terça-feira, 29 de julho de 2014

Leitores comentam sobre o Jornal Nubepo Ciência

Foto: Jornalista Michelson Borges.
"Fico revoltado com a mentirada que é imposta nas escolas e na mídia, sobre a "verdade absoluta" acerca da origem do universo e da vida. Todos tem direito de crer no que quiser, mas impor ao mundo algo que é provido de fé (apesar de não admitirem isto) é difícil de engolir! Porque não propor, nas escolas, a T.D.I., paralelamente ao evolucionismo, para que os alunos tenham liberdade de reflexão sobre o que as evidências científicas e a natureza revelam de verdade?

Este ótimo site[nubepo.org] esclarece muitas coisas acerca desses assuntos. Ótima iniciativa da Nubepo."

Valeu, Firmo Neto, pelo jornal !! Só faltam 2 páginas para finalizar a leitura. "

(Marcelo Magalhães)

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"Grande iniciativa dos criacionistas baianos. Parabéns, Firmo Neto!"

(Michelson Borges)

Nota: Esta é a 1ª edição semestral do jornal NUBEPO CIÊNCIA lançada neste mês de Julho. Os primeiros 5.000 mil exemplares já estão sendo distribuídos na cidade de Guanambi e Caetité. Ao todo serão 70.000 mil exemplares em todo território Baiano. A circulação será somente nas 59 universidade e faculdade espalhadas pela Bahia. A meta é levar um exemplar (de 16 páginas coloridas) para cada universitário e professores baianos até o final deste ano. É bom ressaltar que as distribuições serão gratuitas. 

2º Congresso Universitário de Ciência e Filosofia das Origens

Nota: Sejam bem-vindos a mais um evento organizado pela UNASIP. Faça sua inscrição AQUI e gere o boleto que poderá ser pago em qualquer agência bancária, casas lotéricas ou Internet Banking.

domingo, 27 de julho de 2014

Qual língua os Neandertais falavam?

RESUMO [tradutor google]

É geralmente assumido que linguagem moderna é um fenômeno recente, coincidindo com o surgimento dos próprios humanos modernos. Muitos supõem também que este é o resultado de uma única mutação, dando origem súbita abundância "pacote moderna."

No entanto, nós argumentamos aqui que a linguagem reconhecidamente moderna é provavelmente uma característica ancestral do nosso gênero pré-namoro, pelo menos o ancestral comum dos humanos modernos e neandertais cerca de meio milhão de anos atrás[escala evolucionista]. Para este fim, apresentar uma ampla gama de evidências da lingüística, genética, paleontologia, arqueologia e sugerindo claramente que o homem de Neandertal compartilharam conosco algo como discurso moderno e linguagem.

Esta reavaliação da antiguidade da linguagem moderna, a partir das geralmente cotados 50.000-100.000 anos a meio milhão de anos, tem consequências profundas para a nossa compreensão da nossa própria evolução, em geral, e especialmente para as ciências da fala e da linguagem.

Como tal, ele argumenta contra um cenário saltacionista para a evolução da linguagem, e para um processo gradual de cultura gene co-evolução que se estende até os dias atuais.

Outra consequência é que a diversidade linguística atual pode refletir melhor as propriedades do espaço de design para a linguagem e não apenas os caprichos da história, e também pode conter traços de línguas faladas por outras formas humanas, como os neandertais.

GRÁTIS PDF: Na antiguidade da língua: a reinterpretação das capacidades linguísticas Neanderthal e suas consequência

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

Nota: Bacana a matéria. Coincidência ou não, sexta-feira (26/06) passada fui convidado por alunos do curso de letras (UneB de Caetité-BA) para assistir um seminário sobre a origem da linguagem. Por sinal, uma apresentação inteligente, profunda em detalhes que veio abranger todas as filosofias do conhecimento científico existentes sobre a origem da linguagem oral e escrita. Diante a apresentação daqueles alunos ficou claro que não existe ainda nenhum registro concreto histórico e científico sobre como tudo começou. Bem diferente das grandes mídias que vem anunciando e confirmando suas 'ficções científicas' Neandertais... Parabéns a todos estudantes do 1º semestre de letras da UneB-Caetité pela belíssima apresentação dos seus trabalhos!! [Firmo Neto]

quinta-feira, 24 de julho de 2014

De que forma é que o naturalismo impede o avanço da ciência?

Por vezes acontece as pessoas que acreditam em Deus serem acusadas de limitar a ciência, afirmando de maneira preguiçosa que Deus é a Explicação para um dado fenômeno, e como tal, não precisamos de mais nenhuma explicação. Embora alguns Cristãos possam ser culpados de tal pensamento, muitos Cristãos apercebem-se que a ciência é maneira através da qual nós podemos saber como foi que Deus criou o universo.

Dizer que a existência e o entendimento da ciência invalida a casualidade Divina, é como dizer que como entendemos de engenharia, não precisamos de Henry Ford. Ironicamente, os naturalistas metafísicos (aqueles que escolhem acreditar que o mundo físico é tudo o que existe, existiu e alguma vez vai existir) não se apercebem que a sua própria crítica pode ser usada contra eles. Julgo ser possível listar pelo menos 6 razões que nos fazem ver que a metafísica naturalista limita a ciência.

1. O naturalismo metafísico leva-nos a cometer a falácia do naturalismo-das-lacunas.

Existe um erro infrequente cometido pelos teístas conhecido como o Deus-das-lacunas. Este erro consiste em dizer que, como não se consegue explicar algum fenômeno, então Deus está por trás dele. Mas à medida que a ciência vai avançado e recolhendo mais dados, essas “lacunas” ou “falhas” vão sendo progressivamente fechadas com o nosso conhecimento; Deus vai, digamos assim, sendo “Afastado” pelas evidências.

O problema é que quando alguém afirma que o mundo natural é tudo o que existe, inevitavelmente ele faz o mesmo erro que ele mesmo acusa os teístas de fazer. O naturalista dirá que embora ele não consiga explicar um dado fenômeno, certamente que no futuro próximo uma explicação “natural” será encontrada, o que invalidará a
necessidade de se invocar o sobrenatural.

O naturalista irá alegremente aceitar uma explicação “científica” desde que ela não esteja fora do âmbito do naturalismo, mesmo que essa explicação tenha falhas e seja claramente refutada pelas evidências empíricas [por exemplo, a teoria da evolução]. Pode-se dizer assim que ele preencheu a lacuna do seu conhecimento com o naturalismo metafísico, levando-o a cometer a falácia do naturalismo-das-lacunas.

2. O naturalismo metafísico carece de alcance explicativo.
Como dito na introdução deste texto, imaginemos que alguém diz que como entende da operacionalidade da termodinâmica e da engenharia, ele não precisa de Henry Ford. O seu raciocínio tem falhas ao assumir que a descoberta de um mecanismo operacional invalida a necessidade de um agente por trás desse mecanismo. E é precisamente isto que os ateus e os evolucionistas fazem visto que se algum fenômeno natural logicamente precisa de um agente causador sobrenatural, eles ignoram e/ou rejeitam as evidências que podem servir de apoio a essa tese. Um artigo de fé do naturalismo metafísico é precisamente limitar a área de pesquisa quando se apura a casualidade, o que, obviamente, limita a ciência.

3. O naturalismo metafísico fecha as mentes.
Se uma pessoa começa assumindo a conclusão de que o mundo natural é tudo o que existe, ele irá interpretar tudo à luz desta conclusão. Isto tornar-se-á a sua pressuposição e desde logo, a sua mente estará fechada às evidências que lhe forem apresentadas. Talvez o exemplo mais conhecido desta forma de pensar seja David Hume, que sugeriu que se alguém presenciar um milagre, não acredite nele. Isto é o exemplo clássico de uma mente fechada visto que ele literalmente propõe que se negue a veracidade do que se pode claramente observar com os seus olhos. Esta é a posição que o naturalismo metafísico exige que os seus aderentes tomem.

Pode-se dizer, portanto, e em contraste a isto, que o Cristão está aberto à ciência natural como também à uma casualidade que transcende o mundo natural, enquanto que a crença cardinal do naturalista não permite que ele siga as evidências até onde quer que elas o levem.

4. O naturalismo metafísico não tem justificação.

Sempre que alguém sugere que o mundo natural é tudo o que existe, existiu e alguma vez vai existir, ele está a fazer uma afirmação positiva em favor da qual teremos que ter algum tipo de evidência. Como ressalvou o ateu Christopher Hitchens, aquilo que pode ser afirmado sem qualquer evidência em seu favor, pode ser rejeitado sem qualquer evidência contra.

Portanto, se alguém afirma que o mundo natural é tudo o que existe, ele tem que fornecer algum tipo de evidência em favor desta posição. O problema é que não existem evidências em favor do naturalismo metafísico, e desde logo, qualquer cientista que opere dentro do âmbito do naturalismo está a operar dentro de limitações ideológicas que não têm evidências em seu favor.

Quando temos como pressuposição um ponto de partida falso, obviamente que obteremos conclusões falsas e este é o erro que o naturalismo metafísico causa a que os cientistas façam.

5. O naturalismo metafísico não explica a inteligibilidade racional do universo.
O próprio fato de alguém poder fazer ciência assume que o universo é inteligível e aquilo que pode ser compreendido tem que ter um significado. (Uma coisa em sentido não pode ser compreendida.) A própria pressuposição de que o universo poderia ser racionalmente entendido veio da crença em Deus; os homens esperaram que a natureza tivesse leis porque eles acreditaram no Legislador Supremo.
Mas se Deus não existe, a inteligibilidade racional do universo dentro do naturalismo metafísico não se justifica. É bem provável que a nossa percepção de inteligibilidade seja consequência do desejo humano de buscar padrões onde não há nenhum. Logo, o naturalismo metafísico destrói a ciência ao atacar o fundamento do empreendimento científico: a inteligibilidade racional do universo.

6. O naturalismo metafísico não explica a correspondência entre a inteligência humana e o mundo natural.

Tal como o físico Lawrence Krauss ressalvou em mais do que uma ocasião, o cérebro humano não evoluiu para fazer ciência, nem para entender da mecânica quântica. Segundo o naturalismo metafísico, o cérebro humano evoluiu apenas com o propósito de sobreviver e de propagar o ADN. Dito de outra forma, e usando as palavras de Richard Dawkins, esse é o propósito único da nossa existência.

Mas se isto é assim, então porque é que alguém esperaria que o cérebro humano fosse capaz de alcançar a verdade? Se o naturalismo metafísico está certo, o cérebro humano foi afinado para sobreviver e não para saber a verdade. (Esse é o propósito do livro “Evolutionary Argument Against Naturalism” escrito por aquele que é provavelmente o maior filósofo da atualidade, Alvin Plantinga.)

Foi por isso que Darwin disse, “Comigo, a terrível dúvida sempre surge, nomeadamente, se as convicções da mente humana, que se desenvolveram a partir da mente de animais inferiores, têm algum valor ou se são fiáveis. Será que alguém confiaria nas convicções da mente de um macaco, se é que existem convicções em tal mente?

Tal como um blogueiro disse, é bem possível que estejamos perdidos num mar de loucura, pensando que estabelecemos verdades quando ouvimos outros loucos a recitá-las. O naturalismo metafísico parece minar a mais importante crença do empreendimento científico: a capacidade humana de levar a cabo trabalho científico.

Fonte: Darwnismo

domingo, 20 de julho de 2014

Exercício proposto em livro de biologia demonstra a falência da teoria evolucionista

 Uma das fragilidades fundamentais da teoria da evolução no contexto de justificação teórica: a evolução dos ribossomos.

Este desafio foi proposto por um dos livros-texto de Biologia aprovado nos Estados Unidos. Muitos autores brasileiros de livros didáticos de Biologia do ensino médio recomendados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM seguem esses autores de olhos fechados. Eles lançaram o seguinte desafio para os alunos:

“Avalie a explicação proposta para a evolução dos ribossomos baseada na evidência que foi apresentada para apoiá-la”.

Será que a evidência apresentada pelos autores chega perto de apoiar a explicação da origem de ribossomo funcional? Os autores demonstraram, como afirmaram, a “robustez da teoria da evolução?”

Bem, um cientista americano, amigo deste blogger propôs algumas perguntas que os alunos podem e devem perguntar aos professores de Biologia:

1. Existem quaisquer células em qualquer lugar que não têm proteínas? NÃO

2. Nós podemos ter vida, como nós a conhecemos hoje, sem proteínas? NÃO

3. Existem quaisquer proteínas em qualquer lugar em uma célula viva hoje que não tenha sido feita por um ribossomo? NÃO

4. Portanto, você pode ter vida como nós a conhecemos hoje, sem ribossomos? NÃO

5. Existe hoje uma “máquina molecular somente RNA puro” que faça proteínas? NÃO

6. Se assim for, não seria muito mais significante do que a especulação de “que as células primordiais podem ter produzido proteínas usando somente RNA?” SIM

7. Além disso, quão verdadeiramente significante é este fato que os Autores forneceram – ”O RNA ribossômico desempenha a tarefa mais importante na síntese de proteínas“?

A. Explica a origem do ribossomo? NÃO

B. Explica como que o ribossomo incorporou “as mais de 80 proteínas diferentes?” NÃO

C. Explica a origem dos quatro RNAs originais? NÃO

i. Explica como eles formados? NÃO

ii. Explica como que eles se juntaram? NÃO

iii. Explica como que o RNA mensageiro (mRNA) com as instruções codificadas os encontrou assim que eles se juntaram? NÃO

iv. Explica como que eles foram capazes de se reproduzir? NÃO

D. Desde que a preservação evolucionária do incipiente ribossomo somente rRNA é, no seu funcionamento, dependente de uma sequência de mRNA codificado, eles têm alguma ideia sobre onde se originaram as instruções codificadas para a primeira proteína a ser codificada no mRNA? NÃO

i. Eles têm alguma ideia de onde veio a informação codificada? NÃO

ii. Eles sabem como que o mRNA com a informação codificada reproduz a si mesma de modo que possa fazer mais proteínas? NÃO

8. Todas as 80 proteínas no ribossomo foram feitas por um ribossomo? SIM

A. Eles sabem qual das 80 proteínas ribossomais foi adicionada primeiro? Em segundo lugar? Terceiro lugar? E assim por diante? NÃO

B. Eles podem adicionar hoje uma proteína extra para “aumentar a eficiência do processo?” NÃO

C. Eles podem remover uma proteína hoje? NÃO

D. Eles sabem como adicionar uma proteína? NÃO

E. Eles sabem como remover uma proteína? NÃO

F. Eles sabem qual é a função das proteínas ribossomais? É uma concha? Um quadro? Uma estrutura de apoio? ELES NÃO SABEM.

G. Eles podem fazer uma estrutura de apoio a partir do RNA puro? ELES NÃO SABEM.

H. Pode o RNA sem proteínas sustentar a si mesmo e fazer uma proteína? ELES NÃO SABEM.

I. Se isso não é possível, como você pode ter um ribossomo sem uma proteína e como que você pode ter uma proteína sem um ribossomo? ELES NÃO SABEM.

9. Considere um automóvel. Nós não poderíamos dizer que o seu motor “desempenha as tarefas mais importantes” na sua função? Quão plausível então é concluir que o “motor” adicionou gradualmente um chassis “que melhorou a eficiência do processo, resultando nos automóveis mais complexos de hoje”? DE JEITO NENHUM PLAUSÍVEL.

Conclusão

Lembre-se disso – se não houver ribossomos, não há proteínas; se não há proteínas, não há vida como hoje a conhecemos. Mas, se há vida, há proteínas, e há ribossomos. A ciência testa as ideias pela evidência e observação; aqueles autores não produziram nenhuma delas – evidências convincentes ou observações; eles somente forneceram uma história da carochinha “as células mais antigas podem ter produzido proteínas usando somente RNA.” Considerando-se esta avaliação “baseada nas evidências” disponíveis hoje, os ribossomos resultaram de processos evolucionários? VOCÊ DECIDE.

Um argumento final:

1. Toda a vida – cada célula viva – precisam de ribossomos.

2. Até hoje, as explicações evolucionárias “não podem explicar” a origem do ribossomo e fracassa no teste da ciência.

3. Portanto, as explicações evolucionárias “não podem explicar” a vida e fracassam no teste da ciência.

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Este blogger sempre afirmou - quer saber mais da evolução? Não pergunte aos biólogos, pergunte aos químicos! Os químicos sabem muito mais da vida do que os biólogos!

Entende agora por que eles não querem que você saiba química???

Fui, nem sei por que, rindo do pangaré epistêmico de Darwin que não aguenta mais correr diante do avanço da ciência!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Extra, Extra... jornal NUBEPO CIÊNCIA em circulação na Bahia

Foto: Firmo Neto com os primeiros exemplares.
Nota: Hoje (17/07/2014), começou a ser distribuído a 1ª edição do jornal NUBEPO CIÊNCIA. Os primeiros 5.000 mil exemplares já estão sendo distribuídos na cidade de Guanambi e Caetité. Ao todo serão 70.000 mil exemplares em todo território Baiano. A circulação será somente nas 59 universidade e faculdade espalhadas pela Bahia. A meta é levar um exemplar (de 16 páginas coloridas) para cada universitário e professores baianos até o final deste ano. É bom ressaltar que as distribuições serão gratuitas.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Do Macaco ao Homem é tema de mostra em São Paulo

Numa exposição que acaba de ser aberta [em 15 de julho] em São Paulo é possível ficar cara a cara com algumas figuras estranhas de nosso álbum de família. São parentes distantes com nomes em latim como Sahelanthropus e Australopithecus - membros do grupo que, após 7 milhões de anos de evolução, acabou dando origem ao homem moderno.

Os caprichados bustos dessas criaturas extintas, com reconstruções da pele e dos cabelos, estão entre as principais atrações da mostra "Do Macaco ao Homem", que tem curadoria do bioantropólogo Walter Neves, da USP.

O curador Walter Neves: investimento de 620 000 reais na mostra, onde são apresentadas réplicas de esqueletos e ossos dos nossos antepassados (Foto: Lucas Lima)
O visitante da exposição também poderá ver as semelhanças entre o esqueleto humano e o de seus parentes mais próximos, chimpanzés e gorilas, e entender como alterações da anatomia e do comportamento levaram ao surgimento da nossa espécie. A exibição é dividida em módulos que abordam os origens da locomoção, da dentição e do cérebro típicos do homem.
As informações foram organizadas em módulos temáticos, o que facilita a visita. Um deles fala sobre a locomoção. (Fotos: Lucas Lima)
O que deve fazer mais sucesso é o setor que mostra bustos com a reconstituição do rosto de cinco hominídeos.
(Fotos: Lucas Lima)
Segundo Neves, mostrar o estudo da evolução é crucial para combater o avanço do criacionismo, crença de que o relato bíblico da criação é uma verdade científica.

Não que os cientistas já saibam tudo sobre as origens do homem, diz Neves. "Quando mais fósseis são encontrados, maior a polêmica. Sabemos, por exemplo, que surgiram primatas bípedes há 7 milhões de anos, em ambiente de florestas, mas ainda não temos ideia da razão do sucesso dessa adaptação."

A mostra "DO MACACO AO HOMEM" fica exposto no Catavento Cultural e Educacional (Pça. Cívica Ulisses Guimarâes, S/n, Brás, São Paulo-SP); de terça a domingo, das 9h às 17h. Entrada: R$ 6. tel.: (11)3315-0051

Fontes: Veja e Folha de São Paulo 

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: O Dr. Walter Neves é um nome científico internacional respeitável. Lamentavelmente é o curador desta exposição PERMANENTE sobre tema científico controverso, polêmico e inconcluso: a evolução humana. Permanência em ciência? Desde quando? A ciência muda assim como biruta de aeroporto muda de direção por causa do vento!

A paleoantropologia é uma área científica onde os egos dos cientistas mais aparecem em detrimento da ciência qua ciência. No afã de ter seus nomes nos pedestais do saber como aqueles que acharam o tal de elo perdido, muita pobre ciência foi feita tendo como pano de fundo a agenda do naturalismo filosófico posando como se fosse ciência. Nada mais falso. As atuais evidências que dispomos mostram que não é apenas UM elo perdido, mas toda uma CORRENTE PERDIDA.

Se esta exposição não mostrar as MUITAS fraudes que foram perpetradas por cientistas evolucionistas para estabelecer o fato, Fato, FATO de evolução, ela incorre no crime de sonegação de informação aos seus visitantes. Se não abordar as dificuldades morfológicas e moleculares que esta transição evolucionária apresenta, a exposição incorre em flagrante 171 epistêmico.

O bom em ciência é que a verdade de hoje, pelo peso das evidências que forem sendo encontradas, será mentira amanhã. Esta exposição nasceu morta com a publicação do RIP for a Key Homo species, um pequeno artigo que saiu na Science no dia 11 de julho de 2014 (Requer assinatura ou pagamento, mas pode ser acessado gratuitamente via CAPES/Periódicos). Os cientistas discutiram e concluíram que, não apenas um indivíduo, mas uma espécie TODA, o Homo heidelbergensis, que viveu entre 800.000 e 200.000 anos atrás, não deve fazer parte desse processo evolucionário macaco >>> homem. E agora Darwin?

Prezado Dr. Walter Neves, sabedor de seu amor à ciência, remova o Homo heidelbergensis de nossa árvore evolutiva dessa exposição PERMANENTE, ou passe vergonha posterior de ter sido avisado por este blogger, de que a espécie TODA não faz parte de nossa linhagem evolutiva, e nada fez. A conferir se o Homo heidelbergensis saiu da exposição PERMANENTE do cenário evolucionário da evolução humana.

E um dos objetivos desta exposição é conter o avanço do criacionismo no Brasil. Senhores, para conter o avanço do criacionismo e promover o avanço do conhecimento científico nessa área, sejam HONESTOS e ensinem a teoria da evolução OBJETIVAMENTE com evidências a favor e contra. O que temos no Brasil sobre estudos evolucionários nas escolas públicas não é EDUCAÇÃO, mas DOUTRINAÇÃO do naturalismo filosófico posando como se fosse CIÊNCIA. Nada mais falso! Pobre ciência! Pobres alunos, lesados na sua cidadania e na sua formação de espírito crítico... [Enézio Filho]

Nota do blog criacionismo
: Mais um megaesforço de doutrinação das crianças, já que são o principal público do Catavento Cultural e Educacional. Pena que não vejamos megaexposições permanentes sobre descobertas científicas realmente significativas e factuais, como as de Newton, Pasteur e Einstein, para citar apenas três. Ao contrário, investe-se muito na divulgação de uma hipótese que carece de evidências sólidas (a macroevolução), contribuindo, assim, para que as pessoas creiam que se trata de algo “comprovado” e universalmente aceito. Também achei interessante o título da mostra: “Do Macaco ao Homem”. Os darwinistas sempre explicam que “o homem não veio do macaco”, mas, quando o objetivo é catequizar crianças, vale. Também quero ver como eles vão reorganizar de quando em quando a exposição, já que, em anos recentes, a “história evolutiva” humana sofreu alterações significativas, com novas descobertas de fósseis. [Michelson Borges]

Leia também a matéria:
Dr. Walter Neves, o Homem de Heidelberg já era!!!

Refutando: O truque lógico do paradóxo da pedra

É curioso como um erro de lógica pode confundir muita gente. Até hoje algumas pessoas não têm respostas para paradoxos lógicos como este. E neo-ateus, em má fé, o utilizam para "desnortear" os crentes desinformados. O paradoxo da pedra já foi bastante popular em debates, mas hoje não parece estar muito em voga. De qualquer forma, volta e meia alguém aparece propondo em discussões e, por isso, é necessário abordá-lo de forma a dissipar qualquer dúvida. Esse truque é apenas um truque de lógica. Vamos analisá-lo dessa maneira analógica. A argumentação vai mais ou menos assim:

1- SE DEUS É ONIPOTENTE, ENTÃO ELE PODE FAZER TUDO.

2- SE ELE PODE FAZER TUDO, ENTÃO ELE PODE FAZER ATÉ MESMO UMA PEDRA QUE NEM ELE MESMO PODE LEVANTAR.

3- MAS SE ELE NÃO PODE LEVANTAR A PEDRA, ENTÃO ELE NÃO É ONIPOTENTE.

4- E SE ELE NÃO PODE CRIÁ-LA, ENTÃO ELE TAMBÉM NÃO É ONIPOTENTE.

5- LOGO, DEUS NÃO É ONIPOTENTE, POIS NÃO PODE CRIAR UMA PEDRA QUE NEM ELE MESMO POSSA LEVANTAR.

Na verdade, essa forma contém um erro, pois Deus poderia criar a pedra (1ª situação), enfraquecer a si mesmo (2ª situação) e chegar a um ponto onde a pedra original fosse tão pesada que ele não fosse mais capaz de levantá-la (3º momento). Portanto, Deus teria criado uma pedra que nem ele pode levantar. A melhor forma de colocar a questão é a seguinte: pode uma força irresistível (capaz de levantar tudo) co-existir com um objeto inamovível (que nada pode levantar)? Devemos, primeiro, apresentar duas definições de onipotência para prosseguirmos na investigação. São elas:

(1) Ter a capacidade de fazer tudo, sendo tudo sinônimo das coisas que são logicamente possíveis (pois o logicamente impossível não é “algo” para estar dentro do conjunto tudo).

(2) Ter a capacidade de fazer tudo, sendo tudo sinônimo de até mesmo aquilo que é logicamente impossível.

Arrisco-me a dizer que a maioria dos teístas adota a posição (1). O ponto chave para diferenciá-los é justamente o significado de “fazer tudo”: trata-se das coisas que são possíveis ou mesmo das coisas que não podem existir? Se definirmos “tudo” como o conjunto das coisas possíveis, fica fácil de responder o paradoxo. Não é possível para Deus criar uma relação de uma força irresistível co-existindo com um objeto inamovível, pois essa relação é, pela sua própria definição, algo incompatível logicamente; e não está dentro do “tudo” da onipotência. Como já havia respondido Santo Tomás de Aquino sobre onipotência na Suma Teológica (Prima Pars, Q. 25, A. 3) :

"O que resta, portanto, é que Deus é chamado de onipotente porque ele pode fazer todas as coisas que são possíveis absolutamente; que é a segunda maneira de dizer que uma coisa é possível. Pois uma coisa é dita ser possível ou impossível absolutamente, de acordo com a relação em que os termos estão um com os outros, possível se o predicado não é incompatível com o sujeito, como em Sócrates senta; e absolutamente impossível quando o predicado é completamente incompatível com o sujeito, como em, por exemplo, esse homem é um asno."

Essa também é, de certa forma, a opinião de C. S. Lewis:

A sua onipotência significa poder para fazer tudo que é intrinsecamente possível, e não para fazer o que é intrinsecamente impossível. É possível atribuir-lhe milagres, mas não tolices. Isto não é um limite ao seu poder. Se disser: “Deus pode dar a uma criatura o livre-arbítrio e, ao mesmo tempo, negar-lhe o livre-arbítrio” não conseguiu dizer nada sobre Deus: combinações de palavras sem sentido não adquirem repentinamente sentido simplesmente porque acrescentamos a elas como prefixo dois outros termos: “Deus pode”.

Sendo assim, permanece verdadeiro que todas as coisas são possíveis com Deus: as impossibilidades intrínsecas não são coisas mas insignificâncias (na prática, não existem). Não é possível nem a Deus nem à mais fraca de suas criaturas executar duas alternativas que se excluem mutuamente; não porque o seu poder encontre um obstáculo, mas porque a tolice continua sendo tolice mesmo quando é falada sobre Deus.Deve ser porém lembrado que os raciocinadores humanos com frequência cometem erros, seja argumentando a partir de dados falsos ou por falha no argumento em si. Podemos chegar assim a pensar coisas possíveis que na verdade são impossíveis, e vice- versa. (Problema do Mal, Capítulo sobre onipotência) O que Tomás e Lewis explicam é o seguinte: objetos existem, na realidade, em relações. E existem que relações que não são reais, por serem incompatíveis ou mutuamente excludentes. Esse é o caso da força irresistível e do objeto inamovível existindo ao mesmo tempo, pois a definição da existência de uma é a definição da exclusão da existência da outra. É o mesmo que perguntar: “Pode existir um solteiro casado?” ou “Pode existir um círculo que é um quadrado?”. A definição de casado é de um homem que não é solteiro, ou seja, se você é solteiro, está excluído a possibilidade de ser, ao mesmo tempo, casado. A definição de ser um círculo exclui a possibilidade de ser um quadrado. E a definição de uma força irresistível exclui automaticamente a existência de um objeto inamovível, pois se existe um objeto inamovível, ela não é mais irresistível; e vice-versa. Isso é só um jogo de palavras, não algo real,se onipotência é fazer “tudo”, e “tudo” é o conjunto dos “algos” existentes no plano real, então essas contradições lógicas não são “algo”. São apenas erros mentais ou gramáticos na construção de uma ideia. Deus continua sendo onipotente.

Então, pela definição (1) de onipotência, a coisa está bem clara: o paradoxo falha. O erro é do raciocínio de quem propõe a pergunta, não da incapacidade de Deus. Como Lewis disse, pedir que Deus faça ao mesmo tempo “X” e “não-X” trata-se apenas de uma… tolice, pois tal coisa não pode realmente existir, não estando no grupo “tudo” abrangido pela onipotência. Mas ainda temos uma questão: e se a definição utilizada for (2)? Basicamente, a requisição que o ateu estará fazendo é que Deus é tão, mas tão poderoso que ele pode realizar até mesmo aquilo que é logicamente contraditório e logicamente impossível. O problema é que se aceitarmos essa definição (que não é a minha preferida, mas tudo bem) o paradoxo vai imediatamente pro ralo. Se o poder de Deus deve ser tanto que ele possa resolver até mesmo contradições lógicas, então que sentido faz postular uma contradição lógica para dizer que ele não existe ou que ele não é onipotente? Afinal, se o seu poder é tanto que ele deveria ser capaz de superar essas contradições, então qualquer contradição que apontarmos também poderia ser superada por Ele, e segue que Deus continuaria sendo onipotente. Essa definição torna qualquer objeção lógica oferecida pelo ateu auto-refutável. Portanto, o paradoxo não funciona em nenhuma das versões de onipotência.

Considerações finais:

Também é interessante lembrar que esse questionamento não excluiria a existência de um ser transcendental. Ele poderia muito bem muito poderoso, mas não ser onipotente. Essa objeção (que é falha) só provaria, no máximo, que teríamos que descer um degrau na escala de poder de Deus. Mas, como vimos, nem isso é preciso fazer.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sequoia gigante é fotografada inteira pela primeira vez


 “A presidente”, como é chamada, é uma sequoia gigante que se estende por 75 metros e altura, tem um volume de 13 mil metros cúbicos, e tem cerca de 3.200 anos de idade. O tronco tem mais de 8 metros de largura e os seus poderosos ramos sustentam 2 bilhões de agulhas, mais do que qualquer árvore no planeta. A árvore monstruosa ainda acrescenta um metro cúbico de madeira por ano - tornando-se uma das árvores de mais rápido crescimento no mundo. Sequoias gigantes existem em apenas um lugar em todo o planeta - na Serra Nevada, estado norte-americano da Califórnia. Até agora, a árvore nunca tinha sido fotografada na sua totalidade. Uma equipe de fotógrafos da National Geographic trabalhou com cientistas do parque para serem os primeiros. Foi muito difícil escalá-la. Após 32 dias e unindo 126 fotos separadas, temos este retrato impressionante da Presidente.

 

Embora gostemos de pensar que os seres humanos são as maiores espécies na Terra, essa árvore nos dá um choque de realidade com esses cientistas escalando seu enorme tronco. Em seus 3.200 anos, ela viu uma centena de gerações de seres humanos. Ela tem resistido a milhares de tempestades, incêndios, invernos rigorosos, terremotos e até mesmo às mudanças climáticas, mas está crescendo ainda mais rápido do que nunca.

Fonte: Blog Blux

Confira o vídeo:

Nota do blog criacionismo: Árvores como as sequoias são virtualmente imortais, a menos que algo as leve à morte, como uma praga ou um incêndio – ou uma inundação... Chama atenção o fato de que, mesmo sendo “imortais”, nenhuma dessas árvores vivas tem mais de quatro mil anos de existência. E voltando quatro mil anos no tempo, chegamos à época do dilúvio. Leia mais sobre isso clicando aqui. [Michelson Borges]

sexta-feira, 11 de julho de 2014

E se a Coca falasse a verdade em seus comerciais?



Nota: Uma pessoa de nome fictício, John Pemberton, pegou vários comerciais antigos da Coca-Cola e os juntou de maneira a criar a propaganda da Coca mais direta e honesta já vista. Já pensou se todos os comerciais fossem honestos assim? Sem dúvida que seria algo positivo mas, claro, sem chances disso acontecer. Enfim, assista, pois vale a pena.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Opinião de quem participou... VII

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Querem ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller

Neste artigo, publicado recentemente na Angewandte Chemie International Edition, os autores tentam ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller sobre a origem da vida: “A Plausible Simultaneous Synthesis of Amino Acids and Simple Peptides on the Primordial Earth”, Eric T. Parker, Dr. Manshui Zhou, Dr. Aaron S. Burton, Dr. Daniel P. Glavin, Dr. Jason P. Dworkin, Prof. Dr. Ramanarayanan Krishnamurthy, Prof. Dr. Facundo M. Fernández and Prof. Dr. Jeffrey L. Bada. Article first published online: 25 JUN 2014, DOI: 10.1002/anie.201403683.

Abstract: Following his seminal work in 1953, Stanley Miller conducted an experiment in 1958 to study the polymerization of amino acids under simulated early Earth conditions. In the experiment, Miller sparked a gas mixture of CH4, NH3, and H2O, while intermittently adding the plausible prebiotic condensing reagent cyanamide. For unknown reasons, an analysis of the samples was not reported. We analyzed the archived samples for amino acids, dipeptides, and diketopiperazines by liquid chromatography, ion mobility spectrometry, and mass spectrometry. A dozen amino acids, 10 glycine-containing dipeptides, and 3 glycine-containing diketopiperazines were detected. Miller’s experiment was repeated and similar polymerization products were observed. Aqueous heating experiments indicate that Strecker synthesis intermediates play a key role in facilitating polymerization. These results highlight the potential importance of condensing reagents in generating diversity within the prebiotic chemical inventory.

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/anie.201403683/abstract

As críticas antigas de Jonathan Wells ao experimento de Urey-Miller ainda se aplicam:

1. Os pesquisadores ainda usaram os gases errados: metano, amônia e vapor d’água. Há décadas, os geoquímicos não têm considerado a probabilidade de que esses gases tenham sido abundantes na atmosfera da Terra primitiva.

2. Os pesquisadores ainda ignoraram a presença de oxigênio, que destrói os produtos desejados. Wells explicou que o oxigênio, provavelmente, era abundante devido à fotodissociação da água na atmosfera. O oxigênio permaneceria, enquanto o hidrogênio escaparia rapidamente para o espaço.

3. Mesmo que traços de quantidades de amônia ou metano e outros gases redutores estivessem presentes, eles teriam sido destruídos rapidamente pela radiação ultravioleta.

4. Nenhum aminoácido tem sido criado em experimentos de descarga de faíscas usando uma atmosfera real de nitrogênio, dióxido de carbono e vapor d’água, mesmo na ausência de oxigênio.

5. Os aminoácidos produzidos eram racêmicos (misturas de formas dextrogiras e levogiras). Fora as raras exceções, a vida usa somente a forma levogira. Os astrobiólogos precisam explicar como o primeiro replicador isolou uma mão daquela mistura, ou como inicialmente obteve função de formas misturadas de aminoácidos, e depois mais tarde as converteu em formas únicas de mãos. Nenhuma dessas possibilidades é plausível para processos naturais não guiados – especialmente quando a seleção natural não estaria disponível até que a replicação exata fosse alcançada.

6. Reações cruzadas indesejáveis com outros produtos gerariam alcatrão, destruindo os aminoácidos. Somente isolando os produtos desejados (uma forma de interferência do investigador – alguém poderia chamar de design inteligente) é que eles poderiam reivindicar sucesso parcial.

7. Os aminoácidos tendem a se desfazer em água e não a se juntar. Sob as melhores condições com cianamida, Bada e Parker somente obtiveram dipeptídeos. Ciclos repetidos de molhar e secar teriam que ser imaginados para a polimerização, mas muitos astrobiólogos hoje em dia pensam que a vida se originou nas fontes hidrotermais profundas.

8. Os reagentes desejados seriam extremamente diluídos nos oceanos sem plausíveis mecanismos de concentração. Mesmo assim, eles se dispersariam sem os vasos plausíveis como as membranas celulares, para mantê-los próximos.

9. Os polipeptídeos sem vida não iriam a lugar nenhum sem um código genético para conduzi-los.

10. Os experimentos de Urey-Miller não podem falar da origem de outras moléculas complexas necessárias para a vida: ácidos nucleicos, açúcares e lipídios. Algumas dessas moléculas complexas exigem condições muito diferentes do que as retratadas para a síntese de aminoácidos: e.g., um ambiente deserto com boro para a síntese da ribose (essencial para o RNA).

O experimento de Urey-Miller sobre a origem da vida pode ser uma teoria bonita para alguns, mas como Thomas Huxley bem salientou, muitas teorias bonitas foram mortas somente por um fato feio. Nós acabamos de lhe apresentar dez fatos feios que matam o ícone do experimento de Urey-Miller.

Esse morto não vai ressuscitar!

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

Leia também: Concurso Público aborda o refutado experimento de Miller 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

DERSU UZALA NA COPA

No futebol “a bola é um reles, um ridículo detalhe” – escreve Nelson Rodrigues, para quem o que interessa é “o ser humano por trás da bola”. O que está em jogo no gramado, portanto, “não é a diversão lúdica, mas a complexidade da existência”. Se for assim, se Nelson tem razão como quer o cronista Joaquim Ferreira dos Santos, então o campeão mundial da Copa já é o Japão, que deu um show de vida lá na Arena Pernambuco contra a Costa do Marfim e, depois, na Arena das Dunas, em Natal, contra a Grécia.

O Japão perdeu um jogo e empatou o outro dentro do campo, mas nas arquibancadas ganhou os dois de 10 x 0. As imagens reproduzidas nas redes sociais não deixam dúvidas. Enquanto torcedores do Brasil e de outros países se retiravam dos estádios, deixando montanhas de lixo, sem sequer olhar para trás, os japoneses recolhiam discretamente garrafas e copos de plástico, papel, bandejinhas de isopor, latas de cervejas e de refrigerantes, canudinhos, restos de alimentos, embalagens usadas, enfim todo lixo produzido por eles.

Esse gesto civilizatório foi o legado mais eloquente da Copa. Com o exemplo, o japonês ensina ao mundo como tratar com respeito e civilidade o espaço público, como se relacionar com o meio ambiente e com os outros habitantes do planeta. A coleta do lixo, feita em sacos com a imagem impressa do sol nascente, foi uma lição de ética e de cidadania. Lembrei cena antológica de rara beleza do filme Dersu Uzala dirigido pelo cineasta japonês Akira Kurosawa, em 1975, baseado no diário de um capitão russo. Na torcida nipônica – diria Nelson Rodrigues – todos eram Dersu Uzala.

O chibé repartido

O filme conta a história de uma expedição científica do exército tzarista pela bacia do rio Usurri, entre 1902 e 1907, comandada pelo capitão Vladimir Arsenyev, com a finalidade de classificar as espécies existentes nas estepes da Sibéria e realizar trabalhos de topografia. O capitão faz amizade com um caçador nativo, Dersu Uzala, um velho sábio que trata o sol, as estrelas, a água, o fogo, o vento, a neve, as árvores e os animais como pessoas. Tal qual um tcheramoi guarani, ele ouve todas essas “pessoas” que vivem na taiga siberiana – a maior floresta fria do mundo - e conversa com elas.

Akira Kurosawa vai mostrando como se tece a amizade do capitão russo com o caçador, que lhe serve de guia não apenas pelas montanhas da Mongólia, mas também pelos sendeiros da vida. Depois de uma tempestade de neve, os dois conseguem se refugiar numa cabana no meio da floresta, onde descansam. No dia seguinte, antes de partirem, Dersu, o homem da floresta, abastece o fogão com lenha, separa um pouco de sal e estoca alimentos não perecíveis na cabana. Divide assim o pouco que tem para surpresa do capitão russo, o homem da cidade, que lhe diz:

- Dersu, isso é um desperdício. É inútil deixar mantimentos aqui, nós nunca mais voltaremos a esse lugar.

Quase todo semestre passo esse filme em sala de aula e todas as vezes me comove a cena, quando o caçador, então, explica que não é para eles dois, mas para uma pessoa qualquer, um eventual viajante, desconhecido, que chegue ali cansado e com frio, em busca de abrigo, de calor e de alimento. Compartilhar o pão não necessariamente para retribuir o que eles tinham encontrado, mas pelo prazer da partilha.   

O capitão russo, um homem de ciência, civilizado, com escolaridade, fica no meio do tiroteio, perplexo e dividido entre, de um lado, o princípio da “farinha pouca meu pirão primeiro” que ele traz do mundo urbano e, de outro, o preceito do pirão compartilhado, que é único sinal humano de vida, como canta o poeta Aníbal Beça num haicai: “Apenas num gesto / o homem é capaz de vida - / chibé repartido”.

Não vai haver lixo


A ética da solidariedade, do desprendimento, do pensar no outro está presente tanto no comportamento do velho caçador desescolarizado, que vive no mundo da oralidade e que detém os conhecimentos da vida, quanto na coleta silenciosa do lixo realizada pelos torcedores nipônicos.

O cineasta japonês Akira Kurosawa rodou as cenas de Dersu Uzala em 1974, em condições adversas, depois de haver tentado o suicídio três anos antes, cortando a própria garganta e os pulsos numa forte crise de depressão. Estava desencantado com o ser humano. Nesse contexto, o filme teve o efeito daquele poema de Allen Ginsberg: uma florzinha solitária desabrochando em cima de um monte de merda. É uma reconciliação com a vida, um canto de esperança, que desperta sentimento similar ao provocado pelas imagens dos japoneses coletando o lixo no estádio.

- Eu sou bra-si-lei-ro, com mui-to or-gu-lho, com mui-to a-moooor – grita a nossa torcida embalada para a guerra. Resta saber – isso não é explicitado - do que é que sentimos orgulho. Numa sociedade patriarcal como a brasileira, parasitária, tatuada por quatro séculos de escravidão, estamos acostumados a emporcalhar tudo, ordenando que garis limpem nossa sujeira. Nossas ruas com bueiros entupidos e os banheiros e salas de aula de nossas universidades públicas são testemunhas disso. Lá, o exército do “pessoal de limpeza” trava diariamente uma batalha perdida, registrando o rotundo fracasso da escola.
- Somos milhões em ação. Todos juntos, vamos pra frente, Brasil. Salve a seleção! De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão!

Sem patriotadas, o lema dos japoneses, talvez muito mais significativo do que “não vai haver copa”, foi o silencioso “não vai haver lixo”. A corrente nipônica pra frente nos deu uma lição, que já rendeu os primeiros frutos. Na Fifa Fun Fest segunda-feira, em Copacabana, no Rio, turistas alemães, espelhados no exemplo vindo do Oriente, não apenas recolheram o lixo da praia, mas incentivaram outros frequentadores a ajudá-los.
Esse gesto de extrema delicadeza e refinamento, embora solitário, mostra que civilização não é abrir estradas, construir usinas, erguer pontes e viadutos, fabricar aviões, automóveis e robôs, clonar seres vivos. É saber se relacionar com o outro: gente, planta, animal, meio ambiente. É a qualidade dos gestos que torna a condição humana possível. Enquanto houver alguém juntando o lixo e nos deixando envergonhados de nossa imundície, o mundo não está totalmente perdido. Uma florzinha brota no esterco.

Foi um ato singelo, mas que renova nossas esperanças na espécie humana e no futuro do planeta. A bola, efetivamente, é um reles detalhe. Torcida japonesa, por despertar o Dersu Uzala que existe dentro de cada um de nós, domô arigatô gozaimasu. 

Em tempo: domô arigatô gozaimasu significa "muitíssimo obrigado".

Fonte: TAQUI PRA TI

Dois estados, duas cidades, dois eventos para você escolher

Nota: Para mais informações e inscrições nos eventos clique aqui.

sábado, 28 de junho de 2014

Filme cristão que questiona evolução chega aos cinemas

Filme cristão Matter of Faith que questiona evolução chega aos cinemas cercado de polêmica

O filme cristão “God is not Dead” [Deus não está morto] surpreendeu Hollywood com seu sucesso nas bilheterias. A temática com defesa da fé, em um longa que mostra um pastor (David AR White) que acompanha sua ovelha, Josh Wheaton, (Shane Harper) durante seu primeiro semestre na faculdade. A fé de Josh é testada nas aulas do professor de filosofia, Dr. Radisson. Cansado de ver suas convicções cristãs ridicularizadas, Josh acaba propondo um debate com Radisson para que possa defender sua crença que Deus está vivo.
Com uma excelente média de público, o filme bateu recorde de arrecadação entre os chamados filmes independentes este ano. Tendo custado aproximadamente 2 milhões de dólares, já arrecadou mais de 60 milhões.

Com uma temática parecida, A Matter of Faith [Questão de Fé] estreará em setembro nos EUA. A premissa básica também é um debate sobre a fé cristã, mas sob um prisma que promete ser mais complicado.

O debate em questão é sobre a criação do homem e, consequentemente, a negação da teoria da evolução. Não é a primeira vez que o assunto dividiu os próprios cristãos, mas entre os evangélicos americanos a polêmica já é grande. Primeiramente por que toca numa questão que já foi respondida milhares de vezes, mas não possui um consenso amplo.

O roteiro conta a história de Rachel Whitaker (Jordan Trovillion), uma jovem cristã que, ao iniciar seus estudos na faculdade, depara-se com uma rejeição dos colegas por causa de sua fé. Mais ainda, ela começa a abraçar as ideias do professor Kaman (Harry Anderson), que ensina biologia e defende vigorosamente a evolução darwiniana como a origem da vida, relegando a Bíblia ao status de ficção.

Quando o pai de Rachel (Jay Pickett) percebe que algo está mudando em sua filha, fica chocado ao saber que ela está negando o conceito de criacionismo. Preocupado que isso possa destruir a fé de Rachel, acaba questionando o professor. A discussão o coloca diante de um desafio “impossível”: debater o assunto com o professor diante dos colegas da filha e de toda a universidade.

Para muitos cristãos, que já debatem sobre a premissa do filme, o longa poderá render bons debates sobre o assunto nas igrejas e nos lares cristãos. Por outro lado, existem evangélicos que questionam por que não podem acreditar na evolução sem perder necessariamente sua fé em Cristo.

Ken Ham, líder do ministério Respostas em Gênesis, famoso pelo seu Museu da Criação, e Ray Comfort, que produziu recentemente um curta que questiona o ensino da evolução nas universidades, estão fazendo uma ampla campanha online. Seu desejo é que as igrejas aluguem salas de cinema e levem todos os seus membros pra assistir “A Matter of Faith” quando ele estrear em setembro.

Veja o trailer do filme:



Fonte: gospelprime
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