quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010. Somos nós que construímos

Hoje é 31 de dezembro. Último dia de 2009. Vamos aqui evitar os clichês... Deixar de lado argumentos do tipo “este ano passou rápido demais”. Vamos pensar no que significa este momento... Refletir no que pode representar o início de um novo ano.

A primeira coisa que acho interessante pensar é que 2010 será apenas a continuidade de 2009, que foi a sequência de 2008, 2007, 2006... E assim por diante. O fato de encerrarmos um ano e iniciarmos outro só significa mudança se ela acontecer dentro de nós.

Hoje é quinta-feira. Amanhã é sexta. Hoje ainda é 2009. Amanhã será 2010. O que terá mudado? Apenas um dia no calendário. A diferença quem faz somos nós.

A passagem de ano é simbólica. Podemos tornar especiais os próximos dias do ano novo ou simplesmente repetir tudo que fizemos em 2009. A escolha é nossa.

Quando o relógio der meia-noite e os fogos explodirem no ar, poderemos viver mais do mesmo ou escrever uma nova história. O que faremos?

Se nossa atitude em relação a 2010 for positiva, poderemos construir um ano marcante, transformador – para nós e para as pessoas que nos cercam. Não é o ano que nos presenteia com coisas boas. Somos nós os responsáveis por fazer de 2010 um ano espetacular. Esperar que 2010 nos traga vitórias, abrindo mão de lutar por elas, é abdicar da oportunidade que nos é dada de experimentar a vida plenamente.

Então, decida hoje tornar significativa a virada do calendário. Dê a chance desse sentimento simbólico de mudança se concretizar em sua vida. Faça as melhores escolhas. Busque amar, amar intensamente, todos os dias... Sem preconceitos e sem fazer distinção de raça, cor, gênero ou personalidade. Ame, revele em palavras e reafirme em ações esse sentimento. Você vai notar que, quando o amor é verdadeiro, tudo fica mais fácil, o mundo parece mais colorido e nossos dias se tornam únicos.

Feliz Ano Novo!

FONTE: Fato pensado

domingo, 27 de dezembro de 2009

Amalgamação

Meu amigo, Marcelo Magalhães, curioso e muito estudioso das profecias dos livros de Apocalipse, Daniel e dos Escritos de Ellen White, relatou-me ontem sobre um assunto muito interessante: amalgamação (misturas de seres). A profetisa americana Ellen White - considerada pelos adventistas - escreveu em um dos seus escritos proféticos sobre este polêmico assunto, que relata o que tem ocorrido no passado “amálgama de homem e besta" dando origem a raças inferiores tanto de homens quanto de animais. Pesquisando mais, pude obter um resultado bastante coerente e de grande relevância para os estudiosos dos Escritos proféticos e da ciência. Com o resultado em mãos resolvi dividir este assunto com todos amigos blogueiros, para aqueles que ainda não conhecem e para outros que já ouviram e leram sobre amalgamação. Clique aqui para ler o documentário completo. Boa leitura!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Feliz Natal Vegetariano


NOTA: Amei este Cartão de Natal Vegetariano produzido pelo Instituto Nina Rosa, vale à pena clicar no link e assistir!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Natal é pagão?


Todo mês de dezembro oferece uma oportunidade a Igrejas Adventistas em todo o mundo de celebrar o Nascimento de Cristo.

Para muitos, porém, esse período é marcado por consumismo e secularismo.

Mas qual deveria ser a posição adventista frente à celebração do Natal? Seria esta uma data pagã?

Um dos argumentos contra a celebração do Natal é mais ou menos assim: a data 25 de dezembro coincide com um festival romano, possivelmente o Sol Invictus, e por isso a celebração do nascimento de Cristo neste dia tem associações com o paganismo e não deve ser celebrada por Cristãos.

Primeiramente, precisamos entender que há divergências entre historiadores cristãos quanto à real razão da escolha da data de 25 de dezembro. Alguns argumentam que a data foi escolhida por marcar 9 meses da concepção de Maria, segundo a Festa da Anunciação. Outros ainda acreditam que a data foi escolhida por marcar o solstício vernal no hemisfério Norte que torna o dia mais longo, sendo assim um símbolo desejável do Advento de Cristo que trouxe “luz ao mundo”.

Por outro lado, há indícios de que o nascimento do Sol transformou-se em um símbolo de Jesus para Cristãos na época em que o Natal foi instituído. Fatos históricos mostram que a simbologia de Cristo como SOL INVENCÍVEL (do festivas romano do Sol Invictus) surgiu no cristianismo já no ano de 250 A.D., como pode ser vista em uma pintura descoberta em um ruínas de um mausoléu sob a Catedral de São Pedro no Vaticano.

Essa prática parece ter-se baseado em Malaquias 4:2:

Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.”

Esse simbolismo de Jesus Cristo como Sol Invictus contrapondo o festival romano de mesmo nome se deve possivelmente ao fato de que os cristãos fiéis na época do surgimento do Natal (3-4 Séculos) viviam em constante conflito com o estabelecimento romano e muitos desses símbolos, em vez de representar um sincretismo religioso, proviam na realidade uma contrafação cristã à simbologia idólatra romana.

Por isso, creio que a rejeição das celebrações de Natal devido a supostas “origens pagãs” carece de respaldo histórico.

Veja também como o argumento acima contra o Natal também está baseado na falácia lógica da culpa por associação, ou seja, se a data da celebração do Natal coincide com um festival pagão, então essa associação com o paganismo desqualifica o Natal. Ou seja, não importa QUAL significado demos ao Natal, suas origens são pagãs e pronto!

Outros argumentos contra o Natal dizem que, porque ele foi instituído pela Igreja Católica, aceitá-lo seria como aceitar a guarda do domingo. Há também outra falácia lógica aí, a “falácia genética” em que a origem de certa afirmação (ou evento) aprova ou desaprova sua validez: se o Natal originou-se no “catolicismo”, devemos repudiar essa festa como pagã e apóstata.

Mas lembre-se que o cânon sagrado, a Bíblia, também foi preservado pela Igreja Católica e finalizado ao redor do mesmo tempo do estabelecimento do Natal. Por que não vemos os críticos do Natal rejeitando a Bíblia por suas associações com o catolicismo?

Símbolos têm o significado que damos a eles.

A Bíblia tem vários exemplos de símbolos pagãos que foram usados para expressar verdades eternas, como a serpente no deserto que era símbolo de um Deus egípcio e símbolo do Dragão (Apo. 12) mas que Deus usou como símbolo de Cristo (João 3:14). A cruz era símbolo de tortura e opressão pelos romanos mas Deus a usou para realizar a expiação. O uso cristão desses símbolos modificou suas conotações.

Invertendo um pouco a analogia, o arco-íris foi usurpado pelo movimento homossexual e tem hoje fortes associações pagãs. Por que não vemos os críticos do Natal rejeitando o arco-íris como um símbolo da promessa divina por causa dessa associação?

É certo que a Bíblia não revela a data do nascimento de Cristo e muitos se apegam a isso também para rejeitar o Natal. Mas não temos na Bíblia tampouco uma condenação de celebrações da Natividade. Saber a data é irrelevante, pois comemoramos o evento e não uma data! Quem sabe Deus velou a data para nos concentrarmos justamente no evento, já pensou nisso?

Aliás, a grande celebração que houve no céu e na terra naquela ocasião nos autoriza cristãos em todo o mundo a repetir o “cântico de Belém”. Veja:

“Glória a Deus nas alturas,

Paz na Terra, boa vontade para com os homens.” Luc. 2:14.

Quem dera que a família humana pudesse hoje reconhecer este cântico! A declaração então feita, a nota vibrada então, avolumar-se-á até ao fim do tempo, e ressoará até aos extremos da Terra. Quando se erguer o Sol da Justiça, trazendo salvação sob Suas asas, esse cântico há de ecoar pela voz de uma grande multidão, como a voz de muitas águas, dizendo: “Aleluia, pois já o Senhor Deus todo-poderoso reina.” Apoc. 19:6.

A história de Belém é inexaurível. Nela se acham ocultas as “profundidades das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus”. Rom. 11:33.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 48)

Veja como E. G. White também usa a mesma analogia do nascimento do Sol para falar do nascimento de Cristo!

E também:A nota vibrada então, avolumar-se-á até ao fim do tempo, e ressoará até aos extremos da Terra.

A menos que eu e você cantemos esse hino, ele terá morrido 2.000 atrás! Nós somos as vozes desse anjos para as pessoas hoje!

Como celebrar na Igreja?

Estatísticas demonstram que o Natal é o período do ano em que as pessoas se acham mais abertas a assuntos espirituais. Temos aí uma oportunidade fantástica de testemunhar. O ideal então seria celebrar TODO o mês de dezembro como um período de festa espiritual, não necessariamente só o dia 25 de dezembro.

Não devemos desperdiçar essa oportunidade com discussões fúteis e falaciosas sobre o “paganismo” do Natal. Não vamos permitir que Cristo seja eclipsado pelo paganismo. Façamos do Natal um evento Cristão porque Cristo é o centro!

Muitos dos comentários de adventistas contra o Natal em blogs e fóruns exalam um azedume injustificável contra as celebrações Natalinas. Alguns até chamam o período de “maldito Natal”. No mesmo capítulo do Desejado, E.G. White também revela a atitude de Satanás para com o nascimento de Cristo:

“Satanás aborrecera a Cristo no Céu, por causa de Sua posição nas cortes de Deus. Mais O aborreceu ainda quando se sentiu ele próprio destronado. Odiou Aquele que Se empenhou em redimir uma raça de pecadores. (O Desejado de Todas as Nações, p. 49)

Será que não corremos o risco de cair no mesmo espírito do inimigo ao nos opormos ao Natal com um “engano satânico” apesar de toda a beleza de seu significado cristão? Também não é cristão impor nossos devaneios quanto ao “paganismo” do Natal sobre outros irmãos que estão querendo usar esse período para celebrar a Cristo.

Deveríamos nós adventistas rejeitar o Natal por origens pagãs?

Não, pois não há na celebração da Natividade “origens pagãs”. Apesar de o Natal possivelmente coincidir com outras datas seculares, em si, seu estabelecimento celebra um evento profundamente Cristão, a encarnação de Jesus Cristo. O EVENTO celebrado é que cristianiza a data.

Alguns acham que o Natal deve ser celebrado, mas de maneira diferente: não como uma celebração do nascimento de Cristo mas fazendo obras de caridade, cuidando de enfermos, mendigos, etc.

Sem dúvida, Jesus foi o “servo dos servos” e o Natal deveria levar-nos ao serviço. Portanto, vamos fazer o bem neste período pois as pessoas estão abertas a isso: mutirões de Natal, ministérios pessoais, beneficência cristã.

Mas creio que os Adventistas deveriam ser tornar líderes das grandes celebrações de Natal com musicais, cantatas, programas especiais na Igreja e para a comunidade. Que nossas Igrejas deixem de uma vez de lado as dúvidas sobre o Cristianismo desse período e se encham de hinos de louvor ao bebê de Belém! Que haja enfeites, luzes, árvores de Natal (afinal, a árvore é um símbolo de Jesus também! Veja esse artigo aqui no Advir: Seria Errado Ter Árvore de Natal na Igreja?), encenações de Natal e tudo o que exalte o nome daquele que nasceu em Belém.

Confesso que minhas lembranças do Natal no Brasil não das melhores. As “musiquinhas” de Papai Noel tinham a preeminência. Moro nos EUA há 13 anos e só aqui aprendi a apreciar o lado Cristão do Natal. Não só pela mudança de estação, (a maioria dos meus Natais aqui foi no inverno com neve!) mas porque há uma verdadeira explosão de celebração de Jesus Cristo no mundo Cristão aqui. Criou-se aqui uma tradição quase inesgotável de lindos hinos sobre o nascimento de Jesus, algo que deixa a desejar na cultura evangélica em outros lugares. Seria impensável NÃO celebrar a Cristo neste período.

Voltando à pergunta inicial: o Natal é pagão?

Tudo depende de COMO o celebramos:

Se nos ajoelhamos perante os deuses consumistas desse século, ele será pagão e secular.

Se nos ajoelhamos ao pé da manjedoura e contemplamos o mistério da encarnação, faremos de Cristo o centro!

Espero que seu Natal seja um período de luz, paz e ESPERANÇA!

FONTE: advir

sábado, 12 de dezembro de 2009

www.sabado.org


NOTA: Acesse o mais novo site que retrata exclusivamente do tema: verdadeiro dia de descanso semanal (www.sabado.org).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Bandidos podem, sabatistas, não


O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 42, deve fazer a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em janeiro de 2010 na penitenciária segurança máxima de Campo Grande (MS). Outros 41 detentos da unidade também estão inscritos para o exame. De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça, a prova será aplicada entre os dias 5 e 6 de janeiro [terça-feira e quarta-feira], no período da tarde, em cada uma das quatro alas da penitenciária. Em cada uma dessas alas terá um fiscal do MEC (Ministério da Educação) acompanhando a aplicação do exame, além de agentes penitenciários. Segundo o MEC, dados preliminares apontam que cerca de 10 mil detentos vão realizar a prova em todo o país, mas ainda não possuía, até a manhã de hoje, um balanço dos Estados e presídios em que acontecerá a prova.

Beira-Mar foi condenado no mês passado a 15 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato do também traficante João Morel, ocorrido em 21 de janeiro de 2001 no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS).

Antes disso, ele já cumpria pena de mais de 67 anos de prisão por crimes -relacionados, em sua maioria, ao tráfico de drogas -, passou por diferentes unidades prisionais e, desde 2007, cumpre pena no presídio federal de Campo Grande.

(Folha Online)

Nota: Adventistas e judeus solicitaram a mudança do dia da prova do Enem, que neste ano caiu num sábado e num domingo, e não tiveram o pedido atendido. Tiveram, sim, que ficar confinados ("presos") numa sala para poder prestar o exame após o pôr do sol de sábado. Apesar da desvantagem em relação aos demais estudantes (ter que realizar a prova à noite, após um dia tediante de reclusão), ninguém reclamou. Foi um paliativo razoável. Mas a notícia acima mostra que há dois pesos e duas medidas, e que o prato da balança tende para o lado dos assasinos, estupradores, traficantes, ladrões... e não para o lado de um povo ordeiro, pacífico, que tudo o que pediu foi a manutenção de seu direito de liberdade religiosa e de consciência. Que país é este?![MB]

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Desculpas para a licenciosidade


Deu no Gazeta Online: "Os mais atentos já notaram que adolescentes vêm incrementando o visual com mais um item: uma colorida pulseira de plástico. O objeto parece inocente. Mas, na realidade, é um código para experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até o sexo propriamente dito. As pulseirinhas de silicone, agora promovidas 'a pulseiras do sexo', geraram o maior burburinho desde que começaram a aparecer. Alguns nem imaginam do que se trata. A moda, iniciada na Inglaterra, se disseminou pelo mundo, principalmente via internet, e é febre também dentro das escolas.

"Quem usa as pulseiras está automaticamente participando de um tipo de jogo (o Snap), que funciona assim: uns tentam arrebentar a pulseira do outro. Aquele que consegue ganha o direito ao 'ato' ao qual a cor da pulseira corresponde. As 'prendas' vão desde um carinho até uma atividade sexual.

"Há pais que já ligaram o sinal de alerta. E muitos ficam chocados quando descobrem que a pulseira usada pelo filho serve para esse tipo de 'brincadeira'." (...)

Ela estava em busca de Deus


A família da atriz Leila Lopes, encontrada morta no dia 2, tornou pública a carta encontrada com o corpo. Leia aqui alguns trechos da carta reproduzida no site da Veja: "Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ!!! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus e, se possível, com minha mãe. Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida.

"Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz!

"Estou cansada, cansada de cabeça! Não aguento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui."

Nota: É o tipo de despedida que faz pensar. É difícil imaginar o que Deus leva em conta em situações como essa, como lida com suicidas (se foi esse mesmo o caso de Leila). Mas o que podemos saber com certeza é que nosso Deus é justo e misericordioso, e julga as pessoas pelo resultado de uma vida - olhando para os méritos de Cristo atribuídos ao pecador arrependido -, e não julga pontualmente, por atos cometidos em momentos de insanidade mental. Ao que parece, o vazio de Leila se devia ao fato de ela estar em busca de Deus. Pena que ela pode ter pensado que somente O encontraria na morte, quando a verdade é que o Criador deseja ser buscado e encontrado agora: "Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor” (Jeremias 29:13, 14). Não teria ela fugido de Deus enquanto viva? Não teria tentado preencher o vazio da alma com outras coisas? Essas respostas, agora, pertencem a Deus. A carta de Leila também (re)coloca diante dos cristãos a responsabilidade de levar a mensagem de esperança às pessoas que andam pela vida sem rumo, carentes de algo que talvez nem saibam o que é. Trabalhemos e oremos para que outras Leilas não venham a morrer sem saber que o Senhor "não é Deus de mortos, mas de vivos" (Marcos 12:27), e que Ele está perto daqueles que O buscam (Salmo 145:18).[MB]

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Vidas secas


Vidas Secas é o título de um dos romances do escritor brasileiro Graciliano Ramos, publicado em 1938, mas bem poderia ser a definição da existência de algumas pessoas. Há vários motivos que levam uma pessoa a tirar a própria vida, mas um deles (talvez o principal) é a perda de um sentido para viver. Ganha-se dinheiro, fama, poder, prazer, mas muitas vezes às custas da própria dignidade. Chama atenção o número de suicídios entre atrizes, principalmente no dito mercado de filmes pornográficos. Em 1994, a jovem atriz Shannon Michelle Wilsey Longoria (cujo nome artístico era Savannah) tirou a vida com um tiro de revólver. Ela tinha apenas 23 anos e havia estrelado alguns filmes pornográficos. Marilyn Monroe e Anna Nicole Smith foram outras famosas que se despediram da vida de maneira trágica. E a lista continua, basta pesquisar.

Desta vez, ao que tudo indica, foi a atriz brasileira Leila Lopes, 40 anos, que teria cometido suicídio. Ela foi encontrada morta em sua casa, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira (3). Segundo o delegado Maurício José da Silva Pinto, medicamentos não identificados foram encontrados ao lado do corpo da atriz e ela teria deixado cartas para familiares.

Segundo informações do portal Terra, leila Gomes Lopes nasceu em 1969 na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e era atriz, jornalista e apresentadora de TV. Leila ficou famosa após interpretar a “professorinha” Lu, na novela global Renascer, de 1993, e também fez sucesso na pele de Suzane, em O Rei do Gado, de 1996. Antes disso, ela já havia atuado na novela Pantanal, em 1990, na extinta Rede Manchete.

Em março de 1997, Leila fez um ensaio para a revista Playboy. A atriz também ganhou destaque em maio de 2008, quando entrou para o elenco da produtora de filmes pornográficos Brasileirinhas, com o filme “Pecados e Tentações”. Em setembro do mesmo ano, Leila posou nua novamente, desta vez para a revista Sexy Premium. Seus últimos trabalhos foram como apresentadora de TV em programas adultos.

Como ouvi alguém dizer certa vez: tudo sem Deus é nada. A vida em desacordo com os princípios divinos, por mais que a consciência cauterizada tente dizer que tudo está bem, acaba cobrando o preço, mais cedo ou mais tarde. Alguns vão administrando o vazio "de bar em bar", de festa em festa, de compra em compra, de parceiro em parceiro. Outros sucumbem ante desilusão. Jesus disse que veio (também) para que tivéssemos uma vida em abundância, um vida de plenitude, uma vida com um propósito último que norteia e dá sentido ao agora. Viver afastado da fonte de Vida é morrer aos poucos.[MB]

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Refrigerante sem açucar diminui funções dos rins


Um estudo norte-americano, conduzido pela organização Nurses Health Study, concluiu que consumir dois ou mais copos dos chamados refrigerantes zero ou diet - sem adição de açúcar - pode oferecer maiores riscos de problemas aos rins. O resultado aponta que as mulheres que beberam tal quantidade tiveram queda de 30% das suas funções renais durante o período do estudo, que foi apresentado em encontro da Sociedade Americana de Nefrologia, em São Diego (EUA). O estudo partiu de questionários alimentares feitos em 1984, 1986 e 1990 com mais de 3.200 mulheres. As participantes avaliadas tiveram bebidas açucaradas retiradas do cardápio. Em seguida, as mulheres responderam sobre a frequência com que ingeriam as bebidas: se menos de uma vez por mês; de uma a quatro vezes por mês; duas a seis vezes por semana; uma vez ao dia e duas vezes ao dia ou com maior frequência.

Após uma comparação entre a função dos rins das mulheres em 1989 e 2000, observou-se que 11,4% das mulheres participantes apresentaram diminuição das funções renais em 30% ou mais, sendo que as que apresentaram mais problemas foram as que beberam dois ou mais copos de refrigerante sem açúcar por dia.


Fonte: Minha Vida

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

COMPULSÃO SEXUAL

A compulsão sexual é caracterizada por uma grande número de fantasias sexuais que ocupam a mente do indivíduo, deixando-o inquieto, e que o impede de fazer outras coisas de maneira dedicada, concentrada e coerente. Ele só “pensa naquilo” e têm fantasias sexuais durante todo o tempo e não consegue concentrar-se em outra coisa que não sejam estas fantasias. Normalmente, tais indivíduos não ficam só na fantasia, e a doença os leva aos comportamentos sexuais exagerados e, às vezes, perigosos. Considera-se que para determinar um diagnóstico de compulsão sexual, esse comportamento acima descrito deve durar pelo menos seis meses.

A diferença entre compulsão e obsessão está na necessidade repetitiva de realizar atos sexuais. A atividade sexual passa a dominar as atividades da vida diária da pessoa e acarreta prejuízos, ou seja, a pessoa perde o controle do impulso sexual, sente uma constante necessidade de buscar sexo (em muitos casos, não necessariamente com o coito) e vira dependente. A obsessão tem menor intensidade de ansiedade e traz menos conseqüências sociais. Em sexo, não há regras definidas de certo ou errado nem de muito ou pouco. Há pessoas que necessitam de sexo mais do que outras e não podem ser rotuladas de viciadas.

Não é pensar em sexo, mas sim, pensar de uma forma compulsiva, repetitiva, e que não consegue evitar. As mulheres são em menor número na compulsão sexual, mas não na compulsão por comida, álcool, drogas onde a porcentagem é maior.

O processo até a compulsão sexual geralmente não ocorre rápido. O impulso sexual quando demasiadamente reprimido, ressurge em subprodutos como a doença mental, compulsão sexual neurótica, e os desvios de conduta. O impulso sexual é o componente psicossomático do comportamento sexual, é o fluxo vital das energias sexuais. A sua manifestação pode sofrer influência externa, através da cultura, da educação, dos mitos do que é certo ou errado. O homem necessita equilibrar as forças do impulso sexual, conduzindo-o para formas de comportamento sexualmente aceita na sociedade.

Os prejuízos para o compulsivo sexual são muitos, tanto na esfera pessoal e social. Quando é descoberto o preconceito é grande, pois gera medo e ansiedade nas pessoas que convivem com o compulsivo. Desta forma ele é colocado de lado e repudiado pela sociedade. Na esfera pessoal o seu sofrimento por fazer o que não aceita leva desde a dificuldades de relacionamento até o suicídio.

Existem alguns tratamentos que dependem inicialmente da própria pessoa perceber a necessidade de ajuda e procurar o acompanhamento de um terapeuta que vai tratar a sua grande ansiedade. A terapia é fundamental e busca as raízes do problema. Também é importante ingressar em um grupo de auto-ajuda no moldes dos Alcoólicos Anônimos, onde a troca de experiências faz com que o paciente aprenda mais sobre a dependência e como lidar com ela. Medicamentos também podem ser usados de uma forma sintomática, diminuindo a ansiedade, dando tempo para se ter os resultados da terapia. Sempre a participação do companheiro(a) é essencial para qualquer terapia, pois é com ela que ele mais convive, mais confia e que nos momentos de maior ansiedade pode, por meios aprendidos pelo tempo de convívio, aliviar e relaxar o parceiro. Ela deve estimular o tratamento pela terapia e deixar claro que pode contar com a sua ajuda e que espera com os bons resultados do tratamento poder curtir muitos bons e intensos momentos sexuais com muito carinho e afetividade.

por CELSO MARZANO (extraido)


NOTA: “... a falta de inclusão ou de uma reflexão mais abrangente, sistemática e aprofundada do tema – sexo e sexualidade – na igreja cristã, fez com que as pessoas se tornassem escravas da sua própria ignorância. Eis a razão da dificuldade de muitos cristãos em lidar com essa questão”



Dawkins usa crianças cristãs em anúncio ateu


A mais recente campanha contra a religião levada a cabo por Richard Dawkins recorre à imagem de duas crianças que são filhas de um dos mais conhecidos músicos cristãos dos EUA, Brad Mason. “Não me rotule, por favor – Deixe-me crescer e escolher por mim.” É esse o lema que aparece entre as fotografias de duas crianças aos saltos, com um grande sorriso no rosto, numa imagem que pretende revelar liberdade e felicidade. A campanha está sendo levada a cabo pela British Humanist Association e o biólogo e militante ateu Richard Dawkins, com o objetivo de criticar a educação religiosa das crianças. Segundo um dos dirigentes da BHA, Andrew Copson, “rotular as crianças segundo a religião dos seus pais atenta contra seus direitos e a sua autonomia”. (...)

“Parece piada”, explicou o pai e fotógrafo Brad Mason, “porque obviamente estavam à procura de imagens de crianças que parecessem felizes e livres. Aconteceu escolherem estas crianças cristãs. É irônico. No fundo é um elogio, demonstra que educamos bem os nossos filhos, e que são felizes.”

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Um biólogo irado (e mal educado)


[Meus comentários a esta resenha seguem entre colchetes.] O biólogo inglês Richard Dawkins, 68 anos, é sem sombra de dúvida o maior divulgador vivo da teoria da evolução. Seu primeiro livro, O gene egoísta (1976), inspirou uma geração de estudantes de biologia, enquanto o penúltimo, Deus, um delírio (2006), serviu como um poderoso argumento para elevar a autoestima dos ateus, incentivando-os a sair do armário. Com o seu novo livro, esplendidamente intitulado de O maior espetáculo da Terra - As evidências da evolução (Editora Companhia das Letras, 475 páginas, R$ 53), Dawkins faz uma defesa inabalável [como certos setores da mídia conseguem ser tão laudatórios, quando querem!] da teoria da evolução, formulada há exatos 150 anos por Charles Darwin, com a publicação de A origem das espécies (1859). O objetivo de Dawkins é justificar a validade da teoria ao público leigo – e avesso – à evolução. Sua meta é converter a massa ignara [leia-se ignorante, insensata, estúpida] que, em nome de convicções religiosas, insiste em dar as costas ao princípio basilar das biociências, da genética e da medicina do século XXI. [Lembre-se de que Dawkins se autointitula "bright"; os que não aceitam o ultradarwinismo são, portanto, imbecis.]

Partir do princípio de que seu público-alvo é estúpido não seria um bom ponto de partida para o livro. No entanto, é precisamente isso o que Dawkins faz nessa sua cruzada científica evangelizadora. Ele inicia citando dois livros seus antigos, apenas para observar que, quando os escreveu nos anos 1980, “as pessoas eram, aparentemente, mais inteligentes” e ele não precisava argumentar que a evolução de fato aconteceu. “Não parecia ser necessário”, diz.

Estava enganado. Prova disso é a expansão, principalmente nos Estados Unidos, do criacionismo, movimento pseudo-científico que renega Darwin, e defende a necessidade de uma “inteligência superior” para justificar a complexidade da vida e do universo. Definido quem é o inimigo a ser enfrentado, Dawkins, já no primeiro capítulo, compara a sua tarefa à de um professor de história forçado a ensinar “um bando de ignorantes (...) À exceção daqueles lamentavelmente desinformados, é obrigação de todos aceitarem a evolução como um fato”. [Será que eu li isso mesmo?! Os "ignorantes" são obrigados a aceitar a evolução como fato?!!]

Em cada capítulo, Dawkins destila ironia. “Este não é um livro antirreligioso”, afirma, antes de começar a bater sem dó nos dogmas religiosos. “Deus, é bom repetir o que deveria ser óbvio, mas não é, jamais criou uma asinha”, qualquer. Para Dawkins, os jovens criacionistas foram “iludidos até as raias da perversidade” [ah, sim, agora os criacionistas - que procuram se pautar pelos princípios éticos da lei de Deus e não pelos ditames da competição pela sobrevivência e propagação da bagagem genética (doa a quem doer) - é que são perversos!]. Tem-se a impressão de que Dawkins não consegue controlar sua ira [típico de quem não possui o fruto do Espírito]. Ou melhor, desde que se aposentou em 2008 da Universidade de Oxford, Dawkins não tem mais porque refrear o seu ímpeto antirreligioso.

O maior espetáculo da Terra não é um mau livro – Dawkins não saberia escrever algo que fosse ruim [uia!]. No entanto, pode-se perguntar por que ele perde tanto tempo tentando argumentar com os criacionistas. Todos nós sabemos que os criacionistas não são pensadores racionais [ai, essa doeu, e se eu não acreditasse em sono da morte, diria que muitos dos chamados pais da ciência teriam se revirado na sepultura]. Eles são movidos por suas crenças, não pela lógica [Acreditar que informação complexa especificada não surge, simplesmente, é ilógico? Sustentar que todo projeto deriva de um projetista não é lógico? Faça-me o favor!]. Eis aí a justificativa da profissão de fé desse grande cientista ["grande cientista"?! Por que Época não menciona uma descoberta significativa sequer do "grande biólogo irado"? Por que não diz que, além de aposentado, faz anos que Dawkins não produz ciência, não pisa num laboratório como pesquisador, apenas escreve livros para encher os bolsos e descer a lenha nos teístas e criacionistas?]. Dawkins não tem medo de ser politicamente incorreto. Não tem papas na língua. Não tem medo de criar polêmica nem chamar os criacionistas de imbecis [Por que teria medo disso, se é justamente esse rancor estridentemente sensacionalista que ajuda a vender seus calhamaços?]. A única coisa que Dawkins teme é a ignorância. [Na verdade, a ignorância que lamento é a das editoras brasileiras que ignoram livros que têm feito muito sucesso lá fora e que ajudariam a equilibrar esse dabate em nosso país; livros como The Edge of Evolution, do bioquímico Michael Behe, ou o recém-lançado Signature in the Cell, de Stephen Meyer, primeiro lugar na lista de best-sellers da Amazon na categoria ciência, em 2009, mas praticamente desconhecido no território tupiniquim.]

(Época)

Nota: Alguém tem um Dramin aí? Ler essa matéria me deu náuseas.[MB]

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cegueira


"e qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão." > matheus 10.42

Exposição em São Paulo alerta para os riscos do câncer no intestino


Doença é a terceira causa de mortes no mundo

Um intestino gigante, com 15 metros de comprimento pode ser visitado entre os dias 17 e 21 deste mês de novembro, na praça de alimentação do shopping D&D, em São Paulo, na exposição organizada pela Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (Abrapreci). Quem for conferir o evento vai ouvir palestras de prevenção e esclarecimentos de dúvidas sobre o câncer de intestino. O câncer de cólon e reto (intestinal) é a terceira causa mais comum da doença no mundo em ambos os sexos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Os visitantes terão a possibilidade de "entrar no órgão" e descobrir detalhes da doença, meios de prevenção e assistir a um vídeo de dois minutos referente ao tema e esclarecer dúvidas com profissionais da área de nutrição, enfermeiros e médicos.

Confira algumas dicas de prevenção do câncer de intestino

1) O fator de risco predominante é o histórico familiar de câncer de cólon e reto e predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino, além de uma dieta com base em gorduras animais e baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais. Consumo excessivo de álcool e tabagismo também fazem parte da lista

2) Alimentação rica em fibras, frutas e vegetais frescos protegem o intestino da doença

3) A prática de atividade física regular está associada a um baixo risco de desenvolvimento do câncer

4) A idade é considerada um fator de risco, uma vez que a incidência e a mortalidade crescem ao longo da vida

5) Um simples exame físico completo pode ser suficiente para a detecção precoce. Exames mais complexos, como a colonoscopia, são de grande importância, principalmente para quem se enquadra no grupo de risco ou apresente sintomas intestinais específicos.

Serviço:
Exposição do Intestino Gigante
Data: De 17 a 21 de novembro
Horário: De terça a sábado, das 11h às 19h
Local: D&D - Decoração e Design Center (Avenida das Nações Unidas, 12.555, Brooklin)
Valor:
Gratuito Informações: (11) 3043-9000 / 3043-9650

Justiça determina nova data do Enem para alunos judeus


O desembargador federal Mairan Maia, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), determinou que o Ministério da Educação (MEC) fixe uma nova data de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) para que 22 estudantes judeus do Colégio Iavne, no bairro dos Jardins, em São Paulo, possam fazer a prova. O Enem está marcado para 5 e 6 de dezembro. Sua primeira prova cairá num sábado, dia do Shabat, sagrado para os judeus, no qual eles não podem fazer nenhuma atividade secular. O MEC informou que pretende manter a realização do Enem nas datas pré-estabelecidas e recorrerá da decisão em instâncias superiores.

Atualmente, todos os alunos cuja religião preserva os sábados como dia de descanso têm a alternativa de fazer a prova em horário especial. Esses estudantes devem chegar às 12h ao local de avaliação estabelecido, onde permanecem confinados até o pôr do sol, quando começarão a fazer o exame. Na opinião de Rogério Terra, advogado que representou o colégio na ação, essa opção oferecida pelo MEC é paliativa. Para Terra, ela seria uma piada de mau gosto:

"Isso viola o princípio da dignidade da pessoa humana", diz. "Depois de ficar seis horas olhando para o teto, o aluno não poderá competir em condições de igualdade com os outros estudantes."

A decisão do desembargador federal Mairan Maia é inédita no TRF-3. Ela poderá abrir precedente para determinações posteriores, em benefício de outros alunos sabatistas.

Na opinião do desembargador, não há sociedade livre sem liberdade de crença religiosa. Segundo ele escreveu no texto da sua decisão: "Incumbe ao Estado, ao planejar e ao executar as tarefas que a Constituição lhe atribui, como por exemplo, promover a educação, observar e respeitar a liberdade de crença e a pluralidade de crenças religiosas entre seus integrantes."

A decisão do desembargador não prevê, em caso do seu não cumprimento, nenhuma ação punitiva ao MEC. Porém, se o ministério demorar muito ou não atender o pedido da justiça, o advogado Rogério Terra pretende entrar com uma petição, solicitando um prazo para o órgão acatar a decisão, sob pena de multa e de responsabilidade administrativa. Terra explicou também que, caso o MEC não atenda a determinação, os alunos do colégio não farão o exame no sábado. O Iavne ainda avalia se os estudantes iriam ou não à prova de domingo.

A ação judicial impetrada pelo colégio havia sido negada em primeira instância. Foi após ter seu pedido indeferido na 16ª Vara Cível de São Paulo que o Iavne recorreu ao TRF-3.

(O Globo)

Nota: Dia 8 de dezembro é o feriado católico em homenagem à Nossa Sra. da Conceição. Cai numa terça-feira e a empresa em que trabalho não poderá ter expediente, por força de lei. Algumas religiões são mais iguais que outras...[MB]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Síntese Evolutiva Moderna (neodarwinismo) “já era”


No começo deste ano, Eugene Koonin publicou uma análise magistral do impacto da genômica sobre o pensamento evolucionário. Isso se mostrou por demais substancial para um blog conciso, e o meu rascunho inicial foi abandonado. Felizmente, um resumo mais abreviado foi publicado, e isso resume os pontos salientes do artigo da pesquisa. Koonin destaca que o centenário do A Origem das Espécies em 1959 foi “marcado pela consolidação da síntese moderna”, mas os anos subsequentes testemunharam grandes mudanças que solaparam sua credibilidade. “O edifício da síntese moderna desmoronou, aparentemente, sem condições de reparo.” Está na hora de uma mudança paradigmática – mas os neodarwinistas estão imobilizados porque eles têm muita bagagem filosófica que os puxa para baixo.

Koonin usa a metáfora da “paisagem da biologia evolucionária”. Há três revoluções distintas que ocorreram ao longo dos últimos 50 anos: a revolução molecular, a revolução microbiológica e a revolução genômica.

“Este ano [2009] é o tempo perfeito para se fazer algumas perguntas cruciais: como a biologia evolucionária mudou nos 50 anos desde o endurecimento da síntese moderna? Ela ainda é um quadro conceitual viável para o pensamento evolucionário e pesquisa?”

A revolução molecular culminou, disse Koonin, na teoria neutra, o que significa dizer que a seleção purificadora é mais comum do que a seleção positiva. A revolução microbiológica trouxe o mundo dos procariotas ao domínio da biologia evolucionária, mas depois se tornou aparente que os conceitos do darwinismo e da síntese moderna “aplicam-se somente aos organismos multicelulares”. A revolução genômica revelou que o mundo vivo era “completamente diferente do quadro simples e bem ordenado imaginado por Darwin e os criadores da síntese moderna”. Em particular, agora esse quadro é interpretado como “um mundo extremamente onde a transferência lateral de gene (TLG) não é uma raridade, mas o modo regular de existência, e os elementos genéticos móveis que são os veículos da TLG são ubíquos”.

“A descoberta da presença difundida de TLG e a dinâmica total do universo genético destroi, não somente a árvore da vida como nós a conhecemos, mas também outra doutrina central da síntese moderna herdada de Darwin, isto é, o gradualismo. Em um mundo dominado pela TLG, duplicação de gene, perda de gene e tais eventos momentâneos como a endosimbiose, a ideia da evolução ser dirigida principalmente pelas mudanças hereditárias infinitesimais na tradição darwiniana se tornou insustentável.”

Koonin fala sério que todos os conceitos da síntese moderna estão precisando de uma revisão fundamental. “Além disso, com a morte do pan-adaptacionismo, do mesmo modo é a noção de progresso evolucionário que é, indubitavelmente, central ao pensamento evolucionista tradicional, mesmo se isso nem sempre seja feito explícito.”

O sumário de como está a situação nos 150 anos de A Origem das Espécies é algo chocante. Na era pós-genômica, todas as principais características da síntese moderna foram, se não completamente derrubadas, substituídas por uma visão nova e incomparavelmente mais complexa de aspectos-chaves da evolução. Assim, sem rodeios, “a síntese moderna já era.”

Koonin tentativamente identifica duas candidatas para preencher o vazio deixado pela descartada síntese moderna. A primeira das duas parece enfatizar o papel do acaso; a segunda parece enfatizar a lei [natural].

“A primeira é a teoria da evolução de população genética da arquitetura genômica, segundo a qual a evolução da complexidade é um efeito colateral de processos evolucionários não adaptativos ocorrendo em pequenas populações em que as limitações da seleção purificadora são fracas. A segunda área com um potencial de grande unificação pode ser o estudo de padrões universais de evolução tais como a distribuição das taxas evolucionárias de gene ortólogos, que é quase que a mesma em organismos de bactérias a mamíferos, ou a anticorrelação uniformemente universal entre a taxa de evolução e o nível de expressão de um gene. A existência desses universais sugere que uma teoria simples do tipo usada em física estatística pode explicar alguns aspectos cruciais da evolução.”

Não é difícil predizer que a análise de Koonin não será recebida calmamente pelos líderes vocais da biologia evolucionária. Eles ainda estão entrincheirados no neodarwinismo e não mostram sinais de conceder qualquer chão para qualquer um. Da perspectiva do design inteligente, a análise de Koonin de mudança do cenário da biologia evolutiva acertou o alvo. Suas duas candidatas para avançar o referencial teórico são interessantes – mas não reconhecem o design intencional na natureza. O conceito do filtro explanatório de design de Dembski é relevante aqui: há características no mundo biológico que são melhor entendidas em termos de processos estocásticos; há outras características que são melhor entendidas em termos de lei natural; mas há também características que exigem a perspectiva do design intencional a fim de se entendê-las. É o ultimo elemento, proeminente no pensamento dos cientistas orientados pelo design, que precisa fazer parte de qualquer discussão na qual a biologia evolucionária estiver indo.

(David Tyler, The Origin at 150: is a new evolutionary synthesis in sight? Eugene V. Koonin, Trends in Genetics, 25[11], November 2009, 473-475. PDF grátis aqui)

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Em 2006, eu [Enézio de Almeida Filho] apresentei uma palestra sobre se a teoria do Design Inteligente era Paley redivivus ou uma teoria cientificamente plausível. Dos poucos que me interpelaram, apenas meu bom amigo Charbel Niño El-Hani me disse: ‘Enézio, você embarcou numa canoa furada, e seria melhor pular fora o quanto antes.’ Respondi: ‘Charbel, a teoria do Design Inteligente não é uma canoa furada, e estou apostando tudo no Design Inteligente.’ Muito antes de Koonin, Stephen Jay Gould disse em 1980 que a Síntese Moderna (neodarwinismo) era uma teoria morta que posava como ortodoxia científica somente nos livros didáticos. Uma pergunta impertinente: Se a Nomenklatura científica já sabia desde 1980 que Darwin não fechava as contas num contexto de justificação teórica, o que significa ter ensinado o fato, Fato, FATO da evolução através de uma teoria da qual já se reconhecia a fragilidade para explicar a origem e evolução das coisas bióticas? Eu chamo isso carinhosamente de ‘171 epistêmico’. E a Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins ainda têm a cara de pau de dizer há muito tempo que não existe nenhuma crise na teoria da evolução, e nenhum sinal de iminente e eminente mudança paradigmática em biologia evolutiva. Vem aí a nova teoria da evolução – a Síntese Evolutiva Ampliada, que não pode ser selecionista pelas razões expostas brilhantemente por Koonin.”

STF nega data alternativa a judeus para prestar o Enem


O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta segunda-feira (23) a decisão que permitia a estudantes judeus realizarem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em data alternativa para não coincidir com o Shabat, período sagrado judaico. O Enem será realizado nos próximos dias 5 e 6 de dezembro. Em sua decisão, o presidente do STF, Gilmar Mendes, ressalta que o Ministério da Educação oferecia a possibilidade de os estudantes assinalarem a opção de “atendimento a necessidades especiais”, que atenderia pessoas com limitações de cunho religioso ou que se encontram hospitalizadas ou presas.

Mendes lembra que no caso dos adventistas do sétimo dia, a prova do sábado será realizada após o pôr-do-sol. “Tal providência (inicio da prova após o pôr-do-sol) revela-se aplicável não apenas aos adventistas do sétimo dia, mas também àqueles que professam a fé judaica e respeitam a tradição do Shabat. Em uma análise preliminar, parece-me medida razoável, apta a propiciar uma melhor ‘acomodação’ dos interesses em conflito”, disse Gilmar Mendes.

O pedido de data alternativa havia sido feito pelo Centro de Educação Religiosa Judaica e 22 alunos secundaristas por meio de uma ação ordinária contra o a União e o Instituto Nacional de Estudos Anísio Teixeira (INEP) para que o exame não coincidisse com o Shabat (do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado).

Mendes destacou ainda em sua decisão que “a fixação da data alternativa apenas para um determinado grupo religioso configuraria, em mero juízo de delibação, violação ao princípio da isonomia e ao dever de neutralidade do Estado diante do fenômeno religioso”.

Segundo ele, “se os demais grupos religiosos existentes em nosso país também fizessem valer as suas pretensões, tornar-se-ia inviável a realização de qualquer concurso, prova ou avaliação de âmbito nacional, ante a variedade de pretensões, que conduziriam à formulação de um sem-número de tipos de prova”.

(Gazeta Online)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A cara do Brasil


Outro dia, ao chegar ao Rio de Janeiro, tomei um táxi. O motorista, jeito carioca, extrovertido, foi logo puxando papo, de olho no retrovisor.

– A senhora é de Brasília, não é?

– Sim – respondi.

– É, eu a reconheci. E como é que a senhora aguenta conviver com aqueles ladrões lá do Planalto Central? Não deve ser moleza.

O sujeito disparou a falar de políticos, do tanto que eles são asquerosos, corruptos... Desfiou um rosário de adjetivos comuns à politicagem nacional.

Brasília é o palco mais visível dessas mazelas e nem poderia deixar de ser. Afinal, o país inteiro olha para lá. O taxista era só mais um crítico, aparentemente atento. E ele sabia dar nomes aos bois que pastavam tranquilamente no orçamento da união, que se espreguiçavam impunemente sob a sombra da imunidade parlamentar ou de leis feitas em benefício próprio. E que, de tempos em tempos, se refrescavam nas águas eleitoreiras.

O carro seguia em alta velocidade; a distância parecia esticada. Vi uma bandeira três em disparada.

Lá pelas tantas, quando já estávamos dentro de um segundo túnel escuro, o condutor falante sugeriu um “dia sem corrupção”.

– Já pensou – disse ele – se uma vez por ano esses homens não roubassem?

– Interessante – a exclamação me escapou aos lábios.

– Sim – continuou entusiasmado –, seria uma economia e tanto.

Nessa hora, me dei conta de que estávamos percorrendo o caminho mais longo para o meu destino. Chegava a ser irracional a quantia de voltas para acertar o rumo. Deixei.

– Os economistas comentam – tagarelava ele – que somos um país rico. Não deveria existir déficit da previdência, os impostos nem precisariam ser tão altos, o serviço público poderia ser de primeira. O problema é que quanto mais se arrecada, mais escorre pelo ralo, tamanha a roubalheira.

Tão observador, será que ainda se lembrava em quem tinha votado para deputado ou senador na última eleição? Fiz a pergunta e, depois de algum silêncio, a resposta foi não. Pena.

Caímos num engarrafamento, cenário perfeito para aquele juiz de plantão tecer mais comentários sobre o malfeito.

– Veja como são as coisas, os riquinhos ociosos da Zona Sul, que deveriam pensar em quem tem pressa, acham que são os donos do pedaço e vão embicando seus carros, furando fila, costurando de uma faixa a outra, querendo levar vantagem. A gente, que é motorista de táxi, tem que ficar atento, porque os guardas estão de olho, qualquer coisinha eles multam. Mas eles fazem vista grossa para as vans que transportam pessoas ilegalmente. Elas param onde querem, estão tomando os nossos passageiros. Como não tem ônibus para todo mundo e táxi fica caro, muita gente prefere ir de van.

Por falar em “caro”, a interminável corrida já estava me saindo um absurdo... Resolvi pontuar algumas coisas.

– Por que o senhor escolheu o caminho mais longo?

Ele tentou se justificar:

– É que eu estava fugindo do congestionamento.

– Mas acabamos caindo no pior deles – retruquei. – E por que o senhor está usando bandeira três se não tenho bagagem no porta-malas nem é feriado hoje? – continuei questionando.

Ele disse que estava na três para compensar a provável falta de passageiro na volta. Claro que não, eu sabia.

Finalmente, consegui chegar ao endereço pretendido. Fiz mais um teste com o “probo” cidadão: paguei com uma nota mais alta e pedi nota fiscal. Ele me devolveu o troco a menos e disse que o seu talão de notas havia acabado.

Veja como são as coisas, seu moço – emendei. – O senhor veio de lá aqui destilando a ira de um trabalhador honesto. No entanto, se aproveitou do fato de eu não saber andar na cidade, empurrou uma bandeirada, andou acima da velocidade permitida, furou sinal, deu voltas, fingiu que me deu o troco certo e diz que não tem nota fiscal!

O brasileiro esperto quis interromper, mas era minha vez de falar.

– O senhor acha mesmo que ladrões são aqueles que estão em Brasília? Que diferença há entre o senhor e eles?

Eu sabia que estava correndo risco de uma reação violenta, mas não me contive. Os “homens” do Planalto Central são o extrato fiel da nossa sociedade. Quantos taxistas desse porte vemos dirigindo instituições? Bons de discursos... Na prática...

Desembarquei com a lição latejando em mim. Quantas vezes, como fez esse taxista, usamos espelho apenas como retrovisor para reter histórias alheias? Nossas caras, tão deformadas, tão retocadas, tão disfarçadas, onde estão? Onde as escondemos que não aparecem no espelho?

Sem a verdade que liberta, jamais estaremos livres de nós mesmos. Ainda sonho com um Brasil de cara nova... A começar por minha própria cara.


(Delis Ortiz é jornalista, repórter especial da TV Globo, em Brasília. É membro da Igreja Presbiteriana do Planalto. Publicado no site da Editora Ultimato)

domingo, 15 de novembro de 2009

Cochonilha – Nós comemos insetos

É verdade! Praticamente nós todos já comemos insetos pelo menos uma vez na vida. E provavelmente a maioria de nós continuamos a comer insetos até hoje.

- Mas como? Que estória é essa?

Você come biscoito? Toma iogurte e sorvete? Toma leite sabor morango? Então já comeu inseto!

- O que uma coisa tem a ver com a outra?

Biscoitos sabor morango, gelados de frutas vermelhas e leite de soja sabor morango. Esses corantes, se você procurar no rótulo das embalagens, vai encontrar com os nomes de “Vermelho 4″, “Vermelho 3″, “Carmim”, “Cochineal”, “Corante natural carmim de Cochonilha”, “Corante C.I”, “Corante ou Colorizante E120″ e todos esses são sinônimos de Corante de Cochonilha. O pigmento também é usado em produtos cosméticos (champôs, batons, etc...) e roupas.

- E o que é esse Corante de Cochonilha?

O Corante de Cochonilha é um material vermelho vivo feito dos corpos secos e esmagados de um inseto originário do México, a Cochonilha ou Dactylopius coccus. A Cochonilha é uma praga que dá em plantas e tem preferência pelo cacto Opuntia coccinellifera e formam uma espécie de farinha nas folhas contaminadas [veja as fotos em cima, o menor é o macho e o maior é a fêmea]. São besouros diminutos (2 a 5 milímetros de comprimento) que formam colônias nas folhas (parecendo farinha), raízes e frutos das plantas, sugando a seiva, inoculando toxinas e provocando manchas, definhamento e morte da planta.

A Cochonilha hoje é criada em todo o mundo, inclusive no Brasil, para a produção de corantes. Bilhões desses insetos são criados e esmagados para fazer corante vermelho para colocar em sobremesas, bebidas, roupas, chás, etc…

Setenta mil insetos são esmagados e fervidos para fazer meio quilo de corante aproximadamente. E ao mesmo tempo as cochonilhas são combatidas nas plantações comerciais, pois são pragas, especialmente das frutas cítricas. O Grupo de Apoio às Crianças Hiperativas (Hyperactive Children’s Support Group) recomenda eliminar os produtos que contêm esse corante da dieta das crianças com esse problema.

O uso de cochonilha vem desde o descobrimento das Américas (era usada pelos Astecas) e aumentou recentemente depois que se descobriu que os corantes artificiais mais baratos causavam câncer. Agora estão experimentando besouro esmagado nos consumidores - cobaias porque o besouro é “natural”…

- ARGH !!! Eu não quero comer CORPOS DE INSETOS ESMAGADOS! Isso é NOJENTO !!!

Aprenda a ler os rótulos do que você come e repare melhor os produtos das marcas Aymoré, São Luiz, Piraquê (biscoitos), Parmalat, Vigor (iogurtes), e ainda muitos outros. Procure os produtos coloridos com extratos de beterraba e páprica.

E mais importante: CONHEÇA O QUE VOCÊ COME! Procure saber que EDULCORANTES, EMULSIFICANTES, FLAVORIZANTES e outros códigos são esses nos alimentos que você come.

NOTA: Uma coisa é bem óbvia; empresa nenhuma vai lhe dizer explicitamente o que ela põe nos seus produtos se houver a menor possibilidade de que isso faça você rejeitar o produto. Experimente escrever para estas empresas e veja se eles vão mesmo lhe dizer, sem enrolação, que estão colorindo seus alimentos com besouros esmagados. Colorizante E120 é uma ‘pinóia’! Isso é BESOURO mesmo, INSETO!

Fonte: Autor desconhecido

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