segunda-feira, 19 de julho de 2010

Alimentação restrita?

Nós somos o que comemos. Essa frase é velha, batida, mas absolutamente verdadeira e sábia. Somos o que comemos sim, desde a primeira gosta de leite materno que colocamos na boca (ops, antes do leite materno, vem o colostro materno!). E cada gota de leite, cada grão de comida, hora menos hora, faz diferença no nosso bem estar e na nossa saúde, mesmo que isso não pareça óbvio naquele momento.

As pessoas ainda têm muita resistência em associar bem estar e comida no sentido mais profundo possível. A gente associa, é claro, uma boa refeição como sendo um momento de prazer. A gente associa um cheiro à comidinha da vovó e morre de saudades. A gente associa muitas comidas a muitos momentos, mas pouca gente associa o que comemos durante toda a vida, com males que nos atingem na idade adulta ou velhice (e até na infância e adolecência, cada dia mais cedo).

Ninguém come um doce e desenvolve uma diabetes instantaneamente. Ninguém toma refrigerante e ganha “de brinde”, na mesma hora, uma osteoporose avançada. Ninguém come um pão com margarina e ganha veias entupidas de uma hora para outra. Doenças crônicas não aparecem de um momento para outro. Eu não sou médica, mas enxergo tais doenças (as crônicas) como um “corpo gasto”, precocemente envelhecido, sem energia para segurar o tranco da vida moderna.

O nosso corpo é uma máquina perfeita ao nascermos, mas estamos desenvolvendo a incrível capacidade de estragá-lo cada vez mais cedo!

O nosso corpo foi construido e programado para uma alimentação variada, com toda a variedade que a natureza nos oferece – e olhe que a natureza tem muito a oferecer! Mas o homem, ambicioso, não se contentou com o que a natureza oferecia. O homem quer sempre mais e mais e mais, e resolveu que se a natureza pode fazer comida, ele também pode! E lá foi o homem para um laboratório, juntou um carbono com um hidrogênio e mais outro e mais outro, e mais uma outra química aqui, outra química ali e criou coisas que ele chama de comida, mas de comida mesmo essas coisas têm, no máximo, a aparência.

Tudo muito bom, a indústria alimentícia sabe como ninguém produzir gostosuras, e não sou eu que vou negar isso. Mas e o nosso organismo, projetado e programado para alimentos de verdade? Será que o nosso organismo está realmente pronto para encarar toda essa química com cara de comida?

Eu não tenho muita certeza disso…

Com toda a pesquisa médico-científica disponível nos dias de hoje, se morre cada vez mais doente. Não se morre mais cedo talvez porque a tecnologia na área médica esteja segurando muitas sobrevidas por aqui. Mas se vive cada vez pior, cada vez mais dependente de remédios e cada vez mais doentes.

Mas assim como as pessoas parecem não perceber que o que elas comem hoje e o que elas oferecem aos seus filhos na infância vá afetar a vida e a saúde deles daqui a 10, 20 ou 30 anos, também se tem muita dificuldade em perceber que pequenas mudanças de hábito podem fazer uma diferença enorme na saúde e na qualidade de vida de uma pessoa.

Eu não percebi isso de um dia para outro. Eu caio em armadilhas alimentares até hoje. Como algumas porcarias da pior qualidade de vez em quando, mas a cada dia tenho mais consciência do quanto a minha alimentação hoje fará diferença no futuro. depois que tive meu filho, a consciência cresceu ainda mais.

Uma vida desabrochando dependia e depende completamente dos meus cuidados, das minhas escolhas. eu faço pelo meu filho o melhor que sei, o melhor que posso, e o mais legal disso é que fazer o melhor por ele me faz melhorar, crescer e aprender a cada dia. Em cinco anos de convivência com meu filho, em 5 anos de cuidados (exagerados, como muitos acham) com a alimentação dele, eu descobri que não só ele saiu ganhando muito, como eu e meu marido também. Pensando em dar o melhor exemplo para ele, melhoramos ainda mais a nossa alimentação. O melhor exemplo para ele tem sido um dos maiores estímulos, e ver o resultado desse esforço a cada dia, na saúde, inteligência e disposição dele é muito recompensador. Recomendo!

Fonte: Crianças na Cozinha

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