domingo, 12 de junho de 2016

Gênesis e o Big Bang - Temporada 3 - cap. 5

Entrevista: Sobre o Design Inteligente

Um podcast onde o Dr. Marcos Eberlin fala sobre a TDI, a evolução, o evolucionismo teísta, a ciência, o designer e muito mais. Clique aqui e para ouvir.

O Big Bang - Temporada 3 - cap. 4

Mamíferos conviveram com dinossauros

Mais pesquisas, mais revelações
A teoria prevalecente de que os mamíferos só prosperaram depois que o impacto de um asteroide extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos é duplamente errônea, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (8) na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society B. Nossos predecessores [sic] de sangue quente se desenvolveram e se espalharam ao longo de milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] enquanto os tiranossauros e outros gigantes carnívoros reinavam no planeta, disseram os pesquisadores. Além disso, esses mamíferos foram bastante prejudicados quando o asteroide se chocou com a Terra, criando um incêndio hemisférico que foi seguido por uma queda forte e prolongada da temperatura global. “A visão tradicional é que os mamíferos foram suprimidos durante a ‘era dos dinossauros’”, disse a coautora Elis Newham, doutoranda em biologia evolutiva na Universidade de Chicago. “No entanto, nossas conclusões foram que os mamíferos (da subclasse) theria - os ancestrais da maioria dos mamíferos modernos - já estavam se diversificando consideravelmente antes do evento da extinção do Cretáceo-Paleógeno”, também conhecido como fronteira K-Pg, que se refere à extinção em massa dos dinossauros e de outros répteis gigantes.

Os pesquisadores reuniram dezenas de estudos que desafiavam a antiga teoria. Mas a chave para a nova conclusão, segundo eles, estava nos dentes. Uma análise de centenas de molares de mamíferos que viveram durante os 20 milhões de anos [sic] anteriores à fronteira K-Pg revelou uma enorme variedade de formas - um sinal indicador de dietas variadas e diversidade de espécies.

Os cientistas ficaram surpresos ao descobrir um declínio acentuado no número de mamíferos após o choque do asteroide. “Eu não esperava encontrar nenhum tipo de queda”, disse o autor principal do estudo, David Grossnickle, também da Universidade de Chicago. “Isso não estava em conformidade com a visão tradicional de que, após a extinção, os mamíferos se multiplicaram”, acrescentou.

Mais uma vez, os dentes ajudaram a tecer as conclusões, dessa vez revelando quais mamíferos conseguiram cruzar a fronteira K-Pg, e quais não conseguiram. Aqueles com molares que indicam uma dieta especializada - apenas insetos ou apenas plantas, por exemplo - eram menos propensos a enfrentar o desastre do que aqueles cujos dentes indicam que eles estavam prontos para mastigar tudo o que estivesse disponível. [...]

A extinção do Cretáceo-Paleógeno dizimou três quartos das espécies vegetais e animais na Terra, incluindo todos os dinossauros que não podiam voar. Com exceção de alguns crocodilos e tartarugas marinhas, não há nenhuma evidência de que os tetrápodes - vertebrados de quatro membros - pesando mais de 25 quilos tenham sobrevivido.

A descoberta na década de 1990 da cratera de Chicxulub, de 180 km de largura, abrangendo a Península de Yucatán e o Golfo do México, mostrou o local onde o asteroide provavelmente se chocou. Após o evento K-Pg, novas formas de mamíferos, como cavalos, baleias, morcegos e os primatas surgiram e se espalharam em um mundo livre de dinossauros.

Fonte: UOL Notícias

Nota do blog criacionismo: O mais interessante é que a “teoria prevalecente” sempre foi ensinada e divulgada na mídia como verdade incontestável. Dinossauros sempre foram tidos como os seres que dominaram o pedaço antes do “surgimento” os da grande diversificação dos mamíferos. Pois a “teoria prevalecente” está caindo por terra. Os criacionistas sempre ensinaram que, juntamente com os dinossauros, viviam muitos outros animais, inclusive o ser humano. O quê?! Mas essa não é a “teoria prevalecente”. Bem, teorias prevalecentes estão aí para serem desafiadas pelos fatos. É só esperar pelo que ainda pode ser descoberto (e aceito). É interessante, também, destacar que os pesquisadores perceberam um declínio das formas de vida após a grande catástrofe. Isso também é previsto pelo modelo diluvianista, por motivos óbvios. O que não parece combinar com os fatos é a suposta causa da grande extinção em massa: o meteorito. Como já disse muitas vezes aqui, para que haja fossilização é preciso soterramento instantâneo sob água e lama. Fósseis bem preservados (inclusive com tecidos moles) são encontrados em todos os continentes. O meteorito de Yucatán pode até fazer parte de um evento catastrófico maior, mas dificilmente poderia ser, sozinho, a causa da grande extinção e da fossilização de bilhões de seres vivos. Os pesquisadores ainda chegam lá. É só continuar usando as pás e os microscópios e deixar de lado o preconceito. [MB]

O que é o universo? - Temporada 3 - cap. 2

Datação Radiométrica Por Carbono-14



Nota: A Oficina "Diálogo sobre as Origens" do NUMAR-SCB promoveu, no dia 09 de junho, a palestra sobre "Datação radiométrica por Carbono-14", ministrada pelo Dr. Rodrigo Meneghetti Pontes, professor do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Vice-Presidente do NUMAR-SCB. O Dr. Rodrigo possui linha de pesquisa na área de Físico-Química Orgânica.

A cronobiologia e o ciclo semanal

Pesquisas científicas mostram que fomos programados para funcionar em períodos definidos. Levar isso em conta significa ter mais saúde

Por Everton F. Alves

O organismo humano mantém seu próprio relógio biológico. Ele possui um ritmo circadiano interno de 24 horas que impulsiona o aumento e a diminuição de moléculas nos diversos sistemas do nosso corpo.¹ Esse relógio também influencia nossa maneira de reagir aos remédios. Por exemplo, a cisplatina, medicamento contra o câncer, é mais eficaz e menos tóxica se for administrada à noite.² A adriamicina, por outro lado, é mais eficaz se for administrada de manhã. Outro fator conhecido é a necessidade que o ser humano tem de descanso. Nesse sentido, pesquisas afirmam a existência do ciclo circaceptano, um ritmo endógeno que exige um descanso a cada sete dias.

Ambos os tipos de ritmos biológicos são explicados pela cronobiologia, um novo campo científico interdisciplinar.¹ Nele, os cientistas percorrem os caminhos dos ritmos e seus movimentos oscilatórios, sua ligação com o ambiente externo, como as informações são recebidas e transmitidas através de um mundo pulsante para uma compreensão melhor da natureza humana. Essa não é fácil tarefa, pois é difícil detectar a maioria dos tique-taques de relógios biológicos. Eles operam logo abaixo da consciência humana, escondida nas estruturas celulares.

Em relação ao ritmo circaceptano, especificamente, o cronobiólogo Jeremy Campbell diz que essa é uma das grandes surpresas que surgiram pela cronobiologia moderna.³ Há alguns anos, poucos cientistas teriam esperado que ciclos biológicos de sete dias viessem a ser tão difundidos e estabelecidos. A origem desse ritmo é muito antiga, aparecendo em organismos unicelulares como as bactérias, afirma o autor. O fundador da cronobiologia, Franz Halberg, encontrou o ciclo de sete dias em uma alga primitiva (Acetabularia mediterranea) de supostos cinco milhões de anos na linha evolutiva de tempo.¹ Devido à semelhança de suas células microscópicas com uma taça de champanhe, a alga (planta) é popularmente conhecida como “copo de vinho da sereia”. Quando essa alga é exposta a horários artificiais alternados de luz e escuridão, ao longo de muitos dias, ela é de alguma forma capaz de traduzir toda essa influência em medidas de sete dias.

A existência do ritmo circaceptano também foi observada em um estudo realizado nos Estados Unidos que acompanhou durante vários anos a excreção de metabólitos urinários em homens saudáveis.4 Os resultados desse estudo demonstraram que a excreção urinária de metabólitos ocorreu em um período exato de sete dias, sugerindo que os ritmos circaceptanos são realmente endógenos e determinados geneticamente. Ao mesmo tempo, parece que esse ritmo de sete dias é capaz de responder aos reflexos circadianos do dia e da noite.4, 5 O transplante de órgãos em seres humanos, por exemplo, também é afetado pelo ritmo circaceptano.4 Jeremy Campbell explica que, quando um paciente recebe um transplante de rim, há um ritmo de cerca de sete dias, um aumento previsível na probabilidade de que o sistema imunológico rejeitará o novo rim. Um pico principal de rejeição ocorre sete dias após a operação, e quando um soro é dado para suprimir a reação imune, ocorre uma série de picos, com o aumento do risco de rejeição, em uma semana, duas, três e quatro semanas.³

Ademais, verificou-se que a frequência de acidente vascular cerebral,6 hemorragia cerebral subaracnoidea,7 e crise coronariana,8 seguem ciclos de sete dias, possivelmente devido à pressão sanguínea que também varia de acordo com um ritmo semanal. A taxa de mitose (divisão celular) no corpo também segue o ritmo circaceptano, o que torna isso importante para otimizar a administração de medicamentos contra o câncer.9 Além disso, um ciclo de sete dias foi encontrado no teor de ácido no sangue, nas células vermelhas do sangue, na frequência do batimento cardíaco, na temperatura oral, na temperatura da mama feminina, na taxa entre os neurotransmissores noradrenalina e adrenalina, e no aumento e diminuição do hormônio de enfrentamento do estresse, o cortisol.4, 10, 11


Ritmos semanais

Para os pesquisadores Susan Perry e Jim Dawson, os ritmos semanais parecem mais facilmente detectáveis quando o corpo está sob estresse, como quando ele está se defendendo contra um vírus ou bactéria. Por exemplo, os sintomas do resfriado (que indicam que o corpo está se defendendo contra um vírus) passam em cerca de sete dias. Os sintomas da varicela, como febre alta e pequenas manchas vermelhas geralmente aparecem quase exatamente duas semanas após a exposição à doença.12 Os médicos também têm observado que a resposta à infecção da malária e da pneumonia atinge o estado crítico em um período máximo de sete dias. Isso não é tudo, pois experimentos envolvendo ratos, moscas, plantas, artrópodes, abelhas, besouros e outras formas de vida também revelaram ritmos circaceptanos.1, 5, 13, 14

À primeira vista, pode parecer que o ciclo semanal de sete dias tenha sido herdado por uma cultura humana de milhares de anos atrás.12 Mas essa teoria não se sustenta quando se percebe que o ciclo circaceptano ocorre em outros seres vivos, além de humanos. Portanto, a Biologia, não a cultura, provavelmente seja a fonte da semana de sete dias.10 Aliás, a França (1793-1805) mudou a semana de sete dias para uma semana de dez dias, e a União Soviética (1929-1940) a mudou para uma semana de cinco dias, ambos os países acreditando que os sete dias fossem mera influência religiosa, mas a experiência da mudança terminou em fracasso completo em ambos os países, e a semana voltou ao seu modelo original.15 Nesse sentido, Campbell afirma que o ciclo de sete dias tem que ver com a lógica interna do corpo, não com a lógica externa do mundo.3 Para Campbell, a estrutura temporal interna parece determinar a estrutura do tempo exterior, em vez do contrário. Ritmos de cerca de sete dias surgiram em milhões de criaturas vivas anos antes de a semana do calendário ser inventada, o que pode ser a razão pela qual ela foi inventada.³

Ao mesmo tempo em que existem ritmos diários (circadiano) e semanais (circaceptanos) para determinadas funções biológicas nos seres vivos, também existem ritmos para o descanso. Temos um relógio biológico que determina quando necessitamos descansar. Pesquisas indicam uma associação positiva entre o descanso no sétimo dia da semana e a longevidade humana. Observou-se que indivíduos que descansam no sábado têm uma expectativa de vida maior que outros que não o fazem.16, 17, 18 Os números apontam um acréscimo de vida de quatro a dez anos, pelo fato de o descanso nesse dia representar uma forma de gestão do estresse e diminuição da pressão sobre o organismo. Em 2014, outro estudo realizado em uma amostra de 5.411 pessoas revelou que aqueles que descansam no sábado são mental e fisicamente mais saudáveis do que os que consideram esse dia como qualquer outro da semana.19

Embora a ciência moderna necessite de mais pesquisas a fim de validar essas evidências em favor do sétimo dia da semana como o dia ideal de descanso, a Bíblia há muito tempo já indicava um dia abençoado e separado especialmente para satisfazer as necessidades humanas de descanso semanal. Esse dia é, sem dúvida, o sétimo de cada semana, o sábado. O Criador diz: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27; leia também Êxodo 20:8-11). É o ritmo do projeto ideal, uma sincronia para viver e funcionar de forma saudável, como planejado.

Fonte: Vida e Saúde

I Seminário Ciência e Fé: inimigas ou amigas?

Promovido pela Comunidade das Nações em Fortaleza - CE será realizado nos dia 25 de Junho de 2016 e discutirá ciência e fé, cristianismo e universidade: Imperdível para jovens, adolescentes e pais!

Sim, pais: seus filhos estão nas escolas e universidades demandando cobertura espiritual mas também precisam de conhecimento científico em face do assédio ideológico praticado hoje em dia.

16 às 17 hrs - Falta-me fé para ser ateu: argumentos científicos do Criacionismo. Prof Marcos Eberlin (UNICAMP)

17 às 18 hrs - Design Inteligente: evoluímos de uma sopa probiótica ou fomos planejados? Prof Marcos Eberlin (UNICAMP)

18 às 18:45 hrs – Forum com perguntas e respostas.

18:45 às 19:15 - venda de Livros, DVD's e sessão de autógrafos

19:15 hrs: Culto de encerramento com o Prof Doutor (UFC), Reverendo Glauco Barreira Magalhães Filho

Evento gratuito: basta você se inscrever e no dia levar 1 kg de alimento não perecível e inscrições estão abertas. Clique aqui para se escrever..

Introdução à Investigação Astronômica - Temporada 3 - cap. 1

domingo, 5 de junho de 2016

Sputnik, darwinismo e a reescrita da história

Releitura enviesada da história
“Vocês sabem que a União Soviética saiu na frente dos Estados Unidos na corrida espacial, com o Sputnik, porque começou a ensinar Darwin desde cedo, na escola. Enquanto os Estados Unidos negava [sic] Darwin, inclusive tinha [sic] um deputado, que agora me foge o nome, fez uma campanha para desconstruir o pensamento cientifico de Darwin que, no entanto está cada vez mais vivo. Qual foi o resultado? A União Soviética saiu na frente na corrida espacial. Logo os Estados Unidos viu [sic] que perdeu [sic], e voltou [sic] a ensinar Darwin desde lá nos primórdios da escola” (vereador Leonel Brizola [PSOL-RJ]). Eu, sinceramente, desconheço quem começou a propagar essa associação totalmente desprovida de qualquer fundamento. A teoria evolutiva não tem qualquer relação com foguetes ou façanhas espaciais. Identifiquei, no entanto, que se trata de uma reescrita histórica aos moldes do ativismo ideológico: “Em nome desses ideais [marxistas] sacrificou-se, muitas vezes, a objetividade científica e a verdade histórica, criou-se, à margem da narração imparcial dos fatos, uma anti-história e uma ‘paraciência’” (José Arthur Rios, sociólogo).

Os Estados Unidos foram mal na corrida espacial pelo planejamento robusto, mas cuidadoso, que, entretanto, valorizava mais a vida humana, enquanto os soviéticos ocultavam seus acidentes e falhas. O programa americano era robusto, mais difícil que o soviético, e isso traria benefícios apenas uma década depois. Na verdade, a opção mais robusta resultou em fracassos simultâneos ao sucesso soviético (Vanguard vs. Sputnik). Ambos os projetos foram baseados nos desenvolvimentos de Wernher von Braun, um criacionista (que ironia, não?). Essa parte é excluída da história porque existe a necessidade de o foguete depender do ensino da evolução nas escolas, é claro.

A realidade é que os EUA perderam miseravelmente em número de façanhas. Enquanto os americanos contavam com seus cientistas e alemães para o projeto espacial e nuclear, os russos contavam com seus próprios cientistas, outros alemães e espiões em praticamente todos os projetos. Os americanos mantinham certa vigilância sobre homens como von Braun e até mesmo Oppenheimer (diretor do Projeto Manhattan).

Todos os meus amigos “sovieticofilos” sabem e conhecem a surra aplicada pelos russos que inclui (colando aqui só o que consta na Wiki)  primeiro míssil balístico intercontinental, o primeiro satélite artificial (1957), o primeiro animal no espaço (1957), o primeiro homem no espaço (1961), a primeira mulher no espaço, a primeira caminhada no espaço, o primeiro veículo a entrar em órbita solar (1959), o primeiro impacto na Lua (1959), a primeira imagem do lado escuro da Lua (1959), o primeiro pouso suave na Lua (1966), o primeiro satélite artificial da Lua (1966), o primeiro rover na Lua (1970), a primeira estação espacial, a primeira sonda interplanetária, entre outras coisas.

O que você aprendeu hoje? Três coisas:

1. Que, na verdade, essa narrativa é tendenciosa; o que houve foi uma oportunidade de se inserir a teoria no currículo (o que é justo visto que políticos não têm que decidir nada sobre isso).

2. Que, ironicamente, era um criacionista o cara que liderava o projeto espacial americano e já havia proposto em 1954 (três anos antes da Sputnik) seu trabalho que foi rejeitado. Por fim, liderou o projeto que em 16 de julho de 1969 levou o homem à Lua.

3. Que as características dessa narrativa”, repetida por aí, configuram ativismo sutil, o mais persuasivo e perigoso de todos. Isso tem raízes ideológicas da mesma natureza que o ativismo político.

Fonte: Junior D. Eskelsen, TDI Brasil

domingo, 15 de maio de 2016

Missão recolhe ossos de dinossauros e fósseis na Antártida

Expedição encontrou fósseis na Antártica
Uma missão científica recolheu pelo menos uma tonelada de fósseis e ossos de dinossauros, alguns deles de 71 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], durante uma expedição à Antártida, informou, nesta quinta-feira (5), a emissora ABC Austrália. A maioria dos restos achados “viveu no oceano”, detalhou um dos expedicionários, Steve Salisbury, da universidade australiana de Queensland, à emissora ABC. Os organizadores da viagem, da qual participaram 12 cientistas da Austrália, Estados Unidos e África do Sul, elegeram uma das poucas partes da Antártida onde o solo rochoso fica exposto na superfície durante o verão austral. Entre os meses de fevereiro e março, os cientistas passaram cinco semanas na pequena ilha Vega, que tem falésias de pedras descobertas de até 500 metros de altura. A missão recuperou restos de mussauro, uma espécie de dinossauro prosauropoda que viveu na atual América do Sul há aproximadamente 215 milhões de anos [idem], no final do período Triásico. Além disso, encontraram peças de plessiossauros, uma ordem de sarcopterígeos, que habitaram em todos os mares até o fim do Cretáceo, e fósseis de pássaros que viveram nesse período, entre outros.

Salisbury detalhou que o achado se encontra no Chile e de lá viajará ao Museu de História Natural de Carnegie, nos Estados Unidos, para um estudo em profundidade. “Pode ser que necessitemos um ou dois anos antes de apresentar resultados”, indicou Salisbury.

Os primeiros restos de dinossauros na Antártida foram encontrados em 1986, do Cretáceo tardio, na ilha James Ross.

Fonte: G1 Notícias

Nota 1: Existem evidências de florestas debaixo do gelo da Antártida (confira), e essa descoberta dos fósseis de dinossauros só vem reforçar a ideia de que ali havia um ecossistema que foi sepultado sob grandes quantidades de lama e água. À medida que o degelo aumentar por lá, o que mais poderá ser descoberto? [Michelson Borges]

Nota 2: Veja o famoso mamute de Beresovka com alimento de clima tropical no estômago. Mais informações na Revista Criacionista: www.revistacriacionista.org.br

Visita Virtual ao Laboratório ThoMSon de MS UNICAMP



Nota: Uma visita virtual ao Laboratório de Marcos Eberlin na UNICAMP- O Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas. Um dos centros de referência mundial na técnica. Conheça os equipamentos lá disponíveis, alunos e colaboradores, e um pouco das pesquisas lá realizadas.

domingo, 1 de maio de 2016

Como cientistas criaram por acidente uma bateria que dura a vida toda

Bateria de Irvine é 400 vezes mais eficiente que os normais
Criar uma bateria que dure toda a vida parecia algo difícil, mas um grupo de pesquisadores americano conseguiu realizar o feito.

E fizeram isso por acidente.

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos, estavam procurando uma forma de substituir o lítio líquido das baterias por uma opção mais sólida e segura - as baterias de lítio são extremamente combustíveis e muito sensíveis à temperatura- quando acabaram criando esta bateria 400 vezes mais eficiente que as atuais.

Eles começaram a fazer testes com nanocabos de ouro recobertos com um gel de eletrólitos e descobriram que eram incrivelmente resistentes. A bateria podia continuar trabalhando de forma efetiva durante mais de 200 mil ciclos de carga.

Durante muito tempo, os cientistas fizeram testes com nanocabos para baterias.

Isso porque eles são milhares de vezes mais finos que o cabelo humano, altamente condutores e contam com uma superfície ampla para o armazenamento e transferência de elétrons.

O problema é que esses filamentos são extremamente frágeis e não aguentavam a pressão de carga e descarga.

Mas um dia a estudante de doutorado Mya Le Thai decidiu colocar nestes delicados fios uma capa de gel.

"Mya estava 'brincando' e cobriu tudo com uma fina capa de gel antes de começar o ciclo", explicou Reginald Penner, conselheiro do departamento de química da Universidade da Califórnia em Irvine.

"Descobriu que apenas usando este gel (de eletrólitos) podia submetê-los a ciclos (de carga e descarga) centenas de milhares de vezes sem que perdessem sua capacidade", diz.

Ela fez isso durante três meses.

O problema do ouro

"Isso é incrível porque essas bateria tipicamente morrem depois de 5 mil ou 6 mil ciclos, 7 mil no máximo", acrescenta.

Penner contou à revista Popular Science que, quando começaram a testar os dispositivos, se deram conta de que as baterias não iam morrer.

Os especialistas acreditam que a efetividade da bateria de Irvine se deve ao fato de a substância viscosa plastificar o óxido metálico na bateria e lhe dar flexibilidade, o que evita rachaduras.

"O eletrodo revestido mantém sua forma muito melhor, o que faz com que seja uma opção mais confiável", explicou Thai.

"Esta pesquisa prova que as baterias com nanocabos de ouro podem ter uma vida longa e que são uma realidade", acrescentou.

Segundo o estudo, após submeter a bateria a 200 mil ciclos, ela só perdeu 5% de sua carga máxima.

Mas ainda resta um longo caminho antes que estas baterias comecem a ser vistas em nossos celulares.

Por mais finos que sejam esses filamentos, eles são de ouro, o que faz com que as baterias sejam muito caras para fabricação em massa.

Para solucionar este problema, Penner sugeriu a Popular Science a possibilidade de substituir o ouro por uma metal mais comum, como o níquel.

Fonte: terra

domingo, 24 de abril de 2016

Genes fazem “controle de qualidade” no genoma

A vida depende dessa tecnologia
Um novo método para identificar genes responsáveis pelo “controle de qualidade” do DNA pode ajudar no diagnóstico e tratamento de vários tipos de câncer. O trabalho, que combinou técnicas de bioinformática com análises funcionais, encontrou 182 genes do tipo GIS, sigla inglesa para supressores de instabilidade do genoma. Desses, 98 nunca haviam sido descritos antes. “Isso tem potencial para levar a novas terapias, bem como a testes que podem predizer quão agressivo é um dado tumor de um paciente”, diz Sandro de Souza, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e um dos autores do estudo, publicado na última edição da Nature Communications. A pesquisa ajuda a ilustrar como o que se convenciona chamar de câncer na verdade é uma complexa série de doenças diferentes, que só têm em comum o fato de envolverem crescimento descontrolado de células que sofreram mutação. (Isso reforça a noção de que dificilmente haverá uma pílula mágica capaz de resolver todo e qualquer caso, como os fãs da fosfoetanolamina querem fazer crer [mas reforça a ideia de que um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir o câncer ou a enfrentá-lo com mais eficácia].)

Os pesquisadores se concentraram num fenômeno que se observa com grande frequência em alguns tipos de câncer, como o colorretal e o ovariano, mas não em outros, como a leucemia. É um embaralhamento forte do genoma da célula, referido tecnicamente pela sigla GCR, de rearranjo cromossômico grosseiro. Ele acontece quando alguns genes responsáveis por manter o DNA todo organizado falham nessa função e induz ao surgimento de mutações, que por sua vez aumentam as chances de surgir um tumor maligno. Mas quais exatamente são esses genes, os tais GIS? Encontrar essa resposta era o objetivo principal do estudo.

Sob a liderança de Richard Kolodner, pesquisador do Instituto Ludwig para Pesquisa sobre o Câncer, em La Jolla, na Califórnia, o grupo se concentrou num primeiro momento no genoma da levedura Saccharomyces cerevisiae. [...] Foram descobertos 182 genes do tipo GIS, além de outros 438 que não são propriamente da mesma categoria, mas agem em concerto para que o sistema de preservação da integridade do genoma se mantenha funcionando. [...] Esta é uma das “assinaturas” mais claras da evolução das espécies – o fato de que muitos dos genes presentes em outros organismos também têm seus equivalentes no homem. É isso que permite que estudos genéticos com outros organismos tenham um impacto importante na saúde humana. No caso do estudo em questão, isso ficou imediatamente claro. [...]

Num nível mais elementar, o estudo oferece mais lampejos sobre como funcionam certos tipos de câncer, provavelmente induzidos por mutações que levam ao colapso do sistema de controle de qualidade do DNA e ao surgimento de rearranjos cromossômicos grosseiros. [...]

Fonte: Folha.com

Nota do blog criacionismo: Como explicar por meio da teoria da evolução a existência de um verdadeiro controle de qualidade genético? Um mecanismo complexo assim poderia surgir naturalmente? E mais: quando esse sistema/mecanismo complexo falha, aumentam as chances de surgimento de tumores. O que dizer da época em que esse mecanismo não existia (segundo a mesma teoria da evolução)? Você não acha que é um verdadeiro milagre estarmos aqui, agora? Outra coisa: O fato de haver genes comuns a vários tipos de organismos aponta para a evolução comum deles ou para a “assinatura” do Criador? Ele pode muito bem ter utilizado mecanismos semelhantes em espécies diferentes, mas que executariam funções semelhantes. Aviões, motocicletas, carros e bicicletas têm rodas. Isso faz deles “parentes”? É tudo uma questão de interpretação. [MB]

A descoberta científica do ano

A revista Science considerou a técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR-CAS9 a descoberta científica mais importante de 2015. Essa tecnologia poderá permitir, por exemplo, a correção de doenças causadas por erros no DNA. Além de trazer perspectivas otimistas no campo da saúde, tal avanço científico também fornece importantes pistas sobre a origem da vida. De acordo Timothy Standish, diretor associado do Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisa em Geociências), as descobertas em torno desse método apoiam a crença em um Designer inteligente. Para ele, trata-se de algo relevante para a compreensão das origens porque mostra um limite na teoria da evolução de Charles Darwin. “Mesmo editando e manipulando de maneira artificial os genes, não é possível fazer uma melancia do tamanho de um grão de milho, o que aponta para a necessidade de uma engenharia inteligente”, ele afirma.

Fonte: ANN

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