terça-feira, 29 de setembro de 2009

Origem das Espécies, de Darwin, no lugar onde merece estar


Em alguma livraria nos Estados Unidos, o Origem das Espécies, de Darwin, foi colocado na seção onde merece estar: FICÇÃO!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Submarino-robô inspirado em peixe-elétrico


Os engenheiros da Universidade de Bath, na Inglaterra, parecem decididos a construir um zoológico robótico. Não satisfeitos com seus robôs saltitantes inspirados em esquilos, gafanhotos e até pulgas, eles agora lançaram mais um robô inspirado em peixes, o Gymnobot. Existem várias abordagens para a criação de peixes robotizados, incluindo os robôs verdadeiramente biomiméticos, que se parecem e se movimentam como peixes, até os submarinos robotizados, que pedem emprestada alguma característica dos peixes para otimizar seu funcionamento. A equipe do professor William Megill adotou essa última abordagem. Inspirando-se no peixe-elétrico da Amazônia, os pesquisadores construíram um submarino e substituíram sua hélice por uma barbatana inferior que se movimenta como a barbatana do peixe. Um sistema de virabrequins, semelhantes ao de um motor de automóvel, faz com que a barbatana ondule de forma precisa, movendo o submarino. O conjunto de virabrequins é movimentado por um motor elétrico. O corpo do submarino é feito de uma estrutura rígida. Apenas a barbatana se movimenta.


O objetivo da pesquisa é criar um robô que seja capaz de filmar e coletar dados da vida marinha nas proximidades da costa, onde a profundidade é muito pequena para os submersíveis tradicionais, movidos por hélices, e cheia de obstáculos, exigindo manobras precisas.


“O peixe-elétrico tem uma barbatana central que se movimenta ao longo do seu corpo e cria uma onda na água que permite que ele nade para frente ou para trás com facilidade”, diz o Dr. Megill. “O Gymnobot imita essa barbatana e cria uma onda na água que o movimenta. Essa forma de propulsão é potencialmente muito mais eficiente do que um propulsor convencional e é mais fácil de controlar em águas rasas próximas à costa”, diz ele.




Nota: Mais uma vez cientistas gastam tempo e dinheiro para desenvolver mecanismos inspirados no design inteligente da natureza. E há os que querem que acreditemos que o original – do qual o ser humano copia a eficácia – foi resultado de evolução cega.[MB]

domingo, 27 de setembro de 2009

Profissão: cientista

Colunista desfaz estereótipos e fala sobre atividades, exigências e prazeres da carreira científica
Entre os meses de setembro e novembro, muitos jovens na faixa etária de 17 a 20 anos ficam preocupados e apreensivos, pois durante esse período as principais universidades brasileiras começam a realizar seus vestibulares. Fazer a escolha de uma carreira que poderá marcar toda a vida não é fácil. Entre as carreiras mais disputadas normalmente estão as de medicina, engenharia e direito, devido ao seu prestígio social e à perspectiva de um bom retorno financeiro no futuro. Contudo, alguns poucos jovens, pelos mais diversos motivos, sonham em se tornar algo que não costuma ser muito popular: cientista.


Normalmente, entre as carreiras mais disputadas nos vestibulares estão as de medicina, engenharia e direito, devido ao seu prestígio social e à perspectiva de um bom retorno financeiro no futuro. A profissão de cientista não costuma ser muito popular (foto: Wilson Dias/ABr).

Mas o que é ser um cientista? É possível viver do trabalho na ciência? Quando fazemos essas perguntas (eu mesmo as fiz quando era estudante do ensino fundamental) é difícil encontrar as respostas, principalmente se vivemos em um ambiente com pouco acesso a informações. Normalmente as primeiras que encontramos são: “ser cientista é uma coisa do outro mundo” ou “algo somente para alguns iluminados” ou “uma profissão que não tem futuro”.

Essas respostas, muitas vezes desanimadoras, talvez venham do senso comum sobre o que é ser cientista. O estereótipo construído normalmente remete à figura de uma pessoa distraída, que “tem a cabeça no mundo da Lua”, desligada da realidade, que anda mal vestida, traz os cabelos sempre despenteados, usa óculos com lentes grossas e veste um avental branco e amassado, com o bolso cheio de canetas. Para o gênero feminino, além das características citadas, imagina-se uma mulher feia, muito gorda (ou muito magra), que não se preocupa com a aparência e não tem nenhuma vaidade. Em ambos os casos, a visão sobre o cientista é algumas vezes a do bruxo (ou bruxa), que não deve ser uma pessoa “normal”.

No imaginário popular, o cientista é um solitário que trabalha em um laboratório com muitos objetos estranhos, tubos de ensaio, vidros contendo líquidos coloridos exalando vapores, microscópios etc. Imagina-se que o trabalho dele consiste em misturar líquidos que a qualquer momento podem provocar uma explosão que mandaria o laboratório pelos ares.

Magos e alquimistas

Esse quadro nos remete à descrição que temos do trabalho dos magos e alquimistas da Idade Média. Naquele período, que precedeu o nascimento da química como a conhecemos hoje, havia a tentativa de encontrar meios que levassem à transformação da matéria e à criação de novas substâncias. O exemplo mais famoso era a busca pela pedra filosofal, que permitiria, entre muitas coisas, transformar mercúrio em ouro. Naquela época, somente por meio da magia é que se poderia imaginar a realização de tal feito. Contudo, nos dias atuais, não por meio da pedra filosofal, mas utilizando aceleradores de partículas, é possível realizar essa transmutação, mas isso é feito apenas com alguns átomos.

Detalhe da tela O alquimista, de William Fettes Douglas (1822-1891).


A visão popular do cientista, em particular dos físicos e químicos, talvez tenha sido construída dessa maneira porque a ciência, para o cidadão comum, parece ser misteriosa ou mágica. Contudo, trabalhar com ciência é algo bem diferente da imagem descrita acima. O trabalho de laboratório pode ser o mais diverso. Ele vai desde o convencional, no qual os materiais a serem estudados são produzidos por reações químicas ou físicas e as análises são realizadas pelas mais diversas técnicas, até aquele feito em grandes laboratórios, como síncrotrons ou aceleradores de partículas, ou ainda na própria natureza, como nas florestas e no próprio espaço. Para o astrofísico, por exemplo, o laboratório é todo o universo.


Além disso, nem sempre o cientista trabalha em um laboratório. Ele pode fazer o que se chama de pesquisa teórica, que necessita de computadores, de pesquisa em documentos, da análise de informações obtidas por outros cientistas, entre outros meios. A partir desses estudos pode-se descobrir e explicar muitos dos fenômenos do mundo que nos cerca.


Ao contrário do que muitos pensam, o cientista também não é aquele que sabe tudo. Nos dias de hoje, devido à grande especialização que existe na ciência, é impossível alguém dominar todas as áreas de conhecimento. Por exemplo, um cientista da área de física, embora possa ter uma visão geral desse campo, normalmente trabalha com um tema específico. Um físico especializado em astrofísica não tem conhecimento profundo de física médica, por exemplo.

Longa trajetória

A formação de um cientista é uma longa caminhada e ela nunca tem um fim. O início pode ser ainda quando se é estudante de graduação, ao se fazer uma iniciação científica. Nesse caso, um professor (que seja cientista) propõe ao aluno um pequeno trabalho no qual ele começa a aprender os primeiros passos da pesquisa. Para continuar a formação, após concluir a graduação, normalmente cursa-se um mestrado, com duração de dois anos, e um doutorado, que dura em torno de quatro anos. Após isso, são feitos alguns estágios de pós-doutorado para aprimorar mais os conhecimentos.


A carreira de cientista é uma longa trajetória, que pode ter início ainda na graduação, quando o estudante, ao fazer uma iniciação científica, começa a aprender os primeiros passos da pesquisa (foto: Sergio Guidoux Kalil).

De fato, ser cientista exige muito de quem opta por essa carreira, mas ela é, sem dúvida, uma das mais apaixonantes. Convém lembrar que o cientista é uma pessoa como outra qualquer, tem os mesmos problemas e dificuldades do cidadão comum. Tem que levar as crianças na escola, fazer compras no supermercado, lavar o carro etc.

No Brasil, em particular, o termo cientista é pouco usado para designar os que fazem ciência. É mais comum chamá-los de pesquisador, embora esse termo também se aplique às pessoas que realizam censos e pesquisas de opinião, como as eleitorais.

Para o nosso país, é fundamental existirem pessoas envolvidas na atividade científica, para que não fiquemos muito distantes dos países mais avançados, não somente em termos de tecnologia, mas também de desenvolvimento humano. É mais importante a riqueza que existe na cabeça das pessoas do que a que se encontra embaixo da terra, como petróleo, minerais etc.

A carreira de cientista em um país como o Brasil não tem muito prestígio, pois o retorno financeiro não é proporcional ao nível de especialização exigido para tal. Contudo, o prazer da descoberta e a satisfação de percorrer caminhos ainda não trilhados são os maiores retornos que essa carreira pode proporcionar. Ter a oportunidade de participar da maior aventura humana, que é a descoberta e a compreensão do mundo a nossa volta, é algo que não tem preço.

Adilson de Oliveira Departamento de Física Universidade Federal de São Carlos 17/09/2009

Oppenheimer 'falou e disse': não há lugar para dogma em ciência


"Não deve existir barreiras para a liberdade de pesquisa. Não existe lugar para dogma na ciência. O cientista é livre, e deve ser livre para fazer qualquer pergunta, duvidar qualquer afirmação, procurar por qualquer evidência, e corrigir quaisquer erros."

—J. Robert Oppenheimer, The Open Mind, p. 114 (1955).
(Físico norte-americano)
Foto/picture - Observação importante: O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde!

O dilema dos biólogos e a teleologia






"A teleologia é como uma prostituta para o biólogo: ele não vive sem ela, mas não deseja ser visto com ela em público."


J. B. S. Haldane
(Geneticista e biólogo Britânico)

sábado, 26 de setembro de 2009

Eu não vejo nenhum lobo por perto...


"Incapaz de ver um único lobo, John eventualmente se lembra que os lobos vivem em matilha".
Obs: Pack em inglês significa mochila ou matilha.
(Firmo Neto)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Marina Silva nega que tenha defendido o criacionismo


Num sinal de que vai trabalhar para se desvencilhar da imagem conservadora nas eleições de 2010, a senadora Marina Silva (PV-AC) negou na segunda-feira, 21, que tenha defendido publicamente o criacionismo, propôs a realização de um plebiscito sobre a descriminalização do aborto e afirmou que nunca teve uma posição radicalmente contrária aos transgênicos. Evangélica, Marina é missionária da Assembleia de Deus e acumula em seu currículo batalhas como o combate à Lei de Biossegurança, que regulamentou o uso de transgênicos, e pesquisas com células-tronco no Brasil.

Apesar de desviar sucessivamente do rótulo de candidata na entrevista, Marina falou durante todo o programa como quem está decidida a concorrer em 2010. E reagiu às sucessivas perguntas sobre temas relacionados à sua religiosidade. “Quando eu fazia campanha para o presidente Lula, eu era escalada para tentar desmistificar a ideia de que ele, se ganhasse, seria contra a família, a igreja. Agora, estou tendo de me explicar porque tenho espiritualidade”, queixou-se Marina. “As pessoas terem espiritualidade não significa que sejam obscurantistas.”

Marina se viu em meio à polêmica sobre o criacionismo após participar de um seminário sobre o tema, em 2008. Na ocasião, a então ministra teria dito que é favorável a que a versão bíblica sobre a criação do mundo seja ensinada nas escolas ao lado do evolucionismo de Charles Darwin. Ao participar na segunda do programa Roda Viva, da TV Cultura, Marina afirmou que jamais fez essa defesa e disse ter havido um “equívoco”. “Colocaram esse debate na minha boca”, afirmou.

A senadora disse que foi mal compreendida após ser questionada sobre o fato de escolas adventistas incluírem no currículo o estudo do criacionismo. Ela destacou que, ao falar especificamente dessas instituições, declarou que os jovens poderiam fazer a escolha que julgarem mais sensata. “Eu nunca defendi o criacionismo”, continuou a senadora. “Eu acredito em Deus e que Deus criou todas as coisas. Só isso.” (...)

(Estadão)

Uma droga chamada açúcar


A revista Veja desta semana traz como matéria de capa reportagem sobre os males do açúcar. Leia aqui alguns trechos: "O açúcar começa a ser considerado um vilão da saúde humana, um veneno tão prejudicial que merece ser tratado com o mesmo rigor empregado contra – suprema decadência! – o tabaco. Está mais perto o dia em que um pacote de açúcar trará a inscrição: 'O Ministério da Saúde adverte: este produto é prejudicial à saúde.' O açúcar, em suas várias formas, é o grande promotor da obesidade, mas seus níveis altos no sangue podem ser associados a quase todas as moléstias degenerativas, do ataque cardíaco ao derrame cerebral e ao diabetes. Existem suspeitas científicas sérias de que o açúcar possa até ser uma das causas de alguns tipos de câncer. Na lista, está o câncer de pâncreas, o mesmo que matou o ator Patrick Swayze aos 57 anos na semana passada. Em Harvard, pesquisadores acompanharam 89.000 mulheres e 50.000 homens e descobriram que os refrigerantes podem aumentar o risco de câncer de pâncreas em mulheres, só em mulheres. Antes que os homens se sintam premiados pela natureza, outro estudo, que examinou 1.800 doentes, sugere que uma dieta açucarada pode aumentar o risco de câncer do intestino grosso em homens, só em homens.

"Mas, se o açúcar, como o tabaco, subir ao patíbulo, o refrigerante se tornará o cigarro da vez. Nos Estados Unidos, já há um movimento, incipiente mas sólido, integrado pelos cientistas mais reputados do país, contra o consumo de refrigerante. Os estados de Nova York e do Maine discutiram a possibilidade de cortar seu consumo a golpes de imposto. Em Nova York, o governador David Paterson propôs uma alíquota de 18%, mas recuou depois de perceber a má vontade dos parlamentares e a força do lobby do açúcar, cujo poder é lendário na política americana. Recentemente, um artigo publicado no New England Journal of Medicine causou furor ao defender uma taxa punitiva sobre os refrigerantes. A repercussão se deveu à assertividade do artigo – que sugere tratar o açúcar como se tratou o tabaco – e à identidade de seus autores. Um é Kelly Brownell, renomado epidemiologista da Universidade Yale. O outro é Thomas Frieden, que, trabalhando na prefeitura de Nova York, liderou o combate à gordura trans e fez 300.000 nova-iorquinos largar o cigarro. Agora, Frieden assessora o presidente Barack Obama como cabeça do CDC, órgão que cuida do controle e da prevenção de doenças.

"Fechando o cerco, o professor Walter Willett, uma sumidade acadêmica que chefia o departamento de nutrição da escola de saúde pública de Harvard, lidera o lobby para convencer a indústria a adotar uma fórmula de refrigerante menos prejudicial à saúde. Quer que cada latinha ou garrafa tenha, no máximo, 50 calorias, o equivalente a três colheres de chá de açúcar. Uma lata de refrigerante normalmente tem 150 calorias, o equivalente a dez colheres de chá de açúcar. Um adulto que bebe uma lata com 150 calorias por dia pode chegar ao fim de um ano quase 7 quilos mais gordo. Elegantemente, Willett declarou: 'Quando um adulto se acostuma a comer tudo doce, fica difícil apreciar a doçura suave de uma cenoura ou uma maçã.' No mês passado, outro golpe duríssimo. Pela primeira vez na história, a American Heart Association, a entidade dos cardiologistas, divulgou limites específicos para o consumo de calorias de açúcar. Surpreendentemente, definiu níveis inferiores aos comumente recomendados. As mulheres não devem consumir mais que 100 calorias de açúcar por dia, o que corresponde a pouco mais de seis colheres de chá de açúcar. Para os homens, o limite diário é de 150 calorias, ou dez colheres.

"Os EUA são a barricada mais potente contra o açúcar do refrigerante, mas não a única. A Inglaterra e a França estão proibindo a propaganda de refrigerantes na televisão. No México, onde a obesidade cresce num ritmo assustador, o refrigerante está sendo banido das escolas. Na Alemanha e na Bélgica, a proibição vale até para o comércio nas imediações das escolas. Na Irlanda, celebridades não podem fazer comerciais de refrigerantes dirigidos ao público infantil. O açúcar e a obesidade que dele advêm são um problema em todo o planeta, inclusive no Brasil. Examinando dados relativos a 2005, a Organização Mundial de Saúde estimou que 1,6 bilhão de seres humanos estejam acima do peso e 400 milhões, obesos. (...)

"Obviamente, há diferenças entre o açúcar e o tabaco em termos de agressão ao organismo. A começar pelo fato de que nunca precisamos de tabaco para viver, mas necessitamos de açúcar – embora nos baste o açúcar encontrado naturalmente nas frutas, no leite e no mel, nos legumes e temperos. Do ponto de vista exclusivo do funcionamento metabólico humano, é inteiramente desnecessário o açúcar que se adiciona a alimentos e bebidas, sucos, bolos, balas, doces, pudins, chocolates e a uma infinidade de produtos que nem desconfiamos conter açúcar, como cerveja e massa de tomate. Como tudo o que é desnecessário ao metabolismo, o açúcar em excesso faz mal à saúde. (...)

"Teme-se que, pela primeira vez desde a guerra civil (1861-1865), a expectativa de vida [dos norte-americanos] caia devido às mortes por obesidade. A estatística é tenebrosa: 34,3% dos americanos com 20 anos ou mais estão obesos. Entre as crianças de 6 a 11 anos, que bebem hoje mais refrigerante do que leite, a incidência chega a 17%. No Brasil, a situação é menos grave, mas preocupa (veja a tabela).

"O refrigerante não virou o alvo número 1 do cerco ao açúcar apenas por causa do alto consumo. Há pesquisas mostrando que a ingestão de caloria em forma líquida pode ser mais prejudicial à saúde que a de caloria de alimentos sólidos. Por motivos ainda desconhecidos, a caloria em forma líquida dribla o radar do apetite humano e retarda a sensação de saciedade, o que nos leva a comer mais, e engordar. (...)

"O resultado é uma devastação, porque um mal provoca outro, que por sua vez provoca um terceiro, colocando em movimento um carrossel que pode incluir cárie dentária, hipertensão, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, falência renal, cegueira, doenças nervosas, amputações – e algo como seis a sete anos de vida a menos. (...)"
Nota: Na revista Adventist World, foi publicado há alguns meses um artigo explicando a posição da Igreja Adventista sobre a cafeína. Respondendo à pergunta se a igreja mudou sua posição sobre a cafeína, os autores Allan R. Handysides e Peter N. Landless, ambos do Ministério da Saúde da Associação Geral da IASD, escreveram: "Não, a igreja não mudou sua posição na questão do chá, café e outras bebidas que têm cafeína." Nos regulamentos eclesiásticos-administrativos da Associação Geral da IASD de 2007/2008, p. 293, le-se o seguinte: "É desaconselhado o uso do café, chá e outras bebidas que contêm cafeína e qualquer substância prejudicial." No artigo também são citados os problemas causados por refrigerantes e bebidas energéticas que contêm cafeína, algumas em quantidades iguais e até maiores às do café.

Tempo, fé e fósseis de baleias


O tempo tem sido um assunto importante na maioria das controvérsias relacionadas à fé e à ciência, desde que, no princípio do século 19, foram propostos os primeiros modelos não-bíblicos para a origem da Terra. Geólogos e naturalistas como Hutton, Lyell e outros divisavam longos períodos de tempo em muitas características do registro geológico, incluindo o resfriamento das rochas ígneas, a deposição das camadas sedimentares e a sucessão da flora e da fauna em tempos passados. Darwin e Wallace foram aparentemente bem-sucedidos em conectar as linhagens evolutivas de organismos a longos períodos de tempo, durante os quais a morte do mais fraco e a sobrevivência do mais apto abriram caminho para organismos mais complexos, intrincados e adaptados. Se as alterações (tanto no âmbito biológico como no geológico) ocorreram segundo a velocidade que presenciamos hoje, então a Terra e a vida devem ser muito antigas para que as mudanças acumuladas produzissem novas formas. Esse círculo vicioso é reiterado na breve sentença: “O presente é a chave para o passado.” As longas eras foram apoiadas posteriormente pelo desenvolvimento de técnicas radiométricas, em meados do século 20, que permitiram o cálculo de taxas de desintegração dos elementos instáveis presentes nas rochas ígneas.

Uma imensidade de tempo?

Nas últimas cinco décadas, foram aprimoradas diversas técnicas, as quais resultaram em idades consistentes de centenas de milhares ou milhões de anos. O Carbono 14 (C-14) é amplamente conhecido como levantando idades que vão desde centenas até 50.000 anos, apesar de ser altamente discutida a validade da precisão de datas mais remotas. Séries de elementos instáveis e seus derivados tais como K/Ar (Potássio/Argônio), U/Pb (Urânio/Chumbo) e Rb/Sr (Rubídio/Estrôncio), são comumente utilizadas na datação de rochas mais antigas e seus fósseis.

A datação radiométrica é um problema para quem acredita no relato da Criação segundo Gênesis, porque ela ajusta o relógio para muito antes do tempo registrado nas genealogias de Gênesis 5 e 11, bem como nas declarações de Ellen White, que indicam que a humanidade existe na Terra há cerca de 6.000 anos. De fato, a datação radiométrica é o principal desafio que os criacionistas partidários da posição de uma Terra jovem enfrentam como cientistas, e muitos crêem que a evidência científica é forte o suficiente para desafiar a validade das afirmações bíblicas relativas à Criação e, portanto, escolhem acreditar em modelos alternativos como a criação progressiva ou a evolução teísta.[1] Muitos vão além e questionam a validade das declarações do Novo Testamento sobre a Criação, incluindo as do próprio Jesus, de Paulo e Pedro. Consequentemente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem demonstrado interesse especial em pesquisas bíblicas e científicas que apoiem o relato da Criação e do Dilúvio. Grande número de cientistas e eruditos bíblicos procura desvendar os mistérios do tempo conservados nas rochas e nas genealogias bíblicas, para lançar luz sobre a atual controvérsia entre a ciência e a Bíblia.

Apesar de as datas radiométricas serem comumente aceitas pelos geólogos como confiáveis em toda a coluna geológica das bacias oceânicas e dos continentes, também é verdade que às vezes elas são inconsistentes com outras evidências geológicas e paleontológicas. Os intervalos de tempo obtidos mediante o uso de isótopos instáveis podem ser muito maiores do que o tempo real necessário para a deposição dos leitos sedimentares ou para a formação e preservação dos fósseis. As camadas sedimentares que indicam a rápida deposição de sedimentos e fósseis de tartarugas na Formação Bridger, no Wyoming, EUA, são um exemplo desse fato. Supõe-se que essas tartarugas foram acumuladas e sepultadas ao longo de enormes períodos de tempo, num ambiente lacustre afetado por ocasionais precipitações de cinza vulcânica. Entretanto, pesquisas efetuadas pelo paleontólogo Leonard Brand e outros, da Universidade de Loma Linda, mostraram que mais provavelmente as tartarugas foram soterradas rapidamente por enchentes e cinzas vulcânicas, em curto espaço de tempo.[2]

Tempo para as baleias

Outro exemplo disso é a presença de baleias fósseis em vasas diatomáceas e arenitos da Formação Pisco, no Sul do Peru. Nela foram descobertos milhares de cetáceos fósseis em camadas sedimentares jacentes numa antiga enseada marinha de baixa profundidade, localizada a cerca de 30 quilômetros do litoral. Esses fósseis estão sendo estudados por uma equipe multidisciplinar de geólogos e paleontólogos dos EUA, da Espanha, Peru e Itália, que descobriu múltiplas camadas de bem preservados fósseis de barbatanas de baleias, golfinhos, leões marinhos, tartarugas, pinguins e outras criaturas. Porém, antes de entrarmos em detalhes sobre esses fósseis, precisamos dizer algumas palavras sobre os processos que as baleias de hoje sofrem após a morte.

As baleias são mamíferos marinhos que respiram e nadam ativamente, e possuem alto conteúdo de gordura. Quando uma baleia morre, seu corpo pode afundar imediatamente (no caso de espécies detentoras de menor teor gorduroso) ou flutuar durante certo tempo (espécies com alto teor gorduroso), submergindo depois até o solo oceânico. Logo após sua morte, inicia-se a decomposição bacteriana e a ação dos necrófagos na carcaça, removendo a carne e a gordura até que os ossos fiquem expostos. Esses processos podem prolongar-se por vários meses, dependendo do tamanho da baleia e de seu volume de gordura. Uma característica particular de muitas baleias é que os seus ossos são ricos em gordura (o que ajuda na flutuabilidade do cetáceo), e que essa gordura (também chamada de graxa) ainda permanece como fonte alimentar por muito tempo após a carne ter sido removida dos ossos. Observações atuais de esqueletos de baleias existentes no solo oceânico mostram que eles são colonizados por abundante e diversificada comunidade de invertebrados incrustados, como mariscos, caramujos, vermes, crustáceos, que se fixam sobre os ossos e também no solo oceânico adjacente. Eles escavam os sedimentos do solo em busca de nutrientes que vazaram da carcaça degradada, e perfuram os ossos para se alimentarem da gordura. Acredita-se que esses esqueletos submersos podem abrigar durante muitos anos grande comunidade de pequenos invertebrados marinhos.[3] Os ossos dessas baleias usualmente encontram-se corroídos, desarticulados e, às vezes, deslocados pela ação de correntes marinhas ou de necrófagos. Se o esqueleto for arrastado para a praia, é provável que os ossos sejam bastante dispersos pela ação das ondas e das tempestades.

Em comparação com os exemplos atuais, o que vemos nas baleias fósseis da Formação Pisco é um quadro totalmente diferente, embora com algumas similaridades. Alguns esqueletos aparecem parcial ou totalmente desarticulados, como acontece com os modernos espécimes, mas os ossos se apresentam associados e agrupados, indicando ter ocorrido pequena perturbação no arcabouço ósseo após o soterramento. Os esqueletos, em grande número, encontram-se inteiramente articulados, com os ossos na posição que tinham quando em vida. Essa característica indica claramente um rápido sepultamento. Caso os sedimentos tivessem sido depositados no solo oceânico de águas rasas (profundidades menores que 100 metros) durante muitos anos, moluscos, crustáceos e vermes em quantidade teriam perfurado os ossos na tentativa de se alimentarem da gordura interna. As correntes marítimas também poderiam ter movido alguns ossos. Em vez disso, a preservação dos ossos é excelente, sem quaisquer evidências de danos causados por correntes marinhas, perfuração ou necrofagia por invertebrados. Além do mais, não existem evidências de quaisquer invertebrados sepultados junto com os ossos das baleias. Parece não ter havido tempo para que os invertebrados colonizassem os ossos frescos e deixassem neles suas marcas.

Ainda mais impressionante é a preservação das barbatanas (o dispositivo de filtragem) e, em alguns casos, a mineralização da medula espinhal, pois ambas são tecidos moles que tendem a se destacar e degradar muito mais rapidamente que os ossos. As barbatanas são constituídas de queratina (o mesmo tipo de proteína insolúvel que compõe o cabelo humano e suas unhas), e não se enraízam nas mandíbulas da baleia, estando apenas aderidas a elas através da gengiva. Sabe-se mediante as observações atuais que as barbatanas se destacam da mandíbula superior em questão de poucas horas ou dias após a morte, tornando extremamente improvável a preservação do esqueleto juntamente com o dispositivo de filtragem, a não ser que ocorra sedimentação muito rápida. Surpreendentemente, numerosas baleias fósseis foram encontradas na Formação Pisco, com suas barbatanas preservadas e muitas delas conservando o dispositivo de filtragem na posição que tinham em vida. Essas características das baleias fósseis sugerem sepultamento e fossilização rápidos.

Várias outras linhas de evidências sugerem que as taxas de sedimentação na Formação Pisco foram muito maiores do que as observadas em qualquer local nos tempos atuais, e consideravelmente maiores do que as inferidas a partir da datação radiométrica disponível para aquele local.[4] As datações radiométricas obtidas com isótopos K-Ar indicam um intervalo entre 10 e 12 milhões de anos para a sedimentação dos depósitos que contêm baleias, as quais apresentam espessura de até 1.000 metros.[5] Calculando-se 10 milhões de anos para a deposição de uma sequência total de 500 metros de espessura, seriam necessários 20.000 anos para acumular um metro de espessura de sedimentos sobre o piso oceânico local. Estudos efetuados em vários ambientes oceânicos indicam que as atuais taxas de deposição de sedimentos similares aos da Formação Pisco se situam no intervalo entre 2 a 260 centímetros para cada 1.000 anos (com médias entre 15 a 50cm/1.000 anos, e 2 a 16 cm/1.000 anos para a plataforma marinha peruana), que estão acima da ordem de grandeza apurada pelas medições mediante radiometria.

Portanto, mesmo com uma taxa média anual de sedimentação de 40cm/1.000 anos, levaria um milênio para soterrar completamente um compacto esqueleto de baleia com 40 cm de altura, e evitar qualquer desarticulação ou deterioração óssea originada da ação de correntes marinhas, necrófagos ou reações químicas. Não parece razoável pensar que um grande esqueleto pudesse repousar num piso oceânico de águas rasas durante tantos séculos, sem ter sido perturbado por agentes físicos e biológicos causadores de desarticulação, perfuração e remoção dos ossos. Mesmo que os ossos e a barbatana tivessem sofrido mineralização rápida após a morte do animal, é improvável que sua carcaça durasse tanto tempo sem qualquer deterioração, e a barbatana se conservasse na posição que tinha quando o animal vivia.

A implicação dos valores das taxas de deposição de sedimentos finos sobre o leito oceânico é dupla. Por um lado, a excelente preservação das baleias fósseis indica que, na Bacia Pisco, os sedimentos acumularam-se muito mais rapidamente no passado do que no presente, sob características geológicas semelhantes (como as águas rasas oceânicas ao longo da costa peruana, que é um bom exemplo dessa espécie de ambiente sedimentar). Certamente os sedimentos contendo fósseis de baleias devem ter sido depositados muito rapidamente. Quanto mais esse tipo de evidência se acumula, maior o questionamento da datação radiométrica, pois não existe suficiente atividade sedimentar para preencher um período de tempo tão extenso.

Por outro lado, a existência desses fósseis bem preservados traz à luz as sérias deficiências da hipótese comumente aceita pelos geólogos evolucionistas, de que “o presente é a chave para o passado”. Se, como vimos com as baleias atuais, a taxa com que ocorrem os processos hoje (isto é, a sedimentação e o sepultamento em oceanos e lagos) não explica satisfatoriamente a fato dos fósseis excelentemente preservados, temos de concluir que, de algum modo, o passado deve ter sido muito diferente.

Mais pesquisas e estudos são necessários para averiguar por que os métodos de datação radiométrica indicam idades muito antigas, em oposição às rápidas mudanças catastróficas inferidas das muitas características paleontológicas. A geologia evolucionista atual explica o registro fóssil como resultado de processos e mudanças lentas ocorrendo ao longo de extensos períodos de tempo. Entretanto, um crescente número de formações rochosas e ocorrências de fósseis anteriormente explicadas em conformidade com essa estrutura conceitual evolucionista deve ser reinterpretada como resultado de processos rápidos e até catastróficos, operantes numa escala de tempo diferente.

As coisas podem ter sido diferentes no passado.

(Raúl Esperante, Ph.D. pela Loma Linda University, é paleontólogo do Geoscience Research Institute, em Loma Linda, Califórnia, EUA)

Referências:

1. Esses dois modelos são, de fato, similares em suas pressuposições. Enquanto os evolucionistas teístas acreditam que Deus criou as primeiras moléculas orgânicas, as células, ou os organismos simples, deixando-os evoluir naturalmente para se tornarem seres mais complexos, os criacionistas progressivos sugerem que Deus esteve ativo criando novas formas de vida através dessa longa trajetória evolutiva.

2. Leonard R. Brand, 2003. Personal communication.

3. P. A. Allison, C. R. Smith, H. Kukert, J. W. Deming, e B. A. Bennett, “Deep-water Taphonomy of Vertebrate Carcasses: A Whale Skeleton in the Bathyal Santa Catalina Basin”, Paleobiology 17 (1991), p. 78, 89.

4. L. R. Brand, R. Esperante, C. Carvajal, A. Chadwick, O. Poma e M. Alomia, “Fossil Whale Preservation Implies High Diatom Accumulation Rate, Miocene/Pliocene Pisco Formation, Peru”, Geology 32 (2004) 2:165-168.

5. R. B. Dunbar, R. C. Marty, e P. A. Baker, “Cenozoic Marine Sedimentation in the Sechura and Pisco Basins, Peru”, Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology 77 (1990), p. 235-261.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Novo fóssil altera teorias sobre dinossauros


A descoberta de um novo dinossauro na região nordeste da China surpreendeu paleontólogos ao indicar que é preciso reavaliar as atuais teorias sobre a evolução dos grandes predadores pré-históricos. O dinossauro, que é uma miniatura do tiranossauro rex, foi batizado de raptorex (rapto é o termo comumente usado para pequenos dinossauros e rex significa "rei"). O raptorex, apesar de ter vivido há cerca de 125 milhões de anos [sic], e aproximadamente 60 milhões de anos antes do tiranossauro rex, já apresentava as principais características do maior e mais conhecido dinossauro. Isso contradiz as teorias de que as características físicas do tiranossauro rex, como cabeça desproporcionalmente grande em relação ao torso, braços pequenos e pés longilíneos eram resultado do processo evolutivo e de crescimento da espécie.

Todas essas características estão presentes no raptorex, apesar de este ser uma miniatura do seu gigantesco descendente. Até mesmo o cérebro do raptorex exibe bulbos olfatórios grandes, indicando um olfato altamente desenvolvido, assim como o do tiranossauro rex.

"É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria", diz Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor do estudo sobre o raptorex.

Os paleontólogos dizem que um raptorex adulto não passava de 3 metros de altura e 60 quilos. Vivia em uma região de lagos perto da Mongólia e se alimentava de pequenos dinossauros, pássaros e tartarugas.

Os braços curtos eram secundários na caça e permitiam que o raptorex corresse com mais agilidade para atacar sua presa. "Em um animal tão veloz e com cabeça tão grande, algo tem de ser sacrificado e, neste caso, assim como no caso do tiranossauro rex, os braços foram colocados em segundo plano", afirma Stephen Brusatte, co-autor do estudo e paleontólogo do Museu Americano de História Natural.

"Todas essas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso", diz Sereno. Segundo os autores do estudo, mesmo os braços diminutos do tiranossauro rex não eram inúteis nem apenas vestígios do processo evolutivo, mas faziam parte de um modelo especialmente desenvolvido para capturar e liquidar outros animais. Há três anos, o esqueleto, em condições quase que perfeitas, foi comprado no mercado negro por Henry Kriegstein, um colecionador de fósseis, e encaminhado a Sereno. O paleontólogo concordou em estudar o espécime desde que este fosse, depois disso, devolvido à China.

"Foi uma descoberta completamente inesperada. O que sabíamos sobre a evolução dos dinossauros era simplista ou mesmo errado", afirma Brusatte.

(Terra)

Nota: É mais uma descoberta que muda tudo o que era "fato". Se a explicação anterior era simplista ou mesmo errada, por que não dizem isso nas reportagens e nos livros sobre o assunto? Pelo jeito, a "história evolutiva" dos seres vivos (especialmente dos dinos) está longe de ser bem contada.[MB]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os dinossauros - eles surgiram e desapareceram

Neste final de semana, li dois pequenos livros sobre dinossauro na visão criacionista: “Como surgiram os dinossauros e por que eles desapareceram”, de Elaine Graham-Kennedy e “Os dinossauros – quando surgiram e por que desapareceram”, de Ruth Wheeler e Haroed G. Coffin. Ambos da editora Casa Publicadora Brasileira. Mesmo sendo de classificação Juvenil, pude notar que esses livros são ótimas fontes de informações para qualquer leitor que queira saber mais da verdade a respeito dos dinossauros.

A Dr. Elaine, por ser uma geóloga, retrata o contexto com mais técnica, enriquece as suas páginas com muitas fotografias, desenhos gráficos, inclusive, adiciona fotos de sua própria pesquisa sobre ovos de dinossauros. Nos seis primeiros capítulos, ela explica como são identificados, classificados e como se alimentavam cada espécie de animais com teses científicas extraídas somente de seus ossos e fósseis. Nos capítulos seguintes, a autora expõe mapas da distribuição mundial dos dinossauros em todas as partes do planeta conforme as suas espécies, supostamente vividas naquelas localidades. Nas páginas finais, Dr. Elaine explica, dentro da teoria do design inteligente, a maneira como foram extintos os animais. No último capitulo, ela conta um testemunho de como tomou a decisão de ser uma cientista criacionista.

Não muito diferente do livro da geóloga, os autores Ruth e Haroed desvendam também o mistério da vida e da morte dos dinossauros, usando como principal fonte os contextos históricos bíblicos. No livro, os autores explicam como foi a história da paleontologia, descreve a forma como foram descobertas os primeiros fósseis no mundo e o interesse do homem para desvendar mais fósseis espalhados ao redor do mundo. No entanto, a parte mais interessante do livro, talvez seja a explicação da morte dos gigantes animais que, segundo os autores, aconteceu em uma catástrofe universal (o dilúvio), assim como é relatado na Bíblia em um prisma bem diferente do convencional, explicado nas salas de aula.

Conclusão: vale a pena ler! Se você também deseja saber mais a respeito dos dinossauros, está aí uma dica. Em minha opinião, estes são os melhores livros criacionistas sobre dinossauros traduzidos em português que já li até hoje.

(Firmo Neto)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Fósseis do Cambriano: um dilema para o darwinismo

Há exatamente cem anos, o principal paleontólogo americano Charles Doolittle Walcott estava caminhando ao longo de Burgess Pass, nas Montanhas Rochosas canadenses, quando encontrou uma placa de folhelho que contém crustáceos fósseis. O interesse de Walcott foi despertado e ele voltou ao Folhelho Burgess nos anos seguintes, onde finalmente recolheu dezenas de milhares de fósseis. Muitos deles estavam extraordinariamente bem preservados, e eram enigmáticos. Incluíram formas estranhas como Anomalocaris, Opabinia, Wiwaxia e Hallucigenia. Esses fósseis revelaram um mistério: como qualquer outra fauna cambriana, esses estranhos fósseis invertebrados apareceram no registro fóssil subitamente, sem precursores evolucionários.

O próprio Darwin estava ciente desse problema em sua época, escrevendo que a falta de evidências fósseis para a evolução dos trilobitas cambrianos “permanece inexplicável, e pode ser verdadeiramente um argumento válido contra as opiniões aqui defendidas”. Quase 150 anos depois que Darwin escreveu essas palavras, livros de biologia continuam a advertir: “A maioria dos filos de animais que estão representados nos registros fósseis aparece primeiro, ‘plenamente formados’, no Período Cambriano.” De fato, o surgimento extraordinário de animais na explosão Cambriana é retratado em um artigo recente da Nature, em comemoração ao 100º aniversário da descoberta de Walcott, afirmando que “praticamente todos os grupos de animais vivos hoje estavam presentes nos mares do Cambriano”.

Os mares do Cambriano estão sendo agora trazidos “à vida” em um novo vídeo da Illustra Media chamado “O Dilema de Darwin: O Mistério do Registro Fóssil Cambriano”, programado para ser lançado no próximo mês. Com uma animação impressionante e efeitos gráficos que estamos acostumados a ver na Illustra, o filme conta a história da descoberta do Folhelho Burgess por Walcott, assim como a beleza e importância científica dos fósseis que ele encontrou. Também narra as tentativas de paleontólogos para explicar o abrupto aparecimento de grandes grupos de animais na explosão cambriana e apresenta a opinião dos cientistas que acreditam que a melhor explicação para a explosão bioinformacional gravada em rochas do Cambriano é fruto de um projeto inteligente.

Teremos mais informações sobre este filme nas próximas semanas, mas é uma boa hora para recordar a importante descoberta de Walcott há 100 anos atrás e o desafio que trouxe ao pensamento darwinista.

(Evolution News & Views)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Entra no ar a primeira Rádio 100% Saúde

Desde o dia 10 de agosto, está no ar a Rádio Faz Bem. Músicas em francês, italiano, espanhol, inglês, português e instrumentais intercaladas por programas de saúde,de curta duração, que são veiculados a cada quinze minutos. A "primeira rádio 100% saúde" foi idealizada para ser ouvida em consultórios. A programação tem sido considerada por internautas de diversos países, como sendo de alto padrão. Em um formato inovador, o conteúdo é apresentado por profissionais de saúde e de comunicação.

A 'Rádio Faz Bem' nasce no exato momento em que o mundo adoece e sofre com a gripe suina (H1N1), trasmitida de pessoa a pessoa. O novo canal de comunicação pode ser ouvido em qualquer parte do mundo que tenha uma conexão de internete. O ouvinte escolhe como deseja receber o s om clicando nas opções de qualidade: Normal - 32K, Média - 56K, e Alta - 80 Kbps ( Kilobit Por Segundo ). O servidor da Rádio Faz Bem, que é europeu, dá a emissora as condições necessárias para transmissões AO VIVO, em áudio e vídeo, em estúdio fixo ou móvel.

A 'Rádio Faz Bem' nasce no exato momento em que o mundo adoece e sofre com a gripe suina (H1N1), trasmitida de pessoa a pessoa. O novo canal de comunicação pode ser ouvido em qualquer parte do mundo que tenha uma conexão de internete. O ouvinte escolhe como deseja receber o s om clicando nas opções de qualidade: Normal - 32K, Média - 56K, e Alta - 80 Kbps ( Kilobit Por Segundo ). O servidor da Rádio Faz Bem, que é europeu, dá a emissora as condições necessárias para transmissões AO VIVO, em áudio e vídeo, em estúdio fixo ou móvel.

Se desejar usar um linque para o internauta ouvir sem sair dos seus canais de comunicação:

mms://193.164.132.54:8001/fazbem
para ouvir em 32 Kbps - Qualidade Normal

mms://193.164.132.54:8001/fazbem2
para ouvir em 56 Kbps - Qualidade Média

mms://193.164.132.54:8001/fazbem3
para ouvir em 80 Kbps - Qualidade Alta

Fonte: Divulgação

Nota: O blog Ciência e Fé é parceiro dessa iniciativa. [FN]

domingo, 6 de setembro de 2009

O Blog Ciência e Fé 'elaborando' o upgrade Darwin 3.0

O Blog Ciência e Fé diante das dificuldades epistêmicas em elaborar o upgrade Darwin 3.0, oops, a Síntese Evolutiva Ampliada, a nova teoria geral que deve priorizar outros mecanismos evolutivos e relegar a seleção natural em segundo plano. Como Darwin em 1859...

Gente, pensar nos artigos, pesquisas e dissertações de mestrado e teses de doutorado feitas em cima do neodarwinismo como referencial teórico...

Devem ser revogadas? Os diplomas também???
Nota: Até a divulgação da Síntese Evolutiva Ampliada que será no ano de 2010, este blog estará postando paulatinamente algo sobre esta 'tese'. Veja o que já publicamos sobre este assunto em edições anteriores clicando em marcadores - evolucionismo, logo abaixo e ao lado direito. [FN]

USP: Entre as trinta melhores universidades do mundo

USP é eleita a 38ª melhor universidade do mundo
2/9/2009


Agência FAPESP – A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 100 melhores universidades do mundo. A USP ocupa, atualmente, o 38º lugar entre as 100 melhores universidades do mundo, segundo o ranking Webometrics Ranking Web of World Universities, elaborado pelo Ministério da Educação da Espanha.Os resultados, divulgados no final de julho, referem-se ao ano de 2009. A classificação da USP corresponde a um avanço de 49 posições, se comparado com a última edição anunciada em janeiro de 2008. Além disso, a USP é a primeira na América Latina e no país.


Fonte: Arquivo Jorge Murata - Jornal da USP

O ranking existe desde 2004 e é publicado duas vezes ao ano, em janeiro e julho. O Webometrics classifica 6 mil instituições no plano mundial, dentre 17 mil avaliadas. Entre os critérios estão incluídos indicadores de pesquisa e de qualidade de estudantes e docentes, além da visibilidade e o desempenho global da instituição.

Universidades dos Estados Unidos dominam o topo da lista, ocupando as 21 primeiras posições no Webometrics. As três primeiras são, pela ordem, Instituto de Tecnologia de Massachusetts e as universidades de Harvard e Stanford. No Brasil, a USP é a primeira, seguida da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Também faz parte dessa classificação o Ranking of World Repositories Top 300 Institutions, que atribui notas às instituições por meio das bibliotecas digitais de dissertações e teses. Neste ranking, a USP ocupa o 57º lugar, o que significa um crescimento de 29 posições em relação a 2008.

Já na edição 2009 do Performance Ranking of Scientific Paper for World Universities, do Higher Education Evaluation & Accreditation Council of Taiwan, a USP ficou no 78º lugar, subindo 22 posições em relação a 2008. O ranking avalia a pesquisa desenvolvida, levando em conta critérios de produtividade, impacto e excelência na investigação científica.

Mais informações: ranking.heeact.edu.tw/en-us/2009/Page/Methodology / www.webometrics.info

Nota: Parabéns para USP, Unicamp e UFSC pela ótima colocação no ranking das melhores universidades do mundo. Sonho de qualquer estudante graduar-se em uma destas instituições. [FN]

sábado, 5 de setembro de 2009

A carne como alimento

A frase de uma campanha publicitária contra as matanças de animais para o consumo humano chamou muita atenção de amigos quando expus abertamente no meu Messenger a seguinte citação: “o que tem olhos, pessoas Inteligentes não comem.” Diante da repercussão que houve, resolvi esclarecer aqui algumas razões inteligentes de abstermos a proteína animal como nosso principal alimento e apresento também dois fatos curiosos sobre este assunto. Confira a seguir o resultado de minha pesquisa!

No princípio

O regime alimentar indicado ao homem não compreendia alimento de origem animal. A Bíblia nos diz que quando o homem saiu das mãos do Criador, Deus lhe indicou como alimento os cereais e as frutas, naturalmente incluídas as oleaginosas e após o pecado, acrescentou-lhe as hortaliças (Gêneses 3: 18). E, parece evidente aí, que se incluíam as ervas leguminosas, devido ao desgaste físico mencionado no versículo 18. Esta deve ser a mais importante das razões por que não devemos comer carne – foi regime prescrito para o homem por uma Inteligência que bem conhecia o organismo humano, e sabia o que lhe era melhor. Não foi senão depois do dilúvio, quando todo o verde na Terra havia sido destruído, que o homem recebeu permissão para comer carne (Gênesis. 9: 3 e 4).

Escolhendo a comida do homem, no Éden, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha feita para Israel, ensinou Ele a mesma lição. Tirou os israelitas do Egito, e empreendeu educá-los, a fim de serem um povo para Sua possessão própria. Desejava, por intermédio deles, abençoar e ensinar o mundo inteiro. Proveu-lhes o alimento mais adaptado ao Seu desígnio; não carne, mas o maná, “o pão do céu”. João 6:32. Foi unicamente devido a seu descontentamento e murmuração em torno das panelas de carne no Egito que lhes foi concedido alimento cárneo, e isso apenas por pouco tempo. Seu uso trouxe doenças e mortes a milhares. Apesar disso, um regime sem carne não foi nunca aceito de coração. Continuou a ser causa de descontentamento e murmuração, franca ou secreta.

Quando se estabeleceram em Canaã, foi permitido aos israelitas o uso de alimento animal, mas com restrições cuidadosas, que tendiam a diminuir o mal. O uso da carne de porco era proibido, bem como de outros animais, aves e peixes cuja carne foi declarada imunda. Das carnes permitidas, era estritamente proibido comer a gordura e o sangue. Só se podia usar como alimento animais em boas condições. Nenhum animal despedaçado, que morrera naturalmente, ou do qual o sangue não havia sido cuidadosamente tirado, podia servir de alimento (Levítico: 11).

Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grande prejuízo. Desejaram um regime cárneo, e colheram os resultados. Não atingiram o ideal divino quanto ao seu caráter, nem cumpriram os desígnios de Deus. O Senhor “satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma”. Sal. 106:15. Estimaram o terreno acima do espiritual, e a sagrada preeminência que Deus tinha o propósito de lhes dar, não conseguiram eles obter.

Na idade Média

“Diga o que tu comes e eu te direi quem tu és.” Esta paráfrase é uma expressão utilizada por historiadores para se referir à alimentação da sociedade na Idade Média. A alimentação era uma questão social, marcada pelas diferenças entre as classes, especialmente no século nove. A hierarquia da sociedade naquela época era rígida, enquanto os nobres tinham a sua disposição uma grande variedade de carnes, os camponeses viviam à base de legumes e frutas.

De acordo com as regras da época, os produtos do solo eram reservados aos camponeses, que correspondia cerca de 90 por cento da população. Seus alimentos eram as leguminosas, os legumes e os cereais – com exceção do trigo - um luxo reservado para as mesas dos ricos. Já as carnes, associada à idéia de força e poder, eram praticamente exclusivas das classes dominantes. Além das carnes, a dieta da nobreza incluía ovos e queijos diversos. Já os legumes e frutas eram vistos com profundo desprezo.

Diante das orgias alimentares da nobreza, pode parecer que os servos tinham uma vida miserável. Em matéria de comida, pelo menos, não era bem assim. Um estudo da Universidade Estadual de Ohio, Estados Unidos, verificou que os habitantes do norte da Europa que viveram durante a alta idade média (entre os séculos 5 a 10) tinham em média, 1,73 metros de altura. Ou seja: eram quase tão altos quanto os seus descendentes de hoje – o que indica que sua dieta permitia bom desenvolvimento corporal. “Os pobres da idade Média tinham uma alimentação muito melhor do que supúnhamos, pois era bem balanceado à base de legumes, frutas e peixes”, explica o medievalista Ricardo da Costa, professor da Universidade Federal do Espírito Santo.

Doenças relacionadas à carne

Há mais de um século, Ellen White disse que chegaria o momento em que teríamos que abandonar a dieta cárnea. Será que esse tempo já chegou? O Dr. Fh. Allison citou um dia a seguinte frase: “Se não fosse o hábito de comer carne, nós médicos muito teríamos que fazer”. Pesquisas revelaram que 60% das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem no manejo inapropriado em animais.

Em 23 de maio de 2003 pesquisadores da Universidade de Hong Kong, divulgaram que o vírus da SARS (Síndrome Respiratório Aguda Grave) nasceu no chão imundo dos mercados chineses e que pode ter chegado ao seres humanos pelo consumo da carne de um mamífero – a Viveta (parece com o gato e pesa 20 Kg). Outra doença, da vaca louca (encefalopatia), surgiu no Reino Unido, em 1986 e disseminou parar outros países da comunidade européia, devido a reciclagem, sem controle, de carnes, ossos, sangue e vísceras usados na fabricação de ração animal. Em 1995, um inglês de 19 anos foi à primeira vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob cuja origem foi atribuída à ingestão de carnes contaminadas. Nestes últimos meses, ouvimos diariamente nos noticiários de vírus mutantes (H1N1) saltarem do sangue de aves e de suínos para os seres humanos sem defesas naturais, causando mortes de muitas pessoas. Veja em seguida os cinco principais manejos inadequados que selecionei:

() Animais doentes são levados aos mercados e abatidos. () Em alguns dos processos de engorda para venda produzem enfermidades. () Excluídos da luz e do ar puro, respirando a atmosfera de imundos estábulos, engordando talvez com alimentos deteriorados. () Os animais são muitas vezes transportados (aglomerados em carros sujos) a longas distâncias por muitas horas e sujeitos a grandes sofrimentos com a falta de alimento e de água, causando um grande estresse. () Os peixes, em muitos lugares, ficam tão contaminados com a sujeira de que se nutre (principalmente os que ficam em contatos com esgotos).

Desde modo, o consumo de carnes e peixes é um fator de riscos para muitas doenças. Quem deseja ter uma vida conscientemente saudável, deveria deixar de consumir estes produtos. A decisão de comer carne é deixada a cada pessoa; porém deveríamos ter clareza em relação às conseqüências. Mostrarei as principais doenças causadas pelo consumo da carne:

() Carne favorece diabetes – Um alto consumo de ácido graxo saturado pode levar a uma resistência à insulina e favorece o surgimento de diabetes melitus. Geralmente produtos animais contem muitos ácidos graxos saturados. () Carne causa obesidade – Ácidos graxos saturados favorecem o desenvolvimento de obesidade. Obesidade é tida como fator de risco para doenças do coração, ataque cardíaco, derrames e distúrbios na circulação sanguínea. () Carne danifica os ossos - Produtos de carne contêm em média mais fósforo do que cálcio. Uma relação mais elevada de fósforo/cálcio resulta numa liberação de mais elevada de cálcio nos ossos. Como mostraram alguns estudos existe uma conexão próxima entre um alto consumo de fosfato na alimentação e um alto risco de osteoporose e quebra de ossos. () Carne e câncer – O instituto NH (National Institute of Health), o maior instituto de pesquisas medicinais do mundo determinou no ano de 2001 um alto risco de câncer quando se consome carne vermelha. Os países Argentina e Uruguai são uns dos maiores consumidores de carne bovina do mundo e ao mesmo tempo pertence aos países com maior número de câncer de peito e intestino. A partir de um estudo da Universidade de Minesota publicado em Setembro de 2002 mostra-se que o consumo de carne vermelha grelhada promove o desenvolvimento de câncer no pâncreas. () Carne promove inflamação e dor – produtos animais contem muito ácido araquídico a partir do qual formam-se substâncias inflamatórias. Estas substâncias podem acarretar o desenvolvimento de neurodermatite, inflamação do intestino delgado e grosso, asma, artrites e reumatismo. () Carne favorece enfarte e arteriosclerose – Ingerir demasiadamente ferro, o que acontece ao consumir muita carne vermelha, é uma fonte perigosa de radicais livres, que danificam os vasos sanguíneos. O risco de enfartes aumenta principalmente nos homens. () Carne promove depressão - carne tem um efeito negativo sobre a psique. Num estudo feito no ano de 1998 mostrou-se um surgimento mais elevado de medo e depressões nas pessoas que comem carne em comparação aos vegetarianos.

A ecologia contra a carne

Sabia-se que abusar da carne não era saudável. Agora, alem disso, não é verde. Uma campanha na Espanha propõe um dia vegetariano por semana para frear o emissor de CO2: o gado. Eles querem reduzir o consumo de carne nos países ricos. Menos consumo de carne implicaria em menos rebanhos e menos emissões.

O gado está na ponta mira dos ecologistas não apenas do CO2 que emite através de seu sistema digestivo metano através de arrotos e flatulências, mas também do estrume que produz óxido nitroso, com um potencial de 296 vezes maior de aquecimento global que o CO2. E, pelo outro motivo, é porque para a sua alimentação são desmatadas grandes extensões de florestas para convertê-las em pastos ou produzir forragens para alimentar o gado. “Extensões cada vez maiores de terra são destinadas ao cultivo da soja, com a finalidade de utilizá-la como proteína para as rações, sobretudo na Argentina e no Brasil”, explica Miguel Ángel Soto, especialista em desmatamento do Greenpeace Espanha. “90% da soja produzida na América Latina é destinada à alimentação animal nos países ricos. Um filé que se come na Espanha, por exemplo, muito provavelmente terá vindo de um boi europeu alimentado com produtos brasileiros, plantados em terras onde antes havia árvores e florestas”, explica Lasse Bruun, porta voz da ONG Compassion in World Farming.

Criação de Gado x Poluição do Meio Ambiente

(1) Esterco e estrume líquido – Na produção de 1 kg de carne suína surgem mais ou menos 15 kg de estrume líquido – na Alemanha, por exemplo, são 66 milhões de toneladas por ano. O nitrato aí contido polui os lençóis de água. As emissões de amoníaco do esterco e estrume líquido contribuem ao surgimento da chuva ácida e à morte das florestas. (2) Efeito estufa – A produção de carne libera grandes quantidades de CO2 principalmente através da queima da floresta tropical para McDonald’s e Co. Além disto, o gado produz mundialmente, a cada ano, 100 milhões de toneladas de metano – 20% da emissão total deste combustível altamente venenoso. (3) Floresta Tropical – A cada dois segundos destrói-se uma região da floresta do tamanho de um campo de futebol – na grande maioria para o plantio de pastos. 5 metros quadrados de floresta tropical são cortados para um hambúrguer. As conseqüências desta destruição para os ciclos de água e o ciclo climático da terra ainda não se pode calcular. (4) Erosão do solo – A porcentagem de erosão do solo causada pela produção de carne e leite é de 85% - são no total 24 bilhões de toneladas todos os anos. (5) Matéria prima – Um terço de toda matéria prima é consumida na criação de extensiva de animais: alimentos vegetais, combustíveis fósseis, madeira e minerais. (6) Água potável – 50% de todo o gasto de água potável vai à conta da criação extensiva de animais. Para a produção de 1 Kg de carne é utilizado em média 100 vezes mais água do que na produção de 1 Kg de cereal ou legume.

Fome mundial

“O gado dos ricos come o pão dos pobres.” Já foi constatado que comer carne causa um sofrimento global. Segundo pesquisadores, se reduzíssemos em pequenas porcentagens o consumo de carne nos países ricos daria para alimentar toda a população do planeta. Confira a pesquisa:

(1) 20 bilhões de animais para o “abate” vivem no nosso planeta. O que eles comem? 40% da colheita mundial de cereais vão para a criação extensiva de animais nos países industriais. (2) Para “produzir” 1 Kg de carne bovina necessita-se de 9 Kg de cereais. (3) Os países pobres em parte são obrigados a vender alimento vegetal de alta qualidade e necessário para a alimentação humana como ração para animais. 60% da ração em criações de confinamento (cereais, soja, amendoim...) são importados dos países em desenvolvimento. (4) Para a produção de 200g de bife são alimentados até 2 Kg de cereais. 2 Kg de cereais satisfariam a fome de mais ou menos oito crianças. 40.000 crianças morrem de fome diariamente! (5) 50 milhões de pessoas morrem de fome anualmente! Se os países industriais reduzissem seu consumo de carne somente 10% então 100 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas adicionalmente. Ninguém precisaria morrer de fome.

Substituição para uma proteína vegetal

Como sabemos agora, a alimentação onívora, que inclui a carne, foi uma adaptação que o ser humano fez e hoje traz sérios problemas para o planeta e a saúde humana. Muitas pessoas não acreditam viver sem a proteína animal. No entanto, esta ignorância acabava saindo cara. Fontes vegetais de proteínas não são conhecidas como tais e as pessoas perdem dinheiro e saúde consumindo carne.

O risco da falta de proteína tem sido utilizado pelos defensores da carne contra o vegetarianismo. Na verdade, as proteínas são constituídas por aminoácidos em proporções diferentes. Os vegetais também contêm os aminoácidos em quantidades diversas, que se completam. Basta que haja leguminosas e cereais para a necessidade protéica do ser humano seja satisfatoriamente atendida por alimentos vegetais. Além disso, a proteína vegetal vem acompanhada de outros nutrientes, como vitaminas e sais, além de enzimas, que facilitam o seu aproveitamento pelo organismo. A carne, além de ser pobre em vitaminas e em minerais, vem acompanhada de substâncias danosas, fruto do metabolismo do animal quando estava vivo, como a uréia e o ácido lático, e outras que foram liberadas no momento da morte, como a histamina e a, adrenalina, além de produtos da putrefação iniciada logo após a morte. Como diz o Dr. Elias de Oliveira, “É importantíssimo reconhecer, de uma vez por todas, que os alimentos, ao serem ingeridos, passam por um processo de decomposição até o nível de moléculas. É com estas que o organismo, basicamente o fígado, vai formar as células de que o corpo está necessitando. Não se pode, portanto, imaginar que os alimentos são incorporados tal ingeridos: carne vira carne, gordura vira gordura, leite vira leite, etc.”

Observe a tabela do médico nutrólogo Dr. Elias Oliveira Lima, que comparou a Proteína Vegetal x Proteína Animal (% em 100g). Carne de Boi Magra Crua = 21,0 / Carne Frango crua = 19,0 / Bacalhau = 18,0 / Carne de Carneiro Crua = 17,00 / Peixe (média) = 16,0 / Ovo de Galinha Inteiro Cru = 12,0 / Semente de Abóbora = 36,0 / Soja Crua = 36,1 / Amendoim = 28,1 / Feijão, Guandu, Andu = 25,8 / Feijão fradinho = 24,1 / Castanha de Caju = 17,8 / Castanha do Pará = 17,0 / Queijo de soja (Tofu) = 26,7

Observações importantes


A carne nunca foi e nunca será o melhor alimento. Mas ao recomendar que seja abandonada, temos alguns conselhos a dar, antes de concluir. Ninguém deve ser solicitado a fazer abruptamente à mudança, seja primeiro a consciência educada, estimulada a vontade e assim a mudança pode ser feita muito mais depressa e de boa vontade. É também importante dizer quando se abandona a carne, deve-se substituí-la por uma variedade de cereais, nozes, verduras (hortaliças) e frutas.

Por fim, creio que a esta altura, todo leitor já está devidamente capacitado a eliminar a carne de seu regime alimentar, sem prejuízo para a saúde. Caso contrário precise mais razões, é só olhar as revistas de maior circulação no país, acessar os sites na internet ou assistir aos congressos e Encontros de Medicina, principalmente nas áreas de cardiologia, pediatria, nefrologia, entre outras. Lembre-se: Ser inteligente é compreender e adaptar-se a novos aprendizados. Boa saúde e viva o planeta!

Fontes: A bíblia Sagrada – Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, A ciência Do Bom Viver – Ellen G. White, Conselhos Sobre Regime Alimentar – Ellen G. White, Sete Dias Para Começar a Viver – Dr. Elias Oliveira Lima, Nutrição Orientada e os seus Remédios da Natureza – Durval Stockler de Lima, Revista Adventista de setembro 2004 página, 38, universelles-leben - folheto informativo, http://www.envolverde.com.br/ e pt.wikipedia.org/wiki.

(Firmo Neto)

No dia 03 de outubro, será lançada no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a campanha Segunda sem Carne.

Iniciativa da Sociedade Vegetariana Brasileira em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, a campanha conta já com o apoio do Slow Food São Paulo, do Instituto Nina Rosa, da Revista dos Vegetarianos, do Greenpeace, entre outros. A prefeitura de São Lourenço da Serra aderiu à Campanha.

Fique de olho! Apoie essa ideia!

Participe da Campanha Segunda Sem Carne: uma vez por semana tire a carne do seu cardápio. Você pode conhecer os restaurantes vegetarianos ou simplesmente montar um cardápio sem nenhum tipo de carne. É uma ação simples e de grande impacto.

Pelas Pessoas. Pelos Animais. Pelo Planeta.
Acompanhe também: http://diasemcarne.wordpress.com/

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