domingo, 21 de agosto de 2016

Sociologia da Ciência - - Temporada 4 - Cap. 7

Evidências do dilúvio são encontradas na China

Rio Amarelo
A história da civilização chinesa é milenar e grande parte dela é baseada em lendas e mitos, muitos dos quais impossíveis de provar. Um deles é conhecido como o Grande Dilúvio de Gun-Yu (ou mito de Gun-Yu) e conta a história de Yu, que conseguiu domar o rio Amarelo e conter a inundação de grandes proporções que durava havia duas gerações. Segundo o mito, Yu foi aclamado como herói e foi mandatado para fundar a dinastia Xia, a primeira grande dinastia chinesa. Até agora, não existiam quaisquer provas arqueológicas ou outras de que tal história se pudesse basear em fatos verídicos. Mas um estudo publicado na revista Science aponta para o fato de que tal dilúvio pode realmente ter acontecido, noticia o jornal The Guardian. A equipe de investigação liderada pelo pesquisador Qinglong Wu encontrou vestígios de um grande deslizamento de terras que teria acontecido na sequência de um terremoto. A quantidade de terras teria sido suficiente para bloquear o rio Amarelo, na região onde atualmente fica a província de Qinghai, perto do Tibete. [...]

Foram encontrados 14 esqueletos de crianças que teriam ficado soterradas pelo deslizamento de terras. As análises de datação realizadas com carbono nos ossos indicam que a grande inundação do rio Amarelo aconteceu por volta de 1920 a.C.

“Terá sido uma das maiores inundações a ocorrer na Terra nos últimos 10.000 anos. Mais de 500 vezes maior do que seria de esperar que acontecesse no mesmo lugar, como resultado de uma chuva torrencial”, explicou Darryl E. Granger.


Esqueletos encontrados na china

Segundo David Cohen, arqueólogo da Universidade Nacional de Taiwan, em Taipei, e coautor do estudo, essa inundação “oferece uma sugestão tentadora de que a dinastia Xia pode realmente ter existido”. O caos e os estragos que provocou teriam dado origem a uma nova ordem política. Fatores que se encaixam que nem uma luva na narrativa do mito de Gun-Yu, segundo a qual Yu teria conseguido controlar a inundação através da construção de canais de dragagem. [...]

Note que as crianças viveram aproximadamente dois mil anos antes de Cristo, o que coincidiria com a época do relato bíblico do dilúvio. Segundo informações do Christian Headlines, o criacionista Ken Ham – diretor do Museu da Criação e fundador do parque Ark Encounter, que tem uma réplica da Arca de Noé – comentou que a China, como muitas culturas menos conhecidas, carrega a história de um grande dilúvio.

“Quer se trate de índios americanos ou os fijianos, havaianos, esquimós, aborígines australianos ou até os babilônios, existem lendas de inundação em culturas de todo o mundo”, explicou Ham. “Essa lenda, em particular da China, fala basicamente sobre um dilúvio global. Da forma como foi descrita, mostra que havia um homem em particular associado a essa inundação”, acrescentou. [...]

Fonte: Observador

Geologia das Galápagos - Temporada 4 - Cap. 6

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Química não é uma ciência exata, diz Rio-2016 sobre piscina com água verde

A piscina do Parque Aquático Maria Lenk, que recebe provas de polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais, mais uma vez amanheceu verde nesta sexta-feira (12). A promessa do Comitê Rio-2016 era de que ela voltasse a sua cor normal na última quinta-feira (11), o que não aconteceu.

Não há ainda prazo para que o problema seja resolvido. Segundo os organizadores, muitos profissionais trabalham para melhorar o problema mais rápido possível. Os treinos de saltos ornamentais previstos para a manhã desta sexta foram cancelados em razão do tratamento feito na água.

O diretor de comunicação do Rio-2016 voltou a dizer que não há nenhum risco à saúde dos atletas.

"Descobrimos, entre outras coisas, que a química que não é uma ciência exata. A piscina amanheceu hoje [sexta] melhor, estamos trabalhando para que tudo fique certo o mais rápido possível. O problema era mais complexo do que pensamos, mas está tudo sendo feito. A piscina vai ficar em ordem o mais rápido possível", afirmou Mário Andrada, diretor de comunicação da Rio-2016.

"A gente desde o primeiro dia disse que houve um problema de manutenção. Admitimos essa questão. A chuva não está ajudando", completou.

Alguns atletas de polo aquático da Austrália reclamaram de ardência nos olhos. Médicos que atenderam os jogadores não viram ligação com a cor da água.

O Comitê Organizador Rio-2016 afirmou que a razão para a alteração foi uma proliferação de algas causada pelo calor e pela falta de vento.

Segundo o comitê, testes mostram que a qualidade da água não está comprometida.

Em nota, a Fina (federação internacional de natação) afirmou que produtos químicos vazaram dos tanques de água, alterando o PH e a cor da água.

"A Fina pode confirmar que a cor incomum da água observado durante as competições de saltos ornamentais na Rio-2016 se deu porque alguns produtos químicos dos reservatórios de água utilizados no processo de tratamento de água vazaram para a piscina. Como resultado, o PH da água estava fora do valor habitual, fazendo com que houvesse a descoloração".

A entidade disse ainda que não há risco para a saúde dos atletas.

"A Fina conduziu testes na qualidade da água e concluiu que não há risco para a saúde ou segurança dos atletas, e não há razão para a competição ser afetada", afirmou.

Fonte: Folha

Nota: Oi?? A Química não é uma ciência exata? Vai aqui a definição.

Ciências Exatas são as ciências que têm a Matemática, a Química e a Física como peças fundamentais dos seus estudos.Além das 3 áreas básicas e todas as suas subdivisões, tais como Física Quântica e Físico-Química, entre as ciências que também são consideradas exatas temos: Astronomia, Estatística, Ciência da Computação e Arquitetura. A principal característica das carreiras e dos profissionais da área de exatas é o Raciocínio Lógico.

As Ciências Exatas estão entre as mais antigas. Desde a antiguidade, o homem utiliza a Matemática para resolver seus problemas e moldar da melhor maneira a sociedade.

Foram as Ciências Exatas que proporcionaram que os antigos egípcios construíssem as pirâmides, que os gregos erguessem suas acrópoles e monumentos e também que o homem realizasse a viagem espacial até a lua no século 20

sábado, 6 de agosto de 2016

Restam poucas unidades do Jornal e DVD

Em 2014, foram distribuídos, gratuitamente, 70.000 mil exemplares do jornal NUBEPO Ciência e vendidos mais de 100 DVDs do I Simpósio Baiano sobre as Origens. Hoje restam poucas unidades destes materiais. A quem possa interessar nestes produtos, envie uma mensagem pelo e-mail: firmoneto81@gmail.com

Leia também:

Extra, Extra... jornal NUBEPO CIÊNCIA em circulação na Bahia;

 Leitores comentam sobre o Jornal Nubepo Ciência,

 Blogueiro faz comentários depois de assistir e ler em casa o DVD e o JORNAL do NUBEPO

Ensinem para os seus alunos a Biologia atual!!!

Gregory Radick
Ensinar os alunos a biologia do seu tempo

Uma experiência no ensino de genética revela como o legado de Mendel retém o ensino da ciência, diz Gregory Radick.

17 de maio de 2016

Historiadores estudam as causas e consequências de eventos passados, mas também consideram cenários alternativos. O que poderia ter acontecido, por exemplo, se a Grã-Bretanha tinha ficado fora da guerra na Europa em 1914? Historiadores da ciência também fazem tais perguntas contrafactual, e os resultados podem ser surpreendentemente instrutivo.

Tome genética. O ano passado viu celebrações prolongadas do trabalho de Gregor Mendel, ligada ao 150º aniversário do papel que relatou suas experiências com ervilhas híbridas. Experiências de Mendel são centrais para a biologia e currículos em todo o mundo. Por outro lado, as críticas feitas a ideias de Mendel por W. F. R. Weldon, professor Linacre na Universidade de Oxford, Reino Unido, são uma nota de rodapé.

A partir de 1902, as visões de Weldon fez entrar em conflito cada vez mais mal-humorado com os seguidores de Mendel. Em termos básicos, os Mendelianos acreditavam que fatores hereditários (mais tarde chamado "genes") determinam os caracteres visíveis de um organismo, enquanto Weldon viu contexto - do desenvolvimento e do meio ambiente - como sendo tão importante, com a sua variável de influenciar a tomada de personagens de formas que Mendelianos ignorado. Os Mendelianos ganhou - ajudado por morte súbita de Weldon em 1906, antes que ele publicou suas idéias totalmente - e o ensino da genética tem enfatizado a primazia do gene desde então.

O problema é que 'genes para' o mendeliana abordagem é cada vez mais visto como fora de sintonia com a biologia do século XXI-. Se estamos a perceber o potencial da era genômica, dizem os críticos, temos de encontrar novos conceitos e linguagem mais adequada à realidade variablebiological. Isto é importante na educação, onde a dependência de exemplos simples podem até promover um determinismo antiquada sobre o poder de genes.

Mas e se Mendelismo nunca tinha vindo a dominar a genética em primeiro lugar? E se a perspectiva de Weldon surgiu como o vencedor nessa batalha histórica, e sua interacionismo, aliada ao seu sentido vivo de como variável os personagens reais de organismos reais são (nunca apenas amarelo ou verde, redondo ou amassado, ou qualquer outro binário mendeliana) , tornou-se o núcleo do sujeito? Aqui é onde eu, e colegas, tentaram executar um experimento.

Em um recente projeto de dois anos, que ensinou estudantes universitários um currículo que foi alterada para refletir o que a genética livros poderia ser como agora, se a biologia por volta de 1906 tinha tomado a Weldonian ao invés da rota mendeliana. Estes estudantes enfrentaram genética como fundamentalmente ligado ao desenvolvimento e meio ambiente. Os genes não foram apresentadas a eles como que herança é "realmente sobre ', com tudo o resto relegado para ignorable papéis coadjuvantes. Por exemplo, eles foram ensinados que, embora os genes podem afetar o coração diretamente, eles também afetam a pressão arterial, os níveis de atividade do corpo e outros fatores influentes, eles mesmos, muitas vezes influenciado por fatores não-genéticos (como o tabagismo). Onde neste emaranhado, pedimos a eles, é um gene de doença cardíaca? Com efeito, este currículo revisto visa levar o que é periférico no ensino existente da genética e torná-lo central, e fazer o que é central periférica.


Fonte: Desafiando a Nomenclatura Científica

A Genética da variabilidade Temporada 4 - Cap. 4

Os milagres da teoria da evolução

A vida 'surge' muito complexa
Charles Darwin deu à ciência um grande passo adiante no progresso intelectual, muitos supõem. Ele substituiu o que considerou “milagres” de design por processos naturais. Seu objetivo pareceu nobre para muitos: unificar os organismos diferentes da Terra em uma imagem unificada de descendência com modificação, unidos por uma lei da natureza que ele chamou de seleção natural. A ciência foi, assim, liberta de milagres. Assim ele pensou. A lei da natureza de Darwin, contudo, resultou em pouco mais do que contingência histórica. Na opinião dele, as variações surgiam aleatoriamente - sem direção ou propósito - na base da vida que hoje os evolucionistas localizam nos genes. A partir do ponto de vista bottom up [de baixo para cima], para evitar parecer milagrosas, as variações teriam de ser pequenas e graduais, pouco fazendo diferença ao organismo, exceto por algum leve incremento em uma qualidade nebulosa que ele chamou de “aptidão”. A partir do ponto de vista top down [de cima para baixo], todavia (a árvore da vida), muitos organismos diferentes precisavam ser unidos por linhas de descendência comum com enormes lacunas entre si. Reunir os quadros bottom-up e top-down não tem sido fácil. Dois artigos recentes mostram como os evolucionistas modernos fazem isso empregando milagres - esticando a credibilidade além do ponto de ruptura para trazer as duas imagens juntas.

In Current Biology, Thibaut Brunet e Detlev Arendt parecem animados com a possibilidade de solucionar “o problema difícil da origem da cartilagem”. O título deles, uma brincadeira com “o problema difícil da consciência” descrito por David Chalmers, refere-se aqui à origem das partes duras nos corpos dos animais. Podem todos os planos corporais dos animais serem unidos por um ancestral comum?

“Os esqueletos são mal interpretados. Devido à sua resistência à deterioração, os ossos se tornaram símbolos de morte; no entanto, eles são tecidos intensamente vivos, submetidos à remodelação ativa por toda a vida. Para o biólogo evolucionista, as partes duras dos animais são duas faces semelhantes: sua resistência os torna os primeiros candidatos para fossilização e fornece aos paleontólogos uma riqueza de informação sobre os esqueletos de animais extintos. Do ponto de vista do paleontólogo, a evolução animal é, assim, principalmente, a evolução das partes duras (mais o que pode ser deduzido delas). Mas, pela mesma razão, a origem dos primeiros esqueletos de animais, as estruturas ancestrais que deram origem aos animais de corpos moles, permanece misteriosa; a preservação de tecidos moles é muito rara para fornecer uma solução cristalina. Por mais de um século, os morfologistas têm debatido, com pequena evidência valiosa, as questões difíceis das origens dos esqueletos: Quando evoluíram pela primeira vez os esqueletos dos animais? Eles surgiram uma vez ou diversas vezes independentemente? Quais tecidos moles ancestrais se tornaram rígidos, e por quais mecanismos moleculares? Uma pesquisa recente por Tarazona e coautores, comparando a formação de esqueletos entre invertebrados e vertebrados em nível molecular, lança nova luz sobre essas questões.”

Como é comum na literatura evolucionista, Brunet e Arendt não perguntam se as partes duras evoluíram, mas somente como elas evoluíram. De acordo com as “regras da ciência”, questionar o naturalismo é proibido. Contudo, ao limitar a caixa de ferramentas explanatórias de alguém a processos naturais não guiados, as dificuldades surgem. Não há nada como um apelo a milagres para se livrar de uma dificuldade. Como aconselhou Finagle, “não creia em milagres. Apoie-se neles”.

Os autores reconhecem que “tentativas históricas de se comparar esqueletos de vertebrados e invertebrados não se deram muito bem”. É por isso que a solução de Tarazona os agrada. Aquele artigo encontrou semelhanças na formação de cartilagem entre uma lula e um caranguejo ferradura - criaturas muito distantes na árvore ancestral de Darwin, pertencendo a filos diferentes. No pensamento deles, portanto, o ancestral comum desses animais deve ter tido a capacidade de produzir cartilagem. Brunet e Arendt ilustraram magistralmente os possíveis elos evolucionários entre aqueles animais e os anelídeos (minhocas), braquiópodes, artrópodes e vertebrados, destacando as semelhanças entre a organização geral dos locais de expressão de colágeno e os genes de desenvolvimento que regulam a expressão do colágeno. Como um truque mágico, parece simples até você examinar os detalhes. Considere:

1. Eles não deram nenhuma explicação para o surgimento de três conjuntos de genes que codificam o colágeno. “O mesentério ventral ancestral soxD+ soxE+ colA+ é assumido como tendo dado origem tanto ao esclerótomo dos cordados e ao endosternito dos quelicerados”, eles dizem, assumindo que seis genes de fator de transcrição e o gene de colagenase conspiraram para criar as primeiras partes duras. Ou os genes foram cooptados de alguma outra função, ou surgiram por si mesmos. Isso é mágica? Sorte? O que mais na evolução naturalista poderia “dar origem” ao improvável?

2. O colágeno é uma proteína complexa que usa todos os 20 aminoácidos, menos o triptofano. A Wikipédia relaciona sete etapas na sua manufatura dentro das células, inclusive a formação de precursores (como o “pré-pró-péptido de pro-colágeno”) seguido de modificações pós-traducionais extensivas.

3. A formação de cartilagem envolve etapas adicionais complexas, incluindo um equilíbrio entre as proteínas sinalizadoras Hedgehog e Wnt. Você não pode apenas assumir que a inovação do colágeno irá resultar automaticamente em cartilagem ou osso. Quanto ao osso, células especializadas (osteoblastos e osteoclastos) constroem e dissolvem o osso em um equilíbrio delicado de processos.

4. Partes duras não surgem aleatoriamente em células ou planos corporais de animais, mas são dispostas especificamente para a função. Olhe a armadura elaborada dos cnetófors cambrianos (Science Advances), tidos por alguns evolucionistas como um dos filos de animais mais antigos. Não é suficiente criar blocos construtores de colágeno. Os materiais têm que ser entregues nos locais específicos durante o desenvolvimento.

5. Uma inovação “milagrosa” como o colágeno seria surpreendente, mas isso não é suficiente. O colágeno faz uma “aparição esparramada” na árvore da vida. Os autores invocam até mais milagres para explicar isso: “Se, assim, isso exemplificaria um tipo de evolução independente frequentemente negligenciado chamado de ‘evolução paralela’, no qual a mesma estrutura ancestral experimenta uma sequência similar de modificações em linhas separadas de descendência.” Dar um nome a uma maravilha improvável, um nome tipo “evolução paralela”, não a faz menos “milagrosa”.

6. Partes duras aparecem subitamente no registro fóssil. Balance a varinha mágica para mais milagres! “Também, o registro fóssil sugere que a maioria dos filos evoluiu esqueletos de modo rápido e paralelo durante a Explosão Cambriana, impulsionado por uma corrida armamentista entre os primeiros predadores complexos e suas presas.” Nossos leitores já ouviram o bastante sobre todas as explicações fracassadas para a Explosão Cambriana, de modo que não iremos detalhar esse ponto. Basta dizer que os detalhes não fazem crer em “inovações evolucionárias” como os darwinistas são pródigos em chamar parecer coisa “natural”.

Boa sorte, LUCA!

Um apelo a milagres ainda muito maior é encontrado nas estórias evolucionistas sobre a origem da vida, porque até que uma autorreplicação confiável comece, não pode haver seleção natural. Consequentemente, os evolucionistas não podem se valer de seu dispositivo favorito de resgate, e só podem apelar para leis da química e do acaso.

O “último ancestral comum universal” [last universal common ancestor] (LUCA) “é o que os cientistas chamam de precursor de todas as coisas vivas”, observa a Live Science. Portanto, LUCA deve marcar o ponto no qual a seleção natural começa, porque se a seleção natural tivesse agido em qualquer coisa antes (tais como os replicadores especulativos do “Mundo RNA”), ela não teria nada a ver com a vida que nós hoje observamos. Qualquer coisa antes não deixou nenhum registro; isso está fora da ciência empírica.

Por mais que os evolucionistas quisessem simplificar o LUCA, chega um ponto no qual o organismo não teria sido capaz de desempenhar as funções necessárias de metabolismo, mobilidade e reprodução para ser chamado de vivo. LUCA teria de ser uma “célula” de algum tipo, com um código genético e máquinas de proteínas envoltas em uma membrana para mantê-los juntos. Como aprendemos em março, a equipe de Craig Venter não conseguiu sua célula sintética mais simples do que 463 genes. A nova pesquisa diz: “Muito sobre o LUCA permanece incerto; embora pesquisa anterior tenha sugerido que ele era pouco mais do que uma sopa química a partir da qual a evolução construiu gradualmente formas mais complexas, pesquisa recente sugeriu que ele pode ter sido um organismo sofisticado com uma estrutura complexa.”

Quão sofisticado? Ao comparar milhões de genes procarióticos, os pesquisadores na Universidade Heinrich Heine, em Düsseldorf, Alemanha, calcularam os requisitos para o LUCA: “Os genes que os cientistas examinaram eram blueprints para a produção de proteínas. (Alguns genes não são considerados como produtores diretos de proteínas.) Dos 286.514 grupos de proteínas que os pesquisadores consideraram, apenas 355 corresponderam aos critérios rigorosos que os pesquisadores estabeleceram como potencialmente pertencendo ao LUCA. Pesquisa anterior tinha revelado as funções de muitos desses genes, assim eles agora lançaram luz sobre o habitat e o estilo de vida de LUCA.”

O artigo deles, publicado no Nature Microbiology, imagina que esse “precursor de todas as coisas vivas” tenha sido capaz de metabolizar hidrogênio, fixar nitrogênio, usar metais de transição e coenzimas, e muito mais. Ele tinha genômica e epigenômica: “Seu código genético exigia modificações do nucleosídeo e metilações dependentes de S-adenosilmetionina.” Nenhuma delas é simples! Além disso, os pesquisadores creem que o LUCA era um termófilo que vivia em condições hostis de fontes termais e fontes hidrotermais. Os termófilos que vemos atualmente têm mecanismos sofisticados para consertar e preservar seu DNA e suas proteínas da destruição pelo calor.

O LUCA surgiu por acaso? Jeff Errington, biólogo celular na Universidade Newcastle, nem sequer fez a pergunta. No The Conversation, ele especula sobre o tipo de organismo que foi o LUCA, assumindo que ele se originou nas altas temperaturas de fontes termais, tinha enzimas e um código genético, metabolizou hidrogênio, e era bem equipado para a sobrevivência. No entanto, ele sabe que o LUCA tinha requisitos mínimos:

“Infelizmente, sem uma máquina do tempo, não há como se verificar diretamente esses resultados. Mesmo assim, essa informação será agora de grande interesse, inclusive aqueles cientistas querendo usar a informação para informar seus experimentos bottom-up [de baixo para cima] em recriar as formas modernas de vida primitiva. Mas isso não será fácil, considerando-se os requisitos para alta temperatura, nitrogênio, dióxido de carbono e gás de hidrogênio explosivo.”

No livro Signature in the Cell, apoiando-se na pesquisa de Douglas Axe sobre a função da proteína, Stephen Meyer calculou a probabilidade de uma proteína relativamente pequena de 150 aminoácidos de comprimento como sendo uma chance em 10 elevada à potência de 164 (10-164, p. 210-212). Em outras palavras, esperando o surgimento de apenas uma proteína por acaso excede o limite probabilístico universal calculado por William Dembski (10-150) por 14 ordens de magnitude - uma improbabilidade de 100 bilhões! A palavra “milagre” nem chega perto da crença de tal evento. Mesmo assim, esses evolucionistas querem que nós creiamos que algo assim como 355 e 463 genes ou produtos proteínicos, todos funcionando coordenadamente, surgiram por acaso.

Já é hora de parar a caricatura do Design Inteligente pelos evolucionistas de que o primeiro acredita em milagres e o último não acredita. Faz melhor sentido pensar que as “inovações” que observamos foram planejadas com um propósito por uma causa inteligente necessária e suficiente para explicá-las, em vez de confiar em sorte mais do que afortunada. Organizar as partes para função não é, de modo algum, um “milagre”. Fazemos isso o tempo todo contra a ordem natural das coisas

Fonte: Desafiando a Nomeklatura Científica

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Seleção Natural e Adaptação - Temporada 4 - Cap. 3

Autoridades visitam o Discovery Institute, nos EUA

O reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Benedito Guimarães Aguiar Neto, acompanhado do chanceler da UPM, reverendo Davi Charles Gomes, e do cientista Marcus Eberlim, da UNICAMP, visitou o Discovery Institute, importante centro de pesquisa sobre Design Inteligente, teoria sobre a origem da vida que propõe a existência de um grande designer na criação de tudo o que existe. O instituto norte-americano busca a discussão além da Teoria da Evolução nas aulas de ciências do sistema público de ensino dos Estados Unidos da América.

A visita teve o objetivo de continuar as conversas iniciadas anteriormente pelo chanceler, o então presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie, José Inácio Ramos, e o conselheiro Milton Flavio Moura. De acordo com o reitor, dessa vez a visita aconteceu com o intuito de finalizar as conversas iniciadas anteriormente. “Pudemos fechar alguns pontos e firmar compromissos mútuos para realização de pesquisas e atividades conjuntas. Expliquei nossos propósitos de desenvolver pesquisas com foco confessional e nossa disposição em firmar uma parceria efetiva com o Discovery nas áreas do Design Inteligente e também na Liberdade Econômica”, contou, destacando que o instituto tem um "Economics Freedom Center" muito ativo.

Na ocasião, as autoridades assinaram um memorando de entendimento para criação do "Discovery Institute - Brazil", na UPM. “O Discovery congrega grandes cientistas das mais diversas áreas de grandes universidades ao redor do mundo. São pesquisas de ponta nas áreas do Design Inteligente e também na de Liberdade Econômica”, contou o reitor. A cooperação abrirá portas para mobilidade acadêmica em todos os níveis: graduação, pós-graduação e pós-doutorado. “Teremos linhas de pesquisa nas áreas de ciências, química, biologia e humanidades, que incluem as áreas de teologia, pedagogia e economia, além da área de tecnologia”, adiantou Benedito. A intenção ainda é produzir material de divulgação científica, tanto impresso quanto em vídeo, além da coprodução de livros, incluindo a tradução de obras consagradas nas áreas envolvidas. “Essa visita foi coroada de grande sucesso e superou todas as minhas expectativas”, concluiu o reitor.

Fonte: Mackenzie News

Biogeografia e Galápagos - Temporada 4 - Cap. 2

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails