossos blogueiros a terem uma alimentação mais saudável sem carne e de uma forma bem equilibrada... Aproveite aqui e leia algumas matérias publicadas sobre o assunto e também acesse os links vegetarianos disponíveis na coluna azul direita, Seção Viver Saudável.[FN]

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A ciência ajuda ou ameaça a fé


Por J. P. Moreland

A questão é: como devemos entender o relacionamento entre a ciência e o cristianismo? Em uma festa, fui apresentado a um professor de física. Ao saber que eu era filósofo e teólogo, ele me notificou sobre a natureza irracional das minhas áreas, argumentando que a ciência removeu a necessidade da crença em Deus.

Outros defendem a idéia de que ciência e teologia não se misturam, como o óleo e a água. São tão diferentes uma da outra que nenhuma descoberta científica tem qualquer sentido para a teologia, e vice-versa. “Ciência e religião são esferas de vida radicalmente divergentes”, asseguram. Essa opinião foi sacralizada na lei, no julgamento da ciência criacionista em Little Rock, Arkansas, nos Estados Unidos, em dezembro de 1981. Naquele tribunal, a ciência criacionista foi julgada como religião disfarçada de ciência.

Ainda outros parecem crer que a teologia não é racional, a menos que tenha comprovação científica, e assim passam a procurar fervorosamente essa confirmação. Quem está certo? Será que a ciência é uma ameaça ou um auxílio à fé, ou são campos não-correlatos em nível intelectual? Leia a matéria completa aqui.

Oito benefícios do sexo para a saúde

Que o sexo te faz bem, isso você já notou. O orgasmo, por exemplo, é uma das sensações mais íntimas e deliciosas para homens e mulheres e é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos dessa reação orgânica que, além de melhorar as emoções, faz muito pela sua saúde. "O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias", afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO. Porém, apesar de proporcionar prazer e qualidade de vida, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70% dos brasileiros fazem menos sexo do que declaram em conversas e pesquisas públicas. Por isso, o Minha Vida estimula você a melhorar essa situação trazendo o que a ciência e os especialistas andam dizendo por aí sobre os benefícios que uma vida sexual ativa trazem ao corpo. Confira:

1. Alivia as crises de enxaquecas. Quando seu parceiro reclamar, dizendo que não quer sexo porque está com dor de cabeça, reverta a desculpa a favor da saúde dele. Segundo o médico Neucenir Gallani, o orgasmo libera substâncias, como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

2. Melhora o aspecto da pele. Fazer sexo, principalmente no período da manhã, é um poderoso aliado da beleza para manter a juventude. Essa foi a conclusão de um estudo, realizado por cientistas da Universidade Queens (Reino Unido). De acordo com os pesquisadores, atingir o orgasmo aumenta os níveis de estrogênio, testosterona e de outros hormônios ligados ao brilho e à textura da pele e dos cabelos. Além disso, quando há o orgasmo, ocorre uma vasodilatação superficial dos vasos, até aumentando a temperatura em algumas pessoas. Com isso, a pele ganha uma aparência mais viçosa, e o brilho natural dela fica em destaque.

3. Alivia as cólicas da TPM. O ginecologista Neucenir Gallani faz questão de reforçar que isso não é uma regra, mas acontece com algumas mulheres. Os movimentos realizados durante o sexo estimulam os órgãos internos, que ficam mais relaxados e, com isso, há diminuição das dores que incomodam seu bem-estar nos dias antes da menstruação. "Mas há mulheres que, na fase pré-menstrual, não têm disposição para o sexo e forçar a barra pode ser pior", diz o ginecologista.

4. Melhora o sono. O relaxamento que o orgasmo traz contribui para que você durma melhor, e não apenas nos dias em que houver sexo. A reação tem efeito prolongado, devido a ação dos neurotransmissores que passam a agir no seu organismo com mais regularidade e numa quantidade maior.

5. Diminui o estresse. O médico faz questão de ressaltar que o orgasmo não deve ser encarado como um remédio calmante, mas como parte de uma relação afetiva que traz prazer. Quando isso acontece, os níveis de estresse tendem a diminuir não só pela estabilidade emocional, mas também porque os chamados hormônios do estresse, como o cortisol, apresentam atividade reduzida. Quem trouxe essa novidade foi um estudo escocês recém-publicado na revista Biological Psychology.

6. Diminui os riscos de infarto. Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, realizado com mais de 3 mil homens de 45 a 59 anos, concluiu, após 20 anos, que o sexo frequente pode reduzir o risco de infartos fatais e de derrames. De acordo com as conclusões da pesquisa, a morte súbita causada por problemas de coração é mais comum entre homens que afirmam ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual.

7. Queima calorias. Segundo a Associação Americana de Educadores e Terapeutas Sexuais, a atividade sexual pode ser um ótimo exercício para o corpo. Isso porque meia hora de sexo queimam, em média, 85 calorias. Portanto, se você está sem paciência para ir à academia, que tal optar pelo plano B?

8. Aumenta a imunidade. Um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos, mostrou que uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo conhecido como IgA, responsável pela proteção do organismo de infecções, gripes e resfriados.

(Minha Vida)

Nota: Conforme destaca o mestre em História da Ciência e coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Enézio de Almeida Filho, "a seleção natural não pode ter sido responsável por isso, pois é cega e não 'antecipa' benefícios [teleologia] àqueles que irá 'selecionar' para fins [teleologia] saudáveis como esses do artigo". Nunca é demais lembrar que a afetividade e o compromisso que levam à vida sexual satisfatória são próprios da relação matrimonial, instituição criada pelo Grande Designer. [MB]

"Há menos liberdade intelectual na ciência"

O alemão Harald zur Hausen, 74, diz, com seu tom de voz sempre baixo, que, apesar da internet, é mais difícil para um cientista jovem fazer um bom trabalho hoje. "Há enorme pressão para publicar [artigos científicos] rápido. É contraprodutivo. Precisamos dar aos cientistas jovens um período de mais liberdade, estimular alguma independência intelectual, para que desenvolvam ideias por eles mesmos." Com essa pressão, a tendência é fazer o que todos já estão fazendo - é mais garantido do que apostar alto. Hausen, que esteve em São Paulo para um encontro organizado pelo Hospital A. C. Camargo, fala por experiência própria. Quando todos achavam que o câncer no colo de útero era causado pelo vírus da herpes, ele apostou no HPV. Fracassou por cinco anos, até que, em 1983, mostrou que estava certo.

Ganhou o Nobel em 2008. Quando sua neta de três anos soube, começou a chorar. Ninguém entendeu, e ela explicou, inconsolável: "Também quero um Nobel." Se a garota quiser levar o projeto adiante, Hausen tem um conselho. "É sempre bom passar pelo menos dois anos fora do seu país de origem", diz. "Justamente para adquirir novas ideias, novas maneiras de pensar, e também um estilo de vida diferente."

Foi o que ele fez na década de 1960, quando morou nos EUA. A Alemanha, diz, tinha sofrido com a saída de bons cientistas durante o nazismo - "e leva muito tempo para um país se recuperar disso".

"Nos EUA, você discutia suas ideias, ainda que fossem loucas, com muita gente boa. Satisfação que eu não tinha, antes, na Alemanha." [...]

(Folha.com)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Metade dos pastores evangélicos nunca leu a Bíblia toda, aponta estudo

Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, com 1255 entrevistados de diversas denominações, sendo que 835 participaram de um painel de aprofundamento. O motivo é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.

Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que foi delimitada. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação expositiva são os principais impedimentos. “A falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, enumera Oswaldo.

A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião, são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas. Oswaldo arrisca dizer que muitos ‘pastores precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso crítico’.

Fonte: Creio / Gospel+

NOTA: A triste verdade é que muitos cristãos também não estudam a palavra de Deus, pois se lessem a bíblia diariamente estes pastores despreparados não conseguiriam manter as portas de seus templos abertos. Bom, pelo menos esta pesquisa aponta claramente uma das respostas do motivo de existir tantas religiões no mundo... [FN]

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Esponjas do mar são “surpreendentemente” complexas

Pode ser que a humanidade descenda do macaco [sic], mas cientistas australianos encontraram provas de relações muito mais estreitas do homem com o solo submarino, em um estudo que revela que as esponjas do mar compartilham quase 70% de genes com os humanos. A sequência genética das esponjas do mar na Grande Barreira de Recifes da Austrália mostrou que esse animal aquático invertebrado compartilha muito de seus genes com os humanos, incluindo um grande número de genes associados com doenças como o câncer. A descoberta pode proporcionar novas bases de descobertas em relação ao câncer e a pesquisas com células-tronco, afirmou o chefe do estudo, Bernard Degnan, da Universidade de Queensland, Austrália.

“As esponjas têm o que consideramos o ‘Santo Graal’ das células-tronco”, afirmou Degnan. Explorar as funções genética das células-tronco das esponjas poderá revelar “relações profundas e importantes” com os genes que influenciam a biologia das células-tronco humanas. “Pode, inclusive, modificar a forma em que pensamos nossas células-tronco e como poderíamos usá-las em futuras aplicações médicas”, explicou.

O estudo, publicado pela revista Nature esta semana, é o resultado de mais de cinco anos de pesquisas de uma equipe internacional de cientistas.

(UOL)

Nota: Alguns textos, basta ler um parágrafo para identificar, pelo estilo, a autoria. O mesmo ocorre com certas pinturas e obras de arte. Por que não esperar algo parecido com a natureza? Todos os seres vivos contêm as digitais do Criador, e mesmo em formas de vida tidas como “simples”, a complexidade salta aos olhos.[MB]

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Charles Marshall 'falou e disse': eu quero saber o que todos esses genes estavam fazendo antes da chegada da esponja do mar


Charles Marshall, diretor do Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse: "Isso significa que havia uma maquinaria elaborada que já tinha alguma função... O que eu quero saber agora é o que todos esses genes estavam fazendo antes da chegada da esponja."

FONTE:
pós-darwinista

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Como se faz uma bomba atômica

O poder de destruição de Hiroshima e Nagasaki dependeu de alguns poucos quilos de material radioativo.

Foto: Arte/iG

Há dois tipos básicos de bombas nucleares, chamadas comumemente de bombas atômicas. A bomba de fissão e a bomba de fusão (também conhecida como bomba de hidrogênio).
Uma bomba de fissão é um mecanismo que quebra o núcleo de um átomo de forma descontrolada – a forma controlada é um reator nuclear. Para realizá-la, é preciso arremessar nêutrons contra um átomo (de urânio ou plutônio). No choque, esses átomos são quebrados, gerando dois átomos de menor massa, radiação gama e dois a três nêutrons. Estes novamente colidirão com um átomo (novamente de urânio ou plutônio), gerando mais dois ou três nêutrons e assim por diante. Nesse processo de fissão, o urânio gera em outros dois átomos e perde um pouco de massa, que se transforma em energia pela famosa equação de Einstein (E=mc2).

Quando esse processo acontece sucessivamente ocorre a chamada reação em cadeia, que produz cada vez mais energia. É essa energia associada ao calor e ao aquecimento súbito do ar que dá o poder de destruição da bomba.

O aquecimento do ar é tão rápido (ocorre em alguns microssegundos) que desata uma onda de choque que viaja a uma velocidade maior do que a do som -- ou seja: quem estava perto da bomba morreu antes de ouvir o barulho da sua explosão. Também acontece um aumento de temperatura que chega a milhões de graus Celsius, maior que a temperatura do Sol.

O urânio, no entanto, não pode ser de qualquer tipo. Tem de ser o U235, cujo núcleo é físsil (ou seja, capaz de sustentar uma reação em cadeia) e que representa apenas 0,7% do urânio presente na natureza – a maior parte é U238.

Para fazer uma bomba, é preciso juntar uma quantidade mínima de U235 de forma que a reação em cadeia se sustente sozinha, a chamada massa crítica. No caso do plutônio (Pu239), ele não existe na natureza e é produzido em reatores nucleares.

A quantidade de urânio ou plutônio necessária para uma reação em cadeia depende de diversos fatores, entre eles a forma do material, seu nível de pureza e sua composição. Se colocarmos U235 no formato de uma esfera e ele for enriquecido a mais de 90%, a quantidade necessária será por volta de 15 kg. No caso do Pu239, a massa é de cerca de 5kg. A bomba jogada em Hiroshima, chamada de Little Boy, usava U235; a de Nagasaki, conhecida como Fat Man, Pu239.

Para começar a liberação dos nêutrons e a reação em cadeia foi usado o explosivo TNT. No caso das bombas de fusão nuclear (também chamadas de bombas de hidrogênio), o material usado são diferentes átomos de hidrogênio, deutério (H2) e trítio (H3), que se unem formando um núcleo de Hélio (H4) e liberando um nêutron e energia.

A reação em cadeia que causa a explosão da bomba acontece quando essas uniões de átomos são sucessivas, também em milissegundos. Seu poder de destruição é ainda maior que as de fissão nuclear. Embora essas bombas já tenham sido testadas, elas nunca foram usadas em confrontos reais.

Por: Alessandro Greco

NOTA: O Bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Portando, hoje faz 65 anos que ocorreu o maior massacre da história através de um bombardeio atômico matando uma estimativa que variam entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagazaki, sendo consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação.

FONTE: ultimosegundos.ig.com.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pais são mais insatisfeitos do que pessoas que não têm filhos, mostram estudos


O uso de drogas ansiolíticas, a psicoterapia e os fins de semana inteiros passados na cama não estavam nos planos de alguns casais, quando decidiram ter filhos.

Nenhum conflito com as crianças: o problema são as atuais demandas da paternidade e da maternidade.

"É bom, mas exaustivo. Depois do nascimento, na volta ao trabalho, engordei cinco quilos de ansiedade. Hoje, durmo tarde para ajudar minha filha na lição. Quando o alarme toca às 6h, quero chorar", diz a secretária Michele de Luna, 32, mãe de Maria Clara, 8.

"Eu me justifico o tempo todo, falo para ela que preciso trabalhar. Nos fins de semana, quero fazer de tudo com ela, para compensar a semana. É culpa demais."

A constatação dos acadêmicos é ainda mais dura. Os estudos feitos nos EUA e na Europa nos últimos anos mostram que, em relação aos que não têm filhos, os pais demonstram níveis mais baixos de bem-estar mental, felicidade, satisfação com a vida e com o casamento.

Um último trabalho, publicado em 2009 no "Journal of Happiness Studies", até tentou contrariar os resultados das pesquisas anteriores.

Depois de analisar dados de 15 mil britânicos por uma década, um economista escocês atestou que pessoas com filhos eram mais felizes.

Mas a euforia durou pouco: em março deste ano, o autor publicou uma errata. Ao rever os números, viu que "o efeito de ter filhos na satisfação das pessoas é frequentemente negativo".

"Há uma sensação de perda, de não estar dando o que poderia. E uma cobrança grande. Qualquer distúrbio de comportamento é visto como culpa da criação dada pelos pais", analisa a cientista social Maria Coleta Oliveira, professora da Unicamp.

No Reino Unido, a Universidade de Kent centraliza uma rede de pesquisadores de todo o mundo que se dedicam a entender as peculiaridades do que chamam de nova cultura parental.

"Ser pai ou mãe passou a ser considerada uma atividade ou habilidade, e não uma forma de relacionamento, e é retratada como algo inacreditavelmente difícil", explica à Folha Jan Macvarish, pesquisadora da universidade.

Com tanta pressão, fica difícil educar um filho sem se sentir mal e aquém das expectativas próprias e alheias.

O excesso de informações sobre como criar a prole gera a impressão de que uma boa educação deve ser guiada por um especialista.

FONTE:Folha de São Paulo online

NOTA:
Este problema está em quase todas as classes familiares deste mundo contemporâneo. Todavia, diz o ditado: "não podemos ter tudo na vida, ao ganharmos algo, teremos que perder outro." Assim, cada casal antes de tudo precisam saber qual estilo de vida que querem levar: ter filhos e dedicar-se a eles ou passar a maior parte do dia no trabalho. Caso contrário, irá fazer parte desta nova estatística - sendo pais insatisfeitos. Cabe cada um escolher como quer viver...[FN]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estudos bíblicos na voz de Cid Moreira

“Mensagens de Paz e Esperança” é a mais nova série de estudos bíblicos em áudio. É uma excelente ferramenta missionária para você partilhar o amor de Deus e os princípios bíblicos com amigos, parentes e vizinhos. São 21 temas doutrinários de oito a 11 minutos. Os 21 temas estão divididos em três CDs e cada CD contém sete estudos. Além dos sete temas em cada CD, vem como bônus a narração de 1 Coríntios 13, no CD 1, do Salmo 91, no CD 2, e a narração do Salmo 139 no terceiro CD. Na parte interna do estojo, vêm todas as referencias bíblicas de cada estudo. Os textos foram escritos pelo pastor Paulo Godinho e narrados pelo ex-apresentador do Jornal Nacional Cid Moreira, que gratuitamente participou do projeto. Ao fim de cada narração, Melissa Barcellos faz o “fechamento” e chama a atenção do ouvinte para o site www.bibliaonline.net, agradecendo em nome dos adventistas do sétimo dia.

Mais informações, escreva para paulo.godinho@ueb.org.br ou luzimar.roque@adventistas.org.br; ou ligue para (21) 2199-1014, ou (21) 8214-1109.

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