quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Design Inteligente desembarca no Brasil e desafia evolucionismo

1° Congresso Brasileiro de Design Inteligente ocorre em novembro e culminará com a fundação da Sociedade Brasileira do Design Inteligente

A Teoria do Design Inteligente (TDI), que defende uma causa inteligente como a criadora de toda matéria e vida, chegou de vez ao Brasil e já cria seus alicerces em terras tupiniquins por meio do 1° Congresso Brasileiro de Design Inteligente. O evento, irá acontecer no hotel The Royal Palm Plaza, em Campinas, São Paulo, nos dias 14, 15 e 16 de no
vembro é organizado pelo professor Marcos Eberlin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e membro das Academias Paulista e Brasileira de Ciências, e pretende debater a química em nível molecular e a cosmologia em suas diversas nuances. O encontro promete ser um marco na discussão científica em torno da origem do Universo e da Vida.

“Como cientistas, pagos com recursos públicos não temos a opção, mas a obrigação de, deixando nossas preferências em casa, avaliar as duas causas possíveis e contar à população a verdade dos dados. Esses dados apontam como nunca antes, para a maior descoberta científica de todos os tempos em ciência, a de que fomos planejados. A TDI se propõe então a fazer ciência plena e sem pré-conceitos, de como o Universo e a Vida são, e como deveriam ter sido formados”, defende Eberlin.

A TDI estuda e analisa recentes dados científicos sobre os eventos que deram origem ao Universo e aos seres vivos, inferindo que os padrões de inteligência revelados através da complexidade irredutível dos seres vivos conduzem às evidências de uma inteligência organizadora. Em seu arcabouço teórico, a TDI reúne metodologia e conhecimentos interdisciplinares de estudos dos seres vivos em nível molecular, e através de inferências baseadas em fatos observáveis, propõe uma reinterpretação da origem da vida.

Com isso, uma das principais conclusões é de que não existem processos naturais não guiados conhecidos que poderiam ter formado os intrincados sistemas que compõe a vida. “Nem a informação semântica e aperídica que governa a vida, como sugere a evolução darwiniana. A ciência só conhece uma causa para tal complexidade e informação: mentes inteligentes. Assim, há evidências claras hoje em Ciência contra a ação de processos naturais e em favor do Design Inteligente”, explica o acadêmico.

Polêmicas

A TDI ao longo de sua existência enfrentou diversas polêmicas, principalmente por causa da comunidade acadêmica ateísta que compartilha da visão naturalista de que a vida e o universo foram gerados por processos naturais não guiados e são refratários a idéias contrárias.

A própria menção ao evento foi retirado da agenda do Portal da Unicamp, após manifestações na página da rede social Facebook da universidade. Alguns alunos chegaram a classificar a divulgação do evento pela universidade como algo “vergonhoso”.

“É lamentável que a ciência não seja, como deveria, o fórum da livre discussão de teses, sem preconceitos, sem compromissos predefinidos. Pena que não procure, como deveria, o pleno conhecimento sobre o Universo e a vida. Que a ciência, na visão de muitos de seus líderes, seja declarada e protegida como território exclusivo de religião naturalista, onde não se admite questionamento da fé absoluta – e muitas vezes irracional – do poder absoluto das leis naturais. Mas, felizmente, embora se tente sufocá-las, vozes têm se levantado, cada vez mais fortes, com autoridade, e com mais e mais freqüência, para mudar esse estado de coisas, para reestabelecer a correta interpretação dos fatos científicos sobre a vida e o Universo”, comentou Eberlin.

Origens

A TDI moderna surgiu nos EUA na década de 1980 e desde então tem ganhado adeptos em todo o mundo, possuindo hoje inúmeros acadêmicos, cientistas, profissionais e estudiosos que compactuam com sua visão teórica. Em seus quadros reúne prestigiados cientistas de todas as áreas, como química, bioquímica, biologia, física, estudiosos de filosofia, ética, teologia, ciências sociais, arqueologia.
Mais informações e inscrições para o congresso podem ser feitas pelo website oficial do congresso www.designinteligentebrasil.com.br, no link inscrições.

Fonte: Gospel Prime

Nota: Este evento já está obtendo uma repercussão nacional e muita polêmica por parte dos ateus e/ou dos neodarwnistas. Leia e confira as matérias Congresso do Design Inteligente causa polêmica na Unicamp e Colunista da Folha de São Paulo ironiza evento da TDI

O segredo dos hunza, o povo que não envelhece

Sobre o vale do rio Hunza, na fronteira entre a Índia e o Paquistão, reside uma população que as pessoas conhecem como o “oásis da juventude” – e por mais de um motivo: seus habitantes vivem, em média, 120 anos, quase nunca ficam doentes e sua aparência é sempre jovem. Em relação às nações vizinhas, os moradores de Hunza se destacam por terem uma fisionomia semelhante à dos europeus, um idioma próprio (o burushaski, diferente de qualquer outro no mundo) e uma religião (a ismaelita) muito peculiar, parecida com a muçulmana. No entanto, o aspecto mais surpreendente dessa pequena nação é sua capacidade extraordinária de se manter sempre jovem e saudável. Seus habitantes tomam banhos imersos em águas geladas a 15 graus abaixo de zero, praticam esportes até os 100 anos de idade, as mulheres de 40 anos têm a aparência de adolescentes e é comum uma mulher dar à luz aos 65 anos. Durante o verão, as pessoas se alimentam de frutas e verduras cruas, enquanto no inverno, consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha.

Robert McCarrison, um médico escocês, foi o primeiro a analisar e descrever a população do “vale feliz” e destacou o fato de os hunza consumirem uma dieta com restrição de proteínas. Ele comem, diariamente, uma média de 1.900 calorias, incluindo 50 gramas de proteína, 36 gramas de gordura e 365 gramas de carboidrato. E é precisamente essa dieta especial que, na opinião de McCarrison, permite a notável longevidade desse povo. Ao contrário dos países vizinhos, que compartilham a mesma condição climática, mas não possuem a mesma alimentação, os hunza não conhecem as doenças e têm uma expectativa de vida duas vezes maior. Os habitantes de Hunza, todavia, não escondem seu segredo: recomendam abertamente uma dieta vegetariana, trabalhar e se movimentar constantemente. Além disso, acrescentam que, entre muitos outros benefícios, o estilo de vida que levam permite estarem sempre de bom humor, sem tensão nem estresse.

Fonte: History

Bactérias evoluem para resistir a antibióticos?

É frequente nas aulas de Biologia se alegar que “a evolução já foi observada” em certos micróbios-germes uma vez que, com o passar do tempo, eles passam a resistir a certos antibióticos. Por exemplo, atualmente a penicilina é globalmente menos eficaz do que era no passado. Como consequência disso, foi necessário desenvolver drogas mais fortes e mais potentes, cada uma delas com benefícios iniciais, mas que, com o passar do tempo, são substituídas por drogas ainda mais potentes. Hoje em dia, os “supergermes” desafiam o tratamento. Pode-se perguntar: Será que esses germes unicelulares “evoluíram”? E será que isso prova que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas?

Como é normal, temos que distinguir a variação, a adaptação e a recombinação de traços já existentes (a erradamente chamada “microevolução”), do aparecimento de novos genes, novas partes corporais e novos traços (isto é, macroevolução, que é a evolução que todos têm em mente). Uma vez que cada espécie de germes continuou a ser da mesma espécie e nada de novo foi produzido, então a resposta é “não”, os germes não evoluíram e a resistência aos antibióticos não confirma a tese de que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas.

Eis aqui a forma como as coisas funcionam: numa dada população de bactérias, muitos genes se encontram presentes e eles se expressam numa variedade de formas e maneiras. Num ambiente natural, os genes (e os traços) se misturam livremente, mas quando as bactérias se deparam com antibióticos, a maior parte delas morre. Algumas, no entanto, e através de alguma recombinação genética fortuita, têm resistência ao antibiótico.

Aquelas bactérias com essa resistência ao antibiótico passam a ser, consequentemente, as únicas que sobrevivem e as únicas que se reproduzem, fazendo com que todos os seus descendentes tenham dentro de si a mesma resistência antibiótica. Com o passar do tempo, virtualmente todas as bactérias passam a ter a mesma resistência, o que faz com que a população deixe de produzir bactérias sensíveis ao antibiótico (isto é, aquelas que ainda podem ser atacadas pelo antibiótico). Nenhuma informação genética nova foi criada.

Evidentemente, quando a bactéria se encontra sob estresse, alguns micróbios entram em modo de mutação, produzindo rapidamente uma variedade de estirpes, aumentando desde logo as probabilidades de alguma dessas estirpes sobreviver ao estresse. Isso gerou algumas áreas de especulação para os criacionistas, mas ainda vai contra a teoria da evolução. Existe um tremendo alcance de potencial genético já presente na célula, mas a bactéria Escherichia coli antes do estresse e da mutação continua a ser uma bactéia Escherichia coli depois da mutação; uma variação menor ocorreu, mas não houve qualquer tipo de evolução.

Além disso, já ficou provado que a resistência a muitos dos antibióticos modernos já se encontrava presente nas bactérias antes da sua descoberta. No ano de 1845, marinheiros de uma expedição infeliz ao Ártico foram enterrados no “permafrost” e permaneceram profundamente congelados até que seus corpos foram exumados em 1986. A preservação foi tão completa que seis estirpes de bactérias do século 19 encontradas adormecidas dentro do conteúdo dos intestinos dos marinheiros foram ressuscitadas.

Quando essas bactérias do século 19 foram testadas, apurou-se que elas já tinham resistência a muitos antibióticos modernos, incluindo a penicilina (embora alguns desses mesmos antibióticos só tenham sido criados/descobertos bem depois do século 19). Isso demonstra que essa resistência já se encontrava na população das bactérias, e tudo o que essa resistência precisava para ser geneticamente expressa era algum tipo de estresse exterior (por exemplo, exposição a um tipo de antibiótico).

Uma vez que a resistência já se encontrava na população de bactérias antes de ela ser exposta aos antibióticos, isso demonstra também que a resistência não foi “evolução em ação”, mas, sim, uma recombinação de informação genética que já existia ANTES de a bactéria se deparar com esse antibiótico. Esses traços obviamente já estavam presentes antes da descoberta dos antibióticos, e, então, a evolução nunca pode ser creditada a um fenômeno que tem uma explicação não evolutiva (Medical Tribune, december 29, 1988, p. 1, 23).

Resumindo: as mutações, as adaptações, a variação, a diversificação, as mudanças populacionais e as transferências genéticas laterais ocorrem, mas nenhum destes fenômenos científicos é contra o criacionismo, e nenhum deles serve de evidência para a tese de que répteis evoluíram para pássaros e que animais terrestres evoluíram para baleias. Qualquer evolucionista que use a resistência aos antibióticos como evidência em favor da teoria da evolução está mentindo, ou desconhece os fatos (ou ambas as coisas).

Fonte:  ICR, via Darwinismo)

domingo, 14 de setembro de 2014

Colunista da Folha de São Paulo ironiza evento da TDI

Logomarca do evento
O jornalista da Folha de São Paulo, Salvador Nogueira, na sua coluna  Mensageiro Sideral (13/09/14), ironizou a teoria do Design Inteligente e aproveitou para alfinetar os dois maiores proponentes da teoria do Design Inteligente no Brasil: o químico, Dr. Marcos Eberlin, e o historiador e coordenador brasileiro da TDI, Enézio Filho.

Com o título, Complexidade irredutível, o autor descreve uma sátira que envolve quatro personagens: o Naberlind (Eberlin) e Asnezo (Enézio) que tem como objetivo quebrar paradigmas vigentes. Os outros dois, Dareem (Darwin) e Ualaco (Wallace) tem como papel defender o naturalismo filosófico que passa como se fosse ciência.

O artigo começa assim: "Num pequeno planeta azul, orbitando uma estrela anã amarela a milhões de anos-luz daqui, vivia uma pacífica sociedade paleolítica. Bem, tão pacífica quanto pequenos grupos isolados de caçadores-coletores podem ser. No relativo..."

Se puder, lei a matéria completa aqui, garanto que você vai ri bastante. [Pelo menos o texto ficou bem cômico!!]

Segundo, Salvador Nogueira, este texto é "Uma mensagem sobre a importância da ciência como inquirição incansável, diante daqueles que preferem respostas fáceis e definitivas. Com a típica sutileza de um estouro de elefantes do Mensageiro Sideral."

Outro destaque desta coluna (que ficou bem visível) foi a distorção do logomarca do 1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente. Pelo jeito, é disso que Salvador Nogueira quer, caçoar tudo que vem da TDI e de seus proponentes!
Logo distorcido pelo colunista
Nota do blog Desafiando a Nomenclatura Científica: Salvador Nogueira é um jornalista inteligente. Todavia,  esse artigo satírico está light demais. Nem vale a pena replicar. Se os discípulos de Dareem só têm isso para oferecer na presente controvérsia, é um sinal - bateu o desespero epistemológico neles! Nem sei por que, me lembrei de Schopenhauer:

"Quando percebemos que o adversário é superior e que não ficaremos com a razão, devemos nos tornar ofensivos, insultantes, indelicados. O caráter ofensivo consiste em passar do objeto da contenda (pois nele o caso está perdido) para o contendor, atacando de alguma maneira a sua pessoa [...] No caráter ofensivo, porém, abandona-se completamente o objeto e dirige-se o próprio ataque à pessoa do adversário: tornamo-nos, portanto, insolentes, maliciosos, insultantes, indelicados."(SCHOPENHAUER, Arthur. A Arte de Ter Razão. São Paulo: Martins Fontes: 2001, p.74-75).

Aluno de licenciatura não quer dar aula



00:23 Aluno de licenciatura não quer dar aulas, revela pesquisa
02:52 Pesquisa: 71% dos jovens acessam internet pelo celular
04:09 Internautas criticam propostas dos presidenciáveis para professores
04:55 Atualização no Programa de Marina Silva (PSB)
05:56 Frase da Semana
06:16 Novidade: Blog Sustentabilidade na Escola!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Congresso do Design Inteligente causa polêmica na Unicamp

Censura acadêmica
Comunidade classifica como criacionista debate sobre a origem da vida e do universo

A divulgação oficial no site da Unicamp de um congresso com tema polêmico a ser realizado por professores da universidade em um hotel de Campinas mobiliza alunos e acadêmicos contra a iniciativa.

A comunidade estudantil e catedrática discorda da realização do debate sobre a Origem do Universo e da Vida, foco principal do 1º Congresso Brasileiro de Design Inteligente. Os contrários classificam o assunto como uma "pseudociência" e uma vertente do criacionismo.

Nas redes sociais, alunos classificaram a divulgação do evento pela universidade como algo “vergonhoso”.

Com a polêmica, a instituição retirou nesta quarta-feira (10) a nota de divulgação do site oficial. Para justificar a retirada, a Unicamp alegou que não tem participação institucional na promoção ou organização do evento e, por isso, concluiu que “não se justifica a sua divulgação por meio de seus veículos de comunicação”.

Em novembro do ano passado, um congresso com o mesmo tema foi cancelado pela Unicamp após pressão de um grupo de professores que alegava que os congressistas buscam credibilidade no meio científico.

O professor Marcos Eberlin, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp e responsável pelo congresso, defende o debate e propõe uma análise da teoria do design inteligente para que ela se torne mais conhecida.

O congresso será realizado nos dias 14, 15 e 16 de novembro.

Fonte: Correio Popular Campinas

NOTA: Antes da universidade retirar o anúncio, copiamos a sua página de eventos. Dê um clique na imagem abaixo para ler o anúncio que a UNICAMP veiculou até o dia de ontem.

Peixe vertebrado é encontrado no período Cambriano

Agora que alguns meses se passaram desde a descoberta de outro rico tesouro de fósseis Cambrianos a 42 km do Folhelho Burgess, cientistas estão iniciando a publicação dos achados do novo sítio Cânion Mármore. Um achado fabuloso, que acabou de ser publicado por Simon Conway Morris e Jean-Bernard Caron, está dando maior estampido na Explosão Cambriana. Não tanto tempo atrás, evolucionistas enfatizavam que não existia nenhum vertebrado no Cambriano. Eles sabiam que os vertebrados eram muito avançados para aquela primeira aparição de planos corpóreos multicelulares. Cordados primitivos, talvez - mas nada como peixes, até milhões [sic] de anos mais tarde. O Metaspriggina (originalmente nomeado a partir de uma espécie Ediacarana Spriggina, mas mais tarde determinada como desconexa) foi anteriormente considerada um cordado primitivo - um ancestral dos vertebrados. Agora, Conway Morris e Caron examinaram uma centena de fósseis a mais da Metaspriggina e compararam-nas com fósseis similares da China e do Folhelho Burgess. O grande detalhe visto nos espécimes do Cânion Mármore (considerado ser mais antigo que o Folhelho Burgess) confirma que esse animal foi muito mais que um cordado: ele foi um peixe vertebrado, justo lá no Cambriano inferior! Imagine um peixe vertebrado, com esqueleto, visão binocular, músculos, nervos, vísceras e vasos sanguíneos: é tão complexo comparado com o que havia anteriormente, que torna inegável o repentino e explosivo aumento de complexidade.

Igualmente notável é o alcance dessa espécie. Desde que se correlaciona com espécimes dos depósitos de Chengjiang, na China, é claro que o peixe já era “cosmopolita” (no termo de Conway Morris) quando foi soterrado no Canadá - ele alastrou-se pelo globo! O resumo na Nature cataloga as surpresas ao autor “redescrever” o Metaspriggina:

“O conhecimento da evolução primária [sic] de peixes depende grandemente de materiais de corpo-mole do período Cambriano Inferior (série 2) do sul da China. Devido à raridade de algumas dessas formas e uma falta geral de material comparativo de outros depósitos, interpretações de várias características continuam controversas, como também suas relações mais amplas entre os vertebrados desmandibulados não esqueletizados anteriores. Neste artigo nós descrevemos o Metaspriggina em termos de novo material do Folhelho Burgess e de material excepcionalmente preservado coletado perto do Cânion Mármore, na Colúmbia Britânica, e três outros depósitos do tipo Cambriano do Folhelho Burgess da Laurência. Este peixe primitivo [sic] mostra inequívocas características vertebradas: uma notocorda, um par de proeminentes olhos de tipo câmera, sacos nasais pareados, possível crânio e arcualia, miômeros em forma de W, e uma nadadeira anal posterior. Uma impressionante característica é a área branquial [guelras] com uma matriz de barras bipartidas. À parte da barra mais anterior, que aparenta ser ligeiramente mais espessa, cada uma é associada com guelras localizadas externamente, possivelmente abrigadas em bolsas. A análise filogenética coloca o Metaspriggina como um vertebrado basal, aparentemente próximo dos táxons Haikouichtys e Millokunmingia, demonstrando também que este primitivo grupo de peixes era cosmopolita durante o período Baixo-Médio Cambriano (séries 2-3). Todavia, o arranjo da região branquial no Metaspriggina tem maiores implicações para a reconstrução da morfologia do vertebrado primitivo. Cada barra bipartida é identificada como sendo respectivamente equivalente à uma epibranquial e ceratobranquial. Essa configuração sugere que um arranjo bipartido é primitivo e reforça a visão de que a cesta branquial das lampreias é provavelmente dela derivada. Outras características do Metaspriggina, incluindo a posição externa das guelras e a possível falta de uma guelra oposta à barra mais-anterior mais robusta, são as características dos gnastotomados e então podem ser primitivos entre os vertebrados [sic].” (Ênfases do site Evolution News)

O cladograma mostra o Metaspriggina logo no mesmo ramo que os espécimes chineses, sugerindo que eles são “próximos” uns aos outros no tempo e nos traços, mesmo que encontrados em lados opostos do globo. Conway Morris diz que os espécimes chineses são “ligeiramente mais velhos”, mas de suas descrições, eles são similares ao Metaspriggina nos aspectos mais importantes. Se essas criaturas possuíam esqueletos ósseos ou cartilaginosos, não está claro.

A relação fortalece a identificação da espécie chinesa como peixe vertebrado. A Wikipedia tem reservas sobre essa descrição,  dizendo que o Myllokunmingia (anunciado em 1999), que é “considerado ser um vertebrado, embora não tenha sido provado de forma conclusiva”, e do Haikouichthys (encontrado em 2004), que tem sido “popularmente caracterizado como um dos peixes mais antigos... mas não possui características suficientes para ser incluído sem controvérsia mesmo em qualquer dos grupos-troncos” craniatas ou chordatas. Bem, essencialmente agora isso foi provado.

Outra surpresa é que o Metaspriggina tem uma estrutura de guelras bipartidas, “característica dos gnastotomados”- os vertebrados mandibulados. Gnastotomados foram considerados como estando mais abaixo na linha evolucionária [sic], mas há traços similares encontrados ao tempo da Explosão Cambriana. Isso significa (em termos evolucionários) que os arranjos de guelras das lampreias (peixes sem mandíbula) são “derivados”, ao invés de intermediários aos gnastotomados.

Não é necessário dizer que a criatura que tem “um par de proeminentes olhos tipo câmera” e sacos nasais pareados mostra que esse é um animal sofisticado. Conway Morris não hesita em chamá-lo de peixe e vertebrado. O desenho no papel mostra “possíveis vasos sanguíneos”, e uma boca. Barbatanas não foram preservadas, fazendo-o parecer um pouco com um tonguefish* afinado, mas a falta de barbatanas pode ser um artefato de preservação. [N.T.: tonguefish, uma espécie de peixe da família Cynoglossidae]

A despeito das barbatanas, o Metaspriggina era um bom nadador, baseado nas suas estruturas musculares chamadas miômeros. Essas eram folhas de músculos em forma de W que você vê nos filés de salmão comprados no mercado; eles permitem ao peixe dobrar o corpo em movimentos ondulares para nadar. O Metaspriggina era, aparentemente, mais avançado [sic] que o Pikaia, um animal semelhante à enguia encontrado em 1911 por Charles Walcott no Folhelho Burgess: “Os miômeros, totalizando ao menos 40, são consideravelmente mais agudos do que no Pikaia e, em contraste com este cordado, Metaspriggina era, evidentemente, um nadador efetivo.”

Todas essas características  mostram que o Metaspriggina não era um cordado primitivo intermediário às lampreias ou outro nadador cambriano extinto, mas de fato era mais “derivado” (avançado) em alguns aspectos que alguns dos alegados descendentes. O editor da revista concorda, asseverando claramente que os peixes vertebrados são agora inquestionavelmente parte do Cambriano primário:

“O Folhelho Burgess cambriano do Canadá produziu alguns dos mais intrigantes e espetaculares fósseis de vida animal primitiva [sic], embora fósseis vertebrados sejam raros ou não existentes. Novas exposições próximas à localidade clássica remediaram essa deficiência com muitos fósseis espetaculares do até então enigmático fóssil Metaspriggina, revelado nesse estudo - por Simon Conway Morris e Jean-Bernard Caron - como um dos primeiros e mais primitivos [sic] peixes conhecidos, basal à existência dos vertebrados tanto com ou sem mandíbulas. A estrutura das guelras do Metaspriggina é reveladora, mostrando uma estrutura simples que pressagia aquelas dos vertebrados de muitas formas, sugerindo que a cesta branquial vista em vertebrados sem mandíbula modernos como as lampreias é uma estrutura altamente derivada.” [Ênfases do site Evolution News]

Um peixe vertebrado nadador com olhos de câmera, vasos sanguíneos, sistema digestivo, nadador muscular e guelras no Cambriano Inferior: para darwinistas, isso seria dificilmente mais surpreendente do que encontrar um coelho pre-cambriano.

Fonte: Evolution News; tradução: Alexsander Silva via criacionismo


sábado, 6 de setembro de 2014

O QUE VEIO PRIMEIRO?

"Este é o maior problema para a evolução: como a vida começou. Porque você precisa de DNA para fazer proteínas, você precisa de DNA para fazer o RNA, e você precisa de RNA para fazer as proteínas. Então, isso é pior do que: 'o que veio primeiro, o ovo ou a galinha?' " -Jeff Tomkins, Ph.D., em Genética

Fonte: www.unlockingthemysteriesofgenesis.org/

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Google se une a farmacêutica para buscar cura do câncer

Calico, Startup do google voltada para a saúde e bem estar, anunciou ontem uma parceria com a empresa farmacêutica AbbVie em busca de novos tratamentos para doenças como câncer e Alzheimer.

O acordo prevê a abertura de um centro de pesquisas em San Francisco com foco na descoberta e aceleração de medicamentos. No total, será investido US$ 250 milhões. Veja mais detalhes aqui.

Fonte: Olhar digital

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente

1o. TDI-BRASIL - Primeiro Congresso Brasileiro do Design Inteligente 14, 15 e 16 de Novembro de 2014 The Royal Palm Plaza Campinas, SP. Inscrições no site do evento, confira aqui:

Teremos diversas palestras de cientistas e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento científico. Será um evento histórico que marcará a consolidação da TDI no Brasil e reunirá pela 1a. vez os inúmeros defensores do Design Inteligente espalhados por todos os cantos do país.

O 1o. TDI-BRASIL se iniciará na sexta-feira 14 de Novembro as 18:30 h com cerimônia de abertura, palestras de abertura e um jantar de gala com musica ao vivo.

No sábado 15 de Novembro teremos várias palestras e discussões, almoço no The Royal e um break a tarde de quase 2,5h para confraternização na piscina do hotel seguido a partir das 16:30h de mais palestras e debates até as 21h, e ai mais um jantar de gala (Noite da Pizza).

No domingo teremos mais palestras pela manha, seguido de mesa redonda e uma assembleia histórica com a criação da Sociedade Brasileira do Design Inteligente e a elaboração do Primeiro Manifesto público TDI-BRASIL sobre o ensino da evolução e do Design Inteligente em nossas escolas e universidades públicas.

Mais Detalhes (aqui) sobre o 1o. Congresso da TDI-Brasil, um evento histórico! Confira abaixo os palestrantes já confirmados.

Resenha: Tudo é química e é na Química que vemos as assinaturas da ação que causou a Vida. É pela Química, ao nível atômico e molecular, que bem percebemos como as coisas funcionam e como os processos químicos estão arquitetados para que a Vida possa se auto suster, obter energia, se proteger do meio ambiente hostil, armazenar e utilizar informação e se reproduzir, entre tantos outros processos essenciais a qualquer coisa que queiramos chamar de Vida. Nessa palestra vamos discutir alguns desses processos, ao nível molecular, e mostrar com fatos químicos como a Química da Vida refuta causas naturais e apontam como nunca antes para o Design Inteligente na estruturação da Química da Vida. 

CV: Rodinei Augusti. Químico, graduado pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Mestre e Doutor em Química pela UNICAMP. Pós-Doutor em Química pela Purdue University (EUA). Professor associado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desenvolve trabalhos sobre a aplicação da espectrometria de massas em várias áreas, como o monitoramento de reações de interesse ambiental e o controle de qualidade de bebidas alcoólicas. É assessor das revistas científicas: Rapid Communications in Mass Spectrometry, Journal of Mass Spectrometry, Analytical Chemistry, Inorganic Chemistry, Journal of the Brazilian Chemical Society, Analyst (London), Journal of the American Society for Mass Spectrometry e Química Nova.

Resenha: Nesta palestra será discutido um dos temas mais intrigantes da vida, ou seja, os fantásticos mecanismos bioquímicos de extrema complexidade e de altíssimo nível de inteligência, sofisticação e informação que levam a nossa individualidade como ser. Seriam a recombinação gênica e a segregação dos homólogos durante a gametogênese obras do evolução darwiniana e seus mecanismos de seleção natural agindo sobre mutações e duplicações gênicas? Ou os fatos nos fariam concluir definitivamente pela ação de um Designer inteligente?

CV: MARCELO ALVES VARGAS -UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG -Biólogo, licenciado e bacharel formado pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), mestre em ciências fisiológicas: Fisiologia animal, também formado pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é professor adjunto II da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e atua nas disciplinas de Biologia Celular, Embriologia e Histologia em diferentes cursos. Sua linha de pesquisa envolve os efeitos da radiação UV no sistema visual e a ação fotodinâmica de HPAs induzidos pela radiação UV nos animais.

Resenha: Nessa palestra serão abordados os tópicos seguintes: 

OS PRESSUPOSTOS EQUIVOCADOS DOS EDUCADORES E PROFESSORES SOBRE A TE 

A. Não há dificuldades com a TE
B. Fora da TE só há respostas religiosas
C. Os enunciados sobre evolução nos livros didáticos são confiáveis
D. Qualquer dúvida sobre a TE é inconcebível por ser Ciência e ser uma teoria já aceita há muitos anos

II. AS FRAUDES NOS LIVROS DIDÁTICOS

A. A experiência de Urey-Miller e a biogênese
B. As fraudes dos hominídeos
C. A semelhança do homem com o chimpanzé 
D. Os bicos dos tentilhões das Ilhas Galápagos 
E. Mariposas de Manchester Orchestra 
F. Os embriões de Haeckel

III. PROPOSTA PARA UMA EDUCAÇÃO SEM PRECONCEITO

A. Um ensino mais construtivista que valorize questionamentos
B. Analisar outras teorias em aulas como a Teoria do Design Inteligente .

CV: MÁRIO MAGALHÃES - UNIDADE INTEGRADA PROFESSOR LUIS REGO Licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão – UEM (2002). Mestre em Teologia Exegética pelo Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper – Universidade Mackenzie (2006). Mestre em Educação pela Universidad Americana (2010). Bacharel em teologia pelo Instituto Bíblico Betel Brasileiro (1992).Professor do curso de Letras da UEM e Professor da Unidade Integrada Professor Luis Rego. Tem experiência em Línguas Clássicas, atuando principalmente em: Estilo, Evangelho, Grego, Manuscrito, Texto.



Resenha: A matéria se converte em energia, e energia em matéria, mas a informação é informação, não é matéria nem energia. A informação da Vida é, ainda, formada por um sistema alfabético químico semântico e abstrato, e por um código que não pode, por princípio e pelas leis naturais da informação, estar ligado a qualquer força química. E isto é um fato que a química tem confirmado de uma forma cabal e aparentemente definitiva. Mais ainda, a informação da Vida e o seu código usam as leis da química de uma forma espetacularmente inteligente, o que se vê na dupla hélice do DNA, na escolha das quatro bases nitrogenadas, no par RNA/DNA, na troca de timina por uracila e no par ribose/desoxi-ribose, e na "redundância" magnificamente inteligente do código genético. Mais ainda, a informação da Vida é zipada e encriptada, maximizada ao extremo, através de estratégias como a do overlapping genético e splicing alternativo. Informação de mais alta qualidade, ápice da inteligência química. A informação da Vida comprova a TDI através de leis naturais científicas e conhecimento científico recente da mais alta sofisticação. A impossibilidade de tal informação ter surgido de matéria e energia refuta, ainda, por leis naturais, qualquer possibilidade de forças naturais terem formado o Universo e a Vida. Jaz refutada a evolução darwiniana e qualquer outra teoria que já foi ou venha a ser elaborada que procure invocar matéria ou energia como suas causas. A informação destrói os fundamentos do materialismo filosófico, e ao mesmo tempo apresenta prova irrefutável de Design Inteligente. Ela também comprova a TDI como teoria científica, por oferecer aos seus críticos uma forma também clara de refutá-la.CV - Marcos N. Eberlin: Graduação (1982), mestrado (1984) e doutorado (1988) em Química pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP e pós-doutorado no Laboratório Aston de Espectrometria de Massas da Universidade de Purdue, USA (1989-1991). Atualmente é professor titular MS-6 da Universidade Estadual de Campinas, na qual coordena o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas (http://thomson.iqm.unicamp.br/). É membro da Acadêmia Brasileira de Ciências (2002) e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico (2005). Recebeu o Prêmio Zeferino Vaz de Reconhecimento Acadêmico (2002) e Prêmio Scopus-Capes (2008) de excelência em publicações e formação de pessoal. É presidente (2009) da Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas (IMSF) e presidente executivo da Sociedade Brasileira (BrMASS), e editor associado do periódico Jounal of Mass Spectrometry da Wiley. Orientou quase uma centena e meia de mestres, doutores e pós-doutores e seu grupo de pesquisa é hoje um dos maiores do Brasil, com cerca de 55 pesquisadores. Já publicou cerca de 650 artigos científicos com perto de 10 mil citações em áreas diversas da Química e Bioquímica, e Ciências dos Alimentos, Farmacêutica e dos Materiais.j



Resenha: A vida existe, é um fato! O discurso ideológico de uma ala da comunidade científica defende que esta existência é fruto de eventos aleatórios em condições peculiares da matéria. Este discurso deixa de lado cerca de trezentos e cinquenta anos de pura Ciência e se volta para interpretações impertinentes e mistificações, revelando ser de caráter anticientífico. A termodinâmica, como é ensinada em qualquer bom livro de graduação, permite avaliar concretamente a possibilidade da existência de sistemas vivos ordenados a partir de condições aleatórias e pode ser aplicado a qualquer sistema de projeto inteligente. Nesta palestra os conceitos básicos de termodinâmica – energia e entropia – serão aplicados em sistemas de ordenamento simples para mensurar sua viabilidade. Os resumos apontam para a completa impossibilidade da existência de seres vivos gerados sem qualquer design inteligente.CV: Kelson Mota T. Oliveira -  Prof. Dr. em Físico-Química - Laboratório de Química Teórica e Computacional (LQTC), Departamento de Química, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com pesquisas em Química Teórica & Computacional, na área de mecânica quântica molecular e coordenador do Grupo de Pesquisa em Química teórica e Computacional. Químico graduado pela UFAM; mestre e doutor em Físico-Química pela Universidade de São Paulo (USP/São Carlos). Orientador de mestrado e doutorado em Físico-Química e professor do PPGQ/UFAM. Membro do 1º Conselho Superior da FAPEAM (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Amazonas). Coordenador responsável pela criação do Programa de Pós-Graduação em Química da UFAM (2007)



Resenha: Evidências de DI na Biologia: mimetismo e camuflagem
Características de alta complexidade estão envolvidas nos fenômenos biológicos da camuflagem e do mimetismo, induzindo adeptos da teoria da evolução a elaborar explicações naturalistas baseadas em seleção natural e mutacionismo, levando a hipóteses como a da evolução convergente. No entanto, os processos e mecanismos necessários para se produzir a extrema complexidade de fenômenos como a camuflagem e o mimetismo constituem-se em obstáculo, e não em evidência, às explicações naturalistas. Uma análise científica despida de preconceito demonstra que o mimetismo e a camuflagem podem representar evidências consideráveis em favor da Teoria do Design Inteligente.CV: Ricardo B. Marques: Biólogo, bacharel e licenciado pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (M.S./UFC). Paleontólogo, cadastrado no Directory of Palaeontologists of the World, com pesquisas em paleoicnologia de vertebrados e paleoherpetologia. Zoólogo, cadastrado no World Directory of Primatologists, pesquisas em sistemática e ecologia animal, anatomia comparada, herpetologia e etologia. Neurobiólogo, membro da International Mind, Brain and Education Society (IMBES), da Global Association for Interpersonal Neurobiology Studies (GAINS), da International Neuropsychoanalysis Society (NPSA) e da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Foi professor de Biologia Geral, Sistemática Animal e Zoologia (UFC) e de Biologia Celular e Molecular e Biofísica (FATECI). Membro da American Society for Biochemistry and Molecular Biology (ASBMB). Foi Diretor Científico do Instituto Cearense de Ciências Naturais (ICCN). Especialista em Neuropsicologia pela Unichristus. Atualmente leciona Neurociência Aplicada em cursos de Pós-Graduação (Unichristus).e faz atendimento clínico como neuropsicoterapeuta. Analista de Inteligência e Contra-Inteligência (Membro ABRAIC) e consultor em Gestão do Conhecimento (membro SBGC). Formação em Astrobiologia pela University of Edinburgh (UK).



CV: ENEZIO E. DE ALMEIDA FILHO COORDENADOR DO NÚCLEO BRASILEIRO DO DESIGN INTELIGENTE
Possui graduação em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Amazonas (1980) e mestrado em Historia da Ciência pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008). Doutorando em História da Ciência, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009). Coordenador do NBDI (Núcleo Brasileiro de Design Inteligente), Campinas - SP, desde 1998.

Articulista da Folha acusa Marina Silva de fundamentalista

O defeito dela é crer na bíblia?
A inesperada candidatura da Sra. Marina Silva à Presidência da República deixa perplexos tanto a população como a opinião pública, inclusive os mais avisados. Todos reconhecem sua honestidade e inquestionável obstinação pelo progresso do homem brasileiro. Mas, por que então esse embaraço? Essa inquietação? Detecto, em casos extremos, cidadãos bem-intencionados que dizem que votarão em Marina, mas que, consciente ou inconscientemente, preferem que ela perca. Por que essa ambivalência? Não é por causa de seu apego a questões ecológicas, certamente, pois percebemos que as circunstâncias e as necessidades materiais imporão limites realistas a eventuais ações nesse campo. Não é por medo de inadequação em gestão, pois sua equipe, principalmente aquela que a assistia quando montava o seu partido, a Rede, inclui executivos, economistas e intelectuais reconhecidamente competentes.

Resta considerar suas crenças mais íntimas, inclusive religiosas. Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo.

Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema. Pois bem, não me sinto confortável em ter como presidente uma pessoa que acredita concretamente que o Universo foi criado em sete dias há apenas 4.000 anos [sic], aproximadamente.

Pois, para isso, é preciso ignorar a montanha de dados cientificamente incontornáveis e todo o patrimônio intelectual que a humanidade acumulou durante séculos. Percebo no fundamentalista cristão uma arrogância incomensurável, que apenas pode ser entendida como uma perversão intelectual, que não pode deixar de impor tendências cujos limites são imprevisíveis.

Muitos de seus seguidores vão perguntar qual seria a explicação para o fato de que tantos intelectuais (ou seriam pseudointelectuais) tivessem se integrado à Rede? Pois bem, Marina é um tesouro eleitoral, arrasta com ela uma multidão de eleitores bem-intencionados. Teria sido pelas suas ideias que esses economistas e intelectuais aderiram à Rede ou seria por causa do caudal aurífero eleitoral que, na sua liderança, perceberam?

Outros vão interpor contestações subjetivas como aquelas relacionadas às suas incontestáveis qualidades, tais como articulação oral, capacidade como debatedora, eloquência, etc. Ora, o fenômeno que foi chamado originariamente “idiot-savant” (savantismo) é hoje universalmente aceito.

A ciência reconhece que o cidadão pode atuar de maneira coerente em um campo, ser mesmo genial, enquanto em outras áreas do comportamento mostra-se incapaz, por vezes incontrolável. Ou seja, pior ainda. O fundamentalismo de Marina Silva não decorre da ignorância, mas de um defeito de percepção. Os especialistas chamam essa condição de desordem do desenvolvimento neural. Essa é a razão por que espero que Marina não ganhe esta eleição.

Fonte: Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 83, físico, é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha; publicado na Folha de S. Paulo de 31/8/2014)

Nota do blog criacionismo: Será que Rogério se sentiria “confortável” com um presidente adepto do candomblé (já tivemos), do espiritismo (há inúmeros políticos espíritas) ou defensor da eugenia, como o ateu Richard Dawkins? Essas subjetividades religiosas também não representariam um risco? Marina se torna inapta pelo simples fato de crer no que a Bíblia ensina sobre a criação? Além de reforçar a ideia injusta segundo a qual os criacionistas seriam fundamentalista (o que os aproximaria dos terroristas islâmicos), Rogério dá a entender que os criacionistas teriam algum tipo de debilidade intelectual! Ele ignora deliberadamente o rol de cientistas criacionistas que deixaram grande legado à humanidade, gente do quilate de Louis Pasteur, Blaise Pascal, Isaac Newton e vários outros. Eles também não eram dignos de confiança?

Rogério é, no mínimo, injusto em sua avaliação. Marina já deixou claro que concorda que tanto o evolucionismo quanto o criacionismo sejam ensinados nas escolas. Duvido que a tal “inquietação” a que o articulista se refere seja causada pelo fato de Marina ser religiosa, ou, na opinião dele, fundamentalista. A maioria das pessoas não está nem aí para isso. Essa “inquietação” pode se dever ao fato de que Marina despontou de repente (após a morte de Eduardo Campos) como potencial ameaça aos dois principais candidatos à Presidência da República. Talvez alguns a considerem inexperiente ou que ela poderá ter dificuldades para estabelecer parcerias necessárias à governabilidade.

De qualquer forma, Rogério parece preferir gente ligada à corrupção, aos desmandos políticos e às alianças espúrias, a alguém que tem um currículo aparentemente ilibado, boa família e fé consistente. Na verdade, alguém que é capaz de ser fiel ao seu Deus e a suas convicções (algo que ninguém vai cobrar dela) será também muito provavelmente fiel ao seu país. (Erro e injustiça semelhantes são cometidos por empregadores que dispensam guardadores do sábado pelo fato de essas pessoas colocarem acima de tudo sua fidelidade ao Criador. Com isso, esses empregadores perdem funcionários que certamente lhes seriam ainda mais leais.)

Se eu fosse cometer injustiça semelhante à de Rogério, poderia dizer que Hitler era darwinista (e quem disse isso foi a própria secretária dele) e Lênin, ateu. Mas não quero enveredar por esse caminho...

O texto de Rogério é simplesmente lamentável, e parece até encomendado para despertar o medo dos eleitores numa candidata cujo maior defeito, na visão enviesada dele, é crer que Deus criou o Universo e a vida. [MB]

Em tempo: Situação semelhante parece estar ocorrendo nos Estados Unidos (será que por causa da candidatura de outro criacionista, o Dr. Ben Carson?), onde ateus estão se organizando para fazer frente aos políticos religiosos. [Confira]

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Atividade solar pode influenciar métodos de datação

Segundo pesquisadores, o Sol, 150 milhões de quilômetros distante, parece estar influenciando a decomposição dos elementos radioativos no interior da Terra. Dado o que sabemos sobre a radioatividade e os neutrinos solares, isso não devia acontecer. Dois cientistas das universidades de Stanford e Purdue acreditam que há uma chance de que uma partícula solar, até então desconhecida, esteja por trás de tudo isso. A grande novidade é que o núcleo do Sol – onde as reações nucleares produzem neutrinos – gira mais lentamente do que a superfície. Esse fenômeno pode explicar a evolução das taxas de decaimento radioativo observada em dois laboratórios distintos. Mas isso não explica por que a mudança acontece. Isso viola as leis da física como as conhecemos. Ao examinar os dados de isótopos radioativos, os investigadores descobriram um desacordo nas taxas de decaimento medidas, o que vai contra a crença de que essas taxas são constantes [grifos meus]. Enquanto procuravam uma explicação, os cientistas se depararam com outra pesquisa, que observou variação sazonal nessas taxas de decadência. Aparentemente, a radioatividade é mais forte no inverno que no verão.

Uma labareda solar sugeriu que o Sol estava envolvido de alguma forma. Um engenheiro nuclear percebeu que a taxa de decaimento de um isótopo médico caiu durante a tempestade solar.

A descoberta poderá ser útil para proteger os astronautas e os satélites – se existe uma correlação entre as taxas de decomposição e a atividade solar, as mudanças nas taxas de decaimento podem fornecer um aviso antecipado de uma iminente tempestade solar.

Mas enquanto isso é uma boa notícia para os astronautas, é má notícia para a física. Os pesquisadores procuraram provas de que as mudanças no decaimento radioativo variam de acordo com a rotação do Sol, e a resposta foi sim, sugerindo que os neutrinos são responsáveis. Mas como o neutrino, que não interage com matéria normal, está afetando o índice de decaimento ninguém sabe.

O que os pesquisadores sugerem é que algo que realmente não interage com nada está mudando algo que não pode ser mudado. Apesar disso, eles dizem que não devemos ter preocupações com os neutrinos solares influenciando o aquecimento do núcleo da Terra. Mas talvez devamos nos preocupar que a nossa compreensão do Sol e da física nuclear é mais fraca do que pensávamos.

Fonte: Hypescience

Nota do blog criacionismo: Essa também é uma péssima notícia para os evolucionistas, que sempre acreditaram que fossem constantes as taxas de decaimento dos elementos radioativos dos quais dependem para chegar aos supostos milhões e bilhões de anos de suas datações. Se for confirmada essa influência dos neutrinos, imagine o que aconteceria com a geocronologia evolucionista, levando em conta que a Terra tem estado sob a influência dos neutrinos há milhares de anos. Espero que algum cientista se atreva a tocar nessa crença, digo, nesse assunto. [MB]

Nota do químico Marcos Eberlin, da Unicamp: Raios cósmicos transformam 14N em 14C, que é absorvido pela vida na Terra em uma cascata de eventos extremamente dependente das condições atmosféricas; umidade, por exemplo. Aí o método de detecção de 14C forma íons negativos de 14C que tem sua carga invertida para 14C+3 e depois e depois e depois... são nove processos de separação e manipulação de íons. Um sinal escondido sobre uma corrente iônica doze ordens de grandeza superior a ele. Bilhões de vezes menor. E, no final, o melhor espectro mostrado foi mais ruído que sinal, fora os problemas imensos de contaminação na amostragem e preparação da amostra. Milhões de vezes pior do que achar agulha em um palheiro. Sou da área. Sou espectrometrista de massas. Sou químico analítico, e tenho uma ideia hoje do que é a datação com 14C. Não digo que não funciona. Funciona, sim. Só digo que a chance de o resultado final parecer certo, mas estar errado, é da mesma ordem de grandeza; uns 99,9999999999999999999%.

Peixe 'que anda' revela como nossos ancestrais evoluíram para a terra

Peixe é 'condecorado' pelos naturalistas como exemplo de evolução. Será  mesmo?
QUEBEC, Canadá - Cerca de 400 milhões de anos atrás um grupo de peixes começou a explorar a terra e evoluiu para tetrápodes - anfíbios de hoje, répteis, aves e mamíferos. Mas como esses peixes antigos usaram seus corpos e nadadeiras em um ambiente terreste, e quais processos evolutivos estavam em prática segue sendo um mistério científico. Pesquisadores da Universidade McGill publicaram na revista “Nature” um estudo que mostrou o que pode ter acontecido com os peixes que andaram pela primeira vez na terra.

Os estudiosos voltaram-se para o Polypterus senegalus, um peixe africano que pode respirar ar, “andar” na terra e que se parece com os peixes antigos que evoluíram para tetrápodes. A equipe criou o Polypterus senegalus ainda jovem em terra por cerca de um ano, com o objetivo de revelar como esses peixes “terrestrializados” se pareciam e como se moviam de um jeito diferente.

- As condições ambientais estressantes podem revelar variações anatômicas e comportamentais enigmáticas, uma forma de plasticidade de desenvolvimento”, disse Emily Standen, uma ex-estudante de pós-doutorado da McGill que liderou o projeto, agora na Universidade de Ottawa. - Nós queríamos usar esse mecanismo para ver o que novas anatomias e novos comportamentos iriam despertar nesses peixes e ver se batia com o que sabemos dos registros de fósseis.”

Veja o Polypterus Senegalus em aquário

O peixe mostrou mudanças significativas na anatomia e no comportamento. Isto é, o animal “terrestrializado” andou de forma mais eficiente ao colocar suas nadadeiras mais perto do corpo e a cabeça mais pra cima. Assim, conseguiu que as nadadeiras não escorregassem tanto quanto os peixes que crescem na água.

- Anatomicamente, o esqueleto do peitoral mudou para ficar mais alongado e com ligações mais fortes no peito, possivelmente para aumentar o suporte enquanto andam e reduzir o contato com o crânio para potencialmente permitir um melhor movimento de cabeça/pescoço - explicou Trina Du, uma estudante de Ph.D na McGill e colaboradora do estudo.

De acordo com Hans Larsson, cátedra no Canadá de Pesquisa em Macroevolução na McGill e professor associado no Museu Redpath, como muitas mudanças anatômicas se parecem com os registros do fóssil, pôde-se supor que as mudanças de comportamento que vemos também refletem o que pode ter acontecido quando peixes de fósseis andaram pela primeira vez com suas nadadeira na terra.

- Este é o primeiro exemplo que conhecemos de estudo que demonstrou que a plasticidade do desenvolvimento pode ter facilitado uma transição evolutiva em grande escala, primeiro por acessar novas anatomias e comportamento que podem futuramente ser fixados geneticamente pela seleção natural - acrescentou Larsson.

Fonte: O Globo

Veja o Polypterus Senegalus em aquário


Nota: Leia os comentários e críticas de diversos pesquisadores brasileiros do Design Inteligente e do criacionismo sobre esta matéria:

Dr. Marcos Eberlin, químico e professor da UNICAMP: Gente, pode ver no registro fóssil... no código genético do bicho...esse peixe sempre foi, é e sempre será assim... foi a mesma coisa com o celacanto... 200 milhões de anos e suas patas mutantes continuaram patas mutantes.... ridículo o que essa turma faz a ciência passar... eu sou cientista, respeitem a ciência, abram uma igreja, e vão fazer apologia a essas inverdades com as contribuições de seus membros, não com dinheiro público... ciência laica por favor... ridiculamente ridículo acusar esse peixe,,, é a mesma coisa que fazem com os chimpa... que tem que engolir a gente como seus manos... só porque eles precisam de um culpado na evolução...

Enézio Filho, coordenador Brasileiro do Design Inteligente: "Após oito meses de experiência com o peixe, os resultados fornecem evidência de plasticidade de desenvolvimento, na qual os organismos alteram sua anatomia e comportamento devido à mudança ambiental. Isso não é evolução. E quanto tempo levou? Menos de um ano..."

Sodré Neto: biólogo e professor universitário: A diversidade e o parentesco de semelhantes especies permite divagações e relações filogenéticas entre generos e familias sem fim ao longo do suposto tempo de milhões de anos , e foi justamente para limitar tal raciocinio e esta observação na ciência, que a hipótese falseável dos limites de variações circundados a um táxon denominado "tipos básicos" vem dar sua contribuição.

Neste caso, bastaria possibilidades de pelo menos, início de embrião em cruzamentos artificiais diretos e/ou indiretos, para que houvesse alguma ligação entre tal peixe e algum anfíbio.

Mas o que a pesquisa e testes tem revelado até hoje, é uma descontinuidade sistemática entre grupos de especies (ver baraminology - http://ncse.com/rncse/26/4/baraminology )

Cientista brasileiro vai ao CERN da questão

Dr. Marcos, em visita ao CERN 
Nesta semana, participei do 20º Congresso Internacional de Espectrometria de Massas. Para um brasileiro, um grande privilégio, pois, como presidente da Sociedade, tive pela segunda vez, como em Kyoto, no Japão, o privilegio de presidir o congresso. No programa, tivemos uma visita ao CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, na Suíça, que ficou ainda mais famoso por ter sido feita nele a descoberta da “partícula de Deus”, o bóson de Higgs. Foi uma visita espetacular e, ao mesmo tempo, chocante. Tivemos uma palestra com um dos diretores do centro. Falaram então que o big bang formou o Universo, mas que a energia, ao se transformar em matéria, formou a matéria e a antimatéria, da mesma forma que as colisões lá no CERN também formam, matéria e antimatéria, mas que, pasme, a metade do Universo que o big bang deveria ter formado simplesmente “desapareceu”. Veja bem! Pode, gente?

Cientistas anunciaram que descobriram a origem do Universo e aí apresentam um modelo que deveria formar duas coisas, mas que a gente só observa uma, e que a outra simplesmente sumiu? Será que eu, como cientista, posso falar, por exemplo, que identifiquei uma molécula como sendo cocaína, e aí o juiz me pergunta como, e eu digo que detectei só metade da molécula e que a outra metade simplesmente desapareceu do meu espectro? Ele vai acreditar e pôr o bandido na cadeia? Que a massa da molécula deveria ser 300, mas eu detectei 150 e a outra metade sei lá para onde foi, mas que é cocaína, sim?

Pior: aí falaram que entendemos somente 4% do Universo e que 96% de sua energia são desconhecidos. Uma vergonha (what a shame), o palestrante disse. E – pior ainda – aí veio a pior enganação, pois foi dito que após a grande explosão e o desaparecimento mágico de metade do Universo, a maior mágica: a formação do hidrogênio e do hélio, e que, pasme de novo, a “gravidade” foi que atraiu o H2 e o Hélio para formar estrelas. Mas que absurdo, gente! Bem ali na minha frente foi dito um absurdo desse! Posso não ser físico e não entender tão bem de matéria e antimatéria – que até entendo um pouco –, mas quanto à estrela eu sei bem que isso é pura ilusão. Gravidade mantém, mas não forma estrelas. Gravidade só pode ser invocada em cosmologia, mas em química temos que usar forças eletromagnéticas, se quisermos atrair moléculas e átomos. E, como eu discuto com detalhes no Fomos Planejados, não existe força neste Universo capaz de tornar em estrela uma nuvem gasosa de hidrogênio e hélio em expansão. Impossível. Tente comprimir gás e você verá que a pressão aumenta e ele escapa. Como cientistas podem falar uma inverdade dessas?

Ou seja, além do milagre do desaparecimento da antimatéria, uma benção sem igual, pois senão o Universo colapsaria em si mesmo – eta, santo bom, milagroso e poderoso! –, temos outros grandes e enormes milagres; uma cascata deles, que acontecem por todo o Universo, de forças misteriosas que comprimem gases para formar estrelas. E mesmo que formadas, essa estrelas que explodiram no estágio de supernovas teriam espalhado um sem numero de buracões negros pelo Universo que, como a antimatéria também, simplesmente... desapareceram! Mais milagres sem santo!
Vista do acelerador de partículas do CERN
Aí tem outro problema que eles nem sequer comentaram, e eu como visitante fui educado em não perguntar: mesmo que estrelas milagrosamente se formassem e supernovas explodissem, o que elas formariam? Um puff cósmico fofo e poeirento que só... que jamais formaria os planetas rochosos incandescentes, a Terra. Sem falar de onde teria vindo a água e tudo o mais.

Ou seja, eu estava 99% convencido de que a ciência não tem a menor ideia de como este Universo foi formado. Hoje estou 110% convencido, racionalmente esclarecido. Pois não tenho essa fé, fé em milagres seguidos, múltiplos; milagres sem santo. E fui ao CERNe da questão para ter essa certeza.

Fonte: Dr. Marcos Eberlin via criacionismo

A formiga paulista e o plano B da evolução

Formiga evoluiu e se tornou formiga
Uma espécie de formiga parasita, descoberta no interior paulista, deu impulso para uma teoria de formação das espécies raramente comprovada. Encontrada no campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, o inseto – jamais visto em outro lugar do mundo – surgiu a partir de formigas de sua própria colônia, sem precisar se isolar geograficamente, de acordo com estudo publicado na última quinta-feira, na revista Current Biology. De acordo com a teoria mais comum do processo de especiação, entretanto, espécies novas aparecem a partir do isolamento geográfico de um grupo. “Conseguimos fortes evidências de que a especiação também pode acontecer dentro de uma mesma colônia. É raríssimo encontrar esse mecanismo”, diz Maurício Bacci Júnior, pesquisador do Instituto de Biociências da Unesp e um dos autores do artigo.

Especialista em formigas, Bacci descobriu a nova espécie em 2006, com o colega alemão Christian Rabeling, da Universidade de Rochester, ao escavar um formigueiro de Mycocepurus goeldii, espécie comum em toda a América do Sul. “Percebemos que havia formigas menores, o que geralmente é característica de parasitas”, explicou. Ao estudar o comportamento dos animais, os pesquisadores perceberam que a nova espécie – batizada de Mycocepurus castrator – é, de fato, parasita. Recebeu o nome de “castrator” por inibir a procriação da hospedeira. “Ela coloca todo o formigueiro a seu serviço. Enquanto as outras trabalham, ela come e se reproduz.”

De acordo com o cientista, para confirmar a origem da parasita, a equipe realizou um procedimento de datação com base em biologia molecular, relacionando o número de mutações a referências geológicas encontradas no formigueiro. Com um teste estatístico, foi determinado que a M. goeldii surgiu há cerca de 2 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], enquanto a M. castrator apareceu há apenas 37.000 anos [idem].

“Isso nos deu a evidência de um raro caso de especiação simpátrica, isto é, de surgimento de uma nova espécie sem presença de barreiras geográficas.” Segundo ele, ao relacionar parasitismo e especiação simpátrica, o estudo abre caminho para novas descobertas.

Todas as formigas do gênero Mycocepurus são “agricultoras”: levam folhas para o formigueiro e as depositam em uma colônia de fungos, que degradam os vegetais. As formigas se alimentam dos resíduos. A formiga parasita, no entanto, apenas come o que as outras produzem e sua única atividade é procriar. “As hospedeiras se reproduzem, mas passam a gerar apenas formigas estéreis, que trabalham para a parasita”, explica Bacci.

Assim, a Mycocepurus castrator usa todo o sistema do formigueiro em seu benefício, sem precisar despender energia para outras tarefas além de gerar mais parasitas. “Ela não se arrisca fora do formigueiro, diante de predadores, nem para buscar comida ou para se reproduzir.”

Fonte:  Veja via criacionismo

Nota do blog criacionismo: Descoberta interessante que leva os cientistas a perceber que a vida é mais adaptável do que se pensa, não dependendo a especiação apenas do isolamento geográfico. Mas note um detalhe: tudo o que se viu na pesquisa foi especiação e o “surgimento” de uma nova... formiga. Mesmo assim, fala-se em evolução, o que traz à cabeça do leitor não familiarizado com os termos e os fatos a ideia de que, de uma ameba primordial, teriam surgido as formigas, os répteis, as aves e os seres humanos. O título que usei acima foi usado também na matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Na verdade, todos os veículos que repercutiram a descoberta utilizaram a palavra “evolução”, quando o assunto trata apenas de adaptação e especiação. É a mídia a serviço do konsenso. De qualquer forma, ao utilizar “plano b”, estão admitindo que algumas descobertas contrariam “verdades” tidas como certas no meio darwinista. Daqui a pouco, terão que partir para o “plano c”, o “plano d”, “o plano e”... [MB]

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