terça-feira, 28 de outubro de 2014

Papa acredita na coexistência das teorias do criacionismo e evolucionismo

Mistura impossível!!
A origem da vida no universo sempre foi controversa entre ciência e religião. Mas o papa Francisco resolveu unir as teorias do evolucionismo e criacionismo, ao afirmar que elas podem sim coexistir. Durante uma assembleia da Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano, o pontífice afirmou que a teoria do Big Bang não se opõe a ideia de um criador divino, ela exige um criador, assim como a evolução exige que antes os seres tenham sido criados.

Para o papa, o começo do mundo não foi “obra do caos”, mas uma criação a partir de um princípio de amor.

Não é a primeira vez que um pontífice faz declaração parecida. O papa João Paulo II afirmou, em 10096, que a evolução era um fato comprovado [evolucionismo é teoria,no momento não há comprovação científica]. Seu sucessor, Bento XVI, por sua vez, disse que a seleção natural não conseguiria explicar a complexidade do mundo por si só.

Sobre as interpretações da Bíblia, Francisco afirmou que “quando lemos a respeito da criação em Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico com uma varinha capaz de fazer tudo. Mas isso não é assim”. [Estranho ouvir isso de um líder religioso, contrariando o Deus bíblico todo poderoso].

Fonte: Correio Brasiliense

Nota:
Já publicamos aqui esta impossibilidade que tanto líderes católicos defendem. Leia as referidas matérias: Misturas Impossíveis, os Papas e a evolução, Vaticano defende teoria da evolução

Série de entrevista do Jornal Folha de São Paulo: A Polêmica do Design Inteligente

O Blog "Darwin e Deus" do Jornalista Científico da Folha de São Paulo, Reinaldo José Lopes iniciou uma série de entrevistas com os defensores da TDI no Brasil. A primeira entrevista é a de Kelson Motta, membro #1 de nosso Comitê Científico e palestrante no 1o. TDI BRASIL.

A TDI agradece nosso colega e amigo Reinaldo pelo debate, que é o que queremos promover. Leia, reflita e tire suas conclusões, e venha para o 1o. TDI BRASIL para conferir tudo o que da TDI se fala. O vírus da TDI se espalha pelo Brasil! Leia a matéria completa do colunista da Folha aqui.

Fonte: Fan Page

Nota: Vale ressaltar que o autor deste blog
, Firmo Neto, também faz parte do comitê científico da TDI Brasil.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Congresso reúne opositores da teoria da evolução; biólogos criticam 'novo criacionismo'

Hoje (27/10), o Jornal Folha de São Paulo noticia, o evento da TDI que acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de novembro em Campinas-SP. Pelo tom das reportagens das grandes mídias, tudo indica que a partir deste 1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente, o meio acadêmico terá maior acesso a discussão da temática origens. E quem sabe, muitos aprenderão que a Teoria do Design Inteligente é muito diferente da teoria criacionista.

Na verdade, umas das propostas dos organizadores da TDI no Brasil é mostrar as novas evidencias científica a respeito das origens e tentar levar as diretrizes e bases para o ensino da evolução e do Design Inteligente nas escolas e universidades confessionais e públicas brasileiras.

Leia aqui a matéria completa do Jornal Folha de São Paulo.

Infográfico da Folha de São Paulo

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cobertura completa do Congresso da TDI Brasil


Como já vínhamos anunciando neste blog (veja aqui, aqui, aqui e aqui), nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2014 acontecerá na cidade de Campinas-SP o 1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente. Faltando poucos dias para o evento, segundo os organizadores, está tudo preparado para receber os participantes, inclusive a lista dos palestrantes foram concluídas. (verifique aqui).

Ainda, nesta semana, a diretoria do NUBEPO foi convidada para participar do comitê científico, no qual, somará com centenas de profissionais e acadêmicos brasileiros, graduandos ou graduados em áreas diversas do conhecimento científico, e que assumirá o compromisso único e exclusivo de defender a Ciência e seguir seus dados, promovendo o livre debate acadêmico/científico sobre nossas origens, debate este que contemple como possíveis causas tanto a ação de processos naturais - como propõe a teoria da evolução darwiniana - como também a ação de uma mente inteligente - como propõe a Teoria do Design Inteligente (TDI).

Assim, os membros do NUBEPO, Firmo Neto, Marcos Peter e Clério Moura estarão representando a entidade. Aproveitando esta oportunidade, estaremos também realizando uma cobertura completa deste evento, onde este blog e o site do NUBEPO (www.nubepo.org) publicará fotos e notícias em geral deste grande congresso.

Mas, para você que queira participar, as inscrições continuam abertas. Acesse aqui e faça sua inscrição.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cientistas colocam teoria da evolução em cheque

Será que vai mudar mesmo??
 Notícias sobre biologia voltadas ao público geral com frequência fazem referência à briga de acadêmicos contra o criacionismo – o movimento defensor de que seres vivos foram criados por Deus, não pelos processos descritos na teoria da evolução. Ofuscado por essa discussão infrutífera de cientistas lançando argumentos racionais contra mentes religiosas impenetráveis [o velho argumento ciência x religião; mas deixemos isso de lado], porém, existe um debate sério sobre se a biologia evolutiva está ou não carente de atualização. Esse movimento defende que a chamada ‘nova síntese’ – a teoria da evolução de Darwin reformulada à luz da genética e, depois, da biologia molecular – precisa ser recauchutada. Liderados por biólogos como Gerd Muller, da Universidade de Viena, e Eva Jablonka, da Universidade de Tel Aviv, esses pesquisadores defendem aquilo que batizaram de EES (Síntese Evolucionária Estendida). É um corpo de conhecimento baseado em fenômenos que correm paralelamente aos descritos pela seleção natural de Darwin. Mas seria esta nova biologia algo com força suficiente para tornar a nova síntese uma teoria ultrapassada?

Para defender uma mudança radical, Jablonka recorre a fenômenos como a epigenética – transmissão de características que não requer mudança do DNA – e à construção de nichos – capacidade de animais de alterarem seu próprio ambiente e, portanto, modificar as pressões que a seleção natural exerceria sobre eles mesmos. Também são alvo de estudo da EES o “viés de desenvolvimento” – a impossibilidade de organismos de adquirirem certas formas enquanto evoluem – e a plasticidade – capacidade de um indivíduo de adquirir diferentes formas reagindo a seus ambientes.

Todos esses fenômenos, que são tratados pela (velha) nova síntese apenas como processos marginais, seriam sinal de que uma teoria de evolução com excesso de foco na biologia molecular se tornou incapaz de dar conta da explicação de processos que ocorrem sem interação com o DNA. Só a incorporação desses outros fenômenos, argumentam, pode salvar a teoria da evolução de se tornar algo ultrapassado.

Entrevistei Jablonka em 2007 e achei interessante e bem fundamentada  sua defesa de que a epigenética reabilita ideias malditas do naturalista francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829). Mas fiquei incomodado com sua crítica ao conceito de “gene egoísta”, a expressão criada pelo biólogo Richard Dawkins para descrever a centralidade da biologia molecular no processo evolutivo.

No ano seguinte, um congresso organizado por Jablonka e outros correligionários em Altenberg (Áustria) mostrou com mais clareza qual era a intenção do grupo. Os 16 cientistas presentes finalmente cunharam ali a sigla EES, para colocá-la em oposição ao que chamavam de SET (Teoria Evolucionária Padrão), rebatizando a nova síntese com um nome que a faz parecer algo ultrapassado. Ninguém ali se atreveu a usar o palavrão iniciado com “P”, mas a intenção era claramente a de declarar que a EES seria um novo paradigma na biologia.

Muita gente se impressionou. Outros, incluindo Dawkins, nunca deram muita bola. Desde então, deixei de acompanhar essa escaramuça, e confesso que a maior parte do conhecimento de almanaque que tenho sobre evolução acabei adquirindo como ouvinte no curso de Hopi Hoekstra e Andrew Berry, professores de Harvard que não simpatizam com o grupo de Jablonka.

Foi só lendo a edição desta semana da revista Nature que finalmente tomei pé de como está essa discussão agora, ao me deparar com dois artigos, um a favor e um contra decretar que a teoria da evolução precisa ser repensada. Em contraposição estavam justamente as duas biólogas que já tive o privilégio de ouvir pessoalmente, Jablonka e Hoekstra, além de seus coautores.

Vale a pena ler. Como já deixei transparecer meu viés aqui, posso dizer que a argumentação de Hoekstra me convenceu de que a sigla EES é mais um adendo teórico do que uma revolução. É uma tentativa de alguns biólogos de se autoatribuírem a responsabilidade por uma mudança de paradigma, quando, na verdade, o que ocorre é um avanço gradual, no qual epigenética, construção de nicho, plasticidade etc. vão se integrando à teoria da evolução tradicional.

Mas o grupo da EES não quer saber de se render. “Essa não é uma tempestade num copo d’água acadêmico, é a luta pela própria alma da disciplina [da evolução]”, escreve o grupo de Jablonka, num texto com Kevin Laland como autor principal. Hoekstra retruca: “Nós também queremos uma síntese evolucionária estendida, mas para nós essas palavras estão em letra minúscula, porque nosso campo sempre avançou assim.”

Talvez seja tudo uma questão de nome. Darwin, por exemplo, publicou um livro inteiro sobre como minhocas alteram seu próprio ambiente por meio de sua ação no solo. “Hoje nós chamamos esse processo de construção de ninho, mas o novo nome não altera o fato de que biólogos evolucionários têm estudado feedback entre organismos e seu ambiente por mais de um século”, diz Hoekstra.

O problema, talvez, seja o de achar que a biologia precisa de uma grande ruptura, para seguir em frente apenas por meio de grandes saltos. A quebra de paradigma, o modelo de avanço científico descrito pelo filósofo Thomas Kuhn, não se aplica muito bem à biologia, já defendia o saudoso Ernst Mayr, biólogo com importantes contribuições filosóficas à disciplina. “Precisamos também lembrar que Kuhn era físico e que sua tese reflete o pensamento ‘essencialista’ e ‘saltacionista’ tão disseminado na física”, escreveu.

Mesmo a teoria de Darwin, a coisa que mais próxima de uma revolução que já ocorreu dentro da biologia [uau!], levou quase um século de debates e avanços graduais para se consolidar na forma da nova síntese. Não se estabeleceu de forma tão brusca quanto a relatividade de Einstein, por exemplo [não será porque as evidências da macroevolução não são assim tão empíricas e observáveis quanto as da relatividade?]. E mesmo a física pós-Einstein não parece estar avançando em saltos tão grandes. Não há nada de errado com a ciência feita por Jablonka, Muller e seus colegas, que têm dado boas contribuições para entender processos biológicos complexos. Mas vender o advento da epigenética e companhia como uma revolução me parece algo um tanto caricaturesco.

Fonte: Rafael Garcia, Folha.com

Nota do blogueiro Michelson Borges: Garcia tenta colocar panos quentes numa controvérsia que pode crescer; mas, como ele mesmo admite que seus conhecimentos de evolução são de almanaque, prefiro aguardar mais pesquisas e conhecer opiniões mais abalizadas. Ficarei atento a essa possível revolução paradigmática. [MB]

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Muitos tem perguntando, mas afinal, o que é a TDI?

O Teoria do Design Inteligente (TDI) é uma teoria científica que emprega os métodos comumente usados por outras ciências históricas para concluir que muitas características do universo e das coisas vivas são mais comumente explicadas por uma causa inteligente, não por um processo não guiado como a seleção natural. Os teóricos da TDI argumentam que o design pode ser inferido estudando-se as propriedades informacionais dos objetos naturais para determinar se eles portam o tipo de informação que em nossa experiência surgem de uma causa inteligente. A forma de informação que nós observamos é produzida por uma ação inteligente, e assim indicar seguramente o design, que é geralmente chamado de “complexidade especificada” ou “informação complexa e especificada” (ICE). Um objeto ou evento é complexo se ele for improvável, e especificado se corresponder a algum padrão independente.

Ao contrário do que muitos supõem, o debate sobre o design inteligente é muito maior do que o debate sobre a teoria da evolução de Darwin. Isso porque muito da evidência científica a favor do design inteligente vem de áreas científicas que a teoria de Darwin sequer aborda. Na verdade, a evidência a favor do design inteligente vem de três áreas científicas importantes: Física e Cosmologia, a Origem da Vida, e o Desenvolvimento de Complexidade Biológica.

Evidência a favor do Design em Física e Cosmologia

O ajuste fino das leis da Física e Química que permitem a existência de vida avançada é um exemplo de níveis extremamente altos de Informação Complexa Especificada na natureza. As leis do universo são complexas porque elas são altamente improváveis. Os cosmólogos têm calculado as probabilidades de um universo favorável à vida surgindo ao acaso é menos do que uma parte em 1010^123. Isso é dez elevado à potência de 10 com 123 zeros a seguir! As leis do universo são especificadas em que elas correspondem à banda estreita de parâmetros requeridos para a existência de vida avançada. Como o cosmólogo ateu, Fred Hoyle, observou, “uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto brincou com a Física, bem como a Química e a Biologia.” O universo mesmo demonstra forte evidência de ter sido planejado intencionalmente. Saiba mais, leia o artigo de Jay Richards, “Is There Merit for ID in Cosmology, Physics, and Astronomy? Maybe, but Most Likely Not.” e do Stephen Meyer, “Evidence of Design in Physics and Biology.”

Evidência a favor do Design na Origem da Vida

Bernd-Olaf Kuppers destacou no seu livro Information and the Origin of Life [Informação e a Origem da Vida] que “o problema da origem da vida é claramente basicamente equivalente ao problema da origem da informação biológica.” Como previamente destacado, o design inteligente começa com a observação de que agentes inteligentes geram grandes quantidades de informação complexa e especificada (ICE). Pesquisas sobre as células revelam grandes quantidades de informação bioquímica armazenadas em nosso DNA na sequência dos nucleotídeos. Nenhuma lei física ou química dita a ordem das bases de nucleotídeos em nosso DNA, e as sequências são altamente improváveis e complexas. Além disso, as regiões codificadoras do DNA exibem disposições sequenciais das bases que são necessárias para produzir proteínas funcionais. Em outras palavras, elas são altamente especificadas no que diz respeito às exigências independentes da função e síntese de proteínas. Assim, quase todos os biólogos moleculares agora reconhecem que as regiões codificadoras do DNA possuem um “conteúdo de informação” — onde o “conteúdo d e informação” em um contexto biológico quer dizer exatamente “complexidade e especificidade.” Até o zoólogo ateu Richard Dawkins admite que “a biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas intencionalmente para um propósito.” Ateus como Dawkins creem que processos naturais não guiados fizeram todo “planejamento intencional”, mas o teórico do design inteligente Stephen C. Meyer destaca, “em todos os casos onde nós sabemos que a origem causal do ‘conteúdo de alta informação’, a experiência tem demonstrado que o design inteligente desempenhou um papel causal.” Saiba mais, leia os artigos de Stephen Meyer, “DNA and Other Designs” ou “DNA and the Origin of Life.”

A evidência a favor do Design no Desenvolvimento de Complexidade Biológica

O método científico é comumente descrito como sendo um processo de quatro etapas envolvendo observações, hipóteses, experimentos, e conclusão. Neste sentido, o DI usa o método científico para afirmar que muitas características da vida são intencionalmente planejadas — não apenas a informação no DNA. Após iniciar com a observação de os agentes inteligentes produzem informação complexa e especificada (ICE), os teóricos do design inteligente hipotetizam que, se um objeto natural foi intencionalmente planejado, ele conterá altos níveis de ICE. Então os cientistas realizam testes experimentais sobre os objetos naturais para determinar se eles contêm informação complexa e especificada. Uma forma de ICE facilmente testável é a complexidade irredutível, que pode ser testada e descoberta experimentalmente pela engenharia reversa de estruturas biológicas através de experimentos de silenciamento genético para determinar se eles requerem o funcionamento de todas as suas partes. Quando o trabalho experimental descobre complexidade irredutível em Biologia, eles concluem que tais estruturas foram planejadas intencionalmente.

Este método tem sido usado para detector complexidade irredutível em diversos sistemas bioquímicos tai s como o flagelo bacteriano. Além disso, quanto mais nós descobrimos sobre a célula, mais nós estamos aprendendo que ela funciona como uma fábrica em miniatura, repleta de motores, usinas elétricas, trituradores de lixo, pontos de identificação, corredores de transporte e, mais importante de tudo, CPUs. A maquinaria de processamento de informação central da célula opera em um código baseado em linguagem composto de circuitos e máquinas irredutivelmente complexas: a quantidade inumerável de enzimas usadas no processo que converte a informação genética em proteínas no DNA, elas mesmas são criadas pelo processo que converte o DNA em proteínas. Muitos sistemas bioquímicos fundamentais não funcionarão, a menos que sua maquinaria básica esteja intacta, assim, como que tal complexidade evoluiu através de um processo darwinista “cego” e “não dirigido” através numerosas, sucessivas, e pequeníssimas modificações? Desde que a linguagem celular exige um autor, e as máquinas micro biológicas requerem um maquinista, e os programas geneticamente codificados requerem um programador, um número crescente de cientistas pensa que a explicação Mais Extraordinária é de design inteligente. Saiba mais, leia o artigo de Michael Behe, “Molecular Machines:Experimental Support for the Design Inference,” ou de Stephen Meyer, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang.”

Fonte: fan page do Design Inteligente

terça-feira, 7 de outubro de 2014

"O verdadeiro amor é quem te ama mesmo na sua inutilidade"



Nota: Este post é uma homenagem ao casal Ana Paula e Firmo Neto, por hoje completar mais um ano de união com muito amor. Desejamos também que todos tenham ou busquem este amor incondicional. [FN]
Ana Paula e Firmo Neto

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mãe produz leite diferente para meninos e meninas

 O sexo do filho é um fator determinante para o teor do leite que será produzido pela mãe – e isso, dizem cientistas, inclui humanos e outras espécies de mamíferos. A evidência mais recente dessa relação é o resultado de um estudo conduzido por equipe liderada por uma bióloga ligada à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A pesquisa é destaque no periódico científico PLOS One e mostrou que, no caso de vacas, o sexo do filhote influencia a produção do leite materno assim que o filhote nasce. O estudo analisou 1,49 milhão de vacas durante o período de dois ciclos de lactação (a produção de leite), cada um com 305 dias de duração. Nesses dois períodos, as vacas produziram, em média, 445 litros a mais de leite quando o filhote era fêmea na comparação de quando o filhote se tratava de um macho. Mas outros estudos também reiteram a relação sexo da cria x leite produzido, mostrando que, geralmente, filhotes machos recebem leite com mais proteína ou gordura em sua composição (logo, capaz de gerar mais energia), e fêmeas, em maior quantidade. O mesmo se repete com humanos e macacos. A razão ainda não é totalmente conhecida da ciência e, por isso, existem diversas teorias para tal.

“Poderia ter relação com a adaptabilidade da cria, já que, no caso das fêmeas, receber mais leite de suas mães as permitia chegar antes à idade reprodutiva”, disse a bióloga líder do estudo, Katie Hinde, à agência de notícias AFP. Para ela, no que diz respeito aos humanos, ainda há muito a se descobrir sobre como a amamentação impacta o desenvolvimento infantil. Saber disso, sugere a bióloga, poderia ajudar no desenvolvimento de fórmulas similares ao leite materno, criadas para suprir a necessidade de gestantes que têm dificuldade em produzir leite.

“Enquanto o aspecto nutricional do leite materno é razoavelmente bem replicado nessas fórmulas, os fatores imunológicos e os sinalizadores hormonais do leite ainda não são”, explicou.

Fonte: UOL Notícias via criacionismo

Nota do blog criacionismo: A amamentação, em si, já é um milagre de adequação, afinal, a mãe fornece ao bebê todos os nutrientes e a imunização de que ele necessita em seus primeiros e críticos dias e meses de vida (confira aqui, aqui e aqui). Agora tem mais esse “detalhe” impressionante da diferenciação do tipo de leite de acordo com o sexo do bebê. São “detalhes” que deveriam estar presentes desde o início da criação dos mamíferos, afinal, eles dependem do leite para sobreviver. [MB]

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cientistas têm nova explicação para a forma com que dinossauros 'viraram' aves

Em nova pesquisa, cientistas mostram que evolução entre dinossauros e aves não possui um único ponto de convergência. A árvore genealógica montada pelos paleontólogos da Universidade de Edimburgo e de Oxford já está sendo considerada por especialistas uma das mais compreensíveis de toda a história. “Pássaros e dinossauros são como duas cores em um arco-íris: você consegue reconhecê-las, mas na borda elas começam a se misturar”, afirma o autor do projeto Steve Brusatte.

A frase de Brusatte diz muito sobre seu objeto de trabalho publicado na Current Biology essa semana. A ciência sempre acreditou que existia um link único de uma espécie para outra. Mas a nova pesquisa mostrou que características típicas dos pássaros (como asas e plumas) desenvolveram-se durante um período e dez milhões de anos.

O estudo também afirma que, uma vez que esses animais tiveram o plano corporal definido, centenas de espécies surgiram.  “É basicamente impossível traçar uma única linha genealógica entre pássaros e dinossauros. Depois que formaram seu corpo, alguma coisa foi destravada e a evolução começou a acontecer muito rapidamente”, conta Brusatte.

Cientistas já sabiam que as aves fazem parte da linhagem dos dinossauros; mas acreditava-se que - pela falta de dados - ainda havia um elo singular a ser encontrado.  Contudo, o aumento do encontro de fósseis jurássicos fez com que pesquisadores como Brusatte sugerissem que o desenvolvimento desses animais aconteceu de maneira fragmentada.

Para comprovar sua tese, o autor e seus colegas examinaram mais 850 características de 150 diferentes espécies já extintas de pássaros e seus “parentes” dinossauros. A partir disso e com o auxilio de dados e estatísticas, o grupo criou uma complexa árvore genealógica. A pesquisa revelou a evolução aconteceu há mais de 150 milhões de anos e que, gradualmente, a mudança entre pássaros e esses dinos era praticamente imperceptível.

O fóssil Archaeopteryx é considerado o primeiro pássaro da história, apesar do título ser considerado arbitrário para os especialistas. “O que provavelmente distingue esses dois é o fato dos pássaros por possuírem potência de voo. E com o tempo, os dinossauros começaram a ser tornar mais ‘aves’”, afirma o autor.

Para completar, Graeme Lloyd, coautor do projeto, disse: “É particularmente interessante saber que uma vertente tão estranha dos dinossauros é responsável por essa espetacular variedade de espécies de aves que vemos hoje”.

Fonte: Galileu

Nota: Mais uma estorinha de evolucionista para tentar convencer você desta ideia de elo perdido. Na verdade, não existe - ainda - nenhuma divulgação de paleontólogos sérios provando a existência de um novo registro fóssil - nesta matéria, só especulações! [FN]

domingo, 28 de setembro de 2014

Triceratops não existiu, diz estudo

Triceratops: o famoso dinossauro pode não passar da versão jovem de outra espécie
Pesquisadores americanos desmentem uma crença centenária envolvendo o Triceratops, uma das espécies de dinossauro mais conhecidas do público em geral.

John Scannella e Jack Horner, da Universidade Estadual de Montana, afirmam: o Triceratops nunca existiu. Ele é apenas a fase jovem de outra espécie, já conhecida, chamada Torosaurus.

Desde o início do século 19, cientistas acreditam que ambos pertencem a duas espécies diferentes; o motivo são as grandes diferenças morfológicas, encontradas especialmente no crânio.

O Triceratops possuía três chifres e uma “saia” no pescoço relativamente curta. Já o Torosaurus tinha esta parte do pescoço muito maior, com dois grandes buracos através dela.

O estudo de Scannella e Horner buscava reconstruir o ecossistema do período Cretáceo e, como parte da pesquisa, eles analisaram diversas de amostras de dinossauros. Mais de 50 exemplares de Triceratops, em diferentes estágios de desenvolvimento, tiveram seus crânios medidos. Os dos mais jovens tinham o tamanho de um bola de futebol. O dos mais adultos tinham o tamanho de um carro pequeno.

Curiosamente, ao analisar os Torosaurus os pesquisadores notaram que, não só seus corpos eram mais raros, como todos eram grandes e não havia nenhum filhote. Além disso, algumas análises mostraram que o crânio do Triceratops considerados adultos ainda estava passando pro mudanças.

Por três anos, os pesquisadores tentaram encontrar outra explicação, até que concordaram que, a única cabível para as descobertas, era a de que se tratava de estágios diferentes de uma única espécie. A confusão em classificá-los como duas espécies seria compreensível, uma vez que a versão infantil do dinossauro seria diferente da adulta, e seus crânios mudavam radicalmente conforme cresciam. Isso já foi observado em outras espécies (pachycephalosaurs, tyrannosaurs) que viveram na América do Norte.

Uma explicação para a pouca quantidade de ossos de Torosaurus encontrada seria a alta mortalidade dos animais mais jovens, sendo que poucos chegariam à fase adulta. A conclusão de que ambos são o mesmo dinossauro em diferentes estágios de crescimento foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology.

Na análise, os pesquisadores ressaltam a importância de se considerar as variações morfológicas dos animais para que os paleontólogos não superestimem a variedade de dinossauros.

Se confirmada, essa descoberta seria mais um ponto na discussão sobre a diversidade dos dinossauros no período Cretáceo e Mesozóico. Muitos pesquisadores defendem a ideia de que já havia muito menos espécies na Terra quando o asteróide que aniquilou de vez os dinossauros caiu, há 65 milhões de anos. Se houve realmente um declínio na diversidade, eles estariam mais vulneráveis quando o asteróide caiu.

Na imagem abaixo está o que acreditava-se ser o Triceratops, à esquerda, e sua nova "cara": o Torosaurus, à direita, seria o verdadeiro adulto.
Fonte: Info Abril

Nota: Neste mesmo erro científico não podemos esquecer também de um outro erro parecido que ocorreu com a evolução humana. É importante saber, clique aqui para conhecer esta pesquisa. [FN]

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Metade da água do planeta pode ser mais antiga que o Sol

Um estudo apresentado nesta quinta-feira indica que metade da água do planeta talvez seja mais antiga do que o Sistema Solar, o que aumenta a possibilidade de existir vida fora de nossa galáxia , a Via Láctea.

O trabalho, divulgado na revista americana Science, vai alimentar o debate sobre se as moléculas de gelo de água nos cometas e nos oceanos se formaram no disco de gás e poeira ao redor do jovem Sol há 4,6 bilhões de anos, ou se provêm de uma nuvem interestelar mais antiga.

"Determinando agora a parte antiga da procedência da água na Terra, podemos ver que o processo de formação de nosso Sistema Solar não foi único e que, portanto, os exoplanetas podem se formar nesses ambientes onde a água é abundante", explicou Tim Harries, do Departamento de Física e Astronomia da universidade britânica e um dos autores da pesquisa.

Levando-se em consideração que a água é um elemento crucial para o desenvolvimento da vida na Terra,  os resultados deste estudo podem sugerir que a vida existe em outro lugar mais além da nossa galáxia, ressaltaram os cientistas.

"Trata-se de um passo importante em nossa busca para saber se a vida existe em outros planetas", afirmou Harries.

Os resultados "aumentam a possibilidade de que alguns planetas fora de nosso Sistema Solar (exoplanetas) contem com as condições propícias e recursos de água que permitam a existência de vida e sua evolução", afirmou.

Utilizando um sofisticado modelo que permite simular as fórmulas químicas entre as moléculas de água formadas no Sistema Solar e as que existiam antes, os pesquisadores da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, descobriram que entre 30 e 50% da água consumida hoje em dia é cerca de um milhão de anos mais antiga do que o Sol.

Fonte:  Exame

Nota: Sem dúvidas, a água é essencial para existência da vida, mas ela sozinha não é garantia do surgimento da vida. Pelas pesquisas atuais, sabemos que é necessário haver outras associações de substancias complexas e também propícias para que a vida possa desenvolvesse. Confirme a minha declaração aqui! Mesmo assim, porque a reportagem afirmou a possibilidade de vida em outros planetas por motivos de água antiga? A resposta é simples, eles creem no naturalismo filosófico, ou seja, no evolucionismo.

Por outro lado, se observarmos melhor esta descoberta, notaremos que os resultados metafíscos desta pesquisa encaixa-se mais para a filosofia bíblica (criacionismo) do que a naturalista (evolucionismo). Veja o que está escrito no livro de Gênesis 1: 2, ("E a terra era sem forma e vazia, trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas"). E depois leia Gênesis 1: 3, ("Disse Deus, haja Luz, e houve luz."). Viu? Segundo os relatos bíblicos, a água já existia há muito tempo, mesmo antes da criação da terra e o sol veio a existir no quarto dia da criação. Sendo assim, ponto para nós criacionistas! Se realmente esta pesquisa for comprovada, podemos dizer mais uma vez que, a ciência sempre estará do lado da bíblia. [Firmo Neto]

Leia também: Descoberto o maior reservatório de água do mundo 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A implausibilidade de ciclos metabólicos na Terra prebiótica

Ciclos ocorrem de forma generalizada em todos os ramos da química. A definição de um catalisador tal como um agente que facilita a conversão de reagentes para produtos, sem se ser mudado quase que assegura que um catalisador que pode iniciar sucessivas "ciclos" de a mesma reacção. Ciclos metabólicos são diferentes. Estritamente, eles são, por definição restrita a bioquímica. Como ciclos catalíticos, eles também resultar em repetidas conversões de substratos em produtos, mas eles envolvem sequências muito mais complexas de reacções químicas. Tanto quanto sei, a reação Formose, que converte formaldeído a uma mistura complexa de produtos, incluindo vários açúcares [1], é a sequência da reacção não enzimática apenas conhecido que é em tudo semelhante a um ciclo metabólico, embora a existência de um ou dois ciclos muito mais simples tem sido estabelecido ou se provável na literatura de química prebiótica [2,3]. Foi proposta a possibilidade de que as reações de ácido cianídrico (HCN) pode formar a base para uma organização cíclico complexo [4], mas não há ainda nenhuma evidência experimental para apoiar esta proposta.

Se os ciclos complexos análogos aos ciclos metabólicos poderia ter operado na Terra primitiva, antes do aparecimento de enzimas ou outros polímeros informativos, muitos dos obstáculos para a construção de um cenário plausível para a origem da vida desapareceria. Se, por exemplo, um sistema complexo de ciclos não-enzimáticos poderia ter feito nucleótidos disponíveis para a síntese de ARN, muitos dos problemas da química prebiótica seria irrelevante. Talvez um polímero simples precedida de ARN como o material de exemplo para-genético, um polímero com base em uma espinha dorsal de glicerol-fosfato [5] ou uma espinha dorsal ácido phosphoglyceric. Poderia um não enzimática "ciclo metabólico" fizeram tais compostos disponíveis na pureza suficiente para facilitar o aparecimento de um polímero informativo replicante?

É preciso reconhecer que a avaliação da viabilidade de qualquer ciclo de prebiótico proposta específica deve depender argumentos sobre a plausibilidade química, em vez de uma decisão sobre a possibilidade lógica. Qualquer sequência de reacção que é permitido pela termodinâmica poderia, em princípio, ser realizado, dada uma família suficientemente activo e específico de catalisadores. As plantas sintetizam alcalóides complexos, tais como estricnina, a partir de CO2, NH3 e equivalentes redutores, por isso deve, em princípio, ser possível atingir esses sínteses a partir de CO2, NH3 e H2, dada uma família de catalisadores prebióticos suficientemente activas e específicas .

No entanto, poucos acreditam que qualquer conjunto de minerais na Terra primitiva é provável que promoveram essas sínteses um rendimento significativo. Cada ciclo metabólico proposto, portanto, deve ser avaliada em termos de eficiência e especificidades que seriam necessários de seus catalisadores hipotéticas para que o ciclo de persistir. Em seguida, argumentos baseados em evidências experimentais ou plausibilidade químico pode ser usado para avaliar a probabilidade de que uma família de catalisadores que é adequado para a manutenção do ciclo poderia ter existido na Terra primitiva.

Os ciclos metabólicos que foram identificados por bioquímicos são de dois tipos: simples ciclos e ciclos autocatalíticos. O ciclo do ácido cítrico, o que provoca a oxidação do acetato de CO2 com a síntese concomitante de ATP, e o ciclo da ureia, que resulta na conversão de ureia a NH3 tóxico relativamente inofensivos, são dois exemplos de ciclos simples. O passo inicial do ciclo anterior, é a síntese de ácido cítrico e de ácido oxaloacético acetil-CoA. Depois de uma volta do ciclo, de etilo é completamente "queimados" CO2 como uma molécula de oxaloacetato é regenerado. O ciclo de Calvin e escuro no ciclo do ácido cítrico inversa, ambas as quais resultam na fixação de CO2 na importantes intermediários bioquímicos, são exemplos de ciclos autocatalíticos. O (redutora) ciclo do ácido cítrico inversa (Figura 1) é iniciada pela divisão de ácido cítrico para se obter o ácido oxaloacético e acetil-CoA. Depois de uma volta do ciclo, duas moléculas de ácido cítrico são formadas, de modo que desde que nenhum material seja desviado do ciclo. É por isso que o ciclo é descrito como autocatalítica-cada molécula de ácido cítrico introduzido nos resultados do ciclo, depois de uma volta do ciclo, na geração de duas moléculas de ácido cítrico. A proposta de que o ciclo de ácido cítrico reverso operado nonenzymatically na Terra primitiva tem sido uma característica marcante de alguns cenários para a origem da vida [6-8].

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Química de sistemas prebióticos: novas perspectivas para a origem da vida

Índice

1 Introdução

1.1. Um Historicamente campo controverso
1.2. Sistemas de Química como um novo, mais abrangente Perspectiva

2. vias químicas em biomoléculas

2.1. Síntese Prebiotic de monômeros: lipídios, aminoácidos e nucleotídeos
2.1.1. Synthesis of Lipids
2.1.2. Síntese de Aminoácidos
2.1.3. Síntese de Nucleotídeos
2.1.4. Resumo
2.2. Prebiótico Síntese de Polímeros: Peptídeos e Ácidos Nucleicos
2.2.1. Síntese de Peptídeos
2.2.2. Síntese de Ácidos Nucleicos
2.2.3. Coevolution na síntese de péptidos e ácidos nucleicos
2.3. Origens da homoquiralidade

3. processos químicos complexos no caminho para Sistemas Vivos

3.1. Surgimento de Comportamento Complexo Químico: auto-organização e auto-montagem
3.1.1. Dynamics Reação oscilatórios
3.1.2. Redes autocatalíticos e Protometabolic Cycles
3.1.3. Assembleia de anfifílicos moléculas em Protocellular Compartimentos
3.2. De reprodução e replicação Processos
3.2.1. Reprodução de vesículas
3.2.2. Redes de replicar Polymers
3.3. Desenvolvimento biológico evolucionário Mecanismos: O RNA World
3.3.1. Pré-RNA Worlds
3.3.2. O RNA World Hipótese: Combinando genótipo e fenótipo, a nível molecular
3.3.3. Quasispecies Vírus RNA como um sistema modelo para o RNA World

4. Abordagens integração sistêmica

4.1. Template-Metabolismo Integração
4.2. Boundary-Template Integração
4.3. Integração Metabolismo-Fronteira
4.4. Para a integração de modelos, Metabolismo e Boundary

5. atuais ferramentas metodológicas para o desafio

5.1. Química Combinatória dinâmico
5.2. De alto rendimento técnicas bioquímicas: tecnologias de sequenciamento e microarrays
5.3. In Vitro Evolução de ácidos nucléicos e outras biomoléculas
5.4. Microfluídicos e nanofluídica Abordagens

6 Considerações Finais e questões em aberto

GRÁTIS GRATIS PDF: Chemical Reviews

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