segunda-feira, 18 de junho de 2018

18 DE JUNHO - dia do profissional da Química

Foto: Firmo Neto
Essa data foi escolhida porque em 18 de junho de 1956, o presidente JK assinou a "Lei Mater dos Químicos"(Lei n°2800/56), regulamentando o exercício da profissão e criou os Conselhos de Química. Desta forma, ficou estabelecido como "Dia Nacional do Químico".

Vale lembrar que, os Químicos são aqueles profissionais que trabalham na área da ciência responsável pela composição, estrutura e propriedades da matéria. Eles também estudam a transformação da matéria das reações químicas e a relação da energia envolvida durante a transformação.

Então, hoje, deixo os meus parabéns aos colegas profissionais da Química pelo seu dia e pelo importantíssimo trabalho que vem sendo desenvolvido em beneficio à humanidade.

sábado, 16 de junho de 2018

Estudo revela que 90% dos animais surgiram ao mesmo tempo

Uma nova pesquisa que envolve a análise de milhões de códigos de barra de DNA desmascarou muito do que sabemos hoje sobre a evolução das espécies. Em um imenso estudo genético, o pesquisador associado sênior Mark Stoeckle do Programa para o Ambiente Humano na Universidade Rockefeller e o geneticista David Thaler da Universidade de Basel descobriram que 90% de todos os animais da Terra surgiram ao mesmo tempo. Mais especificamente, eles descobriram que 9 em cada 10 espécies de animais no planeta surgiram ao mesmo tempo que os humanos, cerca de 100.000 a 200.000 anos atrás (segundo a cronologia evolutiva).

“Essa conclusão é muito surpreendente e eu lutei contra ela o máximo que pude”, afirma Thaler.

Durante a última década, centenas de cientistas coletaram cerca de 5 milhões de códigos de barra de DNA de 100.000 espécies de animais em diferentes partes do globo. Stoeckle e Thaler analisaram essas 5 milhões de impressões genéticas para chegar a uma das descobertas mais surpreendentes sobre evolução até agora.

O que é o Código de barra de DNA?

Existem dois tipos de DNA. A maioria das pessoas conhece o DNA nuclear. Esse é o DNA que contém o esquema genético para cada indivíduo único. É passado dos pais para os filhos. O genoma é feito de tipos de moléculas arranjados em pares. Existem 3 bilhões desses pares, que são usados então para formar milhares de genes.

O outro tipo de DNA, menos familiar, é encontrado na mitocôndria das células. A mitocôndria gera energia para a célula e contém 37 genes. Um desses é o gene COI, que é usado para criar códigos de barra de DNA. Todas as espécies têm um DNA mitocondrial muito similar, mas seu DNA é também suficientemente diferente para distinguir entre as espécies.

Paul Hebert, diretor do Instituto de Biodiversidade de Ontário, desenvolveu uma nova forma de identificar espécies estudando o gene COI.

Nascidos por volta do mesmo momento

Ao analisar o COI de 100.000 espécies, Stoeckle e Thaler chegaram à conclusão de que a maioria dos animais apareceu simultaneamente. Eles descobriram que a mutação neutra entre espécies não era tão variada quanto se esperava. A mutação neutra se refere a pequenas mudanças no DNA que ocorrem ao longo das gerações. Eles podem ser comparados aos anéis das árvores, já que podem informar qual a idade de certa espécie ou indivíduo.

Quanto a como isso deve ter acontecido, é incerto. Uma provável possibilidade é a ocorrência de um evento abrupto. Um trauma ambiental em larga escala pode ter erradicado a maioria das espécies da Terra.

“Vírus, eras glaciais, novos competidores bem-sucedidos, perda de presas – tudo isso pode causar períodos em que a população de um animal reduz bruscamente”, argumenta Jesse Ausubel, diretor do Programa para o Ambiente Humano.

Tais momentos dão origem a mudanças genéticas generalizadas pelo planeta, causando o aparecimento de novas espécies. No entanto, a última vez que tal evento ocorreu foi há 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], quando um asteroide atingiu a Terra e (acredita-se) dizimou os dinossauros e metade de todas as outras espécies no planeta.

O estudo foi publicado no periódico Human Evolution, neste link.

Fonte: Meio Info via criacionismo

Nota de Michelson Borges: Tudo indica que houve um “gargalo” na história da Terra, e que em algum momento dessa história os seres vivos simplesmente apareceram sobre o planeta, quase como num passe de mágica. O que isso lhe sugere? Cuidado! Você pode estar pensando em hipóteses perigosamente criacionistas... [MB]

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Movimento criacionista começa a se expandir pela América do Sul

Grupo que se reuniu recentemente no primeiro encontro de núcleos da SCB, em Brasília, DF. (Foto: Divulgação)
Depois de 46 anos em defesa do Criacionismo no Brasil, a SCB (Sociedade Criacionista Brasileira) dispara na abertura de pequenos núcleos de estudo em vários estados do país. No período de três anos, oito núcleos já foram ou estão sendo organizados. O primeiro foi inaugurado formalmente, em 2015, o Numar-SCB (Núcleo Maringaense) e os demais estão aguardando detalhes finais.

Além do núcleo de Maringá, existem dois outros núcleos em processo de formalização no Paraná, em Londrina e Curitiba, além de outros núcleos no sul do Brasil: em Santa Catarina (Blumenau) e outro no Rio Grande do Sul (Porto Alegre). Os demais núcleos estão em fase de organização: Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Amazonas, Rondônia e Maranhão.

Fora do Brasil já existe incentivo para a implantação de minicentros criacionistas em Galápagos, Bolívia, Peru e Cabo Verde. De acordo com o diretor executivo da SCB, Rui Corrêa Vieira, vários seminários internacionais estão sendo realizados nessas localidades.

Rui explica que desde o início das atividades, em 1972, a SCB tem mantido contato com o Geoscience Research Institute, instituto norte-americano de pesquisas bíblico-científicas, através do intercâmbio e do desenvolvimento de projetos e, posteriormente, um estreito contato com a Creation Research Society, umas das mais antigas organizações criacionistas do mundo, da qual recebeu autorização para traduzir e publicar artigos do periódico Creation Research Society Quarterly em sua “Folha Criacionista”, atual Revista Criacionista.

Planos para o futuro

O plano, segundo o recém-eleito presidente da entidade, o geólogo Dr. Marcos Natal, é o de ter uma dessas filiais em cada um dos estados brasileiros e em outros países sul-americanos. Os núcleos atuam de forma voluntária, profissionais de diversas áreas, como biólogos, geólogos, químicos, arqueólogos, físicos, paleontólogos, teólogos, professores, cientistas, jornalistas e até mesmo profissionais da saúde como médicos e enfermeiros.

“A ideia é que em cada um desses núcleos, sejam estabelecidos centros criacionistas. Trata-se de espaços reservados para divulgação, pesquisa e aprendizagem a respeito do criacionismo onde os interessados encontram livros, jogos, material audiovisual, amostra de fósseis, entre outros recursos”, afirma o presidente da SCB.

Outro objetivo dos núcleos consiste em firmar parcerias com universidades locais e apresentar a proposta criacionista. Marcos Natal se mostra entusiasmado com as perspectivas futuras de relação com os públicos científicos, a cargo de uma nova geração de pesquisadores criacionistas, por conta da presença de vários jovens cientistas e estudantes motivados a dar maior visibilidade ao criacionismo.

Como criar um núcleo

Interessados em montar um núcleo da Sociedade Criacionista Brasileira devem entrar em contato com a SCB pelo e-mail scb@scb.org.br. Em resposta, a entidade oferecerá orientações e estrutura para formação e manutenção do núcleo. Com informações da SCB e ASN.

Fonte: Gospel Prime

domingo, 10 de junho de 2018

2019 – Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos

Recentemente a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2019 como sendo o Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos (IYPT 2019, em inglês).

Um dos principais motivos para a comemoração é que em 2019 completamos 150 anos desde a primeira tabela de Dmitry Mendeleev, publicada em 1869! Sendo também possível encaixar a marca de 350 anos desde a descoberta do elemento fósforo pelo alquimista alemão Henning Brand no ano de 1669.

Ficamos muito felizes com a notícia e firmamos aqui o compromisso de oferecer muito mais textos, vídeos, fotografias, materiais didáticos auxiliares e conteúdo neste site. Tentaremos o máximo possível – dentro da nossa (atual) falta de recursos financeiros – fazer com que o próximo ano seja realmente especial!

ATENÇÃO: Se você procura uma tabela Periódica atualizada para imprimir (ano de 2018) clique aqui.

Fonte: TabelaPeriodica.org

Nota: Conheça - AQUI - a nossa Tabela Periódica, é a mais atualizada comercialmente no Brasil.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Marcos Eberlin lança livro que explica origem da vida



Nota: Mestre em Química, doutor em Ciências pela Unicamp e pós-doutor pela Universidade de Purdue nos Estados Unidos. O professor Marcos Eberlin fala sobre o seu novo livro "Fomos Planejados: a maior descoberta científica de todos os tempos".

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Cientistas desenvolvem por acaso enzima devoradora de plástico

Mais de 8 milhões de plásticos são descartados todos os anos nos oceanos
Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima devoradora de plástico que poderia, eventualmente, ajudar a resolver o problema crescente da poluição gerada por este material, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16), do qual participaram pesquisadores da Unicamp.

Mais de oito milhões de toneladas de plásticos são descartadas nos oceanos do mundo todos os anos e há uma preocupação crescente com as consequências contaminantes deste produto derivado do petróleo para a saúde humana e o meio ambiente.

Apesar dos esforços de reciclagem, a maior parte dos plásticos permanece por centenas de anos no meio ambiente, e por isso cientistas buscam melhores formas de eliminá-lo.

Pesquisadores da Universidade de Portsmouth e do Laboratório de Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos decidiram se concentrar em uma bactéria encontrada na natureza, descoberta no Japão há alguns anos.

Cientistas japoneses acreditam que a bactéria tenha evoluído recentemente em um centro de reciclagem de rejeitos, uma vez que o plástico não existia até os anos 1940.

Conhecida como Ideonella sakaiensis, ela parece se alimentar exclusivamente de um tipo de plástico conhecido como polietileno tereftalato (PET), usado amplamente em garrafas plásticas.

Uma mutação útil

O objetivo dos cientistas era compreender o funcionamento de uma destas enzimas - denominada PETase ao compreender sua estrutura.

"Mas eles acabaram dando um passo à frente e desenvolveram acidentalmente uma enzima ainda mais eficiente em decompor plásticos PET", destacou o estudo, publicado no periódico científico americano Proceedings of the National Academy of Sciences.

Usando um raio-X superpotente, eles conseguiram produzir um modelo tridimensional em altíssima resolução da enzima.

Empregando a modelagem de computador, cientistas da Unicamp e da Universidade da Flórida descobriram que a PETase era similar a outra enzima, a cutinase, encontrada em fungos e bactérias.

Uma parte da PETase, no entanto, era um pouco diferente e cientistas supuseram que esta era a parte que permitia a degradação do plástico.

Eles, então, submeteram à mutação o local ativo da PETase para fazê-la se parecer mais com a cutinase e descobriram de forma inesperada que a enzima mutante era mais eficiente do que a PETase natural em decompor o PET.

Os pesquisadores afirmam estar trabalhando agora em melhorias desta enzima, na esperança de eventualmente permitir seu uso industrial na decomposição de plásticos.

"A sorte frequentemente desempenha um papel significativo na pesquisa científica de base, e nossa descoberta não é uma exceção", afirmou um dos autores do estudo, John McGeehan, professor da escola de Ciências Biológicas de Portsmouth.

"Embora o aperfeiçoamento seja modesto, esta descoberta inesperada sugere que há espaço para mais melhorias destas enzimas, aproximando-nos de uma solução de reciclagem para a crescente montanha de plásticos descartados", acrescentou.

Fonte: G1

terça-feira, 27 de março de 2018

Curso - A Teoria do Design Inteligente

Este curso traz a discussão diversos aspectos da ciência, tais como filosofia da ciência, a definição de ciência, os pressupostos científicos, os atributos de teorias científicas, falseabilidade e capacidade de fazer previsões da teoria da evolução e do design inteligente, o naturalismo filosófico, a evolução do cosmo, a evolução química, a evolução bioquímica, os mecanismos evolutivos e suas viabilidades frente a química e bioquímica modernas, permitindo assim um confronto da fé cristã com a razão baseada em argumentação científica moderna.

Discutirá também a teoria do design inteligente (TDI): seus princípios e pressupostos, a teoria da evolução: seus princípios e pressupostos e mecanismos, as evidências de design inteligente na vida e no universo, o ajuste fino do universo, os pilares da teoria do design inteligente: informação especificada, complexidade irredutível, antevidência genial, as semelhanças e diferenças entre homens e chimpanzés, ancestralidade símia comum, o DNA lixo, os “bad Designs”, órgãos vestigiais, as evidências de design no código genético e nas estruturas de proteínas, fazendo no final um embate racional entre  a evolução de Darwin e o design inteligente de Michael Behe.

Aula 01: A Ciência e o Embate Evolução x Design Inteligente – Marcos N. Eberlin
Aula 02: A Teoria do Design Inteligente (TDI) – Marcos N. Eberlin
Aula 03: Evidências de Design Inteligente no Universo – Marcos N. Eberlin
Aula 04: Evidências de Design Inteligente na Vida – Marcos N. Eberlin
Aula 05: Humanos e Chimpanzés: Parentes Evolutivos? – Marcos N. Eberlin
Aula 06: Entendendo e Avaliando a Evolução Bioquímica – Marcos N. Eberlin
Aula 07: A Informação Bioquímica: Acidente Congelado ou Design Inteligente? – Marcos N. Eberlin
Aula 08: Quem Veio Primeiro, o Ovo ou a Galinha? – Marcos N. Eberlin
Aula 09: O Embate do Século – Marcos N. Eberlin

Saiba mais sobre o curso no site Fiel - Curso de Liderança

Fonte: Fiel - Curso de Liderança

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Quem criou o Criador?



Nota: John Lennox é um matemático da Universidade de Oxford na Inglaterra, um forte crítico do biólogo Richard Dawkins, seu "colega" de Oxford. Para ele, "Deus é eterno; ele não foi criado, sempre existiu". Leia aqui mais argumentos de sua explicação sobre "a origem de Deus".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Refletir: Uma incoerência naturalista

Nota: Isso faz sentido? É obvio que não, mas para os evolucionistas, sim! Eles creem que a mão mecânica foi projetada por várias mentes inteligentes, porém a mão biológica, muito mais complexa, surgiu por processos naturais não orientados por longas eras. Enfim, é muito difícil ter fé para acreditar na teoria evolutiva.[FN]

Se quiser rejeitar a teoria da evolução, faça-o pelo motivo correto

“Ninguém nunca viu um macaco virar homem.” Essa foi a lógica apresentada pelo Ministro da Educação da Índia [foto ao lado], em uma tentativa de “desmascarar” a teoria da evolução de Darwin. A declaração gerou piadas e um pedido de retratação feito pela comunidade indiana. “Ninguém, incluindo nossos antepassados, por escrito ou oral, disse que viu um macaco se transformar em um homem”, disse Satyapal Singh enquanto presidia uma conferência em Aurangabad, cidade no estado de Maharashtra, na sexta-feira. Ele defendeu a retirada da teoria evolucionista – aceita por unanimidade [sic] pela comunidade científica – dos livros didáticos do país. O comediante Vir Das foi um dos primeiros a brincar com o assunto.

O diretor Farhan Akhtar respondeu de forma satírica à declaração do ministro. “Macacos protestam contra a Origem das Espécies de Darwin. Eles negam envolvimento com a existência de certo homo sapiens.” No entanto, apesar da reação severa de todos os lugares, o ministro manteve o posicionamento. “Estou absolutamente de acordo com o meu comentário de que a teoria da evolução de Charles Darwin não é científica. Há poucas evidências para fundamentar a teoria. Grandes cientistas do mundo vieram dizer que não há evidências disponíveis no mundo que possam provar que a teoria da evolução está correta”, disse o ministro em outra conferência, segunda-feira, no IIT-Guwahati, uma das principais instituições técnicas da Índia.

Ele mesmo pediu uma conferência internacional para verificar a veracidade da teoria de Darwin. “Proponho, se o Ministério do Desenvolvimento e Recursos Humanos estiver pronto, patrocinar uma conferência internacional de nível mundial para decidir o que é verdadeiro e factual e que deve ser ensinado em escolas e faculdades”, disse Satyapal Singh.

Enquanto isso, cientistas de toda a Índia começaram a coletar assinaturas contra o ministro Singh e suas observações, vistas como um insulto ao verdadeiro trabalho de pesquisa. A comunidade científica pretende entregar a petição assinada ao Governo para pedir ao ministro que se retrate de sua declaração. Já são mais de 4.000 assinaturas e o texto continua recebendo apoio de cientistas e acadêmicos de mais de 25 das principais instituições educacionais do país.

A teoria evolucionista darwiniana consiste em três suposições:

(1) todos os seres vivos descendem de um antepassado comum;
(2) os principais mecanismos para as mudanças que dão origem a novas espécies resultam de mutação e seleção natural ou “sobrevivência do mais apto”;
(3) estes são processos naturais não orientados.

Embora a pesquisa genética moderna fundamente em grande parte as ideias de Darwin, elas continuam sendo uma fonte de controvérsia, especialmente entre os devotos religiosos. A Turquia removeu todas as menções ao naturalista inglês de seus currículos didáticos em 2017, em grande parte devido à alegada incompatibilidade da teoria com a educação islâmica “baseada em valores” do país.

Fonte: Sputnik via criacionismo

Nota do blog criacionismo: O Ministro da Educação da Índia falou bobagem e a mídia e os evolucionistas não perderam tempo: detonaram o homem. Evolucionistas não creem que o ser humano “veio do macaco”, e criacionistas nunca deveriam dizer que eles creem nisso. Eles pensam que humanos e macacos tiveram um ancestral comum (mas que animal seria esse, um sapo? Bem, deixemos isso pra lá...). Para ser mais preciso, o ministro poderia ter dito que não aceita a macroevolução porque informação genética não pode surgir do nada. Porque elementos inorgânicos não poderiam se agrupar em moléculas, aminoácidos, proteínas, DNA, células... tudo na ordem certa, unido à informação complexa, para então dar origem à vida – nem um cem bilhões de anos! Poderia também ter dito que não aceita a teoria da evolução porque a vida revela muitos mecanismos de complexidade irredutível sem os quais ela nem sequer teria começado a existir. Enfim, poderia dizer que a macroevolução está mais nos domínios da fé que nos da ciência empírica, e que vida só provém de vida, como Pasteur provou há muito tempo. A matéria acima tentou resumir os postulados básicos da teoria da evolução, como o de que todos os seres vivos descendem de um antepassado comum (macroevolução). Isso não está provado. É mera especulação baseada em evidências que apontam meramente para adaptações e diversificação de baixo nível (“microevolução”). O registro fóssil está aí para provar isso, com seres distintos (peixes, anfíbios, répteis, mamíferos, aves) e sem evidência de intermediários entre eles. Quando o assunto são fatos, os evolucionistas apelam para as mutações e a seleção natural, mecanismos aceitos pelos criacionistas, evidentemente. Mas o que esses mecanismos promovem? No caso das mutações, via de regra, perda de informação genética ou modificações limitadas (duvida? Pesquise aqui no blog sobre as drosophilas). No caso da seleção natural, adaptabilidade a determinadas circunstâncias ambientais, permitindo a sobrevivência do mais bem adaptado a essas circunstâncias. Mas tanto as mutações quanto a seleção natural agem sobre organismos já existentes. A seleção pode explicar como o mais “apto” sobrevive, mas nem um nem outro mecanismo é capaz de explicar como esses indivíduos mais “aptos” vieram à existência. Assim, o livro A Origem das Espécies promete, mas não entrega, pois tem a palavra “origem” no título, mas somente explica por que há diversidade na natureza. Pena que o Ministro da Educação da Índia não mencionou fatos como esses, expondo-se ao ridículo com aquele “argumento batido”. Que os criacionistas não sigam seu exemplo. Se for para rejeitar a teoria da evolução, que seja pelos motivos corretos. [MB]

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Tabela periódica pode ganhar nova linha pela primeira vez na história

Instalações do laboratório Nishina, local das pesquisas com o elemento 119.
Uma equipe de cientistas no Japão acaba de iniciar um dos projetos mais apaixonantes da física nos últimos tempos: a busca do elemento 119 da tabela periódica, "nunca visto e nunca criado na história do universo", disse o físico Hideto Enyo, líder da iniciativa.

O novo elemento, batizado temporariamente de ununennio (um, um, nove, em latim), inauguraria uma nova linha – seria a oitava – na tabela periódica proposta em 1869 pelo químico russo Dmitri Mendeleev. A ordem da primeira coluna, recitada de cor por qualquer estudante, ficaria assim: hidrogênio, lítio, sódio, potássio, rubídio, césio, frâncio e ununennio.

Enyo comanda o laboratório Nishina, do centro de pesquisa Riken, um acelerador de partículas localizado nas proximidades de Tóquio. No laboratório, os cientistas planejam disparar feixes de vanádio, um metal, contra um alvo de cúrio, um elemento mais pesado que não existe naturalmente no ambiente terrestre. A teoria é simples: o núcleo do átomo de vanádio possui 23 prótons. O do cúrio tem 96. Unidos, criariam um elemento superpesado com 119 prótons. Mas não é tão fácil.

"Todos somos poeira das estrelas", lembra o físico nuclear José Luis Taín, parafraseando o famoso astrônomo norte-americano Carl Sagan. A equipe de Taín, que não tem participação na busca do elemento 119, lidera outro experimento no Riken para investigar como são formados os elementos pesados no universo. Os mais leves, como o hidrogênio (um próton) e o hélio (dois prótons), foram formados imediatamente após o Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos. Os outros, mesmo o ferro, surgiram de uma fusão nuclear no interior das estrelas. Mas, depois do ferro, com 26 prótons, a origem é mais confusa.

"Acreditamos que, para formar elementos mais pesados do que o ferro, são necessários eventos explosivos, como supernovas [explosões de estrelas muito maciças] ou fusões de estrelas de nêutrons", afirma Taín, pesquisador do Instituto de Física Corpuscular, em Paterna (Valência). Nesses cataclismos cósmicos, ocorre um rápido processo de captura de nêutrons, que, quando desintegrados, formam prótons. Isso criaria, em alguns segundos, elementos cada vez mais pesados, como o ouro (79), chumbo (82) e urânio (92). O experimento de Taín, chamado Briken, tenta imitar esses emaranhados estelares no laboratório do Japão.

Esse rápido processo de captura de nêutrons, no entanto, seria suspenso em torno do elemento 110, segundo Taín, citando as previsões teóricas atuais. Se forem corretas, o elemento 119, como afirma o cientista Enyo, jamais foi criado no universo. Nunca.

O elemento mais pesado encontrado naturalmente na Terra é o plutônio, com 94 prótons. A partir desse ponto, os núcleos não são estáveis o suficiente. Os últimos elementos sintetizados – nihônio (113), moscóvio (115), tennessino (117) e oganessono (118) – são muito radioativos e existiram por alguns milésimos de segundo em um laboratório.

"Esperamos encontrar o elemento 119 em alguns anos", afirma Enyo com entusiasmo. "Já começamos a caçada, embora ainda estejamos numa fase muito preliminar", reconhece. O físico japonês sabe que outras equipes científicas de prestígio já falharam na busca do elemento 119. O centro GSI Helmholtz, em Darmstadt (Alemanha), realizou a tentativa em 2012, disparando um feixe de titânio (22) contra um alvo de berkélio (97) , sem sucesso. "Ainda não sabemos que tipo de combinação de feixes e alvos será melhor", admite Enyo.

Por que gastar tanto tempo em experimentos caríssimos para sintetizar um elemento por alguns milésimos de segundo? "Porque é muito emocionante descobrir um novo elemento, especialmente o 119, que será o primeiro da oitava linha da tabela periódica", arremata o físico japonês, resumindo o espírito curioso da ciência básica.

O químico alemão Martin Heinrich Klaproth descobriu o urânio em 1789. O nome foi inspirado no planeta Urano, que havia sido observado pela primeira vez alguns anos antes. O urânio é o elemento mais antigo na sétima linha da tabela periódica. Se, em 1789, Klaproth tivesse sido questionado com um "para que queremos isso?", não poderia ter imaginado que as usinas nucleares produziriam 17% da eletricidade mundial com o elemento mais antigo na sétima linha.

Fonte: Brasil El País

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Terra plana: a teoria conspiratória do momento [curso]

Não se sabe bem a razão, mas argumentos de que a Terra é plana – fato não só contestado por imagens tiradas do espaço, mas também por investigações matemáticas que datam desde a Grécia antiga – têm ganhado manchetes pelo mundo todo recentemente.

[...] Quem são os crentes da Terra plana? [...] Eles acreditam basicamente, que há uma conspiração mundial envolvendo cientistas e agências espaciais para que todos acreditem que a Terra é esférica. É dito que estamos em um disco circular, não em um globo, com o Polo Norte no meio e a Antártida em toda a borda. [...] Em matéria do jornal inglês The Guardian, é citado que os seguidores dessa teoria são ‘quase como uma religião’.

Não se sabe qual é realmente o tamanho do grupo. Mas, como em qualquer assunto, fanáticos fazem barulho. Principalmente na internet. Em grupos de Facebook, posts no Twitter, vídeos no YouTube, fóruns... [...] Inúmeros fatos são apontados pelos membros dos grupos. As alegações para isso vão desde ‘desaparecimento de navios’ a ‘horizonte reto’ (mas não citam que barcos ficam só parcialmente visíveis no horizonte por causa da curvatura terráquea).

No intuito de colaborar para o esclarecimento de dúvidas que frequentemente são levantadas sobre divergências de pontos de vista em torno de questões que envolvem simultaneamente aspectos científicos e religiosos a Sociedade Criacionista Brasileira está disponibilizando o curso gratuito Reinventando a Terra Plana. Clique aqui para acessar o curso!

Fonte: Sociedade Criacionista Brasileira

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Universo tem design inteligente

Genética. Para os cientistas, a assinatura no DNA mostra claramente a presença de uma mente inteligente, que criou estratégias químicas
A vida surgiu por acaso ou a partir de uma vontade superior? Esse embate desgastado ainda não tem solução. Quem acalorou essa discussão foi o naturalista inglês Charles Darwin, quando, em 1859, publicou o livro “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural”, em que sustentava que a vida começou espontaneamente no momento em que uma sopa primordial de elementos químicos, submetida às condições da Terra primitiva, produziu pela primeira – e única vez – uma molécula replicante. Mudanças graduais ocorridas por acaso permitiram a formação, ao longo de bilhões de anos, de seres cada vez mais complexos.
Dr. Marcos Eberlin

No final do século XX surgiu nos Estados Unidos o Movimento do Design Inteligente, que reúne químicos, bioquímicos, biólogos e físicos. No Brasil foi criada, em 2016, a Sociedade Brasileira do Design Inteligente, com 1.500 membros e que tem como presidente Marcos Eberlin, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo esses cientistas, a vida não tem nada de aleatório e parece ter seguido algum desenho inteligente. A prova seria a complexidade dos sistemas celular e molecular: trata-se de verdadeiras máquinas, cujas partes independentes estão tão estreitamente interligadas que a ausência de um único componente é o bastante para impedir que elas funcionem.

A Teoria do Design Inteligente (TDI) é o estudo científico de padrões na natureza que possam referendar ou descartar a ação de uma mente inteligente como sua causa. É a ciência que propõe inferir se a causa primeira mais provável dos efeitos no universo e na vida seria a ação de uma mente inteligente ou a de forças naturais não guiadas, como propõe Darwin.

“A percepção de um design inteligente existe desde os primórdios da humanidade. Filósofos gregos postulavam que havia sinais de que uma mente inteligente teria criado o universo e a vida. O movimento moderno nasceu em 1995, com Phillip Johnson, autor de “Darwin no Banco dos Réus”, que organizou um encontro na Califórnia com a presença de cientistas das mais diferentes áreas, como Stephen C. Meyer e Michael Behe. O evento pretendia discutir o compromisso que a ciência fez com o materialismo filosófico a partir do darwinismo, que muitos consideram legítimo, mas que tem levado a ciência a propor teorias equivocadas. Para eles, matéria, energia e espaço foram as forças naturais que criaram tudo. Ficamos apenas com a evolução e o Big-Bang”, analisa Eberlin.

Os cientistas da TDI entendem que se ancorar apenas em processos naturais não guiados é muito restrito e que já era tempo de contemplar a ciência por outro viés.

Zumbi science’. “O naturalismo de Darwin só conquistou a ciência por causa do iluminismo. Fizemos um pacto com o naturalismo e ficamos durante 150 anos tentando entender tudo pela teoria da matéria, da energia e da força, e não conseguimos. A evolução faliu, não conseguimos explicar a complexidade da vida. Estamos mantendo viva a ciência dos mortos-vivos, a ‘zumbi science’, como se tivéssemos apenas uma opção”, refuta Eberlin.

O design inteligente é uma ciência que, para explicar a criação do universo, coloca na mesa outra possibilidade que não a das forças naturais: a existência de uma mente inteligente. “Buscamos, por meio de metodologias científicas, compreender quando um fenômeno foi causado por forças naturais ou por uma ação inteligente. Um raio seria a fúria de Deus ou uma descarga elétrica? As rochas caem pela ação da gravidade? Dados jogados caem com determinado número voltado para cima de forma aleatória? Nossa proposta é desenvolver metodologias e aplicá-las no universo e na vida. A cada dia os sinais são claríssimos de que uma mente inteligente ou um ser inteligente orquestrou o universo e a vida. Só não estávamos vendo isso porque o materialismo filosófico nos impedia de considerar a opção do design inteligente”, analisa o pesquisador.

Opinião

Stephen Hawking. O cientista defende que o universo é autocontido, que não poderia ser nem criado, nem destruído. Ele simplesmente seria. “Que lugar haveria, então, para um criador?”, indaga.


A assinatura por trás da natureza

Qual seria a identidade do designer? “Por meio de métodos científicos não podemos, de forma honesta, tirar alguma conclusão. A teoria do design inteligente não se compromete em relação à identidade do designer, pois a ciência não tem ferramentas para descobrir isso”, diz Marcos Eberlin.

Porém, os defensores da TDI, mesmo sendo cientistas, têm ou não suas crenças pessoais. “Alguns são agnósticos e não querem se comprometer, outros são espíritas e acham que se trata de um espírito evoluído. Outros acham que o autor é o grande arquiteto do universo, e alguns consideram que são deuses ou extraterrestres, mas a grande maioria acha que é Deus, como eu acho que é. Sem dúvida, quando a boa ciência se alia à filosofia e à teologia, elas apontam para o Deus bíblico, o candidato mais viável ao posto de designer inteligente. Por isso a TDI é tão odiada, porque, como boa ciência, aponta para uma mente inteligente”, ressalta Eberlin.

O universo e a criação têm apenas uma assinatura. “Veja a assinatura no DNA, que mostra claramente a presença de uma mente inteligente, que criou as estratégias químicas utilizadas na codificação, na otimização do RNA para o DNA, na substituição do açúcar, na escolha dos 20 aminoácidos que formam a vida, das proteínas. Da mesma forma, o planeta Terra com seu campo magnético nos protegendo das tempestades solares, a camada de ozônio criando uma proteção dos raios ultravioleta. São inúmeras as assinaturas, sinais indiscutíveis do design inteligente que encontramos no universo e na vida”, avalia.


“Darwin, o homem que matou Deus”

O design inteligente tem profundas implicações filosóficas, religiosas e teológicas, assim como a evolução, que teve e ainda tem. “Darwin foi o homem que matou Deus. A evolução tirou o homem do papel central da criação, nos fez meros animais e provou que não há nada além da matéria no universo. Para o evolucionista, o destino final da nossa civilização é a aniquilação, seremos extintos e substituídos por outra espécie”, analisa Marcos Eberlin.

A TDI também tem suas implicações filosóficas e teológicas. “Se o design inteligente aponta para Deus e diz que fomos criados com um propósito, qual o problema? A TDI é ciência na sua mais pura essência e é mais livre que o naturalismo porque não faz pacto com nenhuma cosmovisão. Ela procura a verdade, que coloca as opções disponíveis sobre a mesa e as confronta, fazendo a melhor inferência. É uma ciência livre, sem preconceitos e sem predefinições, que coloca a evolução frente a frente com o design inteligente”, diz Eberlin.

Fonte: O tempo

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dakota, o dinossauro descoberto com pele e tecido intactos

Dakota tinha cerca de 35 pés (12 metros) de comprimento e pesava cerca de 3,5 toneladas, mas o dinossauro não era lento, de acordo com estudos preliminares.
Os cientistas anunciaram hoje a descoberta de uma "múmia de dinossauro" extraordinariamente preservada, com a maior parte de seus tecidos e ossos ainda cobertos por um invólucro não revestido de pele.
Os paleontologistas de campo perfuram o bloco de corpo de dez toneladas de dinossauros mumificados, agora separados da cauda.

Estudos preliminares do hadrosaur de 67 milhões de anos, chamado Dakota, já estão alterando as teorias de como a pele das criaturas antigas e a rapidez com que se mudaram, dizem os pesquisadores do projeto.
A pele de um dinossauro de pato dispara do solo na Formação Hell Creek em Dakota do Norte.

Pesquisas adicionais podem revelar informações detalhadas sobre os tecidos moles, que poderiam ajudar a desbloquear segredos sobre a evolução dos dinossauros e seus descendentes, acrescentaram os cientistas.

Por enquanto, a equipe continua a examinar o espécime raro, que incluiu tendões e ligamentos preservados, e para preparar artigos científicos sobre o achado para publicação.

"Este espécime excede o jackpot", disse o líder da escavação Phillip Manning, um paleontólogo da Universidade britânica de Manchester e um avaliador do National Geographic Expeditions Council.

A maioria dos dinossauros é conhecida apenas por seus ossos, que raramente são encontrados unidos como seriam na vida real.

Mas "estamos olhando para um envelope de pele tridimensional", disse Manning. "Em muitos lugares, é completo e intacto - em torno da cauda, ​​braços, pernas e parte do corpo".
Uma tomografia computadorizada de alta resolução mostra o final da cauda de um hadrosaur de 67 milhões de anos chamado Dakota.
O hadrosaur, ou o dinossauro com pato, foi descoberto em 1999 pelo paleontólogo adolescente Tyler Lyson na propriedade da família Dakota do Norte.

Foi um achado extremamente fortuito, porque as chances de mumificação são escassas, observaram os pesquisadores.

Primeiro, o corpo de dinossauros teve que escapar de predadores, tesouros e degradação por tempo e água. Em seguida, um processo químico deve ter mineralizado o tecido antes que as bactérias o comessem. E, finalmente, os restos tiveram que sobreviver milhões de anos não danificados.

Fonte: National Geografhic News

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Nova forma de matéria finalmente comprovada

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, confirmaram de cinco formas diferentes a existência do 'excitonium'
Na década de 1960, o físico americano Bertrand Halperin teorizou sobre a existência de uma nova forma de matéria, a qual ele batizou de "excitonium". Desde então, diversas equipes de pesquisadores conseguiram encontrar evidências de sua existência, mas nenhuma delas definitiva – até agora.
Cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, conseguiram provar que a tal matéria existe. Liderada pelo físico Peter Abbamonte, a equipe desenvolveu um método para demonstrar de cinco formas diferentes que o excitonium é real, segundo seu trabalho publicado na revista científica Science. "Esse resultado é de importância cósmica", disse Abbamonte.

O excitonium é um condensado, portanto, um sólido, formado por partículas chamadas "éxcitons". Essas partículas são compostas por um par improvável: um elétron que se excita, ou seja, se energiza, e passa de uma faixa de energia para outra, e o "buraco" que ele deixa ao se mover.

Esse buraco "se comporta como se fosse uma partícula com carga positiva e atrai o elétron que escapou". A interação entre ambos forma o éxciton, diz o comunicado da Universidade de Illinois.
A dupla "estranha e maravilhosa", nas palavras dos cientistas, compõe a partícula. Se isso parece complicado, é porque de fato é. Segundo os pesquisadores, o excitonium "desafia a razão".

Para que serve?

De acordo com Guilherme Matos Sipahi, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), a descoberta permitirá explorar melhor a mecânica quântica e as previsões feitas nesse campo de conhecimento. "Isso promove um avanço da ciência e pode levar a novas tecnologias."
O trabalho foi realizado em parceira com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade de Amsterdã, na Holanda. Levou-se tanto tempo para chegar a esse resultado porque os cientistas não tinham as técnicas necessárias para distinguir o excitonium sem margem de dúvidas, uma tarefa que exigiu seis anos.

Em uma entrevista para a revista "Newsweek", Abbamonte contou ter se encontrado com Halperin, cientista da Universidade de Harvard hoje com 76 anos, e ele teria demonstrado muita felicidade ao saber da confirmação empírica de sua teoria.

O excitonium existe na literatura especializada há cinco décadas, mas os cientistas ainda não sabem quais são suas propriedades. Tanto que existem hipóteses opostas: alguns pensam ser um material isolante, enquanto outros imaginam que funcione como um supercondutor ou um superfluido, transportando energia sem dissipação.
O novo desafio da equipe da Universidade de Illinois será identificar as possíveis funções do excitonium e, assim, apontar futuras aplicações. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Abbamonte comparou esta descoberta com a do Bóson de Higgs, também conhecida como a "partícula de Deus".

"Provar sua existência é crítico para validar as leis da Física como as conhecemos hoje."

Fonte: g1 

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