sábado, 5 de junho de 2010

Há menos espécies do que se imaginava

Segundo matéria publicada no site Science Daily, novos cálculos revelam que o número de espécies na Terra provavelmente seja de alguns milhões em vez de dezenas de milhões. Os resultados, a partir de estudo da Universidade de Melbourne, baseia-se num novo método de estimativa de espécies de insetos tropicais – o maior e um dos grupos mais difíceis de se estudar no planeta – com implicações significativas para os esforços de conservação. O principal autor do estudo, Dr. Andrew Hamilton, disse que “nossa compreensão do número de espécies tem sido dificultada por um grupo de organismos artrópodes tropicais, que inclui insetos, aranhas, ácaros e organismos similares. Estimativas para esse grupo variavam de alguns milhões até 100 milhões”. O estudo será publicado na revista The American Naturalist.

Ao ler essa matéria, me lembrei de uma pergunta frequentemente feita aos criacionistas: Como representantes de todas as espécies de seres vivos caberiam na arca de Noé? Mesmo com essa revisão para baixo no número de espécies do planeta, parece que ainda é muito bicho. Mas é bom lembrar que a imensa maioria das espécies é composta por insetos. Descontando as bactérias e os animais aquáticos (que obviamente não precisaram entrar na arca), sobrariam as espécies de maior porte originalmente criadas por Deus. Como assim? Bem, criacionistas aceitam a microevolução, ou diversificação de baixo nível. Novas espécies podem ter se originado ao longo dos milênios, após o dilúvio, no ambiente diversificado que surgiu após a catástrofe e que exigiu características biológicas diferenciadas para possibilitar a sobrevivência dos seres vivos. O isolamento geográfico, em alguns casos, promoveu ainda maior diversificação.

É bom lembrar, também, que o termo “espécie”, em Gênesis, não equivale ao mesmo termo usado na taxonomia moderna. O mais correto seria traduzir a palavra hebraica por “tipo básico”.

Li, certa vez, que, segundo estimativas, o tamanho médio dos animais que entraram na arca seria o de uma ovelha. Levando-se em conta que Noé pode ter levado filhotes dos animais de grande porte e que muitos animais hibernam em certas condições (e que o número de espécies de então pode não ter sido tão grande quanto o atual), vejo como bem plausível a história do salvamento dos animais terrestres na arca, segundo narrado em Gênesis.[MB]

FONTE: criacionismo.com.br

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