sábado, 29 de maio de 2010

Richard Lewontin 'falou e disse': os biólogos devem parar de falar em 'seleção natural'...


Richard Lewontin 'falou e disse': "os biólogos devem parar de falar em 'seleção natural' e, em vez disso, falar em taxas diferenciais de sobrevivência e reprodução". [1]

Pior a emenda do que o soneto. Traduzindo em graúdos: os mais aptos sobrevivem e reproduzem. Quem sobrevive e reproduz? Os mais aptos sobrevivem e reproduzem. Traduzindo em miúdos: gente, isso é tautologia, e tautologia em ciência não diz nada.

O que Lewontin bem destacou? É que a seleção natural, muito embora não seja o único mecanismo evolutivo, mas segundo Darwin, o mais importante, não é assim uma Brastemp para consolidar epistemicamente a maior ideia que toda a humanidade já teve.

Quer dizer, a seleção natural já era. Kaput! Bem que o Huxley, o Hooker, o Lyell, o Mivart e até Wallace falaram: não bota a seleção natural na evolução que esculhamba! Que venga la nueva teoría de evolución que, pela montanha de evidências contrárias, não pode ser selecionista.

Lewontin, cara, eu não sei o que você fez do curso de Lógica 101 na faculdade.

NOTA CAUSTICANTE DESTE BLOGGER PARA O MEC/SEMTEC/PNLEM:

Este blogger está de olho! Em 2011, nada de livros didáticos de Biologia do ensino médio com 'seleção natural'. Lewontin disse que ela não está com nada, e que é melhor usar uma tautologia brilhante: "taxas diferenciais de sobrevivência e reprodução".

Se aparecer algum autor que ouse continuar engabelando os alunos com essa tal de seleção natural, vai levar daqui uns cocorotes e puxões de orelhas!

FONTE: texto extraido do blog Desafiando a nomenkclatura científica

Estudo diz que Ardi não é ancestral do homem


[Meus comentários seguem entre colchetes.] Querem destronar Ardi. A fêmea primata de 4,4 milhões de anos [na cronologia evolucionista] virou ícone da espécie Ardipithecus ramidus, um dos mais antigos ancestrais do homem. Mas não passaria de uma reles macaca, acusa um novo estudo. Ironicamente, o “rebaixamento” da espécie de Ardi está sendo proposto nas páginas da prestigiosa revista especializada Science, a mesma que alçou a suposta fêmea de hominídeo (ancestral humano) à categoria de descoberta do ano em 2009. O esqueleto quase completo da criatura, bem como hipóteses detalhadas sobre sua locomoção e até sua vida sexual, foram descritos em 11 artigos científicos no dia 2 de outubro do ano passado. [O ano de Darwin, lembra? Assim como o já “destronado” Darwinius masilae, Ardi veio a calhar para abrilhantar as celebrações em torno do “pai da evolução”. Esperaram passar a festa para permitir que a verdade viesse à tona...]

Ardi e seus companheiros de espécie estariam entre os primeiros primatas a comprovadamente caminhar com duas pernas, tal como o homem. É o que argumentava a equipe liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Costa Oeste dos EUA).

Besteira, declarou à Folha Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova Jersey. “O Ardipithecus é um quadrúpede palmígrado [ou seja, apoiava-se nas plantas das quatro patas], e não um bípede. Aliás, é muito difícil dizer se o fóssil [Ardi] era um macho ou uma fêmea.” [Eita!] Mais importante ainda: o animal seria, na verdade, um grande macaco africano primitivo [bem que a gente falou, mas quem ouve os criacionistas?], talvez anterior à separação entre as linhagens de humanos e chimpanzés. [Outra ficção que merece ser “destronada”.]

Até certo ponto, problemas de interpretação são naturais quando se trata de um fóssil como esse. [Agora é que dizem? Digam isso para milhões de pessoas que ainda acreditam que o “elo perdido” foi achado.] Embora fragmentos de outros indivíduos da espécie já tenham sido achados, Ardi é, de longe, a mais importante fonte para entender o A. ramidus, por causa de seu esqueleto relativamente completo.

Ocorre, porém, que os milhões de anos de preservação distorceram vários dos ossos do bicho, em especial os da pelve (quadril), importantes justamente no debate “dois pés versus quatro patas”. [Não são apenas os “milhões de anos” que distorcem a amostra – aliás, argumentozinho bem conveniente –, a filosofia por trás do pesquisador também distorce duas conclusões.]

Além disso, a idade remota, próxima do momento estimado para a separação evolutiva entre as linhagens do homem e do chimpanzé, também é fonte de confusão. Isso porque, em tese, quanto mais perto dessa divergência, mais difícil fica dizer quem é pré-humano e quem é apenas macaco. [Hmmm...]

Sarmiento aponta que White e companhia teriam errado feio na interpretação dos detalhes mais significativos do esqueleto. Em resumo, ele diz que traços dos dentes, da pelve e dos membros da espécie lembram mais os dos grandes macacos mais antigos, com uns 10 milhões de anos [sic].

O problema é que esses bichos mais primitivos só foram encontrados até agora na Europa e na Ásia. Há uma lacuna no registro deixado pelos fósseis na África, tanto que até agora ninguém reconheceu oficialmente a descoberta de um protochimpanzé ou protogorila.

Sarmiento aposta que a “mania” de achar apenas hominídeos na África, com idade de 7 milhões de anos para cima, pode ser explicada por um viés dos cientistas: ninguém quer afirmar que achou “apenas” um ancestral dos chimpanzés ou dos gorilas, critica ele.

Paleoantropólogos ouvidos pela Folha disseram que a crítica tem fundamento. “Embora o Dr. White e seus colegas tenham descoberto um fóssil fabuloso de grande macaco, tentaram forçar a mão e transformá-lo num hominídeo [!], coisa para a qual não há base nenhuma”, diz o americano Lee Berger, da Universidade do Witwatersrand (África do Sul).

“Creio que esse é só o primeiro de uma avalanche de artigos. Apesar da força considerável de personalidade do Dr. White, nem ele é capaz de forçar a área a aceitar o A. ramidus como hominídeo.” [...]

FONTE: Criacionismo.com.br

sábado, 22 de maio de 2010

Sobre homens, periquitos e liberdade


“E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”

Há quatro meses a porta da gaiola está aberta. O periquito Quiquito, como eu e meu filho o chamamos, não voou para longe de sua prisão domiciliar.

Nunca apreciei a idéia de ter ou ver animais aprisionados. Contudo, ele fora um presente que ofereceram ao meu filho. Por isso, hesitei em libertar aquela criaturinha verde, alegre, que passou a nos acordar a cada manhã com o seu canto.

Num momento de reflexão, resolvi abrir a gaiola e oferecer à pequena ave, que alguns “entendidos” chamam de “Periquito Australiano”, a oportunidade de decidir se queria ficar ou ir embora voando pelo céu claro e azul daquela manhã de sábado. Permanecer ou voar? Aliás, voar é originalmente de sua natureza.

Porta aberta, escancarada... Um dia se passa...dois, três, quatro meses... E nada. Quiquito não foi embora. Continuou cantando dentro da prisão-gaiola, mesmo com a porta aberta.

Claro que deve haver condicionamentos que não permitiram que sua escolha fosse pela liberdade. Mas analisemos este singelo fato ocorrido em nosso quintal e encontremos paralelos entre periquitos e homens.

Homens e periquitos. Semelhanças relacionadas à liberdade.

Quantas vezes agimos como Quiquito. Não percebemos que temos a opção de sermos livres para novas possibilidades e que a vida segue. Há sempre uma porta aberta.

Ao invés disso, continuamos prisioneiros de grades e correntes que ilusoriamente criamos através dos erros, experiências e hábitos passados.

O amor que Deus dedica a cada um de nós é tão imenso e diz: “Eis que faço novas todas as coisas”

As portas das prisões interiores dos traumas e medos vividos foram abertas verdadeira e amorosamente: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

O amor e a Palavra de Deus têm e são Verdade libertadora. Possibilitam vida nova, deixam coisas velhas para trás.

Há quanto tempo somos conhecedores desta liberdade e verdade que Deus nos oferece? Um dia? Um ano? Ou será que é apenas teoria vazia que serve unicamente para falarmos a outras pessoas e que no fundo não aplicamos para nossa própria libertação?

Por que ainda nos sentimos encarcerados e temerosos com o presente e o futuro, se não existem prisões?

Por que não abrimos nossos olhos e descobrimos que estamos e somos livres?

É questão de escolha, de confiarmos em Deus e em nós mesmos.

Bastará buscar o novo, o inédito e voar. Como Quiquito não o fez.

Por: Navlig

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Professor da Unicamp defende design inteligente

O Dr. Marcos Eberlin é presidente da Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas e membro da Academia Brasileira de Ciências. Professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e autor de mais de 300 artigos científicos com mais de três mil citações. Realizou pós-doutorado na Purdue University, Estados Unidos, e orientou diversos mestres, doutores e pós-doutores. Nesta entrevista concedida ao jornalista Michelson Borges, o Dr. Eberlin procura desfazer alguns mal-entendidos sobre a Teoria do Design Inteligente, que ele defende:

O que é exatamente a teoria do design inteligente (TDI)?
A TDI é uma teoria científica, defendida por uma comunidade crescente de cientistas gabaritados do mundo todo e de várias áreas, e que procura estabelecer metodologia científica robusta capaz de detectar sinais de inteligência na vida e no universo. Através desses métodos, a TDI reinterpreta todo o arsenal de dados riquíssimos e com detalhamento altíssimo disponíveis hoje sobre o funcionamento da vida e do universo. E a partir dessa análise cuidadosa, sem pré-conceitos, desapaixonada e racional, feita dentro de todo o rigor da metodologia científica que rege as ciências históricas, a TDI conclui, procurando seguir os dados aonde quer que eles levem, que esses dados apontam com muita segurança para uma mente inteligente e consciente como a única causa conhecida, necessária e suficiente para a vida e o universo. Ou seja, o design detectado no universo e na vida não é aparente ou ilusório, mas real e inteligente.

Alguns dizem que a TDI é um tipo de criacionismo. O que o senhor diz?
O criacionismo tem várias vertentes, mas a principal é aquela que assume que um Ser todo-poderoso projetou e criou o universo e a vida. O criacionismo bíblico vai muito mais longe e dá nome e endereço ao Criador; descreve Sua intenção e Seus métodos, e faz muitas outras afirmações que estão muito além da capacidade da Ciência de investigá-las, devido às muitas limitações da metodologia científica. Ou seja, o criacionismo parte de pressuposições filosóficas e teológicas, fecha com essas pressuposições e confere a elas racionalidade quando encontra na natureza e, eventualmente, na Ciência suporte às suas teses.

A TDI, porém, não tem absolutamente nada a ver com teses criacionistas, de qualquer vertente. Nelas não se inspira e não se apoia. A TDI busca, pura e simplesmente, da forma mais honesta possível, escrutinar os dados científicos brutos e interpretá-los corretamente, sem absolutamente nenhum pressuposto, nenhuma predefinição de como ou qual seria a nossa conclusão. Concluímos por uma mente inteligente como causa primeira da vida e do universo pela obrigação que todos os cientistas têm de seguir sempre as evidencias, as informações fornecidas pelas caixas-pretas da vida e do universo, deixando ao máximo nossa subjetividade, naturalista ou teísta, de lado. “Escutamos” o que as moléculas que sustentam a vida têm a nos dizer, o que os “ecos moleculares” ecoam, e nada mais! Os dados, as evidências, as interpretações desapaixonadas, esses são os líderes da TDI, sua regra de prática, sem fé!

Os dados, felizmente para os criacionistas e infelizmente para os naturalistas, aqueles obtidos de forma independente e despreconceituosa, coincidem com o cerne da visão criacionista. Isso é inquestionável. Por causa dessa coincidência, casual, alguns desinformados e outros mal-intencionados, por não gostarem da consequência da conclusão da TDI, tentam “colar” na TDI o rótulo de religião, para assim poder classificá-la (e não refutá-la) como pseudociência, tentando tirar o mérito da TDI não pela força dos argumentos, mas pela semântica subjetiva e efêmera de uma pseudoclassificação. Mas contra fatos não há pseudoargumentação ou gosto que resista! E o reconhecimento da TDI como teoria científica sólida é hoje crescente e inevitável.

O biólogo Henrique Paprocki disse recentemente que “o principal problema do Design Inteligente é montar sua teoria em cima de falhas na Teoria da Evolução”. O que você acha dessa declaração?

O Henrique, eu sei, conhece pouco sobre as teses e fundamentos da TDI, e por isso fez essa afirmação equivocada. Mas estou certo de que o que ele viu e ouviu durante o 3º Simpósio Darwinismo Hoje, no Mackenzie, o fará rever sua afirmação. A TDI se baseia em argumentos que, independentemente da existência de teorias concorrentes, apontam para uma mente inteligente como a única causa conhecida, necessária e suficiente da vida e do universo. Ou seja, é pelo nosso conhecimento, hoje muitíssimo amplo, de como a vida e o universo funcionam, que concluímos que a TDI é a melhor teoria sobre nossas origens. Porém, como há uma teoria alternativa, a teoria da evolução, temos por obrigação, e não opção, de examinar a fundo suas teses. E quando essa análise obrigatória é feita, sem o filtro naturalista, vemos claramente não somente falhas, mas sim a absoluta impossibilidade de que a vida e o universo possam ter sido fruto de processos naturais não guiados. Não são lacunas, falhas, mas sim, na realidade, verdadeiros “abismos” nos quais não há explicação convincente. É como dizer que chegamos à Lua pedalando, que lançamos o primeiro astronauta dentro de um barril (e que ele sobreviveu para contar os problemas enfrentados).

Na evolução química, por exemplo, elo fundamental do modelo evolucionista, percebemos a absoluta impossibilidade, chance zero mesmo, do acaso, da pré-destinação, da pseudo-seleção natural pré-biótica, ou da necessidade, ou qualquer combinação desses fatores, de ter criado o L.U.C.A., a primeira forma de vida, com todos os requisitos necessários para a manutenção e reprodução desse “ser nada rudimentar”. Ou seja, na comparação de duas alternativas, vemos uma coleção enorme de dados seguros e inquestionáveis apontando para a ação de uma mente inteligente e consciente. Por outro lado, vemos uma coleção enorme e crescente de “abismos” de impossibilidades e de uma fé cega na geração espontânea e na elaboração de explicações futuras que simplesmente teimam em não aparecer, enquanto os abismos se avolumam e se expandem.

Há quem argumente que a seleção natural favorece certos organismos, pois, na presença de antibióticos, as bactérias resistentes tendem a ser favorecidas. O que dizer disso? Isso prova a evolução?

A resistência de bactérias e vírus às drogas tem sido propagada com muito alarde pelos evolucionistas como prova da evolução. “Evolution in action”, dizem, em alta voz! Mas será que o discurso tem correspondido aos fatos? Será que é mais propaganda do que produto? Gato por lebre? A vida tem, sim, a capacidade de se diversificar, ninguém nega isso, este é o ponto que nos une. Mas tudo indica que essa capacidade de diversificação já está programada em nossos genes e outros registros de informação. E quando isso acontece, informação é gasta, diminui. Ou seja, na vida também “não há lanche grátis”! Vírus ou bactérias, quando adquirem resistência às drogas, o fazem à custa de informação, à custa de perda de informação genética. Geralmente desativam proteínas ou os mecanismos pelos quais as drogas os estavam atacando. Estratégia de guerra, e guerra de trincheira! Nenhuma nova proteína, nenhuma síntese “de novo” é produzida. Nenhum novo ciclo, nenhuma nova máquina molecular. A vida é, sim, flexível, adaptável, mas como sabemos, há sempre um preço a ser pago, e a moeda da vida é a informação.

Paprocki também disse que “Design Inteligente é ter fé, é crer. Ciência é evidência”. É assim mesmo?

A TDI é racionalidade pura, e emana do conhecimento e de fatos, de argumentos lógicos, suportados pela matemática, pela física, química, bioquímica e biologia, pela cosmologia, pela Ciência como um todo. Conheço muito bem a TDI, e nunca encontrei na teoria sequer um único vestígio de fé. Nenhum postulado que assuma qualquer princípio que não sejam aqueles sustentados no que conhecemos, em causas necessárias e suficientes para a complexidade irredutível, para a informação aperiódica funcional e para a antevidência genial que observamos em milhares e milhares de exemplos fornecidos pela vida e pelo universo.

A Ciência é evidência, sim, e a TDI é Ciência em sua essência. Mas a ciência naturalista que apoia e defende a evolução cega e não guiada, produto do tempo e mutações refinadas pela seleção natural, e que defende essa tese dentro das amarras do naturalismo filosófico, e com seus pré-conceitos que dizem quais as conclusões a que devemos chegar, esta, sim, precisa ter fé, e muita. Fé no tempo, fé na geração espontânea do L.U.C.A., fé em “lanche grátis”; fé na infusão extraordinária e “repentina” de informação na Explosão Cambriana; fé em que um dia os elos perdidos serão encontrados; fé no “mundo do RNA”; fé que as suas próprias equações matemáticas que mostram a inviabilidade de seus processos estejam elas mesmas erradas; fé que um dia explicações possam surgir, mesmo quando elas simplesmente parecem não existir. Fé, e um tipo de fé muito ruim, do tipo que eu me nego a ter! Fé sem fundamentos firmes; fé sem provas nas explicações que estão por vir.

A química, sua área de estudos, revela o design inteligente?
Muitos usam comparações morfológicas, comparam bicos de passarinhos, ossos, embriões, cores de asas de mariposas. Mas é através da química, em nível molecular, que entendemos mesmo como a vida e o universo funcionam. É através da Química que aprendemos a “língua” das moléculas e podemos assim traduzir corretamente os ecos moleculares, os quais transmitem os segredos de nossa existência. É através da Química que percebemos que a vida não é coisa de amador, não! Vida é coisa de profissional! E profissional gabaritado, especializado! Que orquestrou os diversos códigos e a informação zipada, encriptada e compartimentalizada do DNA, tipo hard-disk. A arquitetura top-down algorítmica da vida, sua lógica estonteante e hiperotimizada. E elaborou o código de especialização celular das histonas, baseado em reações químicas ultrassincronizadas e ajustadas. E elaborou os planos corporais que nem sequer sabemos onde e como estão armazenados.

Li uma vez que a “evolução espera que não saibamos química”. Mas por quê? Porque as moléculas falam e não mentem! E as moléculas da vida transmitem uma informação clara que derruba qualquer discurso fundamentado em oratória ou comparações superficiais, em sínteses alfabéticas de letras mitológicas tipo C → B → A catalisadas por cat1 e cat2. É quando perguntamos quem seriam A e B e os tais cat1 e cat2, que a explicação se desvanece. Porque em nível molecular a evolução simplesmente não fecha as contas, se mostra inviável, e é ao nível molecular que observamos, ainda mais claramente, as assinaturas da mente inteligente e consciente que, como causa primeira, orquestrou a vida e o universo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sem vontade de ir ao âmago da questão


Deu na IstoÉ desta semana [e os meus comentários seguem entre colchetes]: "Uma das maiores polêmicas a chacoalhar a sociedade e a comunidade científica dos Estados Unidos nos últimos anos desembarcou no Brasil. Ao longo da semana passada, um ciclo de debates realizado no Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais tradicionais da capital paulista, apresentou a teoria do design inteligente a centenas de estudantes. Criada nos Estados Unidos na metade dos anos 80, ela se opõe à teoria da evolução de Charles Darwin – amplamente aceita pela ciência [ciência não "aceita" nada, quem aceita são os cientistas] desde a publicação do clássico A Origem das Espécies (1859) – e se baseia na ideia de que uma entidade superior seria a responsável pela criação de todas as formas de vida do Universo. Para os cientistas que defendem o conceito, tal força criativa é chamada de “designer inteligente”. Para os cristãos fundamentalistas americanos, ela é Deus [na verdade, à semelhança do criacionismo, o design inteligente - DI - se opõe a aspectos do darwinismo que não podem ser cientificamente demonstrados ou sutentados, como a macroevolução. Curiosamente, segundo o Datafolha, 59% dos brasileiros acreditam em Deus como Criador e em Darwin - Seriam eles, também, "fundamentalistas"? Ou apenas os "fundamentalistas" norte-americanos creem que Deus é o Criador?].

"A grande questão envolvendo o design inteligente (DI) é a sua introdução em algumas escolas americanas durante as aulas de biologia, e não nas de religião, que, a exemplo do Brasil, não fazem parte do currículo escolar no ensino público [como a TDI poderá entrar nas aulas de religião se ela não se baseia em argumentos religiosos, nem tampouco está preocupada com a natureza do Designer? O que esta matéria de IstoÉ faz é tentar blindar o darwinismo de discussões mais aprofundadas alegando que a teoria da evolução é ciência e qualquer outra teoria que se lhe oponha é religião. Nada mais falso, conforme o simpósio da Mackenzie demonstrou: a discussão ali foi puramente científica, não religiosa]. Conceitos pseudocientíficos e ainda não aceitos pela maioria da academia, como a chamada complexidade irredutível – que sustenta que certos micro-organismos biológicos são intrincados demais para terem evoluído de formas mais simples de vida –, são usados por biólogos, químicos e filósofos da ciência integrantes do movimento DI em sala de aula como uma alternativa à teoria da evolução. Em 2005, os pais de 11 alunos de uma escola pública de Dover, no Estado da Pensilvânia, entraram na Justiça para tentar impedir o ensino do DI, alegando que, na verdade, ele seria um conceito criacionista e, portanto, religioso. Eles ganharam a disputa judicial e a teoria foi banida da disciplina na escola. [Esses pais estavam errados. DI não é religião, assim como a macroevolução darwinista não é ciência empírica.]

"O evento realizado em São Paulo nos últimos dias trouxe ao Brasil dois dos mais célebres defensores do DI nos Estados Unidos. Stephen C. Meyer, doutor em história e em filosofia da ciência, é um dos criadores do movimento e um de seus mais atuantes portavozes. Autor de três livros, entre os quais o recente Signature in the Cell (Assinatura na Célula, inédito no Brasil), ele afirma que sua missão em terras brasileiras era simples: 'Viemos para suscitar a discussão – nosso trabalho é científico, e não político ou educacional', diz Meyer, um dos membros mais atuantes do Instituto Discovery, centro de pesquisas sem fins lucrativos ligado a setores conservadores da sociedade americana. 'Como eu creio em Deus, acredito que ele é o designer inteligente. Mas existem cientistas ateus que aceitam a teoria de outras formas', completa o pesquisador. [A matéria segue citando o incensado Richard Dawkins, apelando para sua pseudo-autoridade a fim de alfinetar os teóricos do DI. Não precisava ter feito isso. Atitude dispensável...]

"Voltando ao cenário brasileiro [do qual não se deveria ter saído para visitar o ateu e ultradarwinista Dawkins], vale lembrar que o colégio Mackenzie é uma instituição particular, com origens americanas e de cunho religioso desde a sua fundação." [...] [Esse último parágrafo da reportagem foi claramente redigido para induzir o leitor a pensar que a Mackenzie também se trata de uma instituição "fundamentalista" por ter origem norte-americana. Na verdade, a universidade presbiteriana deve ser parabenizada por estar cumprindo o verdadeiro papel da Academia: possibilitar o amplo debate de ideias, o ensino do contraditório e a visão crítica de uma teoria que está longe de ser unanimidade.]

[Como me disse um amigo, com uma reportagem dessas, é de se ficar inclinado a aceitar plenamente a tese de Lakatos de que uma teoria científica aceita consensualmente pela Academia poderá ser criticada e defendida, mas apenas perifericamente, nunca no seu fundamental core. A IstoÉ pegou e destacou as declarações subjetivas de teóricos e proponentes do DI bem como suas implicações ideológicas. Nem parece que o repórter esteve no simpósio; mas, como esteve, podemos concluir que o viés de sua matéria aparentemente já estava planejado. - MB]

FONTE: criacionismo.com.br

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