sábado, 22 de maio de 2010

Sobre homens, periquitos e liberdade


“E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”

Há quatro meses a porta da gaiola está aberta. O periquito Quiquito, como eu e meu filho o chamamos, não voou para longe de sua prisão domiciliar.

Nunca apreciei a idéia de ter ou ver animais aprisionados. Contudo, ele fora um presente que ofereceram ao meu filho. Por isso, hesitei em libertar aquela criaturinha verde, alegre, que passou a nos acordar a cada manhã com o seu canto.

Num momento de reflexão, resolvi abrir a gaiola e oferecer à pequena ave, que alguns “entendidos” chamam de “Periquito Australiano”, a oportunidade de decidir se queria ficar ou ir embora voando pelo céu claro e azul daquela manhã de sábado. Permanecer ou voar? Aliás, voar é originalmente de sua natureza.

Porta aberta, escancarada... Um dia se passa...dois, três, quatro meses... E nada. Quiquito não foi embora. Continuou cantando dentro da prisão-gaiola, mesmo com a porta aberta.

Claro que deve haver condicionamentos que não permitiram que sua escolha fosse pela liberdade. Mas analisemos este singelo fato ocorrido em nosso quintal e encontremos paralelos entre periquitos e homens.

Homens e periquitos. Semelhanças relacionadas à liberdade.

Quantas vezes agimos como Quiquito. Não percebemos que temos a opção de sermos livres para novas possibilidades e que a vida segue. Há sempre uma porta aberta.

Ao invés disso, continuamos prisioneiros de grades e correntes que ilusoriamente criamos através dos erros, experiências e hábitos passados.

O amor que Deus dedica a cada um de nós é tão imenso e diz: “Eis que faço novas todas as coisas”

As portas das prisões interiores dos traumas e medos vividos foram abertas verdadeira e amorosamente: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

O amor e a Palavra de Deus têm e são Verdade libertadora. Possibilitam vida nova, deixam coisas velhas para trás.

Há quanto tempo somos conhecedores desta liberdade e verdade que Deus nos oferece? Um dia? Um ano? Ou será que é apenas teoria vazia que serve unicamente para falarmos a outras pessoas e que no fundo não aplicamos para nossa própria libertação?

Por que ainda nos sentimos encarcerados e temerosos com o presente e o futuro, se não existem prisões?

Por que não abrimos nossos olhos e descobrimos que estamos e somos livres?

É questão de escolha, de confiarmos em Deus e em nós mesmos.

Bastará buscar o novo, o inédito e voar. Como Quiquito não o fez.

Por: Navlig

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